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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Black Hawk, há 1 hora:

Gajos de vinte ou trinta anos que até frequentaram o ensino superior e me apareçam, por exemplo, a dizer que no Estado Novo não havia corrupção, por amor de Deus.

Ouvir isso desperta-me logo aquela reação visceral. O Estado Novo alimentava, e bem, a sua clientela. Há relatos disso, há livros sobre isso. É só ler.

E tu falas de uma coisa que colide com um princípio de Psicologia Social, poucas pessoas são capazes de ir à procura de informação que contrarie o que elas acham. Por isso, é que é tão complicado convencer votantes do Chega a falar sobre perspectivas diferentes daquelas que são veiculadas pelo partido. 

 

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Citação de Vaart10, há 18 minutos:

Ouvir isso desperta-me logo aquela reação visceral. O Estado Novo alimentava, e bem, a sua clientela. Há relatos disso, há livros sobre isso. É só ler.

E tu falas de uma coisa que colide com um princípio de Psicologia Social, poucas pessoas são capazes de ir à procura de informação que contrarie o que elas acham. Por isso, é que é tão complicado convencer votantes do Chega a falar sobre perspectivas diferentes daquelas que são veiculadas pelo partido. 

 

Está para nascer o estado autoritário que não assente em cima de corrupção. Tens que alimentar quem te aguenta no topo. 

Até com o Hitler foi assim, são todos sem exceção 

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Citação de AntiZio, há 1 hora:

Eu no outro dia comi uma laranja e nunca tinha matado uma foca. 

Não é isso que fazes com qualquer assunto e Rui Tavares? 💀

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Citação de Su1, há 1 hora:

Não é isso que fazes com qualquer assunto e Rui Tavares? 💀

Genuinamente acho que não.

Às vezes posso trazer o nome do senhor que apoia genocidas e respeita o estado de israel à discussão sem que seja da máxima relevância, mas normalmente vai ter uma ligação ao assunto nem que seja de forma rebuscada.  
Não é tipo Seguro e votar em alguém esquerda....

Mas se tiveres exemplos posso ter que dar o braço a torcer. 

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Citação de Su1, há 1 hora:

Não é isso que fazes com qualquer assunto e Rui Tavares? 💀

Qualquer parecença com o Andrézito e os imigrantes é pura coincidência.

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Citação de smashing_pumpkin , há 13 horas:

É normal se despejar cada vez mais dinheiro lá pois há cada vez mais doentes, cada vez mais tratamentos, e tudo o que é minimamente inovador custa uma batelada de dinheiro. Além que a saúde é uma área que exige investimento e inovação a um ritmo muito alto.

Por isso é que essa conversa do deita-se cada vez mais dinheiro lá e está cada vez pior tem pouca relação. Porque o problema é que efectivamente deita-se pouco dinheiro lá para o serviço que é prestado.

O SNS é um monstro, sem rei nem roque, que tem sido maltratado por sucessivos governos. É normal que existam inúmeras ineficiências. Já ninguém se lembra daquele gestor hospitalar que geria o hospital com base num ficheiro de excel, na altura do COVID? Mas sim, também é normal que a pressão aumente devido ao envelhecimento da população, e isso tem um efeito pesado no SNS, mas não sejamos ingénuos ao ponto de acreditar que o SNS é bem gerido. Até pode faltar dinheiro para se ter um SNS como deveria ser, mas deveria ser possível fazer mais com o que se tem.

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esse padece de doença mental muito grave, não gozem que ele não sabe o que faz 

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Citação de Tio Hans, há 2 horas:

O SNS é um monstro, sem rei nem roque, que tem sido maltratado por sucessivos governos. É normal que existam inúmeras ineficiências. Já ninguém se lembra daquele gestor hospitalar que geria o hospital com base num ficheiro de excel, na altura do COVID? Mas sim, também é normal que a pressão aumente devido ao envelhecimento da população, e isso tem um efeito pesado no SNS, mas não sejamos ingénuos ao ponto de acreditar que o SNS é bem gerido. Até pode faltar dinheiro para se ter um SNS como deveria ser, mas deveria ser possível fazer mais com o que se tem.

Está aqui o ponto. E o "lóbi" dos médicos tem aqui um peso muito grande. Mesmo que de forma involuntário (ou não), existe um interesse perverso em que o estado do SNS se mantenha no caos para com isso retirarem dividendos. Há interesse em provocar o alerta e o medo na população para com isso ganharem força nas suas reivindicações. Reivindicações essas que são quase um atentado ao bom senso, tendo em conta o contexto do país, o já elevado nível salarial e as exceções e regalias que só eles têm no panorama geral da função pública (ding ding ding *privado*). E que surgem na sequência de uma mudança de paradigma no mercado de trabalho na última década, em que deixaram de ter o estatuto que pensam que o cheque ao fim do mês lhes confere (fruto também de uma sociedade influenciada pelos resquícios da servidão e bajulação de décadas), porque outras profissões se começaram a equiparar.

Em conversa com amigos e familiares médicos o que passei a ouvir foi "Se eu soubesse o que sei hoje, teria escolhido uma engenharia, medicina não dá nada". Uma classe que ainda vive com a ilusão do estatuto e que tem tentado recuperá-lo. Ainda conheço alguns com bom senso, mas são poucos.

Editado por Ricagale
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Citação de Carson Wentz, há 14 horas:

A última vez que tive uma discussão dessas foi com uma tia minha, há um par de natais atrás, que andava incomodada com a quantidade de estrangeiros. Não por serem ilegais, ou por serem criminosos, só porque são muitos, ou pelo menos assim o diz, para não parecer tão mal. Portugal aos portugueses, não porque os estrangeiros sejam piores, mas porque "cada macaco no seu galho".

Fiquei a saber destas todas ontem da escola de uma das minhas filhas:

  1. Um pai perguntou se os estrangeiros que andam lá na escola são vacinados.
  2. Uma mãe professora pediu a uma educadora para não deixar o filho brincar com um miúdo autista para "não apanhar tiques".
  3. Um pai virou-se agressivamente às educadoras por o filho ter aparecido com uma unha pintada. Esta até fui eu que comecei a questionar pq já era a segunda vez que a minha filha chegava a casa a dizer que "os meninos não podem pintar as unhas", e achava estranho alguma das educadoras que são tranquilas andarem com essas conversas. Depois de clarificar percebi que deixaram de o fazer por causa daquele pai. O que a educadora anterior fazia era se um menino pedia para pintar as unhas ela pintava à mesma e deixava a criança ser criança, e depois ao final do dia tirava para evitar esse tipo de choques e dramas.

O mundo está um nojo. É como vocês estavam a dizer, eu percebia estas mentalidades de m*rda nas gerações dos meus pais e avós, agora este tipo de ignorância de gente na casa dos 30 anos é abjeta.

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Citação de Ego Sum, há 6 minutos:

Fiquei a saber destas todas ontem da escola de uma das minhas filhas:

  1. Um pai perguntou se os estrangeiros que andam lá na escola são vacinados.
  2. Uma mãe professora pediu a uma educadora para não deixar o filho brincar com um miúdo autista para "não apanhar tiques".
  3. Um pai virou-se agressivamente às educadoras por o filho ter aparecido com uma unha pintada. Esta até fui eu que comecei a questionar pq já era a segunda vez que a minha filha chegava a casa a dizer que "os meninos não podem pintar as unhas", e achava estranho alguma das educadoras que são tranquilas andarem com essas conversas. Depois de clarificar percebi que deixaram de o fazer por causa daquele pai. O que a educadora anterior fazia era se um menino pedia para pintar as unhas ela pintava à mesma e deixava a criança ser criança, e depois ao final do dia tirava para evitar esse tipo de choques e dramas.

O mundo está um nojo. É como vocês estavam a dizer, eu percebia estas mentalidades de m*rda nas gerações dos meus pais e avós, agora este tipo de ignorância de gente na casa dos 30 anos é abjeta.

Uau, fdx. Realmente estamos numa geração complicada. Supostamente a mais bem educada e preparada, mas afinal...

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Eu já sei que ter filhos é isto e aquilo, que é uma experiência fantástica, sem igual e que traz muito amor mas a cada dia que passa mais me convenço que não ter filhos foi mesmo uma boa decisão que tomei. 

Não tenho mesmo perfil, tinha me passado com os pais e escola.

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O corno vai fazer hoje campanha em Leiria, incrível. 

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Citação de Ricagale, há 55 minutos:

Está aqui o ponto. E o "lóbi" dos médicos tem aqui um peso muito grande. Mesmo que de forma involuntário (ou não), existe um interesse perverso em que o estado do SNS se mantenha no caos para com isso retirarem dividendos. Há interesse em provocar o alerta e o medo na população para com isso ganharem força nas suas reivindicações. Reivindicações essas que são quase um atentado ao bom senso, tendo em conta o contexto do país, o já elevado nível salarial e as exceções e regalias que só eles têm no panorama geral da função pública (ding ding ding *privado*). E que surgem na sequência de uma mudança de paradigma no mercado de trabalho na última década, em que deixaram de ter o estatuto que pensam que o cheque ao fim do mês lhes confere (fruto também de uma sociedade influenciada pelos resquícios da servidão e bajulação de décadas), porque outras profissões se começaram a equiparar.

Em conversa com amigos e familiares médicos o que passei a ouvir foi "Se eu soubesse o que sei hoje, teria escolhido uma engenharia, medicina não dá nada". Uma classe que ainda vive com a ilusão do estatuto e que tem tentado recuperá-lo. Ainda conheço alguns com bom senso, mas são poucos.

Só faltou o "passam a vida na porta do Hospital sem fazer nada e a fumar".

Se conheces realmente assim tantos médicos e a tua opinião é essa então os médicos que conheces devem ser especialistas em Medicina Alternativa.

Editado por Yoda
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Citação de Ego Sum, há 57 minutos:

É como vocês estavam a dizer, eu percebia estas mentalidades de m*rda nas gerações dos meus pais e avós, agora este tipo de ignorância de gente na casa dos 30 anos é abjeta.

Eu acho q mesmo este comportamento numa escola dos meus pais e avós seria muito estranho

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Citação de Yoda, há 7 minutos:

Só faltou o "passam a vida na porta do Hospital sem fazer nada e a fumar".

Se conheces realmente assim tantos médicos e a tua opinião é essa então os médicos que conheces devem ser especialistas em Medicina Alternativa.

Ou se calhar tu é que conheces poucos. Ou sou eu que tenho azar. Além do meu círculo mais próximo, a minha profissão implica colaborar com a clínica (médicos, enfermeiros, etc). Por isso, sim, eu sei o que é trabalhar no SNS, e sei o que implica. 

Serei um eterno defensor do SNS. Não só do SNS, como de todos os serviços públicos. E por isso mesmo é que me causa confusão esta atitude.

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Citação de antifa, há 52 minutos:

O corno vai fazer hoje campanha em Leiria, incrível. 

Nao sei de nada mas se eu fosse uma arvore que tivesse quase a cair, sei bem o momento que ia escolher para cair. 

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Citação de Ricagale, há 1 hora:

Em conversa com amigos e familiares médicos o que passei a ouvir foi "Se eu soubesse o que sei hoje, teria escolhido uma engenharia, medicina não dá nada". Uma classe que ainda vive com a ilusão do estatuto e que tem tentado recuperá-lo. Ainda conheço alguns com bom senso, mas são poucos.

1249269909_Screenshot2026-01-29at12_23_36.thumb.png.f52e1c253c4dcf6c10b5e28575604f38.png

Entrevista a Germano de Sousa - Expresso

Germano de Sousa foi Bastonário da Ordem dos Médicos em Portugal durante dois mandatos consecutivos, abrangendo o período entre janeiro de 1999 e fevereiro de 2005 (triénios 1999-2001 e 2002-2004).

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O Santana diz que ninguém do Governo falou com ele. Que apenas o Seguro lhe mandou mensagem e o presidente da Câmara de Cascais. 

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https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/iniciativa-liberal-quer-alterar-a-lei-de-bases-do-clima

Iniciativa Liberal quer alterar a Lei de Bases do Clima

Eliminar o conceito de emergência climática, direitos e possibilidade de reduzir metas climáticas, ou permitir novas prospeções e explorações de petróleo e gás em Portugal são propostas da Iniciativa Liberal, a ser debatidas na sexta-feira no parlamento.

As propostas fazem parte de um projeto de lei para alterar a Lei de Bases do Clima (LBC), aprovada há cinco anos. Será debatida no plenário de sexta-feira da Assembleia da República, a par de outras iniciativas partidárias relacionadas também com a LBC.

O projeto de lei da Iniciativa Liberal (IL) revoga o artigo 45 da LBC, sobre prospeção e exploração de hidrocarbonetos que diz: "É proibida a outorga de novas concessões de prospeção ou exploração de hidrocarbonetos no território nacional".
 
Na exposição de motivos do diploma o grupo parlamentar justifica a revogação referindo que a proposta visa remover da LBC "disposições que consagram proibições absolutas ou moratórias genéricas".
 
A proteção de ecossistemas, incluindo marinhos, deve ser assegurada por processos rigorosos de licenciamento e estudos científicos e ambientais, e "a política climática deve ser compatível com a garantia de segurança energética", diz o partido, concluindo que proibições absolutas quanto à prospeção e exploração de recursos energéticos não são compatíveis com a realidade.
 
Na proposta é revogado também o artigo 2.º da LBC, que reconhece a situação de uma emergência climática, que não constitui uma declaração do estado de emergência. Neste caso, a IL diz que é "um exercício de retórica política sem utilidade normativa", um "gesto meramente simbólico".
 
A LBC também está excessivamente centrada em energias renováveis excluindo outras "soluções emergentes", bem como em "interdições absolutas de determinadas atividades económicas", diz a IL, que entende que a lei não deve impor soluções fechadas, que a neutralidade carbónica não é um "guião tecnológico", que deve ser reconhecido o potencial contributo de combustíveis de baixo carbono.
 
A IL também suprime parte do artigo sobre direitos em matéria climática, revogando, por exemplo, "o direito a pedir cessação imediata da atividade causadora de ameaça ou dano ao equilíbrio climático".
 
E no artigo (14.º) sobre políticas regionais e locais revoga a obrigatoriedade de os municípios terem um plano municipal de ação climática, revogando também obrigações nessa matéria das comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas.
 
Como revoga o artigo 53.º, de apoio do Estado a tomadas de decisões por parte do consumidor.
 
A IL diz estar a propor "alterações cirúrgicas e responsáveis" que assegurem "que a política climática portuguesa permanece eficaz, cientificamente informada, economicamente sustentável e compatível com os princípios da liberdade, da inovação e da competitividade".
 
E justifica ainda com um novo contexto internacional, tecnológico e geopolítico, com uma última década de política climática marcada por "excessos retóricos e decisões politicamente performativas", pelo que o projeto de lei "pretende iniciar um processo de devolução de racionalidade política e técnica ao debate sobre a mitigação e adaptação das alterações climáticas".
 
Contra apoios como deduções fiscais associadas a comportamentos individuais, o partido diz que as principais decisões com impacto climático relevante situam-se ao nível do sistema energético, das infraestruturas, do ordenamento do território, da indústria e da inovação tecnológica. E avisa: a transição climática não deve ser encarada como um projeto de contenção económica ou de redução forçada do consumo de energia.
 
O partido considera "ficção" que a redução do comércio internacional ou a primazia a cadeias curtas de produção e consumo sejam uma resposta climática eficaz, considerando que o transporte a longas distancias é "uma parcela reduzida das emissões totais, enquanto cadeias curtas impostas administrativamente tendem a ser mais onerosas e, não raras vezes, mais intensivas nas emissões".

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Mais valia passarem a chamar-se Iniciativa Lucro. Estava mais de acordo com a realidade e assim também deixavam de envergonhar quem é realmente liberal.

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Eu do Montenegro e do PSD, por default, já espero sempre 0. Mas o mínimo dos mínimos, por uma questão humana, é que de imediato se despejem meios e dinheiro no terreno. A conta fica para pagar depois.

As imagens são absolutamente impressionantes. Há aldeias praticamente incontactáveis, sem luz e com escasso acesso a água durante mais de 24 horas já, e pelos vistos sem grande previsão de resolução a curto prazo. Na Nazaré, que é a zona que conheço minimamente, o mar avançou, cuspiu areia até à terceira ou quarta rua e há estragos por todo o lado.

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Citação de Ricagale, há 1 hora:

Em conversa com amigos e familiares médicos o que passei a ouvir foi "Se eu soubesse o que sei hoje, teria escolhido uma engenharia, medicina não dá nada". Uma classe que ainda vive com a ilusão do estatuto e que tem tentado recuperá-lo. Ainda conheço alguns com bom senso, mas são poucos.

Por acaso tenho ideia que hoje há um desencanto meio generalizado com a profissão de médico, e não digo isto como crítica, é o que é. Eu cresci a ouvir que ser médico é que é, mas hoje tens engenheiros e malta de IT a ganhar o dobro, e isso ajuda a esse desencanto. É compreensível - é uma profissão super exigente, para a qualquer se estuda anos a fio, e com uma responsabilidade imensa. Se um médico se enganar, alguém pode morrer. Eu, como programador, se me enganar, no máximo a empresa perde algum dinheiro.

Quem diz médicos, diz arquitectos, professores, etc. E o problema está longe de ser a valorização das engenharias/IT, mas sim a desvalorização das outras. Há uns anos ia-se para medicina por vocação mas também por estatuto e dinheiro. Acho que hoje só se vai pela vocação, mesmo (isto cingindo-me à medicina dentro do SNS, claro que no privado é outra história).

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