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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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O grande problema no surgimento das dívidas brutais no sector dos transportes prendeu-se, sobretudo, com o sub-financiamento das empresas. Durante anos e anos os sucessivos Governos obrigaram as empresas de transportes a financiarem-se por si, acartando com boa parte dos custos de investimento.

 

Isso fora de Lisboa e Porto foi sempre, aliás acho que só os transportes dessas duas cidades recebem financiamento estatal.

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A ironia :mrgreen: (O John D. Rockefeller criou a empresa que se tornou a Exxon Mobil)

 

 

Quando fui lá há um ano disse que isto ia ter de acontecer tendo em conta o boost em turismo lá. Espero que não seja demasiado tarde.

 

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Donald J. Trump ✔ @realDonaldTrump

Many people would like to see @Nigel_Farage represent Great Britain as their Ambassador to the United States. He would do a great job!

 

Vão ser quatro anos divertidos.

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O grande problema no surgimento das dívidas brutais no sector dos transportes prendeu-se, sobretudo, com o sub-financiamento das empresas. Durante anos e anos os sucessivos Governos obrigaram as empresas de transportes a financiarem-se por si, acartando com boa parte dos custos de investimento.

 

Sim, e isso tem impacto no nível de juros pagos, mas sejam as empresas a financiar-se a si próprias, seja o Estado a fazer por elas, contará sempre como dívida pública, ou seja, acabamos por ser nós os contribuintes a pagar. E o ponto do meu raciocínio é que essas medidas propostas viriam a resolver o problema da qualidade do serviço, agravando o problema do financiamento. No governo anterior foi o contrário, agravou-se a qualidade do serviço para atenuar o problema do financiamento. Ou seja, não é possível chegar-se a um acordo entre todos quanto a uma solução definitiva e equilibrada que permita resolver parcialmente o problema, e ter mais um pouco de uma sem sacrificar a outra. Até porque soluções já foram apresentadas, nomeadamente a sub-concessão para a exploração destas empresas, e que o Governo travou (não sei se bem ou mal, desconheço as condições que foram acordadas).

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Myanmar has long persecuted the country’s Rohingya Muslim minority, denying it basic rights to citizenship, to marry, to worship and to an education. After violence unleashed in 2012 by Buddhist extremists drove tens of thousands of Rohingya out of their homes, many risked their lives to escape in smugglers’ boats; more than 100,000 others are living in squalid internment camps. Now, a counterinsurgency operation by Myanmar’s military is again forcing thousands of Rohingya to abandon their villages.

 

De referir que o novo governo é chefiado por uma vencedora do prémio Nobel da Paz e no entanto "insists on underlining the Rohingya’s foreignness by referring to them as “Bengalis” and argues that the government’s response to the attack is based on “the rule of law.”".

 

 

Convém ler o artigo de opinião para perceber o título. Mas isso não é nada de novo.

 

 

The Court of Cassation ordered that the 65-year-old be retried on the charge of conspiring to commit terrorist acts with foreign organisations. But he is still serving lengthy sentences related to two other cases.

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Budistas extremistas, ora aí está algo que nunca tinha ouvido falar :lol:

 

Quanto ao artigo do Trump, gostei e vem na linha daquilo que penso. É um erro achar que o Trump ganhou pelo seu discurso racista, no entanto, muitos dos media falham na leitura que fazem do resultado das eleições. O problema é profundo, e da mesma forma que muitos dos eleitores americanos estavam desesperados por uma mudança no sistema (e não só americanos, como vamos perceber nos próximos meses), esses mesmo sistema necessitava urgentemente de uma wake up call para se transformar e dar resposta às novas necessidades da população, enquanto não é ainda tarde de mais e o problema não se tenha agravado e generalizado pelo resto do mundo.

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Ele fala de algo importante, que é o mau ajuste dos media à "nova" realidade (que já começa pelo menos com a proliferação de fenómenos como Breitbart, Frente Nacional e os regimes austríacos, polacos e húngaros, ptt situação refugiados). A imprensa não tem conseguido ler o fenómeno social presente, em que se nota que as décadas de olhar de lado a corrupção, hipocrisia e fazer remendos a curto prazo para deixar o trabalho a quem se seguir, para além do golpe na imprensa da social media e a tentativa de "emburrecimento" da sociedade em prol da manutenção do poder e da tal corrupção levou a algo que quem engendrou isto agora não consegue parar.

 

Mesmo que tenha havido muitos artigos de opinião a falar do que a imprensa falhou, que como diz o artigos são quase introspecções dos autores mais que o estudo do momento actual (que mesmo assim têm coisas interessantes) a questão de como a imprensa deve reportar este tipo de movimentos, os categorizar e saber criticar bem ou mal e acima de tudo dar a informação de uma forma eficiente a quem elege estas pessoas é crucial para se conseguir parar de permitir de certas coisas destes movimentos que simplesmentem cagam em direitos humanos e decência humana.

 

edit: É tão irónico que uma solução para evitar estes fenómenos anti-establishment era ele efectivamente funcionar como deve ser :lol:

Editado por Lip Iverson

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Isso fora de Lisboa e Porto foi sempre, aliás acho que só os transportes dessas duas cidades recebem financiamento estatal.

 

Recebem-no desde que a crise rebentou e as empresas perderam capacidade de financiamento junto da banca. Até aí, eram as empresas que assumiam a responsabilidade do financiamento. Um exemplo: http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/carris_contrata_financiamento_de_215_milhoes_com_efisa_e_depfa

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Sim, e isso tem impacto no nível de juros pagos, mas sejam as empresas a financiar-se a si próprias, seja o Estado a fazer por elas, contará sempre como dívida pública, ou seja, acabamos por ser nós os contribuintes a pagar. E o ponto do meu raciocínio é que essas medidas propostas viriam a resolver o problema da qualidade do serviço, agravando o problema do financiamento. No governo anterior foi o contrário, agravou-se a qualidade do serviço para atenuar o problema do financiamento. Ou seja, não é possível chegar-se a um acordo entre todos quanto a uma solução definitiva e equilibrada que permita resolver parcialmente o problema, e ter mais um pouco de uma sem sacrificar a outra. Até porque soluções já foram apresentadas, nomeadamente a sub-concessão para a exploração destas empresas, e que o Governo travou (não sei se bem ou mal, desconheço as condições que foram acordadas).

 

Isso também só acontece desde há uns 5 anos para cá, porque a dívida das empresas públicas estava fora do perímetro da dívida pública. E por isso é que tanto se recorria ao sub-financiamento, com o impacto nos juros, como referiste, mas não só.

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Isso também só acontece desde há uns 5 anos para cá, porque a dívida das empresas públicas estava fora do perímetro da dívida pública. E por isso é que tanto se recorria ao sub-financiamento, com o impacto nos juros, como referiste, mas não só.

 

Tecnicamente sim, estava fora do perímetro da dívida pública, mas a Carris há-de ter feito um longo caminho até atingir um valor na ordem dos 920 milhões de euros negativos em capitais próprios, portanto acho razoável assumir que a dada altura - muito antes de atingir esse valor monstruoso - alguém há-de ter percebido que o serviço da dívida da empresa não era sustentável, e que a estrutura de custos estava absolutamente errada. E que, eventualmente (tal como veio a acontecer), teria de ser o Estado a assumir. A razão porque não assumiu mais cedo essa dívida, entre outros motivos, foi a maquilhagem das contas públicas e foi-se empurrando o problema com a barriga. Mas pronto, o mal foi feito e agora arcamos todos com o custo.

 

Mais uma vez, o problema é o que está acontecer agora. O Estado assume a dívida e entrega a empresa livre de dívidas à Câmara de Lisboa. E a prioridade desta passa logo por aumentar a dimensão da empresa e, por conseguinte, surge novamente o problema do risco moral, uma vez que a dívida histórica da empresa deixa de funcionar como uma limitação na capacidade de esta se endividar, uma vez que é o Estado que arca com esses custos. Ou seja, resolve-se o problema da Carris? Não, resolve-se o problema da qualidade do serviço mas dá-se inicio a um novo buraco, e esta situação só demonstra que não se aprendeu nada com o passado recente da gestão destas empresas. Mais uma prova disso é o facto de o PM ter vindo dizer que a Carris "não é para produzir EBITDA, é para transportar pessoas". Obviamente que a empresa não deve produzir EBITDA positivo, está a prestar um serviço público, mas deve ser gerida da forma mais eficiente possível de forma a que o défice operacional seja tão curto quanto possível, e que possa ser assim coberto por transferências do OE, e não através de mais dívida (directa).

 

Para todos aqueles que se perguntam como é que o Estado se endividou tanto, e porque é que se foram buscar pensões e salários para tapar os buracos nas contas públicas, aqui está um óptimo exemplo. Nem só de roubos se deveu o descalabro financeiro do país, muitos dos problemas advieram da velha e simples má gestão e negligência, e que a generalidade das pessoas vai deixando passar para se concentrar nos benefícios imediatos que certas medidas lhes trazem.

Editado por Visitante

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Recebem-no desde que a crise rebentou e as empresas perderam capacidade de financiamento junto da banca. Até aí, eram as empresas que assumiam a responsabilidade do financiamento. Um exemplo: http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/carris_contrata_financiamento_de_215_milhoes_com_efisa_e_depfa

 

Portanto antes disso não figurava qualquer financiamento para algum transporte municipal no Orçamento de Estado?

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Tecnicamente sim, estava fora do perímetro da dívida pública, mas a Carris há-de ter feito um longo caminho até atingir um valor na ordem dos 920 milhões de euros negativos em capitais próprios, portanto acho razoável assumir que a dada altura - muito antes de atingir esse valor monstruoso - alguém há-de ter percebido que o serviço da dívida da empresa não era sustentável, e que a estrutura de custos estava absolutamente errada. E que, eventualmente (tal como veio a acontecer), teria de ser o Estado a assumir. A razão porque não assumiu mais cedo essa dívida, entre outros motivos, foi a maquilhagem das contas públicas e foi-se empurrando o problema com a barriga. Mas pronto, o mal foi feito e agora arcamos todos com o custo.

 

Mais uma vez, o problema é o que está acontecer agora. O Estado assume a dívida e entrega a empresa livre de dívidas à Câmara de Lisboa. E a prioridade desta passa logo por aumentar a dimensão da empresa e, por conseguinte, surge novamente o problema do risco moral, uma vez que a dívida histórica da empresa deixa de funcionar como uma limitação na capacidade de esta se endividar, uma vez que é o Estado que arca com esses custos. Ou seja, resolve-se o problema da Carris? Não, resolve-se o problema da qualidade do serviço mas dá-se inicio a um novo buraco, e esta situação só demonstra que não se aprendeu nada com o passado recente da gestão destas empresas. Mais uma prova disso é o facto de o PM ter vindo dizer que a Carris "não é para produzir EBITDA, é para transportar pessoas". Obviamente que a empresa não deve produzir EBITDA positivo, está a prestar um serviço público, mas deve ser gerida da forma mais eficiente possível de forma a que o défice operacional seja tão curto quanto possível, e que possa ser assim coberto por transferências do OE, e não através de mais dívida (directa).

 

Para todos aqueles que se perguntam como é que o Estado se endividou tanto, e porque é que se foram buscar pensões e salários para tapar os buracos nas contas públicas, aqui está um óptimo exemplo. Nem só de roubos se deveu o descalabro financeiro do país, muitos dos problemas advieram da velha e simples má gestão e negligência, e que a generalidade das pessoas vai deixando passar para se concentrar nos benefícios imediatos que certas medidas lhes trazem.

 

Completamente de acordo com o 1º parágrafo.

 

Acho que te estás a precipitar, assumindo automaticamente que um aumento no nº de carreiras, a aquisição de novos autocarros ou a contratação de trabalhadores guie a um novo buraco. Na questão das carreiras não opino, porque não estou por dentro da sua dinâmica, mas a aquisição de novos autocarros traz benefícios de custos a médio/longo-prazo. Substituirão unidades com 18 e 21 anos, mais gastadoras, com manutenção mais elevada e desadequadas às necessidades (não têm piso rebaixado, por exemplo). Nada garante que a nova gestão da Carris não consiga atingir essa eficiência que referes.

 

Portanto antes disso não figurava qualquer financiamento para algum transporte municipal no Orçamento de Estado?

 

Não te consigo dar total certeza, porque não conheço a realidade de todo o universo, mas se descontares os subsídios à exploração e situações excepcionais (como a construção do Metro do Porto, que teve 25 % do financiamento proveniente do OE e fundos comunitários), duvido imenso que houvesse esse financiamento.

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Vou ter de pagar mais de segurança social a partir deste mês.

 

E em conversa com o meu pai, sei que há países em que se pode descontar acima do permitido, vou atirar valores para o ar, mas por exemplo se em Portugal há o escalão mais alto em que pagas 500 euros de seg. social, se quiseres pagar mais um x para teres uma reforma complementar podes fazê-lo. Pelo que percebi em Portugal não é permitido.

 

Porquê? E qual a razão?

São a favor? Contra? Porquê?

 

Não seria uma maneira de ajuda para o sistema?

Não percebo nada disto, gostava de ouvir opiniões ;)

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Completamente de acordo com o 1º parágrafo.

 

Acho que te estás a precipitar, assumindo automaticamente que um aumento no nº de carreiras, a aquisição de novos autocarros ou a contratação de trabalhadores guie a um novo buraco. Na questão das carreiras não opino, porque não estou por dentro da sua dinâmica, mas a aquisição de novos autocarros traz benefícios de custos a médio/longo-prazo. Substituirão unidades com 18 e 21 anos, mais gastadoras, com manutenção mais elevada e desadequadas às necessidades (não têm piso rebaixado, por exemplo). Nada garante que a nova gestão da Carris não consiga atingir essa eficiência que referes.

 

Não te consigo dar total certeza, porque não conheço a realidade de todo o universo, mas se descontares os subsídios à exploração e situações excepcionais (como a construção do Metro do Porto, que teve 25 % do financiamento proveniente do OE e fundos comunitários), duvido imenso que houvesse esse financiamento.

 

Não acho que me esteja a precipitar no sentido em que todas as medidas implementadas implicam uma diminuição da receita ou um aumento da despesa, pelo menos, de forma imediata, e encaro isso como um sinal d daquilo que é querido para a empresa nos próximos anos. Quais são as primeiras medidas que tomam para a empresa depois do reset à dívida? Comprar mais autocarros e aumentar o pessoal... resta saber agora se isto será pago com fundos próprios, ou mais financiamento.

 

É por saber como as empresas públicas são geridas cá no burgo (seja para agradar às massas, seja para dar de comer aos boys) é que me apresso a tirar conclusões sobre a solução apresentada, sobretudo quando não houve nenhuma reestruturação operacional e financeira da empresa. Apenas se limpou a dívida histórica e passou a gestão para a Câmara, o resto está como antes e não vejo motivos porque a partir de agora a gestão estratégica e financeira da empresa haveria de ser diferente do passado, já que as condições voltam a ser as mesmas e agora sabe-se que havendo algum problema, o Estado banca. É tipo uma batata quente, agora os presidentes de câmara vão passando a batata de uns para os outros e perde quem se queimar. Depois retoma-se o jogo. Como dizia o Jorge Sampaio (segundo o livro do Saraiva :mrgreen:), "o que é preciso é manter a bola a bater!"

 

Vou ter de pagar mais de segurança social a partir deste mês.

 

E em conversa com o meu pai, sei que há países em que se pode descontar acima do permitido, vou atirar valores para o ar, mas por exemplo se em Portugal há o escalão mais alto em que pagas 500 euros de seg. social, se quiseres pagar mais um x para teres uma reforma complementar podes fazê-lo. Pelo que percebi em Portugal não é permitido.

 

Porquê? E qual a razão?

São a favor? Contra? Porquê?

 

Não seria uma maneira de ajuda para o sistema?

Não percebo nada disto, gostava de ouvir opiniões ;)

 

Não posso dar grande ajuda, mas sei que há uns anos era possível descontar mais. Agora, se o quiseres fazer, só através de um plano de poupança e reforma no privado. ;)

Editado por Visitante

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Vou ter de pagar mais de segurança social a partir deste mês.

 

E em conversa com o meu pai, sei que há países em que se pode descontar acima do permitido, vou atirar valores para o ar, mas por exemplo se em Portugal há o escalão mais alto em que pagas 500 euros de seg. social, se quiseres pagar mais um x para teres uma reforma complementar podes fazê-lo. Pelo que percebi em Portugal não é permitido.

 

Porquê? E qual a razão?

São a favor? Contra? Porquê?

 

Não seria uma maneira de ajuda para o sistema?

Não percebo nada disto, gostava de ouvir opiniões ;)

 

Tens os Certificados de Reforma.

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Yup. A CNN achou por bem destacar estas declarações. O melhor mesmo é debatermos isto em 2016, CNN.

 

Editado por Woyzeck

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Não acho que me esteja a precipitar no sentido em que todas as medidas implementadas implicam uma diminuição da receita ou um aumento da despesa, pelo menos, de forma imediata, e encaro isso como um sinal d daquilo que é querido para a empresa nos próximos anos. Quais são as primeiras medidas que tomam para a empresa depois do reset à dívida? Comprar mais autocarros e aumentar o pessoal... resta saber agora se isto será pago com fundos próprios, ou mais financiamento.

 

É por saber como as empresas públicas são geridas cá no burgo (seja para agradar às massas, seja para dar de comer aos boys) é que me apresso a tirar conclusões sobre a solução apresentada, sobretudo quando não houve nenhuma reestruturação operacional e financeira da empresa. Apenas se limpou a dívida histórica e passou a gestão para a Câmara, o resto está como antes e não vejo motivos porque a partir de agora a gestão estratégica e financeira da empresa haveria de ser diferente do passado, já que as condições voltam a ser as mesmas e agora sabe-se que havendo algum problema, o Estado banca. É tipo uma batata quente, agora os presidentes de câmara vão passando a batata de uns para os outros e perde quem se queimar. Depois retoma-se o jogo. Como dizia o Jorge Sampaio (segundo o livro do Saraiva :mrgreen:), "o que é preciso é manter a bola a bater!"

 

Portanto, depreendo que qualquer medida tomada no sentido de aumentar a receita ou baixar a despesa seja vista por ti como a criação de um novo buraco. É isso?

 

Porque não há-de ser diferente, se a gestão agora é camarária? Há uma maior aproximação entre a gestão e as necessidades, que uma câmara conhece melhor que o Estado central. E digo isto não concordando com a nova gestão da Carris e, provavelmente, do Metro. O ideal, para mim, seria uma gestão supra-municipal, que envolvesse todas as empresas de transportes e câmaras municipais da Área Metropolitana de Lisboa, de forma a obter-se um melhor planeamento e sinergias entres os diferentes transportes. E isto incluiria também a gestão dos suburbanos da CP.

Editado por Peplin

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Yup. A CNN achou por bem destacar estas declarações. O melhor mesmo é debatermos isto em 2016, CNN.

 

https://www.facebook...?type=2&theater

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A classe com que manufacturam consentimento é sublime. Oh pra ele feito Michael Buble, ali a querer exterminar e perseguir minorias.

 

Isto tem que levar uma volta muito grande. Dar oportunidade a esta rapaziada reacionária para nos proporcionar a utopia do Thomas More. Ou então vão logo para o paredão e não se perde tempo com quem não merece.

Editado por Fidel Castro

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Como li ontem, isso da alt-right é como chamares alt-farmer a alguem que f*de com cabras. Não é um alt-farmer, é um goat fucker, tal como não é alt-right, é neo-nazi.

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Portanto, depreendo que qualquer medida tomada no sentido de aumentar a receita ou baixar a despesa seja vista por ti como a criação de um novo buraco. É isso?

 

Porque não há-de ser diferente, se a gestão agora é camarária? Há uma maior aproximação entre a gestão e as necessidades, que uma câmara conhece melhor que o Estado central. E digo isto não concordando com a nova gestão da Carris e, provavelmente, do Metro. O ideal, para mim, seria uma gestão supra-municipal, que envolvesse todas as empresas de transportes e câmaras municipais da Área Metropolitana de Lisboa, de forma a obter-se um melhor planeamento e sinergias entres os diferentes transportes. E isto incluiria também a gestão dos suburbanos da CP.

 

As medidas são um sinal, e não definem por si só uma estratégia. O que eu quero dizer é que nada mudou na Carris quanto à forma como esta está estruturada e como será gerida (claro que ser gerida pela Câmara confere alguma flexibilidade à empresa, mas os incentivos na gestão são os mesmos), e na minha opinião, o facto de agora estar livre de dívidas abre espaço para novos abusos, uma vez que as responsabilidades financeiras começam praticamente do zero para já. A aquisição de novos autocarros é só um sinal no sentido desse raciocínio, de que vão procurar expandir as operações da empresa através da alavancagem financeira. Agora, só tempo dirá se tenho razão ao não, mas não é segredo nenhum que não sou muito crente na eficiência de empresas públicas com gestão estatal ou camarária. ;)

 

Também concordo com a segunda parte do teu segundo parágrafo, e isso era um sinal efectivo de que existiria uma preocupação no sentido de evitar erros do passado. Se o Estado (e a Câmara) controlam várias empresas de transportes colectivos numa determinada área, porque não agregá-las numa só? Os ganhos de eficiência seriam enormes, estamos a falar de serviços similares e em alguns casos até complementares, os ganhos por sinergias seriam significativos, e a própria gestão dessas empresas simplificada e coordenada (é por isso que também não poria de parte a entrega da gestão a transportadoras privadas, como a Transdev, Alsa, etc). O mesmo foi feito com a Infraestruturas de Portugal, e com excelentes resultados.

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O Socialismo Revolucionário pediu formalização da tendência no Bloco de Esquerda.

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Nesse caso devo ter percebido mal a tua sugestão.

Também acho que se devia votar a nível nacional e não por distrito, é que assim quem não vota nos 5 grandes é um português de segunda.

Acho que foi isso que ele se esqueceu de explicar quando falou em reduzir o número de deputados.

Editado por lastdance

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