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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Quan Chi, há 2 horas:

Ora aí está uma boa medida e que tem de abranger outras áreas (capoto, eliminação de humidade, instalações de vmc's,etc) a transição energética em Portugal também passa muito por isto. Casas mais eficientes gastam menos energia.

 

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Citação de Jimpo, há 44 minutos:

Ora aí está uma boa medida e que tem de abranger outras áreas (capoto, eliminação de humidade, instalações de vmc's,etc) a transição energética em Portugal também passa muito por isto. Casas mais eficientes gastam menos energia.

 

Abrange
https://www.fundoambiental.pt/apoios-prr/c13-eficiencia-energetica-em-edificios/05c13-i012023-paes-2023-1-aviso.aspx

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Citação de kareca, há 20 minutos:

Abrange mas é como se não abrangisse no caso dos sistemas ETICS (isolamento térmico), que é a principal deficiência dos imóveis em Portugal.

Um apoio de 4.500€ dá para meia parede numa moradia pequena (passe o exagero). É um apoio que só interessa a quem tiver capacidade de acartar com pelo menos mais 80% ou 90% do valor da obra. Faz zero pelas pessoas mais afetadas pela falta de eficiência energética das suas casa. Andamos a brincar aos apoios.

Para se ter noção do outro extremo destes apoios, no ano passado a Itália teve um programa que pagava 110% do valor das intervenções para melhoria energética das habitações. Ou seja, os particulares literalmente recebiam dinheiro por fazerem estas obras. Este ano este apoio já baixou para (penso) 80%.

Pode parecer um apoio absurdo (e em grande parte é) mas tem algum mérito porque o valor que conseguiram retirar da economia paralela pela obrigatoriedade de apresentação de faturas está a acabar por compensar uma parte do investimento.

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Mais o trabalho que cria. 
No entanto há sempre os palhaços que se aproveitam do sistema e dão calote aos mais ingénuos. 

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Citação de Jimpo, há 1 hora:

Ora aí está uma boa medida e que tem de abranger outras áreas (capoto, eliminação de humidade, instalações de vmc's,etc) a transição energética em Portugal também passa muito por isto. Casas mais eficientes gastam menos energia.

 

Isso foi uma das críticas do relatório final da 2a fase. Maior parte das candidaturas e verbas foram para equipamentos, principalmente painéis solares. O que é normal porque, embora o programa dê para isso tudo, o gasto para colocar capoto ou trocar janelas é grande e o apoio acaba por ser percentualmente baixo. Já para painéis solares consegue-se facilmente instalar uns 3 ou 4 painéis e ficarem quase pagos pelo apoio.

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Sobre a questão do Porto, de onde é que veio esta ideia que nos esta a ser enfiada por goela abaixo de uma descaracterização absoluta das cidades e daquilo que elas transmitiam para tornar as mesmas em Disneylands de turismo e as tornar iguais a tantas outras que há pelo mundo fora retirando-lhes muito daquilo que as tornava únicas e ao mesmo tempo insustentáveis para quem sempre lá viveu? 

Editado por HappyKing

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Citação de HappyKing, há 3 horas:

Ainda para mim é um cobarde quando justificou a decisão com base no barulho reclamado dos vizinhos tendo esses mesmos vizinhos desmentido posteriormente isso.

O Rui Moreira mente com quantos dentes tem na boca. 

Editado por HappyKing
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Citação de HappyKing, há 3 minutos:

O Rui Moreira mente com quantas notas tem no bolso.

Fixed.

É totalmente asquerosa a forma como o tema do Stop está a ser varrido para debaixo do tapete. Então a solução apresentada é fantástica. Vamos fechar o Stop por importunar os vizinhos mas estejam tranquilos porque oferecemos-vos dois pisos no Silo Auto (que para quem não conhece é um estacionamento/edifício aberto)

E no meio disto tudo, onde anda a oposição? Nem um pio. Mais um mandato em smooth sailing para o Rui Moreira.  

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Citação de Lurker, há 1 hora:

Abrange mas é como se não abrangisse no caso dos sistemas ETICS (isolamento térmico), que é a principal deficiência dos imóveis em Portugal.

Um apoio de 4.500€ dá para meia parede numa moradia pequena (passe o exagero). É um apoio que só interessa a quem tiver capacidade de acartar com pelo menos mais 80% ou 90% do valor da obra. Faz zero pelas pessoas mais afetadas pela falta de eficiência energética das suas casa. Andamos a brincar aos apoios.

Para se ter noção do outro extremo destes apoios, no ano passado a Itália teve um programa que pagava 110% do valor das intervenções para melhoria energética das habitações. Ou seja, os particulares literalmente recebiam dinheiro por fazerem estas obras. Este ano este apoio já baixou para (penso) 80%.

Pode parecer um apoio absurdo (e em grande parte é) mas tem algum mérito porque o valor que conseguiram retirar da economia paralela pela obrigatoriedade de apresentação de faturas está a acabar por compensar uma parte do investimento.

Fiz umas contas de merceneiro e esse apoio não me dá ser para as janelas da casa toda. Logo vi que era demasiado boa oferta 

Citação de HappyKing, há 38 minutos:

Sobre a questão do Porto, de onde é que veio esta ideia que nos esta a ser enfiada por goela abaixo de uma descaracterização absoluta das cidades e daquilo que elas transmitiam para tornar as mesmas em Disneylands de turismo e as tornar iguais a tantas outras que há pelo mundo fora retirando-lhes muito daquilo que as tornava únicas e ao mesmo tempo insustentáveis para quem sempre lá viveu? 

Estás a falar de querer construir hotéis em todo o lado?

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Citação de Gilberto Carlos, há 1 hora:

 Estás a falar de querer construir hotéis em todo o lado?

O que me parece é que o turismo só é benéfico para uma cidade se existir um equilíbrio mínimo entre a vida local existente previamente e esse mesmo turismo. 

E a meu ver quer no Porto quer em Lisboa não é isso que tem acontecido. Cidades cada vez mais gentrificadas, onde se expulsaram as pessoas dos bairros históricos, onde novos hotéis nascem quase todos os dias e onde tudo se resume a turismo. Este episódio do Stop, como o antifa explicou, é mais um exemplo disso mesmo. 

Edit:

Este artigo que li agora do Pedro Abrunhosa resume bem a determinada altura o meu ponto em cima.  Deixo um excerto:

https://www.publico.pt/2023/07/18/local/opiniao/stop-cidade-queremos-construir-2057340

O que está em causa no caso Stop é o tipo de cidade que queremos construir. Se mais quartos para inglês passear, se mais cidade para portuense viver. A proliferação do turismo, apesar dos benefícios económicos, pelo menos para alguns, traz a jusante uma pesada factura de abastardamento cultural, de vergar a espinha à normalização da ‘cidade-montra’ versus a textura sociológica que salva qualquer cidade de se transformar numa fachada.

(...)

Podemos ter uma cidade que usufrua das mais-valias do turismo sem ter de abdicar do melhor que o seu tecido de cidadãos produz: o comércio tradicional, a tasca, a tabacaria, o talho, o ‘laboratório criativo colectivo’. Numa palavra: Cultura.

Editado por HappyKing
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A cultura não, sai dali. Até Lisboa e Porto virarem Detroit 

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Citação de Gilberto Carlos, há 11 horas:

Espanha: inflação cai para 1,9% em Junho

Especialistas: esta inflação tão baixa, estará relacionada com as politicas de esquerda deles? 

A que políticas ao certo é que te estás a referir?

https://think.ing.com/snaps/spanish-inflation-below-2-for-the-first-time-in-two-years/

 

E em relação a Lisboa e ao Porto é uma guerra perdida como foi em todas as outras cidades que foram 'salvas' pelo turismo (talvez Berlim seja uma excepção à regra, mas ainda assim é uma excepção muito particular), estamos a falar de milhões de investimento contra os idosos e os donos dos tascos como se viu nessa reportagem aí em cima.

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Juntem Funchal à lista, e até um certo ponto a ilha toda, com a agravante de ser uma ilha e daqui a dias termos os madeirenses todos a viverem debaixo de pontes.

Editado por Ed
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A quantidade de malta na Holanda que me fala da Madeira no último ano e meio é de facto surpreendente. Que se passou? Bastante marketing do Turismo de Portugal?

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Citação de Gilberto Carlos, há 14 horas:

Espanha: inflação cai para 1,9% em Junho

Especialistas: esta inflação tão baixa, estará relacionada com as politicas de esquerda deles? 

Não faço ideia, em termos económicos Espanha não vai bem e ainda não recuperou níveis pré-covid em diversas áreas. Por algum motivo o Sánchez aparenta estar em trouble.

 

Por ex, GDP per capita, está ainda bastante abaixo de 2019:

edwa.jpg

Editado por Ticampos

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Citação de HappyKing, há 10 horas:

O que me parece é que o turismo só é benéfico para uma cidade se existir um equilíbrio mínimo entre a vida local existente previamente e esse mesmo turismo. 

E a meu ver quer no Porto quer em Lisboa não é isso que tem acontecido. Cidades cada vez mais gentrificadas, onde se expulsaram as pessoas dos bairros históricos, onde novos hotéis nascem quase todos os dias e onde tudo se resume a turismo. Este episódio do Stop, como o antifa explicou, é mais um exemplo disso mesmo. 

Edit:

Este artigo que li agora do Pedro Abrunhosa resume bem a determinada altura o meu ponto em cima.  Deixo um excerto:

https://www.publico.pt/2023/07/18/local/opiniao/stop-cidade-queremos-construir-2057340

O que está em causa no caso Stop é o tipo de cidade que queremos construir. Se mais quartos para inglês passear, se mais cidade para portuense viver. A proliferação do turismo, apesar dos benefícios económicos, pelo menos para alguns, traz a jusante uma pesada factura de abastardamento cultural, de vergar a espinha à normalização da ‘cidade-montra’ versus a textura sociológica que salva qualquer cidade de se transformar numa fachada.

(...)

Podemos ter uma cidade que usufrua das mais-valias do turismo sem ter de abdicar do melhor que o seu tecido de cidadãos produz: o comércio tradicional, a tasca, a tabacaria, o talho, o ‘laboratório criativo colectivo’. Numa palavra: Cultura.

Já conseguiram ser uma cidade turística. O marketing está feito. 

Agora é arranjar lugar para as pessoas que veem para dizer que estiveram no Porto.

Tive à pouco tempo em Atenas e percebi que os turistas estão a cagar-se para o lado histórico das cidades. O importante é as pessoas tirarem uma selfie na Acrópole 

Citação de Ticampos, há 12 minutos:

Não faço ideia, em termos económicos Espanha não vai bem e ainda não recuperou níveis pré-covid em diversas áreas. Por algum motivo o Sánchez aparenta estar em trouble.

 

Por ex, GDP per capita, está ainda bastante abaixo de 2019:

edwa.jpg

Os números gordos estão maus, os que afetam diretamente as pessoas estão bem, é isso?

 

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Citação de Gilberto Carlos, há 14 minutos:

Os números gordos estão maus, os que afetam diretamente as pessoas estão bem, é isso?

 

Acho que desemprego acima de 10% não é algo que afete as pessoas positivamente. Repito,  em Espanha procura-se a alternativa, e sabendo que ela só existe com a extrema-direita , se sabemos que o grosso das pessoas votam neles na mesma sem se preocuparem com isso, obviamente não consideram que a economia vá bem.
Talvez quem esteja por Espanha consiga elucidar melhor.
E o Sánchez tem menos desgaste em cima que o Costa, o Costa conseguiu absoluta com 6 anos de poder e o Sanchez ainda conta com apenas 5.

Aliás, se há coisa que o nosso governo português tem feito relativamente bem é a gestão das finanças e das contas públicas. Estamos muito por cima quando comparamos com Espanha.

Editado por Ticampos

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Citação de HappyKing, há 10 horas:

O que me parece é que o turismo só é benéfico para uma cidade se existir um equilíbrio mínimo entre a vida local existente previamente e esse mesmo turismo. 

Como é evidente. E isso vale para tudo, para o turismo, para produção de petróleo, para produção de qualquer tipo de energia, para produção agrícola ou para qualquer indústria ou actividade comercial. A questão é que este país "sobrevive" à custa do turismo. Se o Porto e Lisboa e Sintra e o Algarve e a Madeira e o Douro, e etc. etc. etc. não estivessem pejados de turistas este país tinha dado o tilt há muitos anos. 

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Citação de Ticampos, há 8 minutos:

Acho que desemprego acima de 10% não é algo que afete as pessoas positivamente. 

a taxa de desemprego há muito tempo que está acima dos 10%

?type=area&period=10y&lang=pt

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Citação de Puto Perdiz, há 2 minutos:

a taxa de desemprego há muito tempo que está acima dos 10%

?type=area&period=10y&lang=pt

Sim, mas a grande queda se reparares foi ainda antes do mandato do PSOE. Reduziu de quase 27% para 15% no mandato do PP. E no do PSOE baixou apenas 2%.

Editado por Ticampos

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Citação de Ticampos, há 1 hora:

E no do PSOE baixou apenas 2%.

Vamos ignorar que é mais fácil descer em valor absoluto quando se está nos 30 por cento do que nos 15? Ou ignorar a trajetória que existiu entre 2018 e do início de 2020 que era de descida clara? Ou o que se passou nos últimos anos em termos de pandemias e afins?'

___

Tenho dúvidas que esta forma seja a mais eficaz para mitigar o problema da habitação. 

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Citação de HappyKing, há 13 horas:

O que me parece é que o turismo só é benéfico para uma cidade se existir um equilíbrio mínimo entre a vida local existente previamente e esse mesmo turismo. 

E a meu ver quer no Porto quer em Lisboa não é isso que tem acontecido. Cidades cada vez mais gentrificadas, onde se expulsaram as pessoas dos bairros históricos, onde novos hotéis nascem quase todos os dias e onde tudo se resume a turismo. Este episódio do Stop, como o antifa explicou, é mais um exemplo disso mesmo. 

Edit:

Este artigo que li agora do Pedro Abrunhosa resume bem a determinada altura o meu ponto em cima.  Deixo um excerto:

https://www.publico.pt/2023/07/18/local/opiniao/stop-cidade-queremos-construir-2057340

O que está em causa no caso Stop é o tipo de cidade que queremos construir. Se mais quartos para inglês passear, se mais cidade para portuense viver. A proliferação do turismo, apesar dos benefícios económicos, pelo menos para alguns, traz a jusante uma pesada factura de abastardamento cultural, de vergar a espinha à normalização da ‘cidade-montra’ versus a textura sociológica que salva qualquer cidade de se transformar numa fachada.

(...)

Podemos ter uma cidade que usufrua das mais-valias do turismo sem ter de abdicar do melhor que o seu tecido de cidadãos produz: o comércio tradicional, a tasca, a tabacaria, o talho, o ‘laboratório criativo colectivo’. Numa palavra: Cultura.

 

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