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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de bmfpcdm, há 1 hora:

Deve ser o autor que mais consistentemente usa a expressão 'quando muito'. Infelizmente, em "Memorial do Convento" não é usada uma única vez; todavia, em "As intermitências da morte" é usada cinco vezes (julgo que nunca a vi ser usada tantas vezes num só livro, e foi ao ler esse livro que me apercebi o quanto é maltratada por tão vasto número de pessoas).

Vou apanhando aqui e ali e usando aqui e ali, lembro-me sempre de ti.

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Citação de HappyKing, há 8 horas:

Dá-me uma razão não ideológica para o Nobel que o país conheceu na Literatura poder não ser ensinado nas escolas. Tivesse ele tido posicionamentos de direita e esta medida acontecia? 

Não faço ideia. Mas se o ponto é ideológico, porque motivo a alternativa é alguém que, pelo menos, já foi do mesmo partido?

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Mais facilmente se retirava José Saramago do 12° ano pelas ideias patéticas que ele tinha em torno de uma nova União Ibérica do que por ser comunista, na minha modesta opinião.

Quando muito foi retirado pelas posições religiosas. 

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A questão é: num plano de leitura há sequer razão para entre as leituras obrigatórias não constar nenhum trabalho do maior expoente da literatura nacional?

Estamos a castrar a mentalidade Ronaldo assim...

Editado por Lurker

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seria uma boa homenagem se tivesse sido usado como alternativa o conteudo da obra do antonio lobo antunes, só pra reviver a sua rivalidade

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Citação de Tio Hans, há 2 horas:

Não faço ideia. Mas se o ponto é ideológico, porque motivo a alternativa é alguém que, pelo menos, já foi do mesmo partido?

O ponto é ideológico porque não consigo encontrar outro motivo válido que não ideológico para isso acontecer.

  • Concordo! 1

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Citação de Plagio o Original, há 2 minutos:

em-2008-andr%C3%A9-ventura-publica-um-ro

 

Temos o "Mein Kampf" que merecemos

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Não pode ser coincidência que o livro se chame Montenegro e o personagem Luís. 

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Citação de Mayday, há 4 minutos:

Não pode ser coincidência que o livro se chame Montenegro e o personagem Luís. 

Claro que não é coincidência.

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Citação de HappyKing, há 13 horas:

O ponto é ideológico porque não consigo encontrar outro motivo válido que não ideológico para isso acontecer.

é obviamente ideológico e quem acha que não o é está igualmente obviamente a comer gelados com a testa, mais uma vez 

alguns a este ponto até parece que já o fazem de propósito

Editado por Pavel

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História do Cerco a Saramago

História do Cerco a Saramago

Em 1992, Sousa Lara retirou Saramago do Prémio Literário Europeu. Lara acabou no Chega, de onde saiu para não perder a subvenção vitalícia; Saramago recebeu o Nobel. Cavaco não foi ao funeral. E o espírito de Lara ainda paira sobre o PSD. O único Nobel da literatura portuguesa pode deixar de ser leitura obrigatória na escola. A direita, com uma visão uniformizadora da identidade nacional, não suporta que alguém com o perfil de Saramago seja um símbolo da nossa cultura. Ou é só mais uma coisa mal-amanhada

O episódio ficou como um dos momentos mais embaraçosos da relação entre política e cultura em Portugal: em 1992, o então subsecretário de Estado da Cultura, António Sousa Lara, decidiu excluir o romance O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago, da lista de obras candidatas ao Prémio Literário Europeu, alegando que o livro “ofendia os católicos”. A decisão, tomada já depois de o júri ter indicado a obra, foi vista como um ato de censura política e gerou indignação dentro e fora de portas. Por isto (ou terá sido o derradeiro pretexto), Saramago saiu de Portugal, fixando-se em Lanzarote, num gesto que transformou o caso num símbolo duradouro de ingerência do poder político na liberdade literária.

Depois disto, António Sousa Lara manteve-se na vida pública, sobretudo na academia, com regular e irrelevante intervenção no debate político. Em 2019, foi, como tanta gente de extrema-direita que andara pelo PSD e pelo CDS, para o Chega. Foi cabeça de lista do partido na Guarda, porta-voz nacional e conselheiro próximo de André Ventura. Saiu em 2020. Não por discordância quanto aos valores políticos e morais do Chega, mas por desacerto nos valores que esperava manter na sua conta bancária: não queria prescindir da subvenção vitalícia. Como boa parte da nossa elite, o censor só detesta subsídios que vão para quem precisa.

Depois do episódio, José Saramago instalou-se em Lanzarote e seguiu um percurso literário ainda com mais reconhecimento internacional, com obras como Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Caverna. Em 1998, tornou-se no primeiro Nobel da literatura portuguesa. Foi traduzido em dezenas de línguas e publicado em todo o mundo. Passou a ser, com Camões e Pessoa, o grande símbolo da literatura nacional. Goste-se ou não, é um dos mais relevantes escritores portugueses contemporâneos.

Apesar de Lara ter saído do PSD, o PSD não abandonou o espírito de Lara. A dificuldade em lidar com Saramago atravessou décadas e não se esgotou naquele episódio. Basta lembrar a forma como Cavaco Silva reagiu à sua morte, em 2010, optando por não comparecer, como chefe de Estado, ao funeral. A direita portuguesa nunca conseguiu digerir o passado comunista, as convicções progressistas e o ateísmo de Saramago. Na sua visão uniformizadora da identidade nacional, continua a sentir-se desconfortável com o facto de ele se ter tornado um dos maiores símbolos internacionais da cultura portuguesa.

Nem precisamos de voltar a 1992 para encontrar esses sinais de ressentimento. Nas novas Aprendizagens Essenciais de Português para o 12.º ano, colocadas em discussão pelo Ministério da Educação, José Saramago não desaparece do currículo, mas deixa de ser leitura obrigatória: onde antes havia a exigência de estudar um romance seu — Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis (penso que há outros, menos interessantes, mas acessíveis, como o Ensaio sobre a Cegueira, mais indicados para aquelas idades) — passa a haver uma alternativa que permite cumprir o programa sem o ler, escolhendo, por exemplo, Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde, de Mário de Carvalho.

Não sou taxativo nesta matéria. Mais do que prescrever uma lista fechada de obras, deve ser dada alguma abertura para as escolas fazerem escolhas, adaptando-se à realidade escolar. Tenho defendido, aliás, maior autonomia curricular. Mas há balizas que têm em conta o conhecimento mínimo do nosso património literário. E não vejo como se pode ignorar o único Nobel da literatura portuguesa. E não sendo uma exclusão formal, a escola pública portuguesa pode, pela primeira vez, formar alunos que nunca passaram os olhos por uma palavra do mais reconhecido escritor português do século XX (talvez com Pessoa).

A motivação não será propriamente a recusa de um escritor com o perfil político de José Saramago, de que Mário de Carvalho não andará distante. É o incómodo com a centralidade que um escritor com esse perfil político — perfil determinante na literatura do autor de Levantado do Chão — ganhou. Não se pode tirar o Nobel, mas pode-se relativizar a sua relevância. Que foi o que fez o ministro da Cultura, dizendo que “felizmente” há muitos escritores portugueses “de referência”.

Claro que pode ser menos do que isto. Só mais uma coisa mal-amanhada, mal pensada, mal-enjorcada. Neste governo, as duas hipóteses são igualmente fortes.

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Citação de Lebohang, há 11 minutos:

ceo-chateado-porque-copiaram-o-peso-quan

Não entendi? É porque as belgas não são uma marca (são da triunfo)?

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Citação de Sandes., há 36 minutos:

Não entendi? É porque as belgas não são uma marca (são da triunfo)?

Bolacha Belga não deve estar registada como marca, ao contrário das Oreos e Filipinos onde há marca branca que faz a mesma bolacha mas sem o nome.

Daí que a Vieira utiliza o mesmo nome da Triunfo

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Citação de Lebohang, há 9 minutos:

Bolacha Belga não deve estar registada como marca, ao contrário das Oreos e Filipinos onde há marca branca que faz a mesma bolacha mas sem o nome.

Daí que a Vieira utiliza o mesmo nome da Triunfo

Não conseguem registar bolacha Belga. É um denominação de um tipo de produto amplamente conhecido e disponível no mercado e que não pode ser de uso exclusivo de uma determinada empresa. É como a bolacha Maria ou a Torrada.

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As belgas tradicionais já não são da Triunfo à muitos anos, são da empresa OFFICETOTAL que na altura comprou a fábrica que as fazia à Triunfo, desde essa altura embalam assim:

002162732.jpg
a Vieira de Castro anunciou estes dias as suas Belgas:

IMG-5730.jpg

e esse Diogo é o CEO da OFFICETOTAL.

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Ora aqui esta uma empresa que nao me importava de ter. Empresa de bolachas. 

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Citação de Lebohang, há 4 horas:

ceo-chateado-porque-copiaram-o-peso-quan

#LiteralmenteNetworking
#MãoInvisívelDoMercado

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Não estava à espera de aumentar a minha cultural geral ao nível do mercado português de bolachas nesta tarde de terça-feira.

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No capítulo dedicado à prevenção de terrorismo e fenómenos radicais, o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025 destaca um fenómeno novo: grupos que gravitam em torno das artes marciais e de outras atividades associadas ao treino e preparação física, sem foco principal na atividade online ou política, que atraem maioritariamente indivíduos do sexo masculino, jovens, com forte interesse pelo desporto e propensos à violência, muitos deles isolados socialmente ou com problemas psicológicos.

O capítulo, escrito com informação recolhida pela Polícia Judiciária, sublinha ainda que os tradicionais movimentos skinheads de supremacia branca e matriz neonazi, caracterizados pelas suas ações de rua e violência, não conseguem ser tão apelativos para os jovens quanto os novos movimentos nacionalistas de extrema-direita com forte presença online e líderes carismáticos que atuam como verdadeiros influencers.

Numa referência a grupos como o Reconquista, os investigadores reportam que a popularidade dos movimentos identitários se traduz no aumento e normalização do discurso de ódio e da violência, online e offline, com o aproveitamento político de narrativas que defendem a remigração.

Em relação aos grupos antifas e de extrema-esquerda, o RASI refere que continuam a não assumir relevância significativa em termos de criminalidade violenta/organizada, ainda que se tenham registado diversas ações de protesto/manifestação. Ainda assim, os responsáveis pela segurança interna admitem que em 2025, o movimento antifascista manteve um dinamismo significativo, impulsionado pela reação ao crescente protagonismo mediático e político da extrema-direita e pelo esforço de contrariar a normalização de discursos racistas, xenófobos e homofóbicos.

https://expresso.pt/seguranca/2026-03-31-rasi-2025-grupos-identitarios-substituem-skinheads.-e-ha-violencia-que-nasce-em-ginasios-de-artes-marciais-6f5f9480

"CoMo AsSiM nÃo Há CrImInAlIdAdE vIoLeNtA/oRgAnIzAdA iGuAl pOr PaRte dOs DoIs ExTrEmOs?"

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Citação de Jimpo, há 2 horas:

Ora aqui esta uma empresa que nao me importava de ter. Empresa de bolachas. 

Same

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