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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de a.lopes, há 2 horas:

Ponte FCP

Ponte Boavista

Ponte Salgueiros

Ponte da Invicta

Descriminação ao Ramaldense entre outros?!

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Citação de antifa, há 1 hora:

Esse Tânger vê-se que basta puxar por ele e é um fartote. Vê-se que é daqueles cotas sempre colados no telemóvel a papar toda a m*rda que aparece, se alguém lhe apanhar o whatsapp ainda o consegue meter a mostrar a p*cha antes do fim da campanha.

Como é que um tipo destes chega a diplomata é que me surpreende.

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Citação de Jimpo, há 33 minutos:

A chave aqui são os 9 anos. Não são 15 nem 16. 

9 anos. 

Como queiras, aceito a responsabilização.

Mas também falaste em punir os pais em conjunto com os filhos.

Podes dar exemplos?

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Citação de 1906, há 51 minutos:

Também foram os teus pais que te ensinaram a não gostar dos ciganos? 

Como funciona essa teoria no caso dos ciganos? Os pais também são responsáveis quando os miúdos fazem m*rda? Ou aí a culpa é exclusiva da sociedade?

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Citação de bug, há 1 minuto:

Como queiras, aceito a responsabilização.

Mas também falaste em punir os pais em conjunto com os filhos.

Podes dar exemplos?

20 de prisão efetiva

ou

escrever 150x Não vou fazer mais racismo com os meus colegas de escola.

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Citação de Alonso., há 1 minuto:

20 de prisão efetiva

ou

escrever 150x Não vou fazer mais racismo com os meus colegas de escola.

Estava a falar da punição dos pais.

Citação de Jimpo, há 1 hora:

Aquela minha opinião baseia-se numa coisa simples. O racismo é aprendido. Ou em casa, ou na sociedade. Se aprendeu em casa, os pais a meu ver são culpados. Se aprendeu na sociedade e não foi desconstruído em casa, os pais a meu ver são culpados. 

 

Citação de Tibraco, há 8 minutos:

Como funciona essa teoria no caso dos ciganos? Os pais também são responsáveis quando os miúdos fazem m*rda? Ou aí a culpa é exclusiva da sociedade?

Seguindo a lógica, os maus comportamentos e a criminalidade é aprendida. Ou em casa, ou na sociedade.

Não me parece que o grosso da sociedade viva do crime, portanto será que...? Ou isso ou excesso de CMTV.

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Citação de bug, há 1 hora:

Não consegues controlar os teus filhos a 100%. As influências, os outros miúdos com quem se dá.

Podes dizer aos teus filhos "não se tratam mal meninos de outras nacionalidades, porque vieram à procura de uma vida melhor cá" e o miúdo mesmo assim andar influenciado (ainda para mais agora com as m*rda do tiktok, discord e o caraças) e não ligar patavina ao que dizes.

E aí, também culpa dos pais?

Sim, porque os pais tem o dever e a responsabilidade de não deixar que os miudos andem nesses sites. Estou farto de ler a opinião de putos de 11 anos no twitter

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Citação de El Colosso, há 1 minuto:

Sim, porque os pais tem o dever e a responsabilidade de não deixar que os miudos andem nesses sites. Estou farto de ler a opinião de putos de 11 anos no twitter

Concordo que tenha que haver algum controlo.

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Um pouco como no ultracapitalismo se diz/critica (e bem) privatiza se o lucro e nacionaliza-se o prejuízo, há um conjunto de pessoas que dependendo da sua noção de virtue signaling, se certas pessoas com certas características fazem algo errado é culpa deles ou da familia, se a pessoa tem outras características físicas a culpa é da sociedade

Devem ser axiomas novos da filosofia

Editado por Burkina2008
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Apresentada queixa ao MP contra alegados agressores de criança estrangeiros (rtp.pt)

Foi apresentada uma queixa no Ministério Público contra os alegados agressores de uma criança estrangeira na Amadora. A denúncia foi entregue pela mesma instituição que tornou o caso público. O ministro da Educação não conseguiu identificar o caso.

Já esta manhã, o Centro Padre Alves Correia reiterou que vai colaborar com as autoridades, mas que não abdica de preservar a identidade da criança e da família.

A PSP já está a recolher informação.

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O Diogo é azul, não sei é se tem um lápis dessa cor.

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Citação de Tibraco, há 51 minutos:

Lá vai a criança a chorar e a chamar pela professora/professor porque alguém o incomodou. Chama-o lá, depois eu conto-lhe a porcaria que andas a proferir tópico a tópico por aqui. Cresce e aparece.

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Citação de bug, há 5 horas:

Não consegues controlar os teus filhos a 100%. As influências, os outros miúdos com quem se dá.

Podes dizer aos teus filhos "não se tratam mal meninos de outras nacionalidades, porque vieram à procura de uma vida melhor cá" e o miúdo mesmo assim andar influenciado (ainda para mais agora com as m*rda do tiktok, discord e o caraças) e não ligar patavina ao que dizes.

E aí, também culpa dos pais?

Diria que sendo o individuo ainda da total responsabilidade dos pais, também caberá aos pais a responsabilidade sobre o consumo que faz dessas m*rda de tiktok, discord e o caraças.

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Citação de smashing_pumpkin , há 10 minutos:

Diria que sendo o individuo ainda da total responsabilidade dos pais, também caberá aos pais a responsabilidade sobre o consumo que faz dessas m*rda de tiktok, discord e o caraças.

É difícil quando depois chega à escola e tem os colegas a enfiar isso pelos olhos dentro. Mas quando chegar a casa, é voltar a repetir o ensinamento do dia anterior.

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Citação de smashing_pumpkin , há 12 minutos:

Diria que sendo o individuo ainda da total responsabilidade dos pais, também caberá aos pais a responsabilidade sobre o consumo que faz dessas m*rda de tiktok, discord e o caraças.

Mais um motivo para banir os telemóveis nas escolas.

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Citação de xicantonio, há 13 minutos:

Por mim era banir os fachos

 

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Citação de Petar Musa, há 1 hora:

É difícil quando depois chega à escola e tem os colegas a enfiar isso pelos olhos dentro. Mas quando chegar a casa, é voltar a repetir o ensinamento do dia anterior.

O tempo na escola não é assim tanto. Pelo menos o tempo livre. 

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Citação de Alonso., há 10 horas:

Convinha começar a responsabilizar quem mete estas coisas para a internet e quem faz disto noticia, acho que todos ficamos chocados com o que aconteceu e afinal não aconteceu...

No entretanto, já se pedia a cabeça do Marcelo, das instituições, etc

Não se sabe se aconteceu ou não aconteceu.

Eu acho que esta questão é absolutamente paradigmática dos tempos que vivemos.

O que é que sabemos até agora?

O lado da suposta vítima

  • A história começa quando a diretora de uma associação denuncia o caso à Rádio Renascença. Começa logo aqui a estranheza. Porquê a Renascença e não a CMTV, como é habitual nestas situações? O facto da associação estar ligada à Igreja pode ser a justificação.
  • Foi transmitido que uma criança nepalesa de 9 anos foi linchada numa escola de Lisboa por um grupo de 5 colegas tendo um 6º filmado o dito linchamento. Esse vídeo terá circulado nas redes sociais (depois só se referiu o WhatsApp) mas já foi eliminado.
  • A escola terá castigado apenas um dos supostos agressores com uma suspensão de 3 dias.
  • O menino estava com hematomas pelo corpo todo e com feridas abertas mas a família não recorreu a nenhum hospital. Foi tratado em casa.
  • O menino ficou traumatizado, tinha pesadelos, não queria ir à escola. Foi transferido de Escola.
  • A senhora diretora escusou-se a dar pormenores para proteger a identidade da vítima e da sua família. Só referiu que eram imigrantes legais, que estão em Portugal há 2 anos, com emprego e residência fixa e que são acompanhados pela dita associação. Nem identificou a Escola onde os factos teriam ocorrido.
  • Disse também que tinha encaminhado o assunto para as autoridades competentes Presume-se que agora.

O lado dos responsáveis políticos

  • Grande excitação da esquerda à direita, retomando os mesmíssimos argumentos que foram utilizados aquando do ataque das milícias no Porto contra os argelinos. Desta feita com mais ênfase porque se trata de crianças. Racismo, xenofobia, imigração novamente na ordem do dia.
  • Declarações em catadupa do Presidente da República, do Presidente da Câmara de Lisboa, dos Partidos, dos líderes partidários, de membros do Governo, de ONG's, de toda a gente a quem puseram um microfone à frente ou que acederam a um teclado. Todos comentando como se de um facto verificado se tratasse mesmo que todos, ou quase todos, tenham começado por referir "eu não tenho conhecimento desse acontecimento".

O lado dos responsáveis técnicos

  • O Ministério da Educação divulgou um comunicado a dizer que não teve conhecimento de qualquer ocorrência dessa natureza. Disse ainda que, contactada a Associação, esta começou por se mostrar não colaborativa mas depois lá identificou a escola onde o suposto linchamento tinha ocorrido.
  • O agrupamento a que a escola pertence disse não ter conhecimento de nada e que os únicos 2 nepaleses a estudar no agrupamento estão no ensino secundário.
  • Contactados pelos serviços do ministério todos os agrupamentos e escolas não agrupadas dos concelhos de Lisboa e Amadora nenhuma identificou tal ocorrência.
  • A PSP diz que só teve conhecimento desta questão pela Comunicação Social e que não recebeu qualquer queixa por parte da dita associação.
  • A PGR confirma a receção de uma denúncia mas onde não é mencionada a nacionalidade da vítima. Apenas é referida a nacionalidade da mãe, que não é nepalesa. E que vai avançar com um inquérito-crime e um inquérito tutelar educativo.

Conclusões

  • Não se sabe se os factos ocorreram ou não ocorreram.
  • Não se sabe se, tendo ocorrido, foram em contexto escolar ou fora da escola.
  • Não se sabe se a suposta vítima é mesmo nepalesa ou não.
  • Não se sabem as idades dos intervenientes.
  • Não se sabe absolutamente nada a não ser que esta história está cheia de buracos e contradições.
  • Mas sabe-se que os jornalistas, até os da Renascença, dão o cu e 5 tostões por qualquer notícia em exclusivo sem fazerem a mínima confirmação dos factos.
  • E sabe-se também que os políticos dão igualmente o cu e provavelmente mais do que 5 tostões para debitarem declarações para as televisões sem fazerem a mínima ideia do que estão a falar. Basta-lhes o aproveitamento político da espuma dos dias e a certeza de que, mesmo que se venha a comprovar que disseram m*rda sobre notícias falsas na quarta-feira, no sábado já ninguém se lembra.
Editado por Descartes
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Citação de 1906, há 1 hora:

 

por favor respeita as opiniões diferentes da tua

obrigado

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Citação de Lebohang, há 11 horas:

mw-1280

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PEDRO CANDEIAS

O bloco das esquerdas e o senhor do Chega

O painel prestava-se a desequilíbrios: apesar de algumas diferenças programáticas, mas não ideológicas, Bloco de Esquerda, PAN e Livre poderiam juntar-se num só, com algum esforço e cedências e acomodações, deixando o Chega isolado e encapsulado dentro do pior debatente dos quatro que foram a jogo, que deixou as suas ideias conspirativas e os seus argumentos questionáveis fora da mesa e adotou um estilo mais moderado e conciliador. Talvez por isso - talvez porque estivesse a debater-se internamente com a autocensura - o homem escolhido por André Ventura exprimiu-se de forma profundamente atabalhoada, confusa e hesitante.

Assim: de um lado, tivemos três candidatos de braços abertos à imigração; do outro, um candidato a alertar para os “maus elementos” que podem entrar se as portas estiverem “escancaradas”; de um lado, uma tríade com um tom antimilitarista quase poético, e do outro alguém a pedir mais efetivos para a tropa porque as guerras combatem-se com homens e não com armas nucleares; de um lado - e agora dando nomes às causas - Catarina Martins, Francisco Paupério e Pedro Fidalgo Marques mediram-se uns aos outros no índice de ambientalismo; do outro, Tânger Correia disse que os conservadores, como ele, são os mais conservadores.

No final, Catarina Martins estendeu a mão a Francisco Paupério num momento kumbaya, e convidou o Livre a deixar a família dos Verdes e a passar-se para a esquerda. Fê-lo sinalizando o à-vontade, a experiência e a confiança de quem sabe que meteu os oponentes no bolso - também por omissão dos restantes, mas disso a representante do Bloco está isenta de responsabilidades.

Vencedora: Catarina Martins

HENRIQUE RAPOSO

GANHOU O MODERADOR

Carlos Daniel foi o vencedor do debate; naquele estúdio, o jornalista e moderador parecia o único a viver na realidade. Fez perguntas sensatas e nunca obteve uma resposta realista dos quatro candidatos, sobretudo os candidatos do BE, Livre e PAN no tema da imigração. Aliás, ficou mais uma vez à vista o motivo da ultrapassagem da esquerda pela extrema-direita: os da esquerda recusaram discutir o problema, mesmo perante perguntas muito concretas de Carlos Daniel; o Chega respondeu às perguntas, deu respostas erradas, mas deu respostas.

Repito: o vencedor foi o moderador. Os quatro políticos perderam.

Catarina Martins continua com a arrogância de sempre e ainda não percebeu que o país já não tem paciência para esta soberba e verborreia do Bloco. Foi arrogante com o Chega (mostrando que ainda não perceberam nada) e foi paternalista com o Livre. Além disso, nem sequer escondeu o desprezo que os neocomunistas sempre tiveram pela UE, e sobretudo não escondeu o ódio que sente por EUA e Israel. É absolutamente incrível: nem uma palavra sobre o massacre do Hamas. Catarina Martins consegue ser mais visceral no ódio contra os EUA e Israel do que contra Putin. Aliás, odeia Israel e EUA; em relação a Putin, sente-se apenas uma leve crítica e uma legitimação da estratégia de Moscovo com aquela conversa à Miss Mundo, “as conversações de paz, as guerras só acabam com conversações”. Não: as guerras acabam quando derrotamos o inimigo. Só há paz em cima de uma vitória clara. É confrangedor que o BE destile mais ódio por Israel e EUA do que pela Rússia, tal como é confrangedor o choque de Catarina Martins perante o apoio (óbvio) da Alemanha aos judeus, a Israel e na luta ao antissemitismo. O BE não aprender nada, permanece ancorado nos seus ódios de sempre.

Tânger Corrêa estava bem lançado para o “prémio de chegano mais sensato até à data", mas depois começou a falar como se estivesse na taberna nas teorias da conspiração e dos palpites. Onde é que foi buscar aquela explicação para o Japão não ter invadido a costa Oeste dos EUA em 41?

Não percebi nada do que disse o candidato do PAN.

O jovem candidato do Livre ainda parece muito verde. As boas intenções não são argumentos. Mas gostei da forma como não quis o abraço paternalista de Catarina Martins. Só faltou dizer, Olhe, Catarina, o Livre é mesmo de uma esquerda europeísta, o BE não é, nunca foi.

VÍTOR MATOS

Devíamos estar mais bem entregues…

Catarina Martins só ganhou por ser a mais experiente, a que estava mais à vontade no meio, e “o meio é a mensagem”, já dizia o outro. Ganhou, ligeiramente, pela forma, não pelo conteúdo. A candidata do Bloco ainda fez algum contraditório a Tânger Corrêa, do Chega, mas sem o conseguir desconstruir verdadeiramente, como quando criticou os ataques de Ventura aos imigrantes, “como se o problema fosse de quem é mais vulnerável”. Defendeu a regularização dos imigrantes em Portugal, mas não disse que políticas devia desenvolver a União Europeia. E, praticamente, responsabilizou a União Europeia por não haver paz na Ucrânia, esquecendo-se (propositadamente?) da estratégia militar expansionista e imperialista da Rússia, que tem como objetivo destruir a Europa.

Aliás, os quatro candidatos pareciam viver num mundo paralelo quando se falou da Ucrânia. E não sabiam do que estavam a falar quando comentaram os assuntos de defesa europeia. Catarina Martins nem sabe que as armas nucleares francesas não protegem a Europa. E quanto a Tânger, depois de nos assombrar com a ideia de que os imigrantes na Igreja de Santa Maria dos Anjos vivem pior do que os refugiados no Médio Oriente, quis convencer-nos de que era possível manter a integridade territorial da Ucrânia com um acordo de cooperação com a Rússia. Isso significaria voltar a 2014 e reverter a opção europeia dos ucranianos. Nenhum dos outros o corrigiu. Porque, na verdade, nenhum candidato domina os temas mais importantes para a Europa neste momento.

Francisco Paupério, do Livre, esteve uns furos abaixo da primeira boa impressão que causou no anterior debate. E Pedro Fidalgo Marques, do PAN, é uma inexistência. Teste do algodão: estive a assistir à emissão e a tirar notas. Não me lembro de nada que um deles tenha dito. Em política, costuma dizer-se “o candidato não funciona”. Dos outros, fixei sobretudo os disparates. Devíamos estar mais bem entregues…

Vencedor Catarina Martins

EUNICE LOURENÇO

Catarina tentou, mas exagerou

Catarina Martins fez valer a sua experiência e, com uma notória estratégia de ocupação de tempo e uma treinada capacidade de dizer mais palavras por minuto, tomou conta do debate, ainda que não mostre grande domínio dos assuntos europeus. Dominou porque era a mais experiente da mesa. Mas nem assim venceu: tanto quer convencer que acaba a ser contraproducente. E o ar entre o condescendente e o maternalista do desafio ao cabeça de lista do Livre para mudar de grupo europeu teve a resposta que merecia: não, obrigada.

No primeiro debate, na segunda-feira, estavam à mesa dois políticos e um comentador experientes e um cabeça de lista desconhecido, Francisco Paupério, que venceu pela surpresa. Esta quarta-feira. estava uma política experiente e três novatos nestas lides. O cabeça de lista do PAN, Pedro Fidalgo Marques, notoriamente o mais amador, não conseguiu encontrar o tom, nem o discurso. Nem quando se indignou com Tânger Corrêa. a escolha do Chega, quando este disse que conheceu refugiados a viver melhor do que os migrantes que estão a viver em tendas, junta à Igreja dos Anjos, em Lisboa.

Tânger até parecia ter encontrado o tom ao início, mais moderado, muito mais, do que conhecíamos até agora, mas acabou por deixar vir ao de cima as teorias da conspiração. Paupério já não surpreendeu, mas ainda assim continua a ser muito positivo ouvir um novato ter ideias e propostas concretas para alguns dos maiores problemas que a UE enfrenta e não apenas um discurso lírico-gasoso.

Vencedor: Francisco Paupério

 

Depois de ler isto é que notei que me esqueci de anotar aqui aquele que foi, provavelmente, o momento mais Twilight Zone do debate de ontem.

Quando o Tânger diz que o Chega é o partido português mais ambientalista porque a população rural vota no Chega e as pessoas do campo é que conhecem o ambiente.

Fica agora aqui, para a posteridade.

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Citação de Descartes, há 8 minutos:

Depois de ler isto é que notei que me esqueci de anotar aqui aquele que foi, provavelmente, o momento mais Twilight Zone do debate de ontem.

Quando o Tânger diz que o Chega é o partido português mais ambientalista porque a população rural vota no Chega e as pessoas do campo é que conhecem o ambiente.

Fica agora aqui, para a posteridade.

Os velhotes (não só do campo) sabem sempre quando vai chover ou o tempo vai mudar.

"Dói-me a coluna, vem aí chuva". 

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Citação de bug, há 7 horas:

Como queiras, aceito a responsabilização.

Mas também falaste em punir os pais em conjunto com os filhos.

Podes dar exemplos?

Nao tenho.

Mas, a ser verdade este caso, umas horas a trabalhar no social com pessoas desfavorecidas de outras etnias, ver as dificuldades de perto, lidar realmente com pessoas que existem e passam por verdadeiras dificuldades, parece-me que teria o efeito punitivo (obrigação de passar x horas a fazer algo que nao queria) e o efeito pedagogico de ver que somos todos iguais, que passamos por dificuldades, meter na pele do outro. 

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