Lebohang Publicado 30 Abril 2025 Citação de SAS_Robben, há 11 minutos: Bruno Fialho vs Fonseca e Castro era algo que não esperava esta noite mas sim senhor Bruno Fialho vs cidades de 15 minutos Fdx, que demente Atenção que neste momento a julgar pelas sondagens é bastante provável o ADN entrar no Parlamento por troca com o PAN. Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 30 Abril 2025 Alguem gravou o programa do Porto Canal? So vi agora meti no site deles mas apenas teem emissao live... PLEASEEEE! Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 30 Abril 2025 Citação de HappyKing, há 8 minutos: Foi adiado. Mas antes do apagão o ex-juiz tinha informado que não se apresentaria, alegando que o PSP estava bêbado e com cabelo sujo. Qual deles? Eu vi em direto e ele foi preso por meia dúzia de PSP's. Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 30 Abril 2025 Citação de Descartes, há 2 minutos: Qual deles? Eu vi em direto e ele foi preso por meia dúzia de PSP's. Referiu um deles. Um dos motivos explicados é que "um dos elementos da PSP que se encontrava a elaborar o expediente" do caso "encontrava-se com uma aparência física e odor incompatíveis com o exercício das suas funções", nomeadamente "o seu cabelo apresentava com um brilho e aparência de gordura, revelando falta de lavagem" e "o seu hálito exalava um forte cheiro a álcool, fazendo suspeitar embriaguez". Rui da Fonseca e Castro quer que seja instaurado um procedimento criminal contra o polícia. "o Arguido manifesta o desejo de que seja instaurado procedimento criminal contra os elementos da PSP que, sem qualquer justificação, o atacaram, espancaram, manietaram e ataram". Mais explica que "que não irá, por ora, prestar declarações, sem prejuízo de poder fazê-lo no decurso do inquérito". 1 1 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 30 Abril 2025 Ministra do Ambiente não falou mais cedo porque... estava a trabalhar Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 30 Abril 2025 Citação de Lebohang, há 28 minutos: Atenção que neste momento a julgar pelas sondagens é bastante provável o ADN entrar no Parlamento por troca com o PAN. volta Inês Sousa Real, tamos todos juntos com os cãezinhos e gatinhos 1 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 30 Abril 2025 Citação de noikeee, há 3 minutos: volta Inês Sousa Real, tamos todos juntos com os cãezinhos e gatinhos Havia de ser bonito ver a chanfrada da Joana Amaral Dias no parlamento. Compartilhar este post Link para o post
Genzo Publicado 1 Maio 2025 Citação de Descartes, há 2 horas: Ministra do Ambiente não falou mais cedo porque... estava a trabalhar Então uma das coisas do, vá, seu trabalho não engloba falar com as portuguesas e os portugueses? Compartilhar este post Link para o post
Jamarcus Publicado 1 Maio 2025 (editado) Editado 1 Maio 2025 por Jamarcus 1 Compartilhar este post Link para o post
challenger Publicado 1 Maio 2025 Pedro Santana Lopes abandona debate após críticas a Luís Paixão Martins Compartilhar este post Link para o post
Simeone Publicado 1 Maio 2025 https://amp.expresso.pt/semanario/revista-e/-e/2025-04-24-em-1965-um-informador-da-pide-foi-encontrado-morto-no-pinhal-de-belas-toda-a-investigacao-f24368a5 Alguém arranja este artigo, sff? Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 1 Maio 2025 Citação de Descartes, há 8 horas: Ministra do Ambiente não falou mais cedo porque... estava a trabalhar O slogan do deixa trabalhar começa a fazer todo o sentido. Aproveitando a boleia da vossa conversa, um debate morno, sem rasgo, entre dois impreparados para serem primeiro-ministro. Que tristeza. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 1 Maio 2025 Citação de challenger, há 48 minutos: Pedro Santana Lopes abandona debate após críticas a Luís Paixão Martins Mourinho in shambles Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 1 Maio 2025 Spoiler Paulo Baldaia Luís Montenegro - 6 Pedro Nuno Santos - 7 Pedro Nuno Santos chegou a este debate a precisar de ganhar de forma muito clara, a jogar ao ataque sem aparecer agressivo, ser capaz de esmagar o incumbente. A Luís Montenegro bastava-lhe o empate, chegou à frente e a distanciar-se mesmo que ligeiramente, beneficiando de ser chefe de um governo que distribuiu benesses. O problema de Montenegro é que a Spinumviva é mesmo uma espinha encravada na garganta e continuam a existir esclarecimentos por fazer. O líder do PSD esteve sempre muito nervoso neste tema, por contraponto à assertividade de Pedro Nuno Santos. O problema de Pedro Nuno Santos é que, tendo encostado o adversário com a empresa familiar, não obteve ganhos substanciais nos outros temas. O líder do PS apareceu no debate a ter que também ele explicar falhanços na saúde ou na habitação. O tema do apagão não rendeu o que podia ter rendido, nem para um lado nem para o outro. Já não sobra muito tempo. A 7 de Maio começa o conclave em Roma para escolher o novo Papa e a campanha vai eclipsar. Poucos dias depois há um Benfica-Sporting e a campanha vai eclipsar e pode até haver campeão antes de 18 de Maio. O debate correu melhor a Pedro Nuno Santos, mas a vitória não teve a dimensão que ele precisava. Luís Montenegro ficou perto do empate e continua favorito a ganhar as eleições. João Vieira Pereira Luis Montenegro - 5 Pedro Nuno Santos - 5 Um debate que começou melhor para Pedro Nuno Santos. O líder socialista começou melhor, principalmente sobre a questão da gestão da crise energética e do caso Spinumviva, e poderia até ter ganhado se tivesse mostrado a mesma capacidade de argumentação durante todo o longo debate. O foco na questão das pensões e na ameaça de que a AD se prepara para privatizar a Segurança Social foi pura estratégia eleitoral mas pode acabar por ter frutos. Luis Montenegro partia para este debate como líder do campeonato. E foi nesse condição que se apresentou, realçando os argumentos que o colocam como o preferido nas sondagens. Tentou passar a imagem de líder capaz, com capacidade de decisão e que está a trabalhar para eliminar os erros cometidos por muitos anos de governação socialista. A estratégia é clara e parece funcionar para quase todos os temas, exceto para aqueles que ele próprio criou. Luís Aguiar-Conraria Luís Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 7 Primeira avaliação para a produção televisiva. A qualidade de som foi péssima e experimentei todos os canais. Parecia um debate ao ar livre. Segunda avaliação para os jornalistas. Depois de um ano letivo em que milhares e milhares de alunos estiveram sem aulas durante uma parte relevante do ano; tendo um dos momentos mais embaraçosos do governo estado ligado à educação; estando, há alguns anos, a performance dos estudantes portugueses em queda nos testes internacionais… os jornalistas ignoraram olimpicamente este assunto. Tristeza. 1º tema: apagão O debate parecia-me equilibrado até ao momento em que Luís Montenegro trouxe à liça o assunto da escolha no novo aeroporto. Foi tão descabido que ficou a sensação de que não sabia o que dizer. Pedro Nuno Santos foi eficaz a separar o que era mérito da REN, retoma da energia, do que era responsabilidade do governo: comunicação. Como situação excecional que foi, duvido que os eleitores deem importância a este assunto. 2º tema: impostos Pedro Nuno Santos esteve bem a acusar o programa do PSD de fazer previsões irrealistas. Luís Montenegro contra-argumentou que o crescimento vai ser fantástico como resultado das suas políticas fantásticas. É um homem de fé. À fé de Montenegro, PNS respondeu, bem, com um estudo do Banco de Portugal que concluiu que o impacto de algumas das políticas propostas é sofrível. Pedro Nuno Santos cometeu o erro de falar na redução das verbas da FCT, quando, efetivamente, a execução em 2024 foi bastante elevada. Montenegro ia preparado para responder a este ponto. 3º tema: saúde Este seria um dos temas mais difíceis para ambos. Não consigo avaliar quem se saiu melhor. 4º tema: Spinunviva Um ataque muito duro e bem preparado de Pedro Nuno Santos. A resposta de Montenegro foi vitimizar-se. 5º tema: pensões Empate 6º tema: habitação Na habitação ambos estiveram extraordinariamente bem. Custa a crer que os problemas não estejam já resolvidos. 7º tema: estabilidade política Foi totalmente claro que se não houver maioria não há estabilidade. Ganhe quem ganhar. Minutos finais: Ambos tiveram tiradas finais pouco inspiradas. Conclusão: Olhando apenas e só para o debate, parece-me que Pedro Nuno Santos teria ganhado. Mas há um contexto: duvido que os eleitores tenham esquecido como PNS foi um ministro errático e, tudo somado, este ano de governação não correu mal. Assim, dou-lhes um empate. As sondagens não mudarão uma centésima que seja por causa deste debate. Martim Silva Luís Montenegro - 8 Pedro Nuno Santos - 7 Este era um debate que parecia mais decisivo para Pedro Nuno Santos, que tinha que ganhar claramente a Luís Montenegro, o incumbente, para conseguir inverter a tendência atual, que parece indicar que dificilmente vai ganhar as eleições. O líder socialista não o conseguiu e, com isso, acaba por ser o concorrente que mais defraudou as expetativas. Ou que, pelo menos, parece não ter conseguido com este debate o elã que precisa para conseguir uma campanha eleitoral vitoriosa. Montenegro não perdeu e com isso… ganhou. Pedro Nuno esteve melhor, ainda assim, em temas como a Spinumviva, a Saúde e as Medidas Fiscais, em que desmontou os argumentos do primeiro-ministro e onde se mostrou mais assertivo e firme. Mas não conseguiu convencer em temas como o Apagão, a Habitação, a Segurança Social e a Governabilidade. Pedro Nuno esteve melhor que o líder da AD em três pontos da discussão. Mas não suplantou Montenegro em quatro dos momentos do frente a frente de 5 minutos. Como disse em tempos um outro socialista, foi “poucochinho”… Pedro Cordeiro Luís Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 6 O primeiro-ministro defendeu-se bem dos ataques do chefe da oposição sobre o apagão de segunda-feira. Num tom mais acutilante e seguro do que o adversário, Luís Montenegro rebateu críticas, manuseou os dados que escolheu levar para o debate e puxou pelos galões, pondo em causa a adequação do socialista ao cargo que lhe disputa. Pedro Nuno Santos foi convincente ao apontar a falha das promessas da AD na saúde e ao frisar que o Governo que o eleitorado vai avaliar é o da direita e não os que integrou. Pedro Nuno poderá também ter marcado pontos na veemência com que apontou os conflitos de interesses em que a empresa Spinumviva afunda o chefe do Executivo, as dúvidas que subsistem e as irregularidades que se lhe apontam, bem como o oportunismo dos tempos em que vai escolhendo prestar esclarecimentos. Não creio que os ares de virgem ofendida e o riso escarninho de Montenegro tenham sido a reação certa. Lembraram-me a aversão ao escrutínio de um José Sócrates de má memória. O social-democrata esteve, em geral, melhor do ponto de vista comunicacional do que Pedro Nuno, sobretudo no olhar quase sempre dirigido às câmaras. Insistiu em evocar a pacificação de classes profissionais e apelou à continuidade de um mandato que obteve há apenas um ano. Já o secretário-geral do PS mostrou-se firme na defesa do voto útil à esquerda, sua melhor (embora não enorme) esperança para 18 de maio, e saiu-se melhor no minuto final do que o líder da direita, num frente a frente tudo menos galvanizador. Daniel Oliveira Luis Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 7 O debate começou com o apagão. Apesar de nervoso, Pedro Nuno Santos foi suficientemente eficaz para Luís Montenegro ir buscar casos da TAP e do aeroporto. Sobre as previsões macroeconómicos, Pedro Nuno Santos foi buscar as previsões totalmente irrealistas do governo. Montenegro chamou-lhe ignorante por acompanhar as instituições internacionais e nacionais. Perante números, respondeu com pouco mais de chavões. O que passou, incluindo no debate sobre o IRC, foi maior ponderação do líder do PS em confronto com pensamento mágico e uma ideia absurda: a de que os governos não decidem prioridades económicas, que permitiu Pedro Nuno Santos ir buscar Mario Draghi. Quando chegou ao SNS, Montenegro fica a falar para o boneco. Porque é totalmente impossível vender que as coisas melhoraram. Mas, aí, Pedro Nuno Santos está limitado por oito anos de PS, de que tem dificuldade de se libertar. Usar Fernando Araújo contra Pedro Nuno Santos é absurdo, mas esperava- fogo cerrado do líder socialista, oque não aconteceu. O mesmo na habitação. Nisso, as coisas eram fáceis e difíceis para PNS. Fáceis, porque as medidas do atual governo tiveram um efeito perverso. O problema é que o PS não as quer reverter, porque seria impopular. Esperava-se muito mais eficácia, mas perdeu-se nas tecnicidades e até numa estranha aproximação à AD. Nem conseguiu mostrar, de forma clara, que a situação se agravou por ação do governo. Perdeu esta parte do debate. Quem ouvisse Montenegro não diria do total fracasso do governo nesta área. E Pedro Nuno Santos parecia desejar fugir do tema. Porquê? Foi onde o líder do PS perdeu oportunidades de ouro para um voto que precisa: o jovem. A relevante posição do responsável pelo grupo de trabalho para a sustentabilidade da segurança social, forte defensor da privatização, não cabe num debate de enorme audiência. As pessoas não percebem. O líder do PS não adiantou, nem atrasou. Estranhamente, voltou a ele na declaração final. No elefante na sala, que é a ética de Montenegro, Pedro Nuno Santos não precisou de mais do que enumerar factos. Fez um excelente resumo do que está em causa. O primeiro-ministro insistiu numa mentira: a de que não recebeu um cêntimo de nenhuma empresa enquanto era primeiro-ministro, questão mais do que fechada. Fazer um paralelo com a empresa do pai de Pedro Nuno Santos é falar para os convencidos. Tenho dúvidas que PNS tenha sido eficaz no coelho que tirou da cartola sobre a Solverde. Montenegro acusou todos os toques e acha que a indignação é a arma que lhe resta. Funciona para os convencidos. Pedro Nuno Santos poderia ter perdido, com a publicação da lista de sete empresas, o argumento da transparência. Mas ficou evidente o truque do primeiro-ministro. O pior momento para Montenegro foi, de longe, este. E não podia ser. Apesar de continuar a ser evidente que estes dois homens não se respeitam, o debate foi, em geral, mais sereno do que há um ano. Montenegro foi senndo mais vezes acintoso, dizendo várias vezes que Pedro Nuno Santos tinha de ser sério. Um truque preventivo. Se ficássemos pelos argumentos, Pedro Nuno Santos foi mais objetivo. Mas Montenegro esteve mais vivo e menos nervoso. O líder do PS precisava de uma vitória folgada. Se tivesse sido eficaz na habitação e no SNS, os dois assuntos mais importantes neste momento, teria vencido sem espinhas. Até porque, no outro tema relevante, Montenegro não tem como se defender quando se fala da tal seriedade. Assim, empatou. Ricardo Costa Luís Montenegro - 8 Pedro Nuno Santos - 6 Estamos perto de umas eleições que deveriam ter sido evitadas mas que nenhum dos dois principais candidatos quis evitar. Ao fim de 75 minutos de debate é difícil achar que os líderes estão completamente à altura do momento nacional, europeu e mundial. Conseguiram falar de projeções económicas sem dizer aos portugueses que os gastos em Defesa podem condicionar seriamente qualquer cenário, o que não deixa de ser espantoso. De resto, Montenegro leva vantagem clara porque é PM, porque só governa há um ano, porque gere um bom momento económico, porque pode apresentar medidas e porque é muito difícil acreditar que o seu eleitorado valorize um caso com esta natureza. E perde Pedro Nuno porque continua a achar que a idoneidade do PM vai ser a alavanca decisiva das eleições, o que tem dois efeitos poderosos sobre a sua estratégia: a) limita-a seriamente porque seca tudo o resto; b) fá-lo acreditar que é suficiente para operar uma mudança de ciclo político. Ora, face a um governo muito recente isto é manifestamente arriscado e curto. David Dinis Luís Montenegro - 6 Pedro Nuno Santos - 7 Na gestão do apagão, Pedro Nuno quis mostrar que estava preparado e que o Governo tinha falhado. Na economia, Montenegro mostrou mais ambição. Na Saúde, Montenegro já nem promete médicos de saúde. Na habitação debatem-se heranças. Nas pensões, Montenegro quis desfazer dúvidas. O debate a dois só foi mesmo desequilibrado na Spinumviva: Pedro Nuno foi acutilante e preparado, a Montenegro sentiu-se a irritação e sobraram mais dúvidas. Como é que um primeiro-ministro pode dizer, em pleno direto, que pediu explicações a uma entidade independente por um documento que é público ter sido divulgado? Dito isto, sobra aquela pergunta: afinal, para os portugueses, o que vale a Spinumviva? João Silvestre Luís Montenegro - 6 Pedro Nuno Santos - 7 Não é fácil debater com alguém cujo programa é próximo do nosso. Esse era o desafio de Pedro Nuno Santos e Luis Montenegro. No essencial, os dois programas não são assim tão distintos e, por isso, os candidatos aproveitaram todas as oportunidades para marcar algumas diferenças. Quase sempre com base na ideologia: nas pensões (Pedro Nuno acenou com o risco de privatização), na saúde (Montenegro insistiu nas PPP e acusou o PS de dogmatismo) ou na habitação (a política do anterior Governo afastou o investimento, acusou Montenegro). O debate foi quase sempre equilibrado. No tom e nos argumentos. Pedro Nuno Santos terá saído por cima no caso Spinumviva, onde Montenegro continua sem reconhecer que se furtou sempre a dar explicações cabais, e na economia ao acusar de irrealismo o cenário macroeconómico da AD. Esteve sempre mais ao ataque. Montenegro saiu-se melhor na Saúde, onde tem créditos por resolver problemas pendentes com médicos e enfermeiros e pode sempre usar o argumento da herança do Governo de António Costa. O ligeiro ascendente de Pedro Nuno Santos não terá sido suficiente para inverter a tendência que vem notando nas sondagens. E não é este debate que deverá mudar o resultado desta eleição. Henrique Raposo Luís Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 5 1 Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 1 Maio 2025 Citação de challenger, há 53 minutos: Pedro Santana Lopes abandona debate após críticas a Luís Paixão Martins E fez bem. Querem fazer política à custa de um dos poucos políticos decentes do país, comam m*rda é que é melhor. Santana Lopes, Rui Rio, Mário Centeno, Bernardino, Joões comunas, Louçã, Cotrim Figueiredo que deveria ser presidente do Benfica, coloco aqui o Rui Tavares com a devida relutância, por ser o verme que é, mas não deixa de ser um grande político. Se Portugal fosse um país estalinista de partido único, muito provavelmente o politburo andaria em torno destes nomes. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 1 Maio 2025 Citação de Simeone, há 53 minutos: https://amp.expresso.pt/semanario/revista-e/-e/2025-04-24-em-1965-um-informador-da-pide-foi-encontrado-morto-no-pinhal-de-belas-toda-a-investigacao-f24368a5 Alguém arranja este artigo, sff? Citação Em 1965, um informador da PIDE foi encontrado morto no pinhal de Belas: toda a investigação A história da “execução”, em 1965, de um informador da PIDE por um “tribunal revolucionário” da organização maoista Frente de Ação Popular 27 de abril de 1974 foi uma data inesquecível para Rui d’Espiney. Era um dos presos políticos a cuja libertação se opunha o general António de Spínola, o presidente da Junta de Salvação Nacional criada após o derrube da ditadura. Dirigente da maoista Frente de Ação Popular (FAP) fora condenado a 19 anos de prisão pela participação no chamado crime do pinhal de Belas: a execução, em nome de um “tribunal revolucionário”, de um informador da PIDE, de nome Mário Mateus, que se infiltrara na organização, causando-lhe estragos irreversíveis. Preso há oito anos, juntamente com os seus camaradas Francisco Martins Rodrigues e João Pulido Valente, d’Espiney foi um dos últimos reclusos a sair da cadeia da fortaleza de Peniche. A recebê-lo tinha o pai, de braços abertos e choro irreprimível. Lágrimas de júbilo pela libertação do filho, mas também de uma angústia indizível pela notícia que lhe competia dar: a morte nesse mesmo dia, num hospital de Londres, de Catarina, a filha de Rui, de apenas nove anos, vítima de cancro. Natural de Moçambique, Rui Manuel Pires de Carvalho d’Espiney nasceu na cidade da Beira a 6 de agosto de 1942. Os pais, Cláudio e Sara, haviam emigrado para a colónia portuguesa do Índico em 1936. Por lá nasceram três dos seus quatro filhos. Rui era o terceiro e veio para Lisboa ainda adolescente. Em 1960 foi um dos fundadores da Comissão Pró-Associação dos Estudantes Liceais, tendo aderido ao clandestino PCP no ano seguinte. A sua primeira ação registada pela PIDE, a polícia política da ditadura, foi a participação, a 3 de dezembro de 1961, numa manifestação estudantil junto à Reitoria da Universidade de Lisboa. A passagem pelo PCP foi pouco mais que efémera. O processo de dissidência foi relatado pelo próprio d’Espiney, numa longa entrevista biográfica concedida ao Expresso em abril de 2013, em sua casa, em Setúbal: “A rutura com o PCP deu-se devido à sua abordagem um pouco pacifista. A defesa, que eu fazia, da luta armada”, como forma de derrube da ditadura de Oliveira Salazar, “era uma influência direta do castrismo” e da revolução cubana. “Saí do partido em 1963, quando fundámos uma pequena organização, de que já nem recordo bem o nome. Éramos uns quatro, entre os quais o meu primo Manuel Claro. Eu e ele seríamos os clandestinos. Eu era o mais novo do grupo; fizera o liceu no Camões e no Passos Manuel, e a dada altura fui chamado para a tropa e desertei.” O passo seguinte foi a saída do país, em julho de 1963. Acompanhado de Manuel Claro, cruzaram a fronteira “a salto, com passaportes falsificados.” Em Espanha, tomaram um comboio com destino a Paris. Em agosto, juntou-se-lhe a companheira, Ana Rita Gandra Gonçalves, de 17 anos, que frequentava o 6º ano no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho e também militava no PCP. Nascida em Lisboa, o pai era oriundo de uma família goesa que se fixara em Moçambique. Rui e Ana Rita haviam-se conhecido em 1962, na Comissão Pró-Associação dos Estudantes Liceais. “Em Paris, ficámos instalados em casa de um português amigo do Rui”, contou Ana Rita, na sua casa no bairro lisboeta de Campo de Ourique. “Arranjámos trabalho num hotel, ele na receção e eu nas limpezas.” As relações com o PCP ainda não estavam definitivamente cortadas, mas à divergência sobre a luta armada somou-se uma outra, em torno do modelo da China maoista e do conflito sino-soviético. D’Espiney aderiu rapidamente às posições chinesas. Em Argel, com Humberto Delgado Em Paris não estiveram mais que um mês. “Fomos para a Argélia, na ideia que o Rui tinha de frequentar um campo de treino militar para depois criar uma guerrilha em Portugal.” Rumaram em setembro para Argel, onde se juntaram aos muitos oposicionistas que se agrupavam na Frente Patriótica de Libertação Nacional, FPLN, entre os quais o médico João Pulido Valente. Meses depois, tomaram conhecimento da criação em Paris de uma nova organização, a Frente de Ação Popular (FAP), liderada por Francisco Martins Rodrigues. Membro do Comité Central do PCP, em 1960 participara na famosa fuga da cadeia de Peniche de dez dirigentes comunistas, entre os quais o secretário-geral, Álvaro Cunhal, mas, entretanto, aderira às teses do maoismo e fora expulso do partido. Na origem da criação da FAP estavam três razões principais: a defesa da ação armada, como meio de derrube da ditadura de Salazar; uma crítica radical ao chamado “reformismo” e “revisionismo” do PCP; e o alinhamento pela República Popular da China, de Mao Tsé-Tung, na sua disputa com a União Soviética. Seguiu-se, ainda em 1964, também em Paris, a formação do Comité Marxista-Leninista Português (CMLP), igualmente liderado por Martins Rodrigues, que ambicionava criar um verdadeiro partido comunista, enquanto a FAP seria a sua organização de massas. Também dissidente do PCP, Pulido Valente ligou-se de pronto à FAP, tal como d’Espiney. Na FPLN estavam representadas várias organizações antifascistas. O seu líder era o general Humberto Delgado, que, nas muitas andanças pelo exílio, passou algumas vezes por Argel. “Tive dois ou três encontros com o Humberto Delgado. Eu já era da FAP e ele tentou chamar-nos para o seu lado e negociou com o João Pulido.” Rui e Ana Rita casaram-se em Argel, onde nasceu, a 19 de outubro de 1964, a filha Catarina, nome que remetia para a mítica militante comunista alentejana Catarina Eufémia, assassinada pela GNR. Dois meses depois, trocaram Argel por Paris, aonde Pulido Valente já regressara. Rui d’Espiney conheceu finalmente Francisco Martins Rodrigues, que passou a tratar pelo afetivo diminutivo de Chico. Estava formado o trio dirigente da FAP e do CMLP. Uma grave crise de febre reumática e uma criança recém-nascida nos braços levaram Ana Rita a regressar a Portugal, onde pelo menos teria apoio familiar e alguma assistência médica. “A primeira a viajar para Lisboa foi a nossa filha Catarina”, recordou Ana Rita. “Quem a trouxe, de avião, foi o Orlando da Costa, muito amigo do meu pai”, Nuno Gonçalves, “ambos de origem goesa”. Escritor e militante do PCP, Orlando da Costa vivia com a jornalista Maria Antónia Palla, de quem tinha um filho de quatro anos chamado António — que algumas décadas mais tarde viria a ser primeiro-ministro de Portugal... Em Lisboa, Catarina ficou em casa dos avós paternos. Clandestinos em Portugal e a prisão de Pulido Valente Ponto de honra para a FAP era ter a sua direção no interior do país, marcando assim a diferença em relação ao PCP, cujos principais dirigentes, a começar por Álvaro Cunhal, se haviam refugiado no exterior. Em meados de 1965, os três principais dirigentes entraram em Portugal. O primeiro foi Pulido Valente. Seguiram-se Martins Rodrigues e Rui d’Espiney, que a 8 de julho cruzaram a fronteira de Vilar Formoso, munidos de passaportes falsos — no caso deste último, em nome do cidadão holandês Johannes Philipus Willebrandts. Começou por alugar uma casa em Boticas (Loures), onde se lhe juntou Ana Rita. Do trio dirigente da primeira organização maoista portuguesa destacava-se claramente Martins Rodrigues, um alentejano de Moura, onde nascera em 1927, e que em termos conspirativos era tratado por “Campos”, o seu pseudónimo comunista de sempre. “Para mim, jovem na altura com 23 anos, o Chico era um quase Lenine”, explicou d’Espiney. “Tinha-o mitificado”, sentimento que, afiançou, seria igualmente partilhado por Pulido Valente. Sob a direção inquestionada de “Campos”, o secretariado da FAP tratou de se organizar e de se preparar para a ação armada. Para treino dos seus quadros, integrados em Grupos de Ação Popular (GAP), foram organizadas sessões perto da Praia das Maçãs e em Montachique. Em novembro, d’Espiney integrou o GAP que lançou cocktails molotov contra uma esquadra da PSP perto do Saldanha, em Lisboa, enquanto outra brigada atacou a Escola da PIDE, em Benfica. “Eram dois bastiões da repressão, o que tinha todo um carácter simbólico.” A 21 de outubro Pulido Valente foi preso pela PIDE. Após uma investigação sumária, os seus camaradas apuraram que ele tivera um encontro aprazado para essa noite com um militante da FAP, de nome Mário Mateus, que passou a ser encarado como suspeito de traição. Natural de Sines, sapateiro, Mateus militara durante alguns anos no PCP, de que aparentemente se afastou por razões ideológicas, e aderira à FAP, que lhe atribuiu o pseudónimo de “Gago”. Para tentar obter mais dados sobre o desaparecimento do número dois da FAP, foi marcado um encontro com Mateus, junto ao cemitério de Benfica, a que compareceram Martins Rodrigues e d’Espiney. Um segundo encontro teve lugar na Rua Capitão Renato Baptista, perto da embaixada de Itália. A desconfiança era cada vez maior. Habituado à vida terrivelmente dura da clandestinidade, Chico encarava-o com crescente severidade. Já d’Espiney, 15 anos mais novo, menos experiente, porventura ingénuo, não queria acreditar que tivesse sido Mateus a entregar Pulido Valente à PIDE. Até porque sabia que este fora o médico que salvara o filho de Mateus de uma grave doença, quando vivia na clandestinidade. Desconfiando cada vez mais de uma traição, convocaram Mateus para um terceiro encontro, para as 21h15 horas de 26 de novembro, no cimo das escadinhas da Rua Cidade de Manchester, perto da Avenida Almirante Reis. D’Espiney tomou um táxi e, chegado àquele arruamento, convidou-o a entrar. O carro tomou a direção do Jardim da Luz, onde se encontraram com Martins Rodrigues, que os aguardava no interior de um automóvel, um Austin 850 verde-escuro, conduzido por João Figueiredo. Instalados os quatro na pequena viatura, dirigiram-se ao pinhal de Belas, junto à estrada de Belas para o Sabugo, local que o líder da FAP conhecia bem. Na sua entrevista, Rui d’Espiney escusou-se a contar publicamente o que se passou no pinhal de Belas, assunto que pertencia a uma fase da sua vida que decidira não mais reviver. A vastíssima documentação existente no Arquivo PIDE/DGS, conjugada com a imprensa da época e com outros testemunhos, permite, no entanto, reconstituir no essencial o que se passou na noite de 26 de novembro. Dois dias depois, um cão de caça encontrou no pinhal um cadáver, o que foi noticiado pelos jornais de dia 29. Próximo do corpo estava uma carteira, com o bilhete de identidade de Mário de Jesus da Silva Mateus, de 32 anos, casado, com um filho, residente na Avenida da Liberdade em Lisboa. Registado pela GNR, o caso transitou para a Polícia Judiciária, que a 7 de dezembro distribuiu um comunicado identificando três suspeitos do que passou a ser designado publicamente por “crime de Belas”, com os nomes e respetivas fotos. Segundo a Judiciária, Mateus fora vítima do disparo de quatro tiros de uma pistola de calibre 6.35. A PJ distribuiu em diversos espaços públicos (designadamente em postos fronteiriços) um cartaz com as fotografias dos suspeitos, entre os quais Martins Rodrigues e d’Espiney. Uma vez confirmado o carácter político do crime, o caso passou para a alçada da PIDE. Salazar anotou no Diário “a prisão do Epinay” A FAP não só nunca escondeu o homicídio de Mário Mateus como se antecipou à própria PIDE a noticiá-lo e a reivindicar a respetiva autoria — um gesto inédito nos anais da resistência. É certo que em 1951 o PCP executara, também no pinhal de Belas, o seu dirigente Manuel Domingues, mas só mais tarde viria a assumi-lo, acusando-o de ser um infiltrado da polícia fascista no aparelho clandestino do partido — sem que, numa leitura posterior de Francisco Martins Rodrigues, tenha sido apresentada “qualquer prova convincente nesse sentido”. No caso de Mateus, escassos dias depois da sua morte, logo no número de dezembro, o jornal clandestino da FAP, “Ação Popular”, descreveu-a como a “execução” de um “traidor”, condenado por um “tribunal revolucionário” por ser um “agente provocador ao serviço da PIDE”. “De princípio”, lê-se naquele jornal, “negou a sua culpabilidade, porém, em face das provas reunidas, acabou por fazer uma ampla confissão dos seus crimes. Declarou que, tendo sido procurado na sua casa por agentes da PIDE que o ameaçaram de prisão (…), aceitara o convite destes para atuar como espião nas organizações antifascistas.” Fora assim que, “em meados de outubro, teve um encontro secreto com o agente da PIDE José Ferreira Cleto, da brigada de José Gonçalves, a quem informou que estava em contacto com o camarada Pulido Valente, indicando o local e hora do encontro de 21 de outubro”. Nessa mesma noite, “logo após a prisão” de Pulido Valente, recebeu do mesmo agente a quantia de 2500 escudos, “como primeira mensalidade do ordenado que lhe fora atribuído pela PIDE por este serviço e por futuras denúncias que se dispôs a fazer. O tribunal deu como provados os crimes de traição e espionagem ao serviço do inimigo, pelo que condenou Mário Mateus à pena de morte. A sentença foi imediatamente executada.” As semanas posteriores à prisão de Pulido Valente foram fatídicas para a FAP, com a detenção de inúmeros quadros, certamente denunciados por Mateus. Culminaram com a localização do próprio Martins Rodrigues, preso a 30 de janeiro de 1966. Rui d’Espiney, por sua vez, viria a ser detido a 14 de fevereiro, quando se havia refugiado em casa de um primo, José Manuel Carvalho Vilar. “Foram buscar-me a um sótão de que só o Chico sabia. Nunca me passou pela cabeça que tivesse sido ele a dizer...” A mulher, Ana Rita Gandra, foi presa no mesmo local. A detenção de d’Espiney foi revelada, dois dias depois, pela PIDE a Salazar, que no seu diário anotou “prisão do Epinay”. O apelido, que o ditador grafou incorretamente, era-lhe familiar, posto que tinha um d’Espiney no seu governo: Rui d’Espiney Patrício, o subsecretário de Estado do Fomento Ultramarino, que, anos mais tarde, com Marcello Caetano, ascendeu a ministro dos Negócios Estrangeiros. “O pai do Rui Patrício era primo direito do pai do Rui”, explicou Ana Rita. D’Espiney começou a ser interrogado no próprio dia em que foi detido. Da tarefa encarregaram-se o inspetor Óscar Cardoso, o subinspetor Sílvio Mortágua e o agente José Luís Inácio Afonso. A PIDE fez um levantamento dos vários pseudónimos por ele usados: “Álvaro”, enquanto militante do PCP; “Edmundo”, como elemento do CMLP; “André”, como dirigente da FAP; “Zé”, para os elementos que controlava. Martins Rodrigues foi, naturalmente, o primeiro a ser interrogado sobre a morte de Mateus. Nos autos de declarações à PIDE, prestadas sob violentas torturas, descreveu o que se passou no pinhal de Belas. Arrancada igualmente sob tortura, a versão de d’Espiney, em interrogatórios posteriores aos de Martins Rodrigues, foi coincidente. Com mais ou menos detalhe, ambas corroboraram a versão que o jornal “Ação Popular” já divulgara. Ana Rita testemunhou a tremenda violência utilizada pela PIDE para arrancar as declarações ao então marido. Depois de uma curta passagem pela cadeia de Caxias, foi levada para a sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, onde se procedia aos interrogatórios. Uma vez inquirida, “levaram-me para uma sala, onde estava uma data de homens. Sem saber quem eram, preferi não os encarar nos olhos, até que um se aproximou de mim. Só o reconheci pelas mãos: era o Rui. A cara estava desfeita, desfigurada. Levaram-nos então para uma outra sala, onde ficámos sentados, um em frente do outro, vigiados pelo inspetor Abílio Pires. ‘O Chico falou’, foi a primeira coisa que o Rui me disse. ‘Não acredito!’, respondi. ‘Falou, sim senhora!’, confirmou logo o Abílio Pires, que estava de pé a ouvir a conversa. ‘E eu também falei...’, acrescentou o Rui.” A causa estava-lhe literalmente estampada no rosto, deformado pela violência da tortura a que fora sujeito. Também Ana Rita fora torturada. “Fui sujeita à tortura do sono: dois períodos de três dias cada.” Instada a contar como reagira, respondeu simplesmente: “Não falei.” Para logo relativizar o seu comportamento, explicando que “não fui muito torturada, até porque, como eles diziam, ‘não vais dizer nada que nós já não saibamos’.” Na sua entrevista, como em outras declarações, d’Espiney recusou falar sobre a forma como suportou, ou não, a tortura — o “porte”, o termo, quase um código, como a generalidade dos presos políticos se referiam ao comportamento perante a tortura. O “porte”, com efeito, passou a ser um tabu que Ana Rita aceitou integrar no seu relacionamento com Rui. “Nunca falámos um com o outro sobre a tortura. O seu porte foi uma questão muito complicada, um traumatismo que o marcou para o resto da vida. Recusou mesmo muitos cargos e responsabilidades por causa disso.” Só a 24 de fevereiro, concluída a investigação, a PIDE noticiou as detenções dos autores do crime do pinhal de Belas. Um comunicado, publicado obrigatoriamente e na íntegra por todos os jornais diários, era acompanhado da fotografia dos três dirigentes da FAP, todos presos. Para que não houvesse dúvidas, a PIDE garantia que Martins Rodrigues “confirmou” o assassínio de Mateus, “executado por ele e pelo d’Espiney”. O rumor de que o líder da FAP teria sucumbido à tortura espalhou-se rapidamente. E bem cedo o secretariado do CMLP condenou publicamente o seu dirigente máximo, ao mesmo tempo que elogiou o “comportamento exemplar” de Pulido Valente, “que se recusou a prestar qualquer declaração ao inimigo”. Para aquela organização de extrema-esquerda, o passado e as responsabilidades de Martins Rodrigues “faziam supor” que “cumpriria até ao fim os seus deveres e saberia, mesmo perdendo a liberdade e a vida, honrar o glorioso nome de comunista. Assim não sucedeu”. Reprovando a sua “fraqueza inadmissível”, decretou a sua “expulsão imediata do CMLP” e prometeu “julgar” o ex-líder “com toda a severidade”. Como era usual, d’Espiney aguardou o julgamento em Caxias. Em novembro de 1966, tentou passar para o exterior um documento, que viria a ser apreendido na lavandaria da prisão. Era um conjunto de sete papéis manuscritos, cuidadosamente enrolados em papel de prata e fita gomada, formando um pequeno embrulho escondido na marca de umas cuecas, e que uma funcionária da prisão descobriu ao passá-las a ferro. 190 horas seguidas de tortura do sono Martins Rodrigues e Rui d’Espiney começaram por ser julgados num tribunal comum pela prática de um crime de homicídio — no caso, na comarca de Sintra, em novembro de 1967. O essencial da defesa de d’Espiney foi apresentado pelo próprio através de um extenso documento escrito por si — provavelmente o mesmo documento escondido nas cuecas e que se encontra num dos vários processos existentes no Arquivo PIDE/DGS à guarda da Torre do Tombo. Intitulado “Defesa escrita para o Tribunal de Sintra”, escreveu-o a três cores: o título geral a azul, os subtítulos a vermelho e, por fim, o texto a preto. No mesmo arquivo figura a sua versão datilografada, que se espraia ao longo de 20 páginas A4. Na introdução, e para que não restassem dúvidas, assumiu perante os juízes a autoria e responsabilidade pela morte de Mário Mateus e justificou a sua “execução” como “um ato necessário de justiça revolucionária”. Acusou-o de ter sido “um ‘antifascista’ que se vendeu à PIDE, entregando-se ao trabalho de ‘bufaria’ e que, nessa qualidade, se infiltrou nas organizações clandestinas, detetando e denunciando centenas de militantes antifascistas”. E para quem assim age, prosseguiu, “uma única punição merece (e mereceu...) — a morte! Sem dúvida que tirar a vida a quem quer que seja é algo de muito grave, que exige a maior ponderação. Mas no caso de um Mário Mateus, não havia que hesitar...” Na sua defesa, contestou longamente “a forma como se instruiu todo este processo”, posto que a “a PIDE empregou contra mim duras violências, tanto físicas como morais”, para o obrigar a assinar os autos de declarações. Detalhou as várias sessões da tortura do sono, uma das quais se prolongou “durante 190 horas”, tendo “o conhecido facínora Sachetti vindo pessoalmente dizer-me que ‘ou falava ou me liquidavam, abandonando o meu corpo em Belas’ ou então que ‘por cada um’ dos seus, ‘cairiam três’ dos nossos”. Com uma rara coragem e frontalidade, fez questão de assumir perante o tribunal que não resistiu à tortura, e disso se penitenciou. “Para além da fraqueza, sem qualificação nem desculpa, que mostrei, deve dizer-se que estas e outras declarações (...) não têm valor. Porque obtidas debaixo de coação moral e física.” No final, comprometeu-se: “Tudo tentarei para retomar um lugar (...) no seio da única organização que perfilha uma linha revolucionária em Portugal — a Frente de Ação Popular Antifascista — e do Comité Marxista-Leninista Português, embrião da futura guarda avançada, do futuro partido reconstituído, da classe operária — o Partido Comunista Português (Marxista-Leninista).” O julgamento terminou a 25 de novembro, com a condenação de Martins Rodrigues a 15 anos de prisão e de Rui d’Espiney a 14 anos e 9 meses. Pulido Valente, por seu turno, foi condenado a dois anos de prisão. Em março de 1968 foi a vez de serem julgadas as mulheres de Martins Rodrigues e de d’Espiney, respetivamente Fernanda Alves Martins Rodrigues e Ana Rita Gandra Gonçalves, acusadas de terem “colaborado” com a FAP. Esta foi condenada a 20 meses de prisão correcional, aquela a dez meses, mas ambas saíram em liberdade, uma vez que a prisão preventiva excedera o período da pena. Ao sair de Caxias, Ana Rita foi viver com a filha Catarina para casa dos sogros. “Passei na prática a ser mais uma filha dos meus sogros, que chegaram a ter três dos quatro filhos presos simultaneamente” — Sérgio, José Luís e Rui. Nos anos seguintes, “a minha ocupação principal foi ‘tomar conta’ dos presos. Ia a Peniche todas as semanas e, quando algum deles estava em Caxias, cheguei a ir lá todos os dias.” Sempre que podia, fazia-se acompanhar da filha Catarina, que só vivera com o pai nos primeiros meses de vida. No tribunal como os “soldados vermelhos” de Mao Um segundo julgamento teve lugar em 1970, no Tribunal Plenário de Lisboa, destinado a apreciar delitos de carácter político — no caso, a participação na FAP e no CMLP. À semelhança do que fizera no tribunal de Sintra, d’Espiney apresentou por escrito a sua defesa política. Uma versão manuscrita, de 18 páginas, está no Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra. Uma versão datilografada encontra-se na Torre do Tombo e tem um extenso preâmbulo que não consta do manuscrito, na qual reitera que as acusações que lhe eram imputadas “apoiam-se em declarações que me foram arrancadas pela violência física e moral”, em que “todos os métodos foram considerados bons para me quebrarem”. Tal como em Sintra, mas agora de uma forma ainda mais clara, penalizou-se por não ter resistido à tortura: “Não se compreenda pelo que digo, que me lamento pela acusação não ser mais consistente. Pelo contrário: o que lamento é que o inimigo tenha podido apurar dados... e, principalmente, saber que isso foi possível, em grande parte porque — esquecendo o exemplo de João Pulido Valente e de outros que demonstraram que na polícia não se fala, e traindo a confiança em mim depositada pelos camaradas do Comité Marxista-Leninista de Portugal — não fui capaz de defender até às últimas consequências os interesses do proletariado. Quero dizer: o que na verdade lamento é ter falhado na PIDE.” E mais à frente: “Porém, esta derrota por mim sofrida na passagem pela polícia, (...) veio ajudar-me, tirando-me a arrogância própria da juventude e ensinou-me a aumentar o ódio pelo inimigo. Neste ponto estou de acordo com Che Guevara quando disse que ‘para vencer é preciso odiar’. E hoje sei odiar profundamente os inimigos da classe operária!” Para seu advogado perante o tribunal político, d’Espiney optou por Joaquim Mestre. “Escolhi-o porque era seu amigo desde estudante. Conhecíamo-nos bem, tal como ao Jorge Sampaio e ao Vítor Wengorovius.” D’Espiney surpreendeu quantos estiveram na Boa Hora ao envergar um fato que procurava imitar a farda dos “guardas vermelhos” do maoismo. “Compareci em tribunal vestindo uma espécie de balalaica, parecida com a farda do Mao. Havia sido feita pela minha mãe, que a enviou para a cadeia.” O seu advogado, Joaquim Mestre, ficou estupefacto: “O Rui apareceu com uma farda que imitava ou sugeria a dos militantes chineses da Revolução Cultural. Nunca falei com ele sobre isso, mas claro que foi um gesto que não ajudou nada à sua defesa...” O tribunal condenou-o a 19 anos de prisão maior. Martins Rodrigues levou 20 e Pulido Valente 15, a serem cumpridas na cadeia da fortaleza de Peniche. Penas das mais pesadas decretadas pelos tribunais da ditadura para crimes políticos. Libertado no dia da morte da filha A 23 de abril de 1974 a filha de Rui d’Espiney entrou em coma. Com apenas nove anos, Catarina padecia de um neuroblastoma, um cancro no sistema nervoso simpático, que atinge principalmente crianças, e que se revelara dois anos antes. Sem hipótese de tratamento em Portugal, Catarina fora internada num hospital de Londres, acompanhada da mãe, Ana Rita, e da tia, Ana Maria. “A minha filha teve de ser operada à medula”. As hipóteses de sobrevivência eram escassas. “Nós já sabíamos, o médico avisara-nos.” As despesas hospitalares foram em grande parte cobertas por um financeiro, Jorge de Brito, que em 1972 fundara um pequeno mas muito dinâmico banco, o Banco Intercontinental Português (BIP). “O Jorge de Brito era amigo de infância do João Pulido Valente e deu-nos largas centenas de contos para tentar salvar a Catarina”, contou a mãe. O pai confirmou: “O Jorge de Brito era muito amigo dele e chegou a visitá-lo em Peniche.” Ao ter conhecimento do cancro de Catarina, o banqueiro decidiu ajudá-la, mesmo sabendo que o pai era um revolucionário maoista a cumprir uma pesada pena de prisão. D’Espiney soube do coma da filha Catarina no dia seguinte, 24 de abril. “O meu pai foi de propósito a Peniche nesse dia para me informar. Deveria voltar a 25, mas não autorizaram a visita no horário convencional”: os presos ainda nada sabiam, mas cá fora estava em curso um golpe militar. “Lembro-me que nessa altura havia duas escalas de visitas, das 13 às 15 e das 15 às 17 horas. O forte ainda estava nas mãos da PIDE e no horário normal o meu pai ficou à porta. Só mais tarde, seriam umas 17h30, é que me vieram dizer que tinha uma visita.” Os presos continuavam a ignorar o que se passava no país. “Já suspeitávamos que havia qualquer coisa, porque no dia 25, às 13 horas, em vez do ‘Telejornal’, deu a série ‘Casei-me com Uma Feiticeira’. Estranhámos o facto. Fui, assim, o primeiro preso a ter uma visita. O meu pai explicou-me, serenamente, que o forte estava cercado por militares e alertou para a possibilidade de podermos ser usados como reféns. Quando voltei ao meu piso, decidimos barricarmo-nos nas celas.” O dia 26 foi um intenso dia de luta política para impor a libertação de todos os presos políticos, incluindo os condenados pelos chamados crimes de sangue (casos de d’Espiney e Martins Rodrigues). No seu primeiro revés político, o general António de Spínola, presidente da Junta de Salvação Nacional, acabou por aceitar. Os presos de Peniche foram os últimos a sair, já a 27 de abril, uma data inesquecível na vida de Rui d’Espiney. Duplamente marcante: o dia da sua libertação, após mais de oito anos de prisão, mas também o dia da morte da filha Catarina. A terrível nova foi-lhe comunicada pelo pai, Cláudio, que o aguardava à saída da fortaleza, braços abertos e lágrimas a escorrer pela face. Lágrimas de alegria e felicidade, mas também de desespero e impotência. O cancro levara-lhe a neta Catarina, no mesmo dia em que o filho Rui voltara a respirar a liberdade. Ana Rita estava em Londres, onde, acompanhada da cunhada Ana Maria, assistira ao calvário da filha Catarina. Regressaram ambas a 30 de abril. “Chegámos a Lisboa pouco antes do avião que trouxe o Álvaro Cunhal de Paris.” Rui e Ana Rita já haviam decidido separar-se. “Ainda tentámos refazer as coisas, mas não resultou”, contou ele. “Com o 25 de Abril e com a morte da Catarina, retomámos a relação por algum tempo, mas não deu”, confirmou ela. Fundador do Instituto das Comunidades Educativas Derrubada a ditadura, Rui d’Espiney prosseguiu a militância política na sua área ideológica: o marxismo-leninismo, interpretado pelo prisma do maoismo. Designadamente no PCP(R), o Partido Comunista Português (Reconstruído), e na UDP, União Democrática Popular (que mais tarde viria a ser uma das organizações fundadoras do Bloco de Esquerda). Por pouco tempo, visto que, profundamente desiludido, se afastou logo em 1976. A rutura foi dupla: política, com aquelas organizações maoistas, e pessoal, com o seu amigo e antigo ídolo, Martins Rodrigues. Por outro lado, consumada a separação com Ana Rita Gandra, juntou-se mais tarde com Dolores Carmen Martins Carreira, com quem teve uma filha, Ana. Afastado da militância política ativa, não deixou, porém, de se envolver e liderar vários processos de mudança social. Não renegando o anterior empenhamento militante, em termos públicos optou por um definitivo virar de página. Não apenas sobre o chamado “porte” perante a tortura — episódio que o perturbou profundamente em termos emocionais até ao fim da vida —, mas também sobre o homicídio de Mário Mateus. Sobretudo desejava evitar que a sua ação cívica e social, em particular nos planos da educação e da formação de professores, fosse prejudicada pelo condicionalismo político anterior ao 25 de Abril. “Decidi não mais voltar a falar publicamente nessa história [do pinhal de Belas], e o Francisco Martins Rodrigues aceitou essa regra. Sempre que ele falava nesse episódio, limitava-se a dizer que o fizera com um companheiro, nunca tendo mencionado o meu nome. O máximo que cheguei a dizer, em entrevistas, é que fui um guerrilheiro.” Voltou aos estudos, que abandonara no final do liceu. Tirou o curso de professor na Escola do Magistério e licenciou-se em Sociologia no ISCTE. Em 1986 passou a lecionar na Escola Superior de Educação de Setúbal. Nesta cidade criou, em 1992, o Instituto das Comunidades Educativas, que dirigiu nos últimos 25 anos de vida. Fumador inveterado, vítima de enfisema pulmonar, faleceu a 28 de abril de 2016, com 73 anos. Por iniciativa do Bloco de Esquerda, a Assembleia da República aprovou por unanimidade um voto de pesar e de homenagem. 2 Compartilhar este post Link para o post
Simeone Publicado 1 Maio 2025 Citação de Lebohang, há 3 minutos: Obrigado! Compartilhar este post Link para o post
Le God Publicado 1 Maio 2025 Citação de challenger, há 1 hora: Pedro Santana Lopes abandona debate após críticas a Luís Paixão Martins Está velho, agora já não baza do estúdio. Citação de Che, há 17 minutos: E fez bem. Querem fazer política à custa de um dos poucos políticos decentes do país, comam m*rda é que é melhor. Santana Lopes, Rui Rio, Mário Centeno, Bernardino, Joões comunas, Louçã, Cotrim Figueiredo que deveria ser presidente do Benfica, coloco aqui o Rui Tavares com a devida relutância, por ser o verme que é, mas não deixa de ser um grande político. Se Portugal fosse um país estalinista de partido único, muito provavelmente o politburo andaria em torno destes nomes. Porque é que o Rui Tavares é um verme? Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 1 Maio 2025 Citação de Lebohang, há 1 hora: Ocultar conteúdo Paulo Baldaia Luís Montenegro - 6 Pedro Nuno Santos - 7 Pedro Nuno Santos chegou a este debate a precisar de ganhar de forma muito clara, a jogar ao ataque sem aparecer agressivo, ser capaz de esmagar o incumbente. A Luís Montenegro bastava-lhe o empate, chegou à frente e a distanciar-se mesmo que ligeiramente, beneficiando de ser chefe de um governo que distribuiu benesses. O problema de Montenegro é que a Spinumviva é mesmo uma espinha encravada na garganta e continuam a existir esclarecimentos por fazer. O líder do PSD esteve sempre muito nervoso neste tema, por contraponto à assertividade de Pedro Nuno Santos. O problema de Pedro Nuno Santos é que, tendo encostado o adversário com a empresa familiar, não obteve ganhos substanciais nos outros temas. O líder do PS apareceu no debate a ter que também ele explicar falhanços na saúde ou na habitação. O tema do apagão não rendeu o que podia ter rendido, nem para um lado nem para o outro. Já não sobra muito tempo. A 7 de Maio começa o conclave em Roma para escolher o novo Papa e a campanha vai eclipsar. Poucos dias depois há um Benfica-Sporting e a campanha vai eclipsar e pode até haver campeão antes de 18 de Maio. O debate correu melhor a Pedro Nuno Santos, mas a vitória não teve a dimensão que ele precisava. Luís Montenegro ficou perto do empate e continua favorito a ganhar as eleições. João Vieira Pereira Luis Montenegro - 5 Pedro Nuno Santos - 5 Um debate que começou melhor para Pedro Nuno Santos. O líder socialista começou melhor, principalmente sobre a questão da gestão da crise energética e do caso Spinumviva, e poderia até ter ganhado se tivesse mostrado a mesma capacidade de argumentação durante todo o longo debate. O foco na questão das pensões e na ameaça de que a AD se prepara para privatizar a Segurança Social foi pura estratégia eleitoral mas pode acabar por ter frutos. Luis Montenegro partia para este debate como líder do campeonato. E foi nesse condição que se apresentou, realçando os argumentos que o colocam como o preferido nas sondagens. Tentou passar a imagem de líder capaz, com capacidade de decisão e que está a trabalhar para eliminar os erros cometidos por muitos anos de governação socialista. A estratégia é clara e parece funcionar para quase todos os temas, exceto para aqueles que ele próprio criou. Luís Aguiar-Conraria Luís Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 7 Primeira avaliação para a produção televisiva. A qualidade de som foi péssima e experimentei todos os canais. Parecia um debate ao ar livre. Segunda avaliação para os jornalistas. Depois de um ano letivo em que milhares e milhares de alunos estiveram sem aulas durante uma parte relevante do ano; tendo um dos momentos mais embaraçosos do governo estado ligado à educação; estando, há alguns anos, a performance dos estudantes portugueses em queda nos testes internacionais… os jornalistas ignoraram olimpicamente este assunto. Tristeza. 1º tema: apagão O debate parecia-me equilibrado até ao momento em que Luís Montenegro trouxe à liça o assunto da escolha no novo aeroporto. Foi tão descabido que ficou a sensação de que não sabia o que dizer. Pedro Nuno Santos foi eficaz a separar o que era mérito da REN, retoma da energia, do que era responsabilidade do governo: comunicação. Como situação excecional que foi, duvido que os eleitores deem importância a este assunto. 2º tema: impostos Pedro Nuno Santos esteve bem a acusar o programa do PSD de fazer previsões irrealistas. Luís Montenegro contra-argumentou que o crescimento vai ser fantástico como resultado das suas políticas fantásticas. É um homem de fé. À fé de Montenegro, PNS respondeu, bem, com um estudo do Banco de Portugal que concluiu que o impacto de algumas das políticas propostas é sofrível. Pedro Nuno Santos cometeu o erro de falar na redução das verbas da FCT, quando, efetivamente, a execução em 2024 foi bastante elevada. Montenegro ia preparado para responder a este ponto. 3º tema: saúde Este seria um dos temas mais difíceis para ambos. Não consigo avaliar quem se saiu melhor. 4º tema: Spinunviva Um ataque muito duro e bem preparado de Pedro Nuno Santos. A resposta de Montenegro foi vitimizar-se. 5º tema: pensões Empate 6º tema: habitação Na habitação ambos estiveram extraordinariamente bem. Custa a crer que os problemas não estejam já resolvidos. 7º tema: estabilidade política Foi totalmente claro que se não houver maioria não há estabilidade. Ganhe quem ganhar. Minutos finais: Ambos tiveram tiradas finais pouco inspiradas. Conclusão: Olhando apenas e só para o debate, parece-me que Pedro Nuno Santos teria ganhado. Mas há um contexto: duvido que os eleitores tenham esquecido como PNS foi um ministro errático e, tudo somado, este ano de governação não correu mal. Assim, dou-lhes um empate. As sondagens não mudarão uma centésima que seja por causa deste debate. Martim Silva Luís Montenegro - 8 Pedro Nuno Santos - 7 Este era um debate que parecia mais decisivo para Pedro Nuno Santos, que tinha que ganhar claramente a Luís Montenegro, o incumbente, para conseguir inverter a tendência atual, que parece indicar que dificilmente vai ganhar as eleições. O líder socialista não o conseguiu e, com isso, acaba por ser o concorrente que mais defraudou as expetativas. Ou que, pelo menos, parece não ter conseguido com este debate o elã que precisa para conseguir uma campanha eleitoral vitoriosa. Montenegro não perdeu e com isso… ganhou. Pedro Nuno esteve melhor, ainda assim, em temas como a Spinumviva, a Saúde e as Medidas Fiscais, em que desmontou os argumentos do primeiro-ministro e onde se mostrou mais assertivo e firme. Mas não conseguiu convencer em temas como o Apagão, a Habitação, a Segurança Social e a Governabilidade. Pedro Nuno esteve melhor que o líder da AD em três pontos da discussão. Mas não suplantou Montenegro em quatro dos momentos do frente a frente de 5 minutos. Como disse em tempos um outro socialista, foi “poucochinho”… Pedro Cordeiro Luís Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 6 O primeiro-ministro defendeu-se bem dos ataques do chefe da oposição sobre o apagão de segunda-feira. Num tom mais acutilante e seguro do que o adversário, Luís Montenegro rebateu críticas, manuseou os dados que escolheu levar para o debate e puxou pelos galões, pondo em causa a adequação do socialista ao cargo que lhe disputa. Pedro Nuno Santos foi convincente ao apontar a falha das promessas da AD na saúde e ao frisar que o Governo que o eleitorado vai avaliar é o da direita e não os que integrou. Pedro Nuno poderá também ter marcado pontos na veemência com que apontou os conflitos de interesses em que a empresa Spinumviva afunda o chefe do Executivo, as dúvidas que subsistem e as irregularidades que se lhe apontam, bem como o oportunismo dos tempos em que vai escolhendo prestar esclarecimentos. Não creio que os ares de virgem ofendida e o riso escarninho de Montenegro tenham sido a reação certa. Lembraram-me a aversão ao escrutínio de um José Sócrates de má memória. O social-democrata esteve, em geral, melhor do ponto de vista comunicacional do que Pedro Nuno, sobretudo no olhar quase sempre dirigido às câmaras. Insistiu em evocar a pacificação de classes profissionais e apelou à continuidade de um mandato que obteve há apenas um ano. Já o secretário-geral do PS mostrou-se firme na defesa do voto útil à esquerda, sua melhor (embora não enorme) esperança para 18 de maio, e saiu-se melhor no minuto final do que o líder da direita, num frente a frente tudo menos galvanizador. Daniel Oliveira Luis Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 7 O debate começou com o apagão. Apesar de nervoso, Pedro Nuno Santos foi suficientemente eficaz para Luís Montenegro ir buscar casos da TAP e do aeroporto. Sobre as previsões macroeconómicos, Pedro Nuno Santos foi buscar as previsões totalmente irrealistas do governo. Montenegro chamou-lhe ignorante por acompanhar as instituições internacionais e nacionais. Perante números, respondeu com pouco mais de chavões. O que passou, incluindo no debate sobre o IRC, foi maior ponderação do líder do PS em confronto com pensamento mágico e uma ideia absurda: a de que os governos não decidem prioridades económicas, que permitiu Pedro Nuno Santos ir buscar Mario Draghi. Quando chegou ao SNS, Montenegro fica a falar para o boneco. Porque é totalmente impossível vender que as coisas melhoraram. Mas, aí, Pedro Nuno Santos está limitado por oito anos de PS, de que tem dificuldade de se libertar. Usar Fernando Araújo contra Pedro Nuno Santos é absurdo, mas esperava- fogo cerrado do líder socialista, oque não aconteceu. O mesmo na habitação. Nisso, as coisas eram fáceis e difíceis para PNS. Fáceis, porque as medidas do atual governo tiveram um efeito perverso. O problema é que o PS não as quer reverter, porque seria impopular. Esperava-se muito mais eficácia, mas perdeu-se nas tecnicidades e até numa estranha aproximação à AD. Nem conseguiu mostrar, de forma clara, que a situação se agravou por ação do governo. Perdeu esta parte do debate. Quem ouvisse Montenegro não diria do total fracasso do governo nesta área. E Pedro Nuno Santos parecia desejar fugir do tema. Porquê? Foi onde o líder do PS perdeu oportunidades de ouro para um voto que precisa: o jovem. A relevante posição do responsável pelo grupo de trabalho para a sustentabilidade da segurança social, forte defensor da privatização, não cabe num debate de enorme audiência. As pessoas não percebem. O líder do PS não adiantou, nem atrasou. Estranhamente, voltou a ele na declaração final. No elefante na sala, que é a ética de Montenegro, Pedro Nuno Santos não precisou de mais do que enumerar factos. Fez um excelente resumo do que está em causa. O primeiro-ministro insistiu numa mentira: a de que não recebeu um cêntimo de nenhuma empresa enquanto era primeiro-ministro, questão mais do que fechada. Fazer um paralelo com a empresa do pai de Pedro Nuno Santos é falar para os convencidos. Tenho dúvidas que PNS tenha sido eficaz no coelho que tirou da cartola sobre a Solverde. Montenegro acusou todos os toques e acha que a indignação é a arma que lhe resta. Funciona para os convencidos. Pedro Nuno Santos poderia ter perdido, com a publicação da lista de sete empresas, o argumento da transparência. Mas ficou evidente o truque do primeiro-ministro. O pior momento para Montenegro foi, de longe, este. E não podia ser. Apesar de continuar a ser evidente que estes dois homens não se respeitam, o debate foi, em geral, mais sereno do que há um ano. Montenegro foi senndo mais vezes acintoso, dizendo várias vezes que Pedro Nuno Santos tinha de ser sério. Um truque preventivo. Se ficássemos pelos argumentos, Pedro Nuno Santos foi mais objetivo. Mas Montenegro esteve mais vivo e menos nervoso. O líder do PS precisava de uma vitória folgada. Se tivesse sido eficaz na habitação e no SNS, os dois assuntos mais importantes neste momento, teria vencido sem espinhas. Até porque, no outro tema relevante, Montenegro não tem como se defender quando se fala da tal seriedade. Assim, empatou. Ricardo Costa Luís Montenegro - 8 Pedro Nuno Santos - 6 Estamos perto de umas eleições que deveriam ter sido evitadas mas que nenhum dos dois principais candidatos quis evitar. Ao fim de 75 minutos de debate é difícil achar que os líderes estão completamente à altura do momento nacional, europeu e mundial. Conseguiram falar de projeções económicas sem dizer aos portugueses que os gastos em Defesa podem condicionar seriamente qualquer cenário, o que não deixa de ser espantoso. De resto, Montenegro leva vantagem clara porque é PM, porque só governa há um ano, porque gere um bom momento económico, porque pode apresentar medidas e porque é muito difícil acreditar que o seu eleitorado valorize um caso com esta natureza. E perde Pedro Nuno porque continua a achar que a idoneidade do PM vai ser a alavanca decisiva das eleições, o que tem dois efeitos poderosos sobre a sua estratégia: a) limita-a seriamente porque seca tudo o resto; b) fá-lo acreditar que é suficiente para operar uma mudança de ciclo político. Ora, face a um governo muito recente isto é manifestamente arriscado e curto. David Dinis Luís Montenegro - 6 Pedro Nuno Santos - 7 Na gestão do apagão, Pedro Nuno quis mostrar que estava preparado e que o Governo tinha falhado. Na economia, Montenegro mostrou mais ambição. Na Saúde, Montenegro já nem promete médicos de saúde. Na habitação debatem-se heranças. Nas pensões, Montenegro quis desfazer dúvidas. O debate a dois só foi mesmo desequilibrado na Spinumviva: Pedro Nuno foi acutilante e preparado, a Montenegro sentiu-se a irritação e sobraram mais dúvidas. Como é que um primeiro-ministro pode dizer, em pleno direto, que pediu explicações a uma entidade independente por um documento que é público ter sido divulgado? Dito isto, sobra aquela pergunta: afinal, para os portugueses, o que vale a Spinumviva? João Silvestre Luís Montenegro - 6 Pedro Nuno Santos - 7 Não é fácil debater com alguém cujo programa é próximo do nosso. Esse era o desafio de Pedro Nuno Santos e Luis Montenegro. No essencial, os dois programas não são assim tão distintos e, por isso, os candidatos aproveitaram todas as oportunidades para marcar algumas diferenças. Quase sempre com base na ideologia: nas pensões (Pedro Nuno acenou com o risco de privatização), na saúde (Montenegro insistiu nas PPP e acusou o PS de dogmatismo) ou na habitação (a política do anterior Governo afastou o investimento, acusou Montenegro). O debate foi quase sempre equilibrado. No tom e nos argumentos. Pedro Nuno Santos terá saído por cima no caso Spinumviva, onde Montenegro continua sem reconhecer que se furtou sempre a dar explicações cabais, e na economia ao acusar de irrealismo o cenário macroeconómico da AD. Esteve sempre mais ao ataque. Montenegro saiu-se melhor na Saúde, onde tem créditos por resolver problemas pendentes com médicos e enfermeiros e pode sempre usar o argumento da herança do Governo de António Costa. O ligeiro ascendente de Pedro Nuno Santos não terá sido suficiente para inverter a tendência que vem notando nas sondagens. E não é este debate que deverá mudar o resultado desta eleição. Henrique Raposo Luís Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 5 Ri-me com a omissão do comentário do Henrique Raposo Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 1 Maio 2025 Citação de Le God, há 1 hora: Está velho, agora já não baza do estúdio. Porque é que o Rui Tavares é um verme? Eurocorno, fura greves, conivente com o fim do ensino superior gratuito, agora deu-lhe para galopar no discurso belicista da Europa. Depois existe a questão do que fez à Joacyne, por muito invulgar que ela seja, não merecia um golpe de palacete do nosso querido historiador. 1 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 1 Maio 2025 O que foi apresentado como uma medida nova para fazer face ao que se passou na segunda já estava previsto desde julho do ano passado. Dois clientes da Spinumviva ganharam mais de 90 milhões em contratos com o Estado durante o Governo de Montenegro Análise ao Portal Base mostra relações muito antigas de clientes da Spinumviva com o Estado. Mas duas delas, a ITAU e a INETUM, aumentaram muito a sua facturação com o setor público em menos de um ano de governo da AD Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 1 Maio 2025 Citação de Lebohang, há 2 horas: Mostrar conteúdo oculto Paulo Baldaia Luís Montenegro - 6 Pedro Nuno Santos - 7 Pedro Nuno Santos chegou a este debate a precisar de ganhar de forma muito clara, a jogar ao ataque sem aparecer agressivo, ser capaz de esmagar o incumbente. A Luís Montenegro bastava-lhe o empate, chegou à frente e a distanciar-se mesmo que ligeiramente, beneficiando de ser chefe de um governo que distribuiu benesses. O problema de Montenegro é que a Spinumviva é mesmo uma espinha encravada na garganta e continuam a existir esclarecimentos por fazer. O líder do PSD esteve sempre muito nervoso neste tema, por contraponto à assertividade de Pedro Nuno Santos. O problema de Pedro Nuno Santos é que, tendo encostado o adversário com a empresa familiar, não obteve ganhos substanciais nos outros temas. O líder do PS apareceu no debate a ter que também ele explicar falhanços na saúde ou na habitação. O tema do apagão não rendeu o que podia ter rendido, nem para um lado nem para o outro. Já não sobra muito tempo. A 7 de Maio começa o conclave em Roma para escolher o novo Papa e a campanha vai eclipsar. Poucos dias depois há um Benfica-Sporting e a campanha vai eclipsar e pode até haver campeão antes de 18 de Maio. O debate correu melhor a Pedro Nuno Santos, mas a vitória não teve a dimensão que ele precisava. Luís Montenegro ficou perto do empate e continua favorito a ganhar as eleições. João Vieira Pereira Luis Montenegro - 5 Pedro Nuno Santos - 5 Um debate que começou melhor para Pedro Nuno Santos. O líder socialista começou melhor, principalmente sobre a questão da gestão da crise energética e do caso Spinumviva, e poderia até ter ganhado se tivesse mostrado a mesma capacidade de argumentação durante todo o longo debate. O foco na questão das pensões e na ameaça de que a AD se prepara para privatizar a Segurança Social foi pura estratégia eleitoral mas pode acabar por ter frutos. Luis Montenegro partia para este debate como líder do campeonato. E foi nesse condição que se apresentou, realçando os argumentos que o colocam como o preferido nas sondagens. Tentou passar a imagem de líder capaz, com capacidade de decisão e que está a trabalhar para eliminar os erros cometidos por muitos anos de governação socialista. A estratégia é clara e parece funcionar para quase todos os temas, exceto para aqueles que ele próprio criou. Luís Aguiar-Conraria Luís Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 7 Primeira avaliação para a produção televisiva. A qualidade de som foi péssima e experimentei todos os canais. Parecia um debate ao ar livre. Segunda avaliação para os jornalistas. Depois de um ano letivo em que milhares e milhares de alunos estiveram sem aulas durante uma parte relevante do ano; tendo um dos momentos mais embaraçosos do governo estado ligado à educação; estando, há alguns anos, a performance dos estudantes portugueses em queda nos testes internacionais… os jornalistas ignoraram olimpicamente este assunto. Tristeza. 1º tema: apagão O debate parecia-me equilibrado até ao momento em que Luís Montenegro trouxe à liça o assunto da escolha no novo aeroporto. Foi tão descabido que ficou a sensação de que não sabia o que dizer. Pedro Nuno Santos foi eficaz a separar o que era mérito da REN, retoma da energia, do que era responsabilidade do governo: comunicação. Como situação excecional que foi, duvido que os eleitores deem importância a este assunto. 2º tema: impostos Pedro Nuno Santos esteve bem a acusar o programa do PSD de fazer previsões irrealistas. Luís Montenegro contra-argumentou que o crescimento vai ser fantástico como resultado das suas políticas fantásticas. É um homem de fé. À fé de Montenegro, PNS respondeu, bem, com um estudo do Banco de Portugal que concluiu que o impacto de algumas das políticas propostas é sofrível. Pedro Nuno Santos cometeu o erro de falar na redução das verbas da FCT, quando, efetivamente, a execução em 2024 foi bastante elevada. Montenegro ia preparado para responder a este ponto. 3º tema: saúde Este seria um dos temas mais difíceis para ambos. Não consigo avaliar quem se saiu melhor. 4º tema: Spinunviva Um ataque muito duro e bem preparado de Pedro Nuno Santos. A resposta de Montenegro foi vitimizar-se. 5º tema: pensões Empate 6º tema: habitação Na habitação ambos estiveram extraordinariamente bem. Custa a crer que os problemas não estejam já resolvidos. 7º tema: estabilidade política Foi totalmente claro que se não houver maioria não há estabilidade. Ganhe quem ganhar. Minutos finais: Ambos tiveram tiradas finais pouco inspiradas. Conclusão: Olhando apenas e só para o debate, parece-me que Pedro Nuno Santos teria ganhado. Mas há um contexto: duvido que os eleitores tenham esquecido como PNS foi um ministro errático e, tudo somado, este ano de governação não correu mal. Assim, dou-lhes um empate. As sondagens não mudarão uma centésima que seja por causa deste debate. Martim Silva Luís Montenegro - 8 Pedro Nuno Santos - 7 Este era um debate que parecia mais decisivo para Pedro Nuno Santos, que tinha que ganhar claramente a Luís Montenegro, o incumbente, para conseguir inverter a tendência atual, que parece indicar que dificilmente vai ganhar as eleições. O líder socialista não o conseguiu e, com isso, acaba por ser o concorrente que mais defraudou as expetativas. Ou que, pelo menos, parece não ter conseguido com este debate o elã que precisa para conseguir uma campanha eleitoral vitoriosa. Montenegro não perdeu e com isso… ganhou. Pedro Nuno esteve melhor, ainda assim, em temas como a Spinumviva, a Saúde e as Medidas Fiscais, em que desmontou os argumentos do primeiro-ministro e onde se mostrou mais assertivo e firme. Mas não conseguiu convencer em temas como o Apagão, a Habitação, a Segurança Social e a Governabilidade. Pedro Nuno esteve melhor que o líder da AD em três pontos da discussão. Mas não suplantou Montenegro em quatro dos momentos do frente a frente de 5 minutos. Como disse em tempos um outro socialista, foi “poucochinho”… Pedro Cordeiro Luís Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 6 O primeiro-ministro defendeu-se bem dos ataques do chefe da oposição sobre o apagão de segunda-feira. Num tom mais acutilante e seguro do que o adversário, Luís Montenegro rebateu críticas, manuseou os dados que escolheu levar para o debate e puxou pelos galões, pondo em causa a adequação do socialista ao cargo que lhe disputa. Pedro Nuno Santos foi convincente ao apontar a falha das promessas da AD na saúde e ao frisar que o Governo que o eleitorado vai avaliar é o da direita e não os que integrou. Pedro Nuno poderá também ter marcado pontos na veemência com que apontou os conflitos de interesses em que a empresa Spinumviva afunda o chefe do Executivo, as dúvidas que subsistem e as irregularidades que se lhe apontam, bem como o oportunismo dos tempos em que vai escolhendo prestar esclarecimentos. Não creio que os ares de virgem ofendida e o riso escarninho de Montenegro tenham sido a reação certa. Lembraram-me a aversão ao escrutínio de um José Sócrates de má memória. O social-democrata esteve, em geral, melhor do ponto de vista comunicacional do que Pedro Nuno, sobretudo no olhar quase sempre dirigido às câmaras. Insistiu em evocar a pacificação de classes profissionais e apelou à continuidade de um mandato que obteve há apenas um ano. Já o secretário-geral do PS mostrou-se firme na defesa do voto útil à esquerda, sua melhor (embora não enorme) esperança para 18 de maio, e saiu-se melhor no minuto final do que o líder da direita, num frente a frente tudo menos galvanizador. Daniel Oliveira Luis Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 7 O debate começou com o apagão. Apesar de nervoso, Pedro Nuno Santos foi suficientemente eficaz para Luís Montenegro ir buscar casos da TAP e do aeroporto. Sobre as previsões macroeconómicos, Pedro Nuno Santos foi buscar as previsões totalmente irrealistas do governo. Montenegro chamou-lhe ignorante por acompanhar as instituições internacionais e nacionais. Perante números, respondeu com pouco mais de chavões. O que passou, incluindo no debate sobre o IRC, foi maior ponderação do líder do PS em confronto com pensamento mágico e uma ideia absurda: a de que os governos não decidem prioridades económicas, que permitiu Pedro Nuno Santos ir buscar Mario Draghi. Quando chegou ao SNS, Montenegro fica a falar para o boneco. Porque é totalmente impossível vender que as coisas melhoraram. Mas, aí, Pedro Nuno Santos está limitado por oito anos de PS, de que tem dificuldade de se libertar. Usar Fernando Araújo contra Pedro Nuno Santos é absurdo, mas esperava- fogo cerrado do líder socialista, oque não aconteceu. O mesmo na habitação. Nisso, as coisas eram fáceis e difíceis para PNS. Fáceis, porque as medidas do atual governo tiveram um efeito perverso. O problema é que o PS não as quer reverter, porque seria impopular. Esperava-se muito mais eficácia, mas perdeu-se nas tecnicidades e até numa estranha aproximação à AD. Nem conseguiu mostrar, de forma clara, que a situação se agravou por ação do governo. Perdeu esta parte do debate. Quem ouvisse Montenegro não diria do total fracasso do governo nesta área. E Pedro Nuno Santos parecia desejar fugir do tema. Porquê? Foi onde o líder do PS perdeu oportunidades de ouro para um voto que precisa: o jovem. A relevante posição do responsável pelo grupo de trabalho para a sustentabilidade da segurança social, forte defensor da privatização, não cabe num debate de enorme audiência. As pessoas não percebem. O líder do PS não adiantou, nem atrasou. Estranhamente, voltou a ele na declaração final. No elefante na sala, que é a ética de Montenegro, Pedro Nuno Santos não precisou de mais do que enumerar factos. Fez um excelente resumo do que está em causa. O primeiro-ministro insistiu numa mentira: a de que não recebeu um cêntimo de nenhuma empresa enquanto era primeiro-ministro, questão mais do que fechada. Fazer um paralelo com a empresa do pai de Pedro Nuno Santos é falar para os convencidos. Tenho dúvidas que PNS tenha sido eficaz no coelho que tirou da cartola sobre a Solverde. Montenegro acusou todos os toques e acha que a indignação é a arma que lhe resta. Funciona para os convencidos. Pedro Nuno Santos poderia ter perdido, com a publicação da lista de sete empresas, o argumento da transparência. Mas ficou evidente o truque do primeiro-ministro. O pior momento para Montenegro foi, de longe, este. E não podia ser. Apesar de continuar a ser evidente que estes dois homens não se respeitam, o debate foi, em geral, mais sereno do que há um ano. Montenegro foi senndo mais vezes acintoso, dizendo várias vezes que Pedro Nuno Santos tinha de ser sério. Um truque preventivo. Se ficássemos pelos argumentos, Pedro Nuno Santos foi mais objetivo. Mas Montenegro esteve mais vivo e menos nervoso. O líder do PS precisava de uma vitória folgada. Se tivesse sido eficaz na habitação e no SNS, os dois assuntos mais importantes neste momento, teria vencido sem espinhas. Até porque, no outro tema relevante, Montenegro não tem como se defender quando se fala da tal seriedade. Assim, empatou. Ricardo Costa Luís Montenegro - 8 Pedro Nuno Santos - 6 Estamos perto de umas eleições que deveriam ter sido evitadas mas que nenhum dos dois principais candidatos quis evitar. Ao fim de 75 minutos de debate é difícil achar que os líderes estão completamente à altura do momento nacional, europeu e mundial. Conseguiram falar de projeções económicas sem dizer aos portugueses que os gastos em Defesa podem condicionar seriamente qualquer cenário, o que não deixa de ser espantoso. De resto, Montenegro leva vantagem clara porque é PM, porque só governa há um ano, porque gere um bom momento económico, porque pode apresentar medidas e porque é muito difícil acreditar que o seu eleitorado valorize um caso com esta natureza. E perde Pedro Nuno porque continua a achar que a idoneidade do PM vai ser a alavanca decisiva das eleições, o que tem dois efeitos poderosos sobre a sua estratégia: a) limita-a seriamente porque seca tudo o resto; b) fá-lo acreditar que é suficiente para operar uma mudança de ciclo político. Ora, face a um governo muito recente isto é manifestamente arriscado e curto. David Dinis Luís Montenegro - 6 Pedro Nuno Santos - 7 Na gestão do apagão, Pedro Nuno quis mostrar que estava preparado e que o Governo tinha falhado. Na economia, Montenegro mostrou mais ambição. Na Saúde, Montenegro já nem promete médicos de saúde. Na habitação debatem-se heranças. Nas pensões, Montenegro quis desfazer dúvidas. O debate a dois só foi mesmo desequilibrado na Spinumviva: Pedro Nuno foi acutilante e preparado, a Montenegro sentiu-se a irritação e sobraram mais dúvidas. Como é que um primeiro-ministro pode dizer, em pleno direto, que pediu explicações a uma entidade independente por um documento que é público ter sido divulgado? Dito isto, sobra aquela pergunta: afinal, para os portugueses, o que vale a Spinumviva? João Silvestre Luís Montenegro - 6 Pedro Nuno Santos - 7 Não é fácil debater com alguém cujo programa é próximo do nosso. Esse era o desafio de Pedro Nuno Santos e Luis Montenegro. No essencial, os dois programas não são assim tão distintos e, por isso, os candidatos aproveitaram todas as oportunidades para marcar algumas diferenças. Quase sempre com base na ideologia: nas pensões (Pedro Nuno acenou com o risco de privatização), na saúde (Montenegro insistiu nas PPP e acusou o PS de dogmatismo) ou na habitação (a política do anterior Governo afastou o investimento, acusou Montenegro). O debate foi quase sempre equilibrado. No tom e nos argumentos. Pedro Nuno Santos terá saído por cima no caso Spinumviva, onde Montenegro continua sem reconhecer que se furtou sempre a dar explicações cabais, e na economia ao acusar de irrealismo o cenário macroeconómico da AD. Esteve sempre mais ao ataque. Montenegro saiu-se melhor na Saúde, onde tem créditos por resolver problemas pendentes com médicos e enfermeiros e pode sempre usar o argumento da herança do Governo de António Costa. O ligeiro ascendente de Pedro Nuno Santos não terá sido suficiente para inverter a tendência que vem notando nas sondagens. E não é este debate que deverá mudar o resultado desta eleição. Henrique Raposo Luís Montenegro - 7 Pedro Nuno Santos - 5 Tudo o que seja acima de um 5 para estes dois é um tremendo elogio. Foi mais um debate de vazios, umas medidas avulso para os papalvos, constantes trocas de galhardetes e no final nenhum deles revelou ter uma proposta séria e de visão para o país. 7 Compartilhar este post Link para o post
depina Publicado 1 Maio 2025 Citação de HappyKing, há 52 minutos: O que foi apresentado como uma medida nova para fazer face ao que se passou na segunda já estava previsto desde julho do ano passado. Dois clientes da Spinumviva ganharam mais de 90 milhões em contratos com o Estado durante o Governo de Montenegro Análise ao Portal Base mostra relações muito antigas de clientes da Spinumviva com o Estado. Mas duas delas, a ITAU e a INETUM, aumentaram muito a sua facturação com o setor público em menos de um ano de governo da AD um politico minimamente preparado limpava estas eleições. Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 1 Maio 2025 No facebook vale tudo menos... 4 Compartilhar este post Link para o post