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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Falta reembolsar 4 % das declarações de IRS entregues.

Recebi na semana passada. Era preciso maquilhar as contas primeiro para depois poder começar a reembolsar e dizer que só faltam 4% das declarações.

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BUCnjlTfXDw

 

Vinha cá postar isso.

 

Pela primeira vez vi o Oliver realmente passado dos cornos com a história do Trump e dos Kahn, até porque a mulher do Oliver é veterana do Iraque. Se não tem cortado para a montagem acho que tinha chamada tudo e mais alguma coisa ao Trump.

 

E já agora sobre a RNC

 

Editado por SAS_Robben

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Vinha comentar as mudanças no IMI mas ainda me estou a rir não consigo

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A ideia de forma puramente abstracta faz sentido, afinal de contas, são factores usados como valorizadores na venda do imóvel. Na prática é uma idiotice porque é impossível classificar de forma puramente objectiva a exposição solar de uma casa.

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Atenção à desinformação que tem surgido.

 

E assim descobrimos que, apenas por força de um decreto-lei (autorizado pelo Parlamento a "equiparar os coeficientes de qualidade e conforto relativos à localização e operacionalidade relativas dos prédios destinados à habitação aos utilizados nos prédios de comércio, indústria e serviços"), tantos portugueses finalmente perceberam a razão pela qual pagam mais por um apartamento virado a nascente-poente, por comparação ao vizinho que comprou um apartamento no mesmo prédio, com a mesma área, mas na cave. Estamos certos que nenhum destes novos indignados jamais sublinhou a vista, a localização ou a orientação de um imóvel em nenhum anúncio de compra ou venda de um imóvel. Só pode ser essa a razão da generalizada surpresa com a descoberta de que, pelo menos no que toca ao mundo do imobiliário, o sol quando nasce, não nasce para todos.

 

Vamos ser chatos e explicativos agora: este decreto-lei não "passa a considerar a vista ou a exposição solar" como fatores de cálculo do IMI. Esses fatores - tais como uma série de outros coeficientes utilizados para o cálculo do valor patrimonial do imóvel, que é a base tributária sobre a qual incidem as taxas legalmente previstas de IMI - continuam a ser exactamente os mesmos de antes. Os elementos do coeficiente de "qualidade e conforto" não mudam. Podem ser quaisquer fatores que influenciem positiva ou negativamente o valor de mercado do imóvel (isto é a letra da lei), o que inclui terem vista para cemitérios ou ETAR (isto é a criatividade da redação do i), terem um terraço sobre o Chiado, ou a Soraia Chaves a tomar banhos de sol na varanda do prédio da frente.

 

O que se passa é que este elemento de "localização e operacionalidade relativas" foi alvo de equiparação aos coeficientes, tanto majorativos como minorativos, que eram utilizados para os prédios destinados a comércio, indústria e serviços - e que eram superiores. Em coerência, os coeficientes passam a ser os mesmos para os dois tipos de prédios: uma majoração de até 0,20 e uma minoração de até 0,10 em apenas UM dos elementos de UM dos seis coeficientes da fórmula de cálculo do valor patrimonial. Ah, e isto tudo apenas será contabilizado em sede de eventual reavaliação do prédio.

 

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Algo que vejo pouco escrutinado na CS (embora sempre tenha sido algo que nunca interessou) é a promessa falhada do Ministério da Cultura.

 

Para além do que aconteceu com o João Soares, até ao momento o Ministério ainda não existe. Continua apenas a existir uma pessoa a que chamamos agora de ministro mas que funciona exactamente igual ao Secretário de Estado do governo anterior.

 

Menos dinheiro ainda, politica cultural, para já, é zero!

 

Da parte que me toca ficamos hoje a perceber que só lá para o fim de 2017 é que voltarão a abrir concursos. Abriram apenas os pontuais e de internacionalização por causa das eleições (os resultados vão sair por essa altura). Ou seja vão ser 3 anos sem apoios, 3 anos prolongado por um governo que prometeu mundos e fundos.

 

E o BE e o PC que sempre se bateram pelo 1%, caladinhos. Tal como os Verdes que na questão do algarve e das perfurações (que continuam), de um momento para o outro, calaram-se.

Editado por Woyzeck

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Algo que vejo pouco escrutinado na CS (embora sempre tenha sido algo que nunca interessou) é a promessa falhada do Ministério da Cultura.

 

Para além do que aconteceu com o João Soares, até ao momento o Ministério ainda não existe. Continua apenas a existir uma pessoa a que chamamos agora de ministro mas que funciona exactamente igual ao Secretário de Estado do governo anterior.

 

Menos dinheiro ainda, politica cultural, para já, é zero!

 

Da parte que me toca ficamos hoje a perceber que só lá para o fim de 2017 é que voltarão a abrir concursos. Abriram apenas os pontuais e de internacionalização por causa das eleições (os resultados vão sair por essa altura). Ou seja vão ser 3 anos sem apoios, 3 anos prolongado por um governo que prometeu mundos e fundos.

 

E o BE e o PC que sempre se bateram pelo 1%, caladinhos. Tal como os Verdes que na questão do algarve e das perfurações (que continuam), de um momento para o outro, calaram-se.

 

A cultura deve ser sustentavel e não viver de subsidios

 

Andar a subsidiar actividades dessas que não são auto suficientes é persistir na estupidez

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Não há nem liberdade económica, nem liberdade laboral para a cultura. Nem dinheiro, nem tempo. Sem subsídios é o rumo definitivo à estupidificação das massas.

 

Temos a bola e o love on top.

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Temos a bola e o love on top.

Bem bom. Mas pelo menos são coisas sustentáveis, e é isso que interessa! Antes gente ignorante e entretida do que subsidios para a Cultura, credo.

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A cultura deve ser sustentavel e não viver de subsidios

 

Andar a subsidiar actividades dessas que não são auto suficientes é persistir na estupidez

Já nem a Alemanha, que tem orçamento de Biliões!! para a cultura, amigo.

 

E essas actividades não vivem de subsidios nem as meninas do Parque Mayer são galdérias. Eu não quero dar muito para este peditório, já suei o que tinha a suar com esta conversa, mas posso-te dizer que o dinheiro gasto desses subsidios gera mais trabalho e dinheiro do que os teus esquemas de apostas. Já enumerei os vários serviços contratados numa conversa aqui neste tópico não há muito tempo, procura.

 

Mas já agora lanço aqui esta questão: Qual é que deve ser o papel do estado na cultura? E a quem é que interessa a cultura?

Editado por Woyzeck

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Já nem a Alemanha, que tem orçamento de Biliões!! para a cultura, amigo.

 

E essas actividades não vivem de subsidios nem as meninas do Parque Mayer são galdérias. Eu não quero dar muito para este peditório, já suei o que tinha a suar com esta conversa, mas posso-te dizer que o dinheiro gasto desses subsidios gera mais trabalho e dinheiro do que os teus esquemas de apostas. Já enumerei os vários serviços contratados numa conversa aqui neste tópico não há muito tempo, procura.

 

Mas já agora lanço aqui esta questão: Qual é que deve ser o papel do estado na cultura? E a quem é que interessa a cultura?

 

O mínimo possível. Para gastar dinheiro devemos ter prioridades porque o dinheiro é finito e a cultura simplesmente não é algo tão fundamental assim que justifique centenas de milhões do nosso já curto orçamento. Em 1- porque a cultura não afeta assim tanta gente, até porque se a cultura movesse multidões não precisava de financiamento! E depois porque não é algo assim tão importante - não é como dinheiro gasto com estado social que mete comida na mesa as pessoas e as pode ajudar a recuperar de momentos inesperados e difíceis, dinheiro gasto com educação que permite aos mais pobres terem oportunidades ou saúde que salva vidas. A cultura é importante mas não justifica ser sustentada.

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Gosto da lógica de que para investir mais dinheiro na cultura é preciso tirar dinheiro ao estado social, educação ou saúde. Até dava para rir se não fosse tão triste.

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Visitante

Gosto da lógica de que para investir mais dinheiro na cultura é preciso tirar dinheiro ao estado social, educação ou saúde. Até dava para rir se não fosse tão triste.

 

Tendo em conta que enunciaste 3 das principais áreas onde é aplicado mais dinheiro público (a outra é o serviço da dívida), fiquei mesmo curioso em saber de onde viria o dinheiro, então.

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Gostava que me dessem exemplos de paises, impérios (desde os egipcios até hoje) que não se definam pela sua cultura acima de tudo?! Que achem que a cultura deve ser gerida como um negócio, tudo bem, mas que não a achem importante... por favor. O que é um país sem cultura, afinal? Existe algum? E se aceitamos a ideia de que o estado somos nós, como é que podemos afastar o estado da cultura? Isso é uma ideia muito distópica.

 

O pensamento mais errado sobre a cultura é achar que só deve existir se "mover multidões". Mas basta o pensamento muito simples de que não há duas pessoas que tenham gostos iguais. Por isso é que a cultura tem que ser multidisciplinar, variada, ecletica, e nunca elitista, tem que servir a cada cidadão em todas as suas disciplinas e eventos. Tem que ser de todos e para cada um.

 

Talvez quando pensam em cultura pensam só nas artes e nos subsidios. Se nos lembrarmos que neste momento é a nossa cultura que atrai os estrangeiros a este país...

 

Talvez sejam a favor de deixar de financiar o Turismo de Portugal, também.

 

Gosto da lógica de que para investir mais dinheiro na cultura é preciso tirar dinheiro ao estado social, educação ou saúde. Até dava para rir se não fosse tão triste.

É que em Portugal o Orçamento do Estado para a cultura representa praticamente 0,5% :lol: Não é sequer 1% do orçamento.

 

De onde é que viria o dinheiro? Sei lá, do financimaneto indevido dos colégios privados, por exemplo?

Editado por Woyzeck

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Visitante

De onde é que viria o dinheiro? Sei lá, do financimaneto indevido dos colégios privados, por exemplo?

 

Ou seja, tirar da Educação. Pode estar a ser mal aplicado ao ser canalizado para os colégios privados localizados onde há oferta pública, mas dentro da Educação, há ainda muitos aspectos a melhorar que são bastante mais importantes do que distribuir subsídios ou outros apoios à cultura: reabilitação de escolas, aumento do número de professores, actividades extra curriculares, pagamento dos manuais escolares às crianças mais desfavorecidas (onde, pasme-se, vai ser aplicada a poupança feita com os contratos de associação!). Mais coisas...

Editado por Visitante

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Pensava que estavas a perguntar de onde vinha o dinheiro para essas 3 areas se houvesse mais orçamento para a cultura e eu estava-te a dar um exemplo de dinheiros mal gastos nessas 3 areas.

 

Mas mesmo assim, dinheiro mal aplicado na Educação pode ser bem aplicado na Cultura. Tendo em conta que esse dinheiro nunca serviu para uma melhoria da educação pública, não vejo porque não pudesse servir para uma melhoria de outro sector quando recuperado.

 

E nunca a cultura tirou dinheiro a outro sector mas o contrário aconteceu sempre.

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Visitante

Pensava que estavas a perguntar de onde vinha o dinheiro para essas 3 areas se houvesse mais orçamento para a cultura e eu estava-te a dar um exemplo de dinheiros mal gastos nessas 3 areas.

 

Mas mesmo assim, dinheiro mal aplicado na Educação pode ser bem aplicado na Cultura. Tendo em conta que esse dinheiro nunca serviu para uma melhoria da educação pública, não vejo porque não pudesse servir para uma melhoria de outro sector quando recuperado.

 

E nunca a cultura tirou dinheiro a outro sector mas o contrário aconteceu sempre.

 

A cultura nunca poderá ser prioritária em relação à Educação. Se há más aplicações de fundos dentro da Educação, não é menos verdade que há muitos problemas que existem e que ainda não foram resolvidos. Por muita boa vontade que haja, acho ligeiramente ofensivo estar a lamentar-se o orçamento dedicado à cultura quando cai sobre o país uma carga de impostos enorme, onde a maioria dos portugueses vive com dificuldades em pagar as contas, onde há escolas com turmas de 30 alunos, sem condições e sem actividades extra curriculares, onde pensionistas ganham misérias e mesmo assim têm as suas pensões congeladas, onde doentes estão internados em camas de hospital no meio dos corredores, etc. A cultura, ainda assim, está num estado bastante melhor do que aquele em que o país se encontra: inúmeros festivais musicais (li algures que era o país com maior número de festivais per capita), extensa oferta cultural histórica (a nível de museus e monumentos, extremamente bem conservados), exibição relativamente regular de filmes portugueses sendo que alguns até fazem bastante sucesso (apesar da qualidade duvidosa), enorme oferta de literatura portuguesa contemporânea, etc. Tens também o exemplo da aquisição do "Sequeira", em que através de donativos, foi possível adquirir o quadro que era bastante caro.

 

Se calhar na TV a oferta cultural é quase nula. Ou as companhias de teatro deixam de conseguir apresentar novos espectáculos por falta de apoios e acabam por fechar portas. Mas se não há público, por muito boas intenções e qualidade que possa ter o trabalho desenvolvido por essas pessoas, é quase um esbanjamento de fundos públicos quando estamos a falar de actividades sem interesse colectivo.

Editado por Visitante

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