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Lip McBoatface

Viagens (Actualizado a 02/09/2021)

Publicações recomendadas

Citação de vidz, há 34 minutos:

Só falta um saltinho a Jeju para ser um roteiro igual ao meu. Se tiveres oportunidade faz Seoul - Busan de comboio, é uma experiência gira. E em Busan se tiveres tempo espreita a zona da praia Haeundae, vale a pena. 

Nós tivemos a ver uns videos e decidimos ficar alojados 2 noites em Haeundae. 

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Eu nunca na vida viajaria sem cartão de crédito. E usaria o débito só em última instância. Debito sai do vosso bolso, crédito sai do bolso do banco. Estão sempre mais protegidos lá fora com CC.

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Citação de lucho^, há 1 hora:

Nós tivemos a ver uns videos e decidimos ficar alojados 2 noites em Haeundae. 

Eu já fui de férias várias vezes e fiquei num Haeundae, mas só ao volante

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Citação de lucho^, Em 04/03/2025 at 11:32:

All set, 8 anos depois vou voltar à China 😊 Como vou estar na Coreia na semana anterior em trabalho, vou aproveitar e fazer Seoul + Busan e saio de Busan rumo a Pequim.

O percurso será Pequim > Zhanjiajie > Fenghuang > Chongqing > Chengdu > Shanghai. 

Se quiseres conselhos sobre a Coreia do Sul, diz. Depois de 18 dias a explorar sozinho, sinto-me melhor guia turístico que o João Cajuda.

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Vou fazer a costa amalfitana em Junho. Pensei em alugar carro, provavelmente em Napoli, aconselham a alugar no local ou tratar disso previamente ? já ouvi opiniões contrárias em relação a isso.

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Citação de Tevez 32, há 3 minutos:

Vou fazer a costa amalfitana em Junho. Pensei em alugar carro, provavelmente em Napoli, aconselham a alugar no local ou tratar disso previamente ? já ouvi opiniões contrárias em relação a isso.

Não sei se alguém tem uma experiência contrária mas Nápoles e Costa Amalfitana deve ser dos piores sítios onde podes alugar um carro.

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Citação de dragomir, Agora:

Não sei se alguém tem uma experiência contrária mas Nápoles e Costa Amalfitana deve ser dos piores sítios onde podes alugar um carro.

Costa amalfi não tentei, mas em.napoles é um pesadelo conduzir, sim. Eu fui inteligente e fiz Nápoles sem carro, mas (feito estúpido) aluguei  o partir da estação de comboio e sair de lá foi jeitoso lol

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A minha ideia era alugar em Napoles mas só quando fosse para sair de lá para os outros sitios, basicamente alugar lá para ir visitar os restantes sitios ali a volta.

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Citação de nopla, há 17 horas:

Se quiseres conselhos sobre a Coreia do Sul, diz. Depois de 18 dias a explorar sozinho, sinto-me melhor guia turístico que o João Cajuda.

Obrigado! Por acaso tive a dar uma olhadela ao post que fizeste quando lá estiveste. Por uma questão de tempo (e porque a minha mulher priorizava a China), vamos só fazer Seoul e Busan e vamos evitar o dia na DMZ (acho um bocado embuste, quando for pra ir, será pela China).

O plano em Seoul será um dia para o centro (o dia em que chegamos, a contar com muito jetlag), um para o norte (Gyeongbokgung Palace, Hanok Village, Insadong, etc), um para o Oeste (Inwangsan, Magwon e Hongdae) e um para o Este (Gangnam e a floresta) e seguir para Busan, onde ficaremos 1 dia no centro e 2 na zona da praia

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Eu nunca aluguei carro em Itália mas passar nas passadeiras com o sinal verde para os peões era um filme

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Cheguei hoje a Rabat, esta tenho de deixar aqui.

Começou a cair granizo, entrei no primeiro táxi que apareceu e era um carro todo batido para aí do ano 2000, ainda em pior estado por dentro. Entro, pergunto ao homem se era ok, ao que ele abana a cabeça e diz que sim, siga.

Ja perto do final da viagem o homem pergunta de onde eu sou, eu respondo “do Porto, de Portugal” e a reação instantânea dele foi “ahhhh, aquele médio centro do PSG que ainda ontem destruiu o Liverpool. Vitinha ? Que jogador de outro mundo”. Eu já estava à espera de levar com o típico “RONALDO RONALDO”.

Já me tinha acontecido semelhante na Croácia há uns anos, onde na altura o taxista conhecia os jogadores todos da equipa do Porto de 2004, mas esta aqui bateu diferente porque não é todos os dias que o average taxista marroquino quase na idade da reforma reconhece assim as raízes e o talento do suplente do Bruno Costa.

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Eu conduzo com frequencia pela Puglia e pela Campania (incluindo Napoles) e 'e daquelas coisas que ao principio se estranha mas rapidamente aprendes as "regras informais" de conducao e siga. Nunca tive um acidente nem ai nem em lado nenhum.

Ha sitios mais complicado onde ja conduzi como em Istambul ou na Cidade do Mexico. O unico sitio em que realmente tive algum receio foi na India (Mumbai) pelo mix entre a conducao random das pessoas, o overcrowding de veiculos por todo o lado, condicao das estradas e o volante ao contrario...isso tudo junto foi suficiente para ir do aeroporto ao hotel e depois contratar alguem para me levar o carro.

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Citação de nopla, Em 11/03/2025 at 16:21:

Se quiseres conselhos sobre a Coreia do Sul, diz. Depois de 18 dias a explorar sozinho, sinto-me melhor guia turístico que o João Cajuda.

Onde anda isso?

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Citação de Burkina2008, Em 13/03/2025 at 05:32:

as "regras informais" de conducao

Por acaso acho que funciona sempre melhor quando há o mix de país civilizado com essas regras informais.

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Mandem aí umas tips para Madrid para 3 dias. Já lá estive mas já foi em 2009 e era adolescente.

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Citação de nopla, Em 29/12/2023 at 11:10:

Bem, vou usar o Rui Veloso para me ajudar a iniciar este post: "O prometido é devido", já escrevia o Carlos Té e musicava o Rui. Também dizia que não se amava alguém que não ouvisse a mesma canção, mas não interessa para agora.

Venho-vos trazer um post muito grande sobre a minha viagem sozinho de 18 dias à Coreia do Sul. Começo por dizer que foi melhor do que esperava e que, definitivamente, todos vocês deviam ir à Coreia (não vou estar sempre a escrever "do Sul", ok?) pelo menos uma vez na vida.

Começo por falar dos voos. Com 3/4 meses de antecedência, comprei a 805€ ida e volta, com escala em Madrid e Helsínquia para ir e só Helsínquia para vir (até visitei a cidade, portanto, foi bom). Fui entre fim de Setembro e Outubro.

Andei infinitamente muito. De relembrar que fui de viagem com uma rotura do ligamento cruzado anterior e só fui operado quando cheguei. Andei uma média de 24km por dia. Adoro andar, por isso, não se balizem por mim. Não fiz trilhos (não podia por causa do joelho), por isso foi só caminhadas citadinas. Muitos sítios com poucos transportes, por isso, tive de dar a estes dois pedais que tenho aqui.

Em alojamento gastei 23€ por noite, em média. Fiquei em 2 hotéis, 2 hostels e 1 Guesthouse.

Os Coreanos são um bocado racistas e não muito simpáticos. Falam zero inglês e não têm grande interesse em ajudar. Eu é que sou um gajo chato e para me safar tive de dar uso a todos os gestos que conhecia. Os casais vestem-se de igual, fazem muito barulho nos restaurantes, estão sempre no telemóvel nos transportes públicos e são mais de contacto físico do que os japoneses. Adoram tudo o que for bubble tea e outras bebidas com "funny shit". Ligam muito ao estilo de roupa e valorizam muito comer fora.

Comprei um cartão SIM e valeu bem a pena, mesmo tendo eles internet em muitos sítios. Gastei 12€ por 10 dias de Net, tive de comprar dois. Eles não utilizam Google Maps ou qualquer ferramenta da Google. Tive de sacar o Kakao Maps, o Papago, o Kakao T (para taxis, transportes e tradução, também) e o Naver Maps, para checkar alguns restaurantes. Também não existe hora de almoçar ou jantar, eles estão sempre a comer. Bebem muito Soju e não têm sobremesas nos restaurantes, mas sim locais próprios para as mesmas. A gastronomia é sem dúvida o ponto forte. 9/10. Experimentei tudo o que havia para experimentar, não ficou quase nada por provar. Podem pagar 90% das coisas com cartão, o que é uma vantagem. Só usei dinheiro em alguns mercados e para carregar o T-Money card.

Sou um animal de diversão, mas não saí à noite uma única vez. Bebi umas jolas em bares e tal, mas discotecas não são a minha praia. De todo. Sofri muito com o sono, por isso, deitava-me qb cedo e acordava qb cedo também. Só ia ao sítio onde dormia para...dormir. De resto estava sempre o dia inteiro fora a andar, andar e andar. Tive dois dates lá, até foram experiências sociais engraçadas, nada que tivesse valido muito a pena, mas tudo muito orgânico, na verdade. Foi bom para ter tips de carnes boas para pedir no BBQ, ao menos isso.

O meu itinerário foi Seoul - Jeju Island - Daegu (short stay) - Busan - Gyeongju - Jeonju - Seoul. Andei de avião porque fui às ilhas, mas de resto fiz tudo de autocarro, metro e comboio. Muito fácil em termos de transportes e são muito baratos. Precisam sempre de um T-Money card, que funciona em todos os meios de transporte citadinos (não para os comboios-bala - KTX ou para os STX). Tal e qual um Andante ou um Lisboa Viva - carregam com dinheiro e vai descontando. Contudo, os coreanos criaram uma forma muito boa de fazer com que as pessoas passassem o passe à saída: dão descontos dependendo da viagem, mas só a quem pica no fim. De autocarro cheguei a pagar 0,20€, 0,30€, por aí. Escusado será dizer que nunca se atrasavam. Onde foi bastante complicado de andar sem carro foi em Jeju, por ser uma ilha. Há poucos autocarros e andam de forma circular pela ilha, mas passam de muito em muito tempo.

Importa dizer que fiz a minha viagem no Thanksgiving deles, o Chuseok, onde vão todos para as aldeias visitar as famílias. Conclusão: muitos dias em que estava tudo (literalmente) fechado. Houve um dia em Seoul que achei que estava num cenário pós-apocalíptico, só me safei nas infinitas vending machines.

Culturalmente foi uma viagem arrebatadora. Viajar sozinho tem esta vantagem de poder escolher os sítios onde vou, a que horas vou, como vou e o tempo que gasto lá. Adoro ver museus, mas não gosto de os ver a correr. Também não preciso de ficar a insistir 35 minutos numa pintura budista de 1254. Só para balizar as coisas. Em Seoul visitei vários museus, quase todos gratuitos e os que se pagavam era no máximo 2€/3€. Os palácios em Seoul estão muito bem conservados, tendo em conta as invasões japonesas que já tiveram e os incêndios nestas estruturas de madeira. Vale a pena verem todos os que conseguirem e, se tiverem sorte, tentem apanhar umas free walking tours que costumam haver nesses palácios a certa altura do dia. Houve um jardim que entrei à socapa, depois descobri que só podia estar lá com uma tour e fizeram-me juntar a uma em...coreano. Tentei captar tudo pela emoção.

Aprendi muito sobre a cultura coreana, o seu folclore, tradição e história recheada de vitórias e derrotas frente a vizinhos. Sou fã de arte contemporânea, por isso também não pude deixar de visitar algumas exposições e o museu principal de Arte Contemporânea, em Seoul. Só ficou atrás do que fui em Atenas. Vi muito poucos estrangeiros a visitar a Coreia do Sul, já agora.

Senti que Seoul tinha tudo o que eu queria ver numa cidade. Vida a cada canto, restaurantes quase sempre abertos, cultura, metro muito fácil de entender e passava frequentemente; natureza a rodos - perto do centro -, saunas para relaxar (jjimjilbang, como se chamam - fui e adorei), sítios para sair à noite caso queiram, comércio infinito e sempre coisas para descobrir. Ao todo estive 7 dias aqui e podia estar outros 15 que conseguia encontrar coisas para me entreter. De referir que eu odeio estar muito tempo no mesmo sítio, por isso diz muito. Uma referência ao BBQ: se forem sozinhos, estão lixados. Eles usualmente não aceitam que seja só uma pessoa, até dizerem "sim, ok, eu como por dois", como tive de dizer a uma determinada altura. Os preços do BBQ são dependentes da carne que escolherem, quanto melhor for, mais pagam. Paguei uma média de 17€ (comendo por dois no bbq). Street food é muito barata e conseguem experimentar algo novo todos os dias e a todas as refeições. Fui aquele básico e fui à senhora dos noodles do programa da Netflix. Tinha de ir para confirmar se é bom e...vale muito a pena, honestamente. Eles são malucos por café, há uma "coffee shop" ou "cafe house" a cada dois passos. Bebi uns meio marados como café a saber a champanhe. Gostei, admito. Quanto a localização, fiquei numa Guesthouse ao pé de uma estação de metro e foi muito fácil para me movimentar. Não fui a nenhum karaoke, porque só tem graça se forem com alguém (ya, sad).

Fiz a tour pela DMZ (a zona desmilitarizada entre coreias) e foi muito meh. Estava mau tempo e algumas coisas não deram para ver bem, mas mesmo assim, acho que se perde muito em não dar para ir às tendas da JSA (Joint Security Area), mas pronto. Sempre aprendem mais alguma coisa, andam pelos túneis, vêm a Coreia do Norte ao longe, ficam a saber das pontes e das tradições e ainda ficam a conhecer a vila entre coreias e como funciona a vivência ali, onde ainda estão umas 450 minas por descobrir e as pessoas vivem ali na boa (sem pagar impostos ou rendas).

Segui para Jeju. Viagem de avião curtinha e voltaria a fazê-la todas as vezes. A ilha é espetacular. Vulcânica, com inúmeros trilhos (que não fiz), uma parte mais turística e para party, outra mais para natureza. Problema: o transporte. Arranjem carro, não façam como eu. Os autocarros demoram imenso a passar (era holiday season, como disse) e não dá para fazer a pé. Como tenho imensa sorte, nos primeiros dias apanhei uma chuvada infernal, das piores que já vi. Isto num destino onde ia para fazer...praia. No penúltimo dia lá fui a banhos e foi muito bom. Água quente, transparente e sem ondas. Seogwipo é a zona para se estar. O mercado de Jeju foi dos melhores onde estive e comi muito bem. Eles são especialistas em bbq de porco preto (supostamente criado na ilha) e de facto é muito bom, mas lá está: se forem sozinhos, estão bem lixados. De resto, vi paisagens incríveis e cliffs como nunca tinha visto. Fiquei num hotel muito central e confortável.

Não tinha voos directos (no dia que queria) para Busan, por isso tive umas quantas horas em Daegu e achei a vibe da cidade muito diferente das restantes. Mais citadina, mas sem muitas pessoas; o mercado foi o melhor de todos e a street art também era muito fixe. Segui de comboio para Busan e aconselho-vos todos a fazer esta viagem de comboio. Se conseguir faço upload do vídeo, transmite muita paz e é quase toda pela costa. Já estava à espera de gostar, mas não tanto. Talvez tenha preferido Busan a Seoul, porque juntava mais mar, marisco e natureza. O mercado do peixe (Jagalchi Market) é uma experiência que têm de ter. Obrigatoriamente. Ainda pensei em aventurar-me no polvo vivo, mas não tive coragem. Comi o sashimi mais fresco da minha vida e de algum peixe e marisco que não conhecia (só de vídeos de street food). Eles fazem tudo à distância de 20 metros do mar. Depois vem tudo o resto: dêem umas voltinhas nas praias (nada de especial, mas vale pela mistura com a paisagem urbana), vão aos vários night markets, Gamcheon Village é obrigatório (Machu Picchu da Ásia) e sem dúvida aos vários templos. A experiência que eu tive no templo de Beomeosa foi a melhor coisa da viagem. No topo da montanha, com um silêncio arrebatador e uma paz muito grande. Melhor descrição que posso fazer. Não tinha quase turistas ao contrário do Haedong Yonggungsa, que é ao pé do mar, mas o facto de ter tantas pessoas lá, estraga a experiência. À parte disto, comam muito, também. Houve sempre alguma actividade para fazer, tanto que até fui ao Busan International Film Festival (já contei aqui a minha experiência deprimente, mas valeu pela envolvência). Tentem também ir a sítios altos para terem uma visão mais panorâmica da cidade, vale bem a pena. Conseguem sentir-se pequeninos a andar debaixo dos arranha-céus e grandes ao vê-los de cima. Muitos espaços verdes, também. Choveu, claro, como não poderia deixar de ser em viagens comigo. Tive uma aventura com uma senhora velhota que me levou durante 50 minutos de caminhada insana até ao sítio que eu queria ver, uma vez que o meu mapa deixou de funcionar. Isto sem falarmos uma palavra da mesma língua. Vivia aqui, sem dúvida.

Segui para Gyeongju. A primeira capital da Coreia e, provavelmente, a cidade mais pitoresca de todas. Aqui não há autocarros que valham. Se quiserem ir para fora do centro da cidade, demoram imenso tempo. Não há estação de comboio na cidade (fechou há uns anos por culpa de um acidente), então está tudo muito dependente dos parcos buses que se avistam. Estava carregada de turistas locais, volto a frisar que deve ter sido pela época. As campas são muito imponentes, a ponte a mais bonita que já vi (vou fazer upload das fotos) e a Hanok Village, também é catita. Têm depois uns dois templos fora do centro da cidade, que valem a pena visitar, mas, preferencialmente, sem ser em fins-de-semana ou Chuseok. A comida era, como em toda a Coreia, muito boa, mas o que se destacava era o pão típico deles. Que bom! Os "doraiakis" típicos também. O meu hostel era por cima de uma padaria, por isso, aproveitei bem. Falar ainda do museu, que gostei muito e da "expo" que não vale a pena, mas como tinha tanto tempo para matar, resolvi ir lá dar uma olhadela. Sinto que duas noites foi de mais. Conheci pessoas incríveis no meu hostel. Uma australiana de 30 e tal anos que tinha namorado, mas só viajava sozinha ("I'm too selfish to travel with someone") e um velho alemão que resolveu despedir-se para viajar, começou no Japão e agora, neste momento, está em...El Salvador. Vidas muito curiosas, aprendo sempre qualquer coisa. 

Cheguei ao último destino, que era Jeonju. A cidade é como se fosse um museu ao ar livre. Muito turística para coreanos e como fui na altura festiva, estava inabitável de tanta gente que tinha. De qualquer das formas, vê-se muito rápido e conseguem absorver bem os tempos antigos na Hanok Village (podem ficar lá, caso queiram). Os coreanos estavam todos vestidos com os Hanboks e a tirarem fotos a cada centímetro quadrado de espaço livre. Vocês conseguem fazer tudo a pé e a cidade vê-se bem num dia. Muita street food, mas não o melhor spot em termos de comida. Contudo, comi o melhor bibimbap da viagem, num sítio típico e cheio de locais. Aqui fiquei num hostel e foi uma experiência péssima, que tive lá uns gajos a chegarem bêbados e a fazer muito barulho. Ainda passeei num jardim mais longe da cidade e fui a (como em todo o lado) uns mercados de street food.

Voltei depois a Seoul onde tive mais umas horas valentes antes de apanhar o avião. Estava a morrer de cansaço, mas fui à "Marvila" deles (aka zona industrial) e foi mais uma parte da cidade que descobri. A hipster area, diria. Gostei, também, mas estava quase a sucumbir graças à falta de força nas pernas e dores no joelho.

Foi esta a minha viagem. Foram 18 dias ao todo e podiam ser mais. O início foi difícil, tenho de admitir. Não estava muito bem psicologicamente e o tempo todo sozinho fez-me pensar em demasia, mas à medida que o tempo passa, tudo se torna mais fluído e entretido. Conheci uma pessoa nova por dia e tentei absorver o máximo desses conhecimentos e da própria vida no país. Gosto de me adaptar e tentar saber o máximo que posso sobre o local onde estou. Demorei uns 3 meses a planear tudo, mas deu-me vontade de o fazer de novo. Usei o Notion e consegui optimizar a minha viagem em muitos por cento.

Em suma: deveriam todos ir. A alimentação foi o mais caro em comparação (mesmo assim é barato), mas tudo o resto é muito acessível. Conseguem fazer uma viagem destas muito "barata", onde os voos serão a parte mais pesada de tudo. Têm praia, montanha, vales, rios, cidades, vilas e aldeias. Tudo num país pequenino como é a Coreia do Sul. Os dias que fui foram mais do que suficientes, mas não retirava nenhum (talvez dividisse melhor o tempo).

Deixo o mini texto com algumas fotos que publiquei na ParqMag. Aqui estão essencialmente as da máquina: https://parqmag.com/wp/a-oeste-tudo-de-novo/

E fiz estes álbuns no imgur com as melhores fotos que tirei com o telemóvel. Modéstia à parte, estão muito boas - tendo em conta terem sido tiradas com o telemóvel. Aqui ficam: https://imgur.com/a/O2NreyZ 
https://imgur.com/a/LZA6uK1?s=wa

https://imgur.com/a/C9sC5Ub?s=wa

Bem, espero que gostem. Deu trabalho, mas assim dá-vos umas boas luzes quando lá forem.

@pedritsh

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Vou fazer a primeira viagem cultural com a criança, que tem quase 6 anos. Pela primeira vez sem praia, piscina, sem carrinho de bebé e/ou carro alugado. Andar a pé a conhecer uma cidade (duas por problemas com voos cancelados). Vamos a Pisa, porque ela andava a pedir para ver a torre e depois um dia em Milão. Tips para eu não sentir vontade de a deixar em Itália?

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Citação de Tio Hans, há 29 minutos:

Vou fazer a primeira viagem cultural com a criança, que tem quase 6 anos. Pela primeira vez sem praia, piscina, sem carrinho de bebé e/ou carro alugado. Andar a pé a conhecer uma cidade (duas por problemas com voos cancelados). Vamos a Pisa, porque ela andava a pedir para ver a torre e depois um dia em Milão. Tips para eu não sentir vontade de a deixar em Itália?

Quantos dias? Isso são duas cidades que dá para ver em meio dia cada uma, imo

Aliás, Pisa vê-se em 30 minutos (torre e centro)

Editado por Robe

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Citação de Tio Hans, há 51 minutos:

Vou fazer a primeira viagem cultural com a criança, que tem quase 6 anos. Pela primeira vez sem praia, piscina, sem carrinho de bebé e/ou carro alugado. Andar a pé a conhecer uma cidade (duas por problemas com voos cancelados). Vamos a Pisa, porque ela andava a pedir para ver a torre e depois um dia em Milão. Tips para eu não sentir vontade de a deixar em Itália?

Em Milão recomendo ver a Catedral, a rua das lojas (ao lado) e dar um passeio em Navigli. Ir ao San Siro/Giuseppe Meazza também é engraçado, dentro da loja já se tem uma vista do estádio.

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Estou a tentar planear as minhas férias para novembro e dou por mim a ver destinos em que não encontro voos diretos. Tipo Cracóvia e Nápoles. É normal? Tendo em conta que estou a marcar com 9 meses de a antecedência.

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Citação de jFrost, há 5 minutos:

Estou a tentar planear as minhas férias para novembro e dou por mim a ver destinos em que não encontro voos diretos. Tipo Cracóvia e Nápoles. É normal? Tendo em conta que estou a marcar com 9 meses de a antecedência.

A Ryanair tem voos directos dos 3 aeroportos continentais para Cracóvia (pelo menos) até fim de Outubro, tendo em conta que é ai o fim do Verão IATA (entre as mudanças da hora), deduzo que seja uma rota sazonal.

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Citação de Robe, há 2 horas:

Quantos dias? Isso são duas cidades que dá para ver em meio dia cada uma, imo

Aliás, Pisa vê-se em 30 minutos (torre e centro)

Eu conheço as duas cidades. Já lá estive.

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Citação de Tio Hans, há 18 horas:

Vou fazer a primeira viagem cultural com a criança, que tem quase 6 anos. Pela primeira vez sem praia, piscina, sem carrinho de bebé e/ou carro alugado. Andar a pé a conhecer uma cidade (duas por problemas com voos cancelados). Vamos a Pisa, porque ela andava a pedir para ver a torre e depois um dia em Milão. Tips para eu não sentir vontade de a deixar em Itália?

Honestamente eu riscava Milão. Principalmente se tu já conheces sabes que é uma cidade sem grande assunto e com um bocado de confusão a mais, como suponho que tenhas o voo de regresso aí nesse caso ia só a Bergamo que é mais porreiro mesmo para o miúdo.

Mas para uma viagem de fim de semana nessa zona uma cidade espetacular para conhecer tranquilamente é Bolonha que normalmente passa ao lado mas que facilmente está no meu top de Itália. Acho que já cheguei a escrever um post aqui que depois não postei por um erro qualquer, tenho de voltar a fazer isso.

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Se forem a Bolonha, aproveitem para jantar aqui e digam ao dono que são tugas. Se tiverem a mesma sorte que eu, vai despachar o que tem a fazer e passado um bocado vai-se sentar convosco a falar de Leitão da Bairrada e ainda vos oferece alguma coisa 😆

 

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