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Sporting - Futebol (tópico prestes a fechar)

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Até acho que bem gerida e treinada, uma dupla Onyewu - Rojo era bastante interessante...

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Jeffrén: “Entraram em casa e roubaram-me o cão"

 

O jogador do Sporting Jeffrén Suárez, 24 anos, está desesperado com o desaparecimento do cão, da raça Spitz Alemão. Tudo aconteceu anteontem e o futebolista só acredita na possibilidade de roubo.

 

"A minha namorada estava a tomar banho e deixou a porta do terraço aberta. Quando voltou o cão já não estava lá. Entraram e roubaram-no", começa por contar o avançado leonino, que vive no primeiro andar de um prédio na zona do Parque das Nações, em Lisboa. Jeffrén fez, de pronto, queixa à polícia e até já tem um suspeito.

 

"Quem levou o animal, pisou cocó e deixou pegadas no chão, que continuavam na direcção do terraço do vizinho. Fui falar com ele e estava nervoso. Mas quem não deve não teme".

 

@CM

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filhos da truta. espero que o Jeff consiga reaver o pobre animal.

 

 

e continuo a achar que Carriço + Onyewu seria o melhor. Mas o Rojo e o Khalid foram um investimento demasiado..."sério".

 

esclarecer coisas à JuveLeo. Mesmo bonito. Só escumalha.

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Afinal já serve?

pqp.

aposto que deve ter sido conflito com o Sá.

Já me disseram que foi isso mesmo.

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Que comédia, correr com o Onyewu e agora ir buscá-lo. E gosto da reunião com a JL :lol: Enfim, nem disfarçam.

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Até acho que bem gerida e treinada, uma dupla Onyewu - Rojo era bastante interessante...

Concordo, era a dupla que eu queria ver para esta época, obrigado Sá...

E, por estranho que pareça. acho que o CM tem razão neste particular.

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"Quem levou o animal, pisou cocó e deixou pegadas no chão, que continuavam na direcção do terraço do vizinho. Fui falar com ele e estava nervoso. Mas quem não deve não teme".

 

:lol:

 

Que amadorismo

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Roubar o cão do Jeffren, seriously?

E o Onyewu não vai voltar, é só daquelas promessas da treta do Godinho.

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Eu jogava em 4-3-3, com Rinaudo ou Elias como 6, Schaars e André Martins como interiores e Izmailov, Carrillo e Wolfswinkel na frente. É claro que isto, por si só, não resolveria os problemas colectivos, mas juntar no mesmo onze vários jogadores cuja principal característica é a inteligência e/ou a qualidade técnica parece-me um bom ponto de partida para, pelo menos, tentarmos jogar futebol. O resto vem com o treino, que tem de ser de qualidade.

 

Quanto ao Viola, tenho algumas esperanças nele, tem muita qualidade individual, mas precisa que percam algum tempo com ele.

Concordo inteiramente com a ideia que transmites. Aliás, foi assim que o Domingos foi conseguindo alguns bons resultados, juntou em campo esses tais jogadores que individualmente fizeram a diferença. Se o Franky aproveitar bem esses jogadores, pode, a partir daí, conseguir uma boa base para formar o tal jogo colectivo que falta a esta equipa.

Mas não consigo ver o Elias como um 6, não vejo nele características para vir buscar o jogo e a partir daí construir alguma coisa, apesar de ele falhar muito na hora da finalização, acho que dá uma boa dinâmica quando joga mais à frente.

 

É pena que jogadores como Viola, Labyad que chegaram agora e nota-se que tem alguma qualidade não consigam mostrar o que verdadeiramente valem, principalmente o argentino que é o que tem dado mais nas vistas. Mas como eles já muitos passaram pelo mesmo neste clube.

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e continuo a achar que Carriço + Onyewu seria o melhor.

:arrow:

 

Sessão de esclarecimento com a Juve Leo :lol:

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Já agora, se alguém tiver acesso à entrevista do Franky ao Record, agradecia que colocassem aí. Não tenho lido/visto muito sobre o Sporting nos últimos dias e gostava de ler algumas ideias do treinador.

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Já agora, se alguém tiver acesso à entrevista do Franky ao Record, agradecia que colocassem aí. Não tenho lido/visto muito sobre o Sporting nos últimos dias e gostava de ler algumas ideias do treinador.

 

não meteram a do Manuel Fernandes!

esperava melhor das almas mais informadas deste núcleo!

pls não falhem agora pls pls

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Entrevista de Vercauteren ao Record ( parte 1)

 

RECORD – O Sporting tem um protocolo com um clube belga, o Cercle Brugge, no qual têm evoluído alguns jovens do clube. Um deles foi Nuno Reis, que atualmente está emprestado ao Olhanense. É um jogador que lhe agrada?

 

FRANKY VERCAUTEREN – Não gosto de falar individualmente dos jogadores. Mas não escondo que tenho a lista dos emprestados no meu escrit

ório e vou analisar as várias situações nas próximas semanas, tendo sempre em consideração aquilo que temos na equipa principal e na formação B. Temos de ponderar as escolhas. Há qualidade? Há alternativas? Há talentos emergentes? Só depois podemos tomar as decisões. A minha tarefa passa por seguir todos os jogadores vinculados ao clube e perceber se têm qualidade para regressar. Claro que estou atento ao Nuno Reis, da mesma forma que estou atento a outros jogadores.

 

R – Curiosamente, Wilson Eduardo, outro dos jogadores formados em Alvalade, marcou os dois golos com que a Académica venceu o Atlético Madrid na Liga Europa. Sabia disso?

 

FV – Eu sei! Estávamos a ver os resumos dos jogos da Liga Europa e o Oceano virou-se para mim e disse: Este é do Sporting…! Não foi a primeira vez que isto aconteceu! No entanto, não posso trazer todos de volta. Há muitos bons jogadores que o Sporting tem emprestados.

 

R – A equipa B tem sido bastante elogiada, não só pelo facto de estar na liderança da 2.ª Liga, mas também pela qualidade dos jogadores. Ficou impressionado com aquilo que já teve oportunidade de constatar?

 

FV – O ponto essencial da equipa B é perceber quem é que reúne condições para subir à equipa principal. Isso é o mais importante para mim. Fico feliz por serem líderes, por mostrarem qualidade mas o essencial é perceber quantos desses jogadores é que têm lugar num Sporting competitivo.

 

R – E na sua opinião quantos jogadores reúnem essas qualidades?

 

FV – Não faço ideia. Terão de ser eles a mostrar-me isso. Claro que lhes teremos de dar espaço mas nunca irei dar-lhes uma oportunidade. Eles terão de a reclamar, mostrando que são melhores que os outros.

 

R – Pelo seu discurso podemos depreender que não terá qualquer problema em lançar um jovem da equipa B, deixando um jogador dos chamados consagrados de fora?

 

FV – Nenhum. Claro que tudo irá depender das circunstâncias. Com o Genk, por exemplo, tínhamos o Ilori e o Betinho no banco de suplentes e deixei jogadores como o Adrien ou André Martins de fora..

 

R – Na Bélgica lançou alguns jovens que hoje são figuras da seleção, estamos a falar de Courtois, Kompany, Jelle Vossen, entre outros. Sendo o Sporting um clube conhecido pela aposta na formação, está disposto a manter a mesma linha de ação?

 

FV – Espero que sim. O mais importante para os jogadores mais novos é tentar lançá-los nas melhores condições. Um bom jogador joga sempre, tenha 17 ou 18 anos. Na Bélgica estamos habituados a lançar jovens jogadores. Enquanto aqui, com 18 ou 19 anos ainda estão a jogar nas equipas B, na Bélgica já começam a ser lançados nas equipas principais. Eu tive sorte de contar com alguns jovens de grande talento e depois apostei neles, lancei-os, ajudei-os a crescer. Mas é preciso qualidade e saber lançá-los nas melhores condições. Isso não significa que não possamos apostar neles, eu espero que sim.

 

R – Mas acha que o momento atual, com a equipa sem vencer há oito jogos, é o mais indicado para lançar jovens sem experiência ao mais alto nível?

 

FV – Normalmente não existe um timing para um grande jogador. Por vezes, devido às circunstâncias, apostamos num jovem e ele nunca mais sai da equipa. São coisas que acontecem, eu sei que já aconteceu aqui. Não temos de ter medo de o fazer, mas sim ajudar esses jogadores nesse momento de transição. É importante que eles sintam que mais difícil do que chegar à primeira equipa é ficar lá. Há muitos casos de jovens que fazem um ou dois jogos e nunca mais ouvimos falar deles.

 

R – Sente que tem as condições necessárias para colocar o Sporting ao mais alto nível?

 

FV – Se aceitamos um desafio, se aceitamos assumir o comando técnico de uma equipa, temos de fazê-lo com confiança. Temos de conquistar a confiança dos jogadores, dar-lhes confiança e proporcionar-lhes aquilo que eles precisam de um treinador. Só assim podemos procurar o melhor em termos de objetivos. Não podemos passar a vida a queixar-nos das situações menos favoráveis. Isso para mim são desculpas e se eu peço aos jogadores para não arranjarem desculpas para os seus erros eu também não o devo fazer. É minha obrigação fazer o melhor com aquilo que tenho à minha disposição. Essas são as minhas funções, pois o meu trabalho não é só comprar e gastar dinheiro. Por isso, se temos talento em casa, devemos saber aproveitá-lo.

 

R – Mas imaginemos que em janeiro tem autonomia para contratar novos jogadores...

 

FV – (interrompe) Isso são situações das quais nunca falo para o exterior. É um assunto interno.

 

R – Depois deste período a trabalhar com o grupo sente que há jogadores que pretendem deixar o clube já em janeiro?

 

FV – Não, não sinto nada disso. Eu sinto que tem um grupo disponível, com boa atitude, quando tem que tomar uma decisão fazem-no a pensar primeiro na equipa.

 

 

 

 

 

Entrevista a Vercauteren (parte 2)

RECORD – É um treinador conceituado no futebol belga, já venceu três títulos no seu país, orientou a seleção e tem uma vasta experiência como técnico. O que é que motiva um treinador com currículo a aceitar um desafio cujo “prazo de validade” expira no final da época?

 

FRANKY VERCAUTEREN – É um dos meus hábitos. A minha intenção é ficar o máximo de tempo possível

, mas se o clube ou eu entendermos que isto não está a resultar, porquê arrastar a situação? Se todos estiverem contentes no final, podemos falar no futuro, caso contrário cada um segue a sua vida. Se não estivermos contentes, vou-me embora. É simples.

 

R – Tendo em conta essa linha de pensamento, podemos deduzir que não o preocupa a falta de tempo para implementar as suas ideias?

 

FV – Como é que um clube, nas condições em que se trabalha atualmente, pode falar em dois, três ou quatro anos? Eu não tenho problemas com isso. Ficou claro aquilo que o clube pretende, aquilo que o presidente me pediu, aquilo que eu pedi, por isso não tenho qualquer problema com isso. Tempo não existe, precisamos é de resultados e para um treinador o tempo é o hoje e o ontem, os resultados as vitórias.

 

R – Depois do título conquistado ao serviço do Genk, em 2010/11, este é o primeiro grande desafio da sua carreira?

 

FV – O Al Jazira também foi um grande desafio [risos].

 

R – Não temos dúvidas, mas provavelmente num outro contexto. No plano meramente desportivo este é o desafio mais exigente da sua carreira de treinador?

 

FV – Não. É um facto que não se trata da mesma pressão que senti nos Emirados, mas é outro tipo de pressão, pois lá também existia, ainda que a outro nível. Eles também queriam vencer tudo. Aliás, já que falaram no Genk, posso recordar que também encontrei a equipa numa situação semelhante à atual. No início toda a gente dizia que o objetivo era garantir a manutenção e depois já estavam todos entusiasmados por chegar às provas da UEFA. Sabem porquê? Porque os clubes mais pequenos sonham com as competições europeias e todos os clubes grandes sonham em ganhar o campeonato. O desafio pode ser diferente, mas é sempre complicado.

 

R – O primeiro contacto que teve com os responsáveis do Sporting foi com o presidente Godinho Lopes ou com o ex-diretor-geral do clube Carlos Freitas?

 

FV – Foi o presidente que falou comigo.

 

R – Nesse momento ficou surpreendido com o convite?

 

FV – Surpreendido, não. Fiquei feliz por ter sido o eleito entre várias alternativas para este lugar. Penso que foi uma decisão trabalhada de forma consistente. Os dirigentes do Sporting não foram contratar um treinador que não conheciam. Penso que este tipo de escolhas não se faz do nada. Fizeram o seu trabalho e chegaram a uma conclusão. Na verdade, estou muito satisfeito por ter sido o escolhido.

 

R – Durante o processo de escolha do novo treinador, o presidente sempre sublinhou que teria de ser um técnico com títulos. Isso é importante para um treinador?

 

FV – Os títulos fazem parte de um todo. Em alguns países, nem olham para o trabalho efetuado ao longo dos anos. Olham apenas para o nome ou para o currículo.

 

R – Pode dizer-se então que Vercauteren é um felizardo, uma vez que conquistou títulos como jogador e treinador?

 

FV – Isso é um facto. Mas é preciso trabalhar muito para chegar a este ponto da carreira.

 

R – Quando foi convidado por Godinho Lopes para assumir o comando técnico do Sporting que conhecimento tinha do clube?

 

FV – O conhecimento que se tem do exterior nunca é o mesmo do que quando estamos cá dentro. Podemos conhecer os jogadores, sabemos que são todos internacionais pelos seus países, mas nunca sabemos como trabalham diariamente, qual é o ambiente que rodeia o clube, a atitude que a equipa exibe em determinadas circunstâncias. Isso só podemos saber quando estamos cá dentro.

 

RECORD – Qual o impacto que o jogo com o Genk teve no grupo?

 

FRANKY VERCAUTEREN – Seria muito importante ganhar, pois uma vitória é algo de que o clube, a equipa, os jogadores e os adeptos precisam muito. O mais importante neste processo de evolução é que os jogadores se sintam recompensados, que ganhem algo com tudo o que fazem. Neste momento é disso que eles sentem falta. Trabalham arduamente, estão disponíveis para todo o tipo de situações, revelam uma excelente atitude comigo e podem ainda não ter a melhor qualidade, mas trabalham forte para isso. A única coisa que lhes falta é aquele clique que muda tudo. Isso mudará a cara dos adeptos, fará diferença nas primeiras páginas dos jornais. Se tivéssemos ganho ao Genk seria o céu, se perdemos é o inferno, mas o que aconteceu ficou no meio. Ninguém gosta de ficar no meio.

 

R – Um jogo como o de quinta-feira deixa a equipa mais desmotivada e traumatizada em relação ao futuro, ou, pelo contrário, acredita que aquilo que conseguiram fazer pode servir de motivação para o futuro?

 

FV – Em primeiro lugar, é importante ter a noção daquilo que fizemos mal e, a partir daí, melhorar. Essa é a base para evoluir, tendo, porém, consciência da realidade. Realidade que passa pelo facto de termos realizado várias coisas positivas durante um jogo em que defrontámos uma excelente equipa. Obviamente que estou preocupado com algumas situações mas, em termos gerais, estou contente com a forma de jogar e a atitude que revelámos frente ao Genk.

 

R – No traçar de objetivos que o presidente lhe falou, garantir um lugar na Liga dos Campeões, isto é, atingir, no mínimo, o terceiro lugar, é um dos objetivos?

 

FV – Claro que a Champions é um objetivo para nós. Isto é o Sporting e essa é a ambição de um clube grande. Os objetivos têm de ser complicados, estarem ao mais alto nível. Isso para mim é normal, é futebol. Prefiro que exista alguém que coloque a fasquia do que o contrário. Se ninguém disser nada, então significa que pode haver um problema ou que não estou num grande clube.

 

R – Para além do apuramento para a Liga dos Campeões, o que mais lhe pediu Godinho Lopes?

 

FV – O presidente pediu-me para ganhar todos os jogos e para aproveitar os jovens formados na Academia. Ganhar será sempre o principal objetivo, mas também temos de fazer a transição entre a equipa A e a B.

 

R – Se não ganhar amanhã ao Sp. Braga, o sonho da Champions torna-se mais complicado?

 

FV – Matematicamente não, pois continuará a haver muitos pontos. Porém, é óbvio que não vencendo o Sp. Braga, não encurtando essa distância, as coisas complicam-se.

 

RECORD – Qual o impacto jogo com o Genk teve no grupo?

 

FRANKY VERCAUTEREN – Seria muito importante ganhar, pois uma vitória é algo de que o clube, a equipa, os jogadores e os adeptos precisam muito. O mais importante neste processo de evolução é que os jogadores se sintam recompensados, que ganhem algo com tudo o que fazem. Neste momento é disso que eles sentem falta. Trabalham arduamente, estão disponíveis para todo o tipo de situações, revelam uma excelente atitude comigo e podem ainda não ter a melhor qualidade, mas trabalham forte para isso. A única coisa que lhes falta é aquele clique que muda tudo. Isso mudará a cara dos adeptos, fará diferença nas primeiras páginas dos jornais. Se tivéssemos ganho ao Genk seria o céu, se perdemos é o inferno, mas o que aconteceu ficou no meio. Ninguém gosta de ficar no meio.

 

O mais importante neste processo de evolução é que os jogadores se sintam recompensados (...), que ganhem algo com tudo o que fazem

 

Franky Vercauteren

 

R – Um jogo como o de quinta-feira deixa a equipa mais desmotivada e traumatizada em relação ao futuro, ou, pelo contrário, acredita que aquilo que conseguiram fazer pode servir de motivação para o futuro?

 

FV – Em primeiro lugar, é importante ter a noção daquilo que fizemos mal e, a partir daí, melhorar. Essa é a base para evoluir, tendo, porém, consciência da realidade. Realidade que passa pelo facto de termos realizado várias coisas positivas durante um jogo em que defrontámos uma excelente equipa. Obviamente que estou preocupado com algumas situações mas, em termos gerais, estou contente com a forma de jogar e a atitude que revelámos frente ao Genk.

 

R – No traçar de objetivos que o presidente lhe falou, garantir um lugar na Liga dos Campeões, isto é, atingir, no mínimo, o terceiro lugar, é um dos objetivos?

 

FV – Claro que a Champions é um objetivo para nós. Isto é o Sporting e essa é a ambição de um clube grande. Os objetivos têm de ser complicados, estarem ao mais alto nível. Isso para mim é normal, é futebol. Prefiro que exista alguém que coloque a fasquia do que o contrário. Se ninguém disser nada, então significa que pode haver um problema ou que não estou num grande clube.

 

R – Para além do apuramento para a Liga dos Campeões, o que mais lhe pediu Godinho Lopes?

 

FV – O presidente pediu-me para ganhar todos os jogos e para aproveitar os jovens formados na Academia. Ganhar será sempre o principal objetivo, mas também temos de fazer a transição entre a equipa A e a B.

 

R – Se não ganhar amanhã ao Sp. Braga, o sonho da Champions torna-se mais complicado?

 

FV – Matematicamente não, pois continuará a haver muitos pontos. Porém, é óbvio que não vencendo o Sp. Braga, não encurtando essa distância, as coisas complicam-se.

 

R – Com o Sp. Braga está obrigado a adaptar um jogador a lateral-direito. Já sabe se vai apostar num elemento do plantel (Gelson) ou vai recorrer à equipa B (Dier ou Esgaio)?

 

FV – Vamos construir um [risos]. Estou a pensar em ambas as situações. Mas já estamos a pensar há algum tempo. Vamos ver com calma, há várias opções ao nosso dispor.

 

R – Que diferenças encontra entre a equipa que viu jogar na Bélgica e aquela que orientou na quinta-feira, perante o Genk?

 

FV – Tanto em Setúbal como com o Genk, os jogadores fizeram muitas das coisas que lhes pedimos. Isso, para um treinador, é uma mensagem importante. Isto sem pôr em causa o trabalho dos anteriores treinadores. Procuro dar seguimento àquilo que de bom foi feito e melhorar algumas das coisas que eu entendo que podem ser melhoradas.

 

R – Quer explicar?

 

FV – Em termos ofensivos, defensivos, no que respeita à atitude. Para mim, existe uma série de coisas que melhoraram, mas há ainda muito trabalho para fazer.

 

O presidente pediu-me para ganhar os jogos todos e para aproveitar os jovens formados na Academia

 

Franky Vercauteren

 

R – Que tipo de trabalho sente que é necessário fazer para a equipa sair desta situação?

 

FV – Há quatro situações prioritárias: tecnicamente temos de apresentar mais qualidade, e claro que isso vem com confiança. Fisicamente, precisamos de melhorar, pois há jogadores que aguentam os 90 minutos, mas há outros, também em virtude do trabalho que realizam em campo, que não conseguem chegar ao fim do jogo. Depois há um trabalho tático importante e há, ainda, o fator mental. A equipa não está perfeita e, mesmo que fosse perfeita, continuamos a ter várias coisas para fazer. São todas estas situações, em conjunto, que aumentam a qualidade e a eficiência de uma equipa.

 

R – O atual momento da equipa não é, portanto, uma situação que se possa melhor exclusivamente através do trabalho mental?

 

FV – É um fator um pouco mais importante neste momento. Há situações que não têm nada a ver com a confiança. Têm a ver com a concentração e a qualidade.

 

R – O plantel tem jogadores que são internacionais. Nesse sentido, qual é a razão para que essa qualidade não se reflita nos jogos?

 

FV – Por vezes é importante sermos realistas. Mesmo o Barcelona perde de vez em quando. Há alturas em que as equipas conseguem atingir todos os seus objetivos, parecem imparáveis, e outros momentos em que acontece o inverso. Nesses momentos, o talento ou a qualidade não estão ao mais alto nível. É por isso que as melhores equipas não ganham sempre.

 

R – Olhando para o FC Porto, Benfica ou Sp. Braga, vê três equipas de top e o Sporting demasiado longe?

 

FV – Não! Vejo, apenas, três boas equipas e penso que o Sporting não está no lugar que devia estar.

 

R – Em 15 encontros oficiais, o Sporting nunca jogou com o mesmo onze. Isso poderá ser um problema na implementação de rotinas?

 

FV– Quanto mais mudamos, mais dúvidas temos em relação à qualidade de alguns jogadores. No entanto, isso dá-me uma noção mais real dos recursos que tenho à disposição.

 

R – O Sporting está a apenas um ponto dos lugares de descida. Clubes de topo como o At. Madrid ou River Plate já desceram. É uma situação de que faz questão que os jogadores tenham consciência?

 

FV – Isso só iria funcionar como uma distração e um peso extra para o grupo de trabalho. Os jogadores têm de abordar jogo a jogo. Posteriormente, e à medida que formos conquistando pontos, podemos começar a olhar para cima. Se ganharmos, se jogarmos bem, iremos regressar ao topo. Por que é que tem de ser fácil quando estás no topo e horrível quando estás em baixo? A meta continua a ser a mesma: ganhar sempre.

 

R – O que promete aos adeptos?

 

FV – Costumo usar uma expressão que é perfeita para esta situação: prometer pouco e mostrar muito.

 

 

 

Parte 3

RECORD – Neste contexto tão particular, acredita que o facto de ser um treinador estrangeiro é uma vantagem?

 

FRANKY VERCAUTEREN – Todas as pessoas com as quais tive contacto disseram-me que era bom ser estrangeiro. Desta forma não sou influenciado, não leio jornais e não tenho “medo” deste ou daquele... No entanto, esta situação também pode ser vista de outra forma. O facto de um treinado

r conhecer bem o clube, o seu ambiente, os seus adeptos, a língua, conseguir tirar informações suplementares dos jornais pode funcionar a seu favor. É uma questão de perspetiva! Um treinador estrangeiro pode trazer algo de diferente ao país que o acolhe.

 

R – Para os adeptos do Benfica, Vercauteren é uma espécie de pesadelo...

 

FV – Eu sei! Já me disseram isso durante alguns passeios por Lisboa! É incrível como ainda se lembram desses dois jogos.

 

R – E você? Recorda-se da vitória na final da Taça UEFA frente ao Benfica, em 1982/83?

 

FV – Perfeitamente. Ganhei alguns troféus, mas essa final foi aquela que mais me marcou, pois desempenhei papel fundamental na conquista da Taça UEFA. Fiz duas assistências – uma na Bélgica e outra no Estádio da Luz – e levantei a taça como capitão. Foram momentos inesquecíveis.

 

R – Há algum jogador atualmente como Vercauteren?

 

FV – Não. Há jogadores muito melhores que o velho Franky Vercauteren! [risos] O futebol evoluiu muito nos últimos anos. Está mais rápido, mais duro, mais forte, mais difícil e muito mais especializado.

 

R – Na sua opinião, quem é o melhor jogador do Mundo?

 

FV– São dois: Messi e Ronaldo estão ao mesmo nível e seria injusto estar a escolher um ou outro.

 

R – Está em Portugal, por isso se calhar era melhor optar por CR7…

 

FV – Eu sei! Mas não o vou fazer porque estão ao mesmo nível. Messi e Ronaldo… Uff!. Todos os dias trabalham para ganhar. Jogam sempre! Podiam dizer: temos dinheiro, fama, carros, casas… Podemos descansar. No entanto, nenhum deles pensa assim. Estão sempre lá e querem vencer tudo.

 

R – Ter apenas Van Wolfswinkel como referência ofensiva não é demasiado redutor para uma equipa como o Sporting?

 

FV – Isso é um assunto para ser discutido mais tarde. Claro que devemos analisar a situação e constatar que, para algumas posições, temos demasiados jogadores e para outras estamos carenciados. Mas temos de analisar bem a situação, porque eles podem estar dentro do clube. Antes de ir à procura de soluções fora, tenho de observar bem aquilo que o clube tem, olhar para a equipa B. Então, se não houver ninguém que nos possa ajudar, poderemos pensar em agir de outra forma. É isso que fazemos, é essa a ambição do clube. Primeiro olhar para a nossa casa, ajudá-los, adaptá-los, integrá-los, explicar-lhes a diferença para aquilo a que eles estão habituados.

 

R – Betinho é uma das alternativas?

 

FV – Claro que sim! Aliás, de momento as únicas alternativas que temos à nossa disposição estão na equipa principal e na equipa B. Se olharmos para o plantel e sentirmos que é preciso mudar alguma coisa, podemos trocar um jogador por outro ou então chamar um jovem da equipa B. Todas estas possibilidades são as únicas que temos à nossa disposição. Claro que também poderíamos recorrer aos jogadores que se encontram livres de contratos, mas esses, atualmente, ou não estão em boa forma ou não têm qualidade suficiente, caso contrário tinham contrato com algum clube.

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muito obrigado!

excelente trabalho de quem passou a entrevista.

 

boa entrevista. ele não revelou muito sobre o que irá fazer concretamente, mas revelou muito de como ele funciona e dos seus processos. espero que ele seja mesmo de "fazer".

Editado por Victarion

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Gracias!

 

Se realmente as coisas forem como ele diz....agora, já se sabe que no Sporting nem sempre é assim.

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