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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Portanto para o BE qualquer pessoa com um T3 em Lisboa é milionario...

Um T3 em Lisboa... hmm...

 

Se quiseres trocar argumentos e tomar parte numa discussão, tudo bem. Se for para estar com ironias e desonestidade intelectual, não te dês ao trabalho, por favor.Primeiro, o imposto acresce ao IMI, será progressivo e não se sabe qual será o limite inferior. Portanto esses 100 ou 200 euros que sugeres, não só são produtos da tua cabeça, como ainda estarão bastante longe da realidade. Segundo, não precisas de gastar mais de 500 mil euros em imóveis, estamos a falar na avaliação, não na transacção. Podes ter adquirido o imóvel por um preço bastante mais baixo, e ter sofrido uma valorização significativa, ou ter herdado.Já agora, dois bons artigos sobre as potenciais desvantagens deste imposto adicional: http://observador.pt/2016/09/15/novo-imposto-pode-travar-retoma-do-investimento-no-mercado-imobiliario/http://economico.sapo.pt/noticias/proprietarios-acusam-o-governo-de-ganancia-fiscal-com-nova-taxa-sobre-imoveis_256854.html

 

Não precisam de ser utilizados para fins industriais para servirem os interesses económicos do país. O facto de haver quantias grandes a entrar no país (neste caso, para compra de imóveis) já é por si só investimento estrangeiro em Portugal. Ainda mais importante quando são indivíduos com posses financeiras consideráveis que procurem fixar residência no país. O que vai acontecer é que com este novo imposto, o investimento em imobiliário de luxo vai diminuir, e a receita arrecadada por um lado, perde-se por outro. Ganha-se, no entanto, na satisfação das massas :)

Não, foste tu que falaste em comprar.

 

Gostava também de saber, mais exactamente, quão (e como?) prejudicada a classe média vai ser com este imposto.

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Porque permite resolver o desvirtuamento do actual imposto, sobretudo. Para além disso, protege os edifícios para fins produtivos e as habitações para fins de arrendamento, evitando gerar dinâmicas negativas nestes sectores.

 

Preferencialmente sou favorável à redução para 500 mil euros, por uma questão de abrangência, mas o valor em causa ainda está a ser estudado.

 

A única questão que não sou favorável é estar incluída a habitação permanente. Pelo menos é o que o Público noticia. Mas honestamente não tenho noção se há forma das Finanças conseguirem fazer essa separação entre habitação permanente e não permanente na determinação do imposto.

 

 

Mas porque é que o imposto actual esta desvirtuado? O IMI já é dependente do valor da habitacao. Este imposto é de dupla tributacao

 

E porque a reducao para 500,000 euros? Toda a gente que tem valores acima disso tem de ser taxada porque? Como escreve o publico isto vai incidir sobre 100,000 agregados familiares, que representam mais ou menos 5% da populacao. Será que 5% da populacao é gente rica? E estao a castigar as pessoas que pouparam ou investiram porque?

 

Isto é mais lenha para a fogeira de tributar a classe media...em Portugal quem ganha 2000 euros ou mais é já taxado em medias de 35%-40%. Na Dinamarca ou na Alemanha quem recebe esse valor por exemplo é considerado "pobre" e é taxado a 12%.

 

Se virmos quem recebe 10,000 por mes, é taxado exactamente da mesma forma por quase toda a UE, ou seja em Portugal tanto nos salarios como noutros impostos, nao se taxa a classe alta mas sim a classe media.

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em Portugal quem ganha 2000 euros ou mais é já taxado em medias de 35%-40%. Na Dinamarca ou na Alemanha quem recebe esse valor por exemplo é considerado "pobre" e é taxado a 12%.

 

Estás a comparar contextos completamente diferentes.

 

E, quanto a este imposto, só há uma coisa contra a qual estou contra. O facto de, eventualmente, se puder vir a tributar casas de família que sejam recebidas como herança e cujo valor exceda o estipulado na lei. Quem garante que essas famílias podem pagar esse imposto? Às tantas, serão obrigadas a vender o imóvel para não suportar um imposto adicional.

 

Quanto aos restantes casos, confesso, não me fazem a mínima confusão. Parto da premissa, e sei que isto pode parecer um pouco preconceituoso, de que quem tem dinheiro para adquirir um imóvel cujo valor seja superior a 500m€ tem dinheiro para pagar os impostos inerentes ao mesmo.

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Estás a comparar contextos completamente diferentes.

 

E, quanto a este imposto, só há uma coisa contra a qual estou contra. O facto de, eventualmente, se puder vir a tributar casas de família que sejam recebidas como herança e cujo valor exceda o estipulado na lei. Quem garante que essas famílias podem pagar esse imposto? Às tantas, serão obrigadas a vender o imóvel para não suportar um imposto adicional.

 

Quanto aos restantes casos, confesso, não me fazem a mínima confusão. Parto da premissa, e sei que isto pode parecer um pouco preconceituoso, de que quem tem dinheiro para adquirir um imóvel cujo valor seja superior a 500m€ tem dinheiro para pagar os impostos inerentes ao mesmo.

 

Mais uma vez estamos a dar o sinal a populacao que: f*der o dinheiro todo, tudo bem. Poupar para comprar uma casa és tributado...parece-me uma excelente politica

 

Depois tens o facto que em Lisboa muitas casas no centro foram compradas há anos, ou mesmo decadas e que hoje já estao avaliadas nesses valores. Isso nao quer dizer que as pessoas possam soportar esses custos hoje em dia, muitas porque perderam tambem rendimentos.

 

Eu comprei há 14 anos atras uma casa na Expo ainda em planta por 170 mil euros, vendi a casa há dois anos por 620 mil euros. Existe um vizinho meu que também comprou pelo mesmo valor inicial, hoje em dia a casa esta avaliada acima dos 500 mil euros, mas entretanto ele é reformado e nao vive à larga. Agora? Tem de vender a casa e comprar outra noutros sitio mais barato...?

 

Ou isto é um daqueles impostos que tem milhares de excepcoes que apenas o chines que comprou casa no ano passado vai mesmo pagar o imposto ou entao ele tem de ser tao irrisorio que nem faz sentido existir

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Mais uma vez estamos a dar o sinal a populacao que: f*der o dinheiro todo, tudo bem. Poupar para comprar uma casa és tributado...parece-me uma excelente politica

 

Depois tens o facto que em Lisboa muitas casas no centro foram compradas há anos, ou mesmo decadas e que hoje já estao avaliadas nesses valores. Isso nao quer dizer que as pessoas possam soportar esses custos hoje em dia, muitas porque perderam tambem rendimentos.Eu comprei há 14 anos atras uma casa na Expo ainda em planta por 170 mil euros, vendi a casa há dois anos por 620 mil euros. Existe um vizinho meu que também comprou pelo mesmo valor inicial, hoje em dia a casa esta avaliada acima dos 500 mil euros, mas entretanto ele é reformado e nao vive à larga. Agora? Tem de vender a casa e comprar outra noutros sitio mais barato...?

 

Ou isto é um daqueles impostos que tem milhares de excepcoes que apenas o chines que comprou casa no ano passado vai mesmo pagar o imposto ou entao ele tem de ser tao irrisorio que nem faz sentido existir

 

Não apanhei a primeira frase, mas tudo bem.

 

Burkina, a lei vai ter que prever todas as eventualidades (e vamos ver se andará para a frente). E, desculpa-me que te diga, quem compra uma casa por 170 mil euros (ou a rondar esse valor) não é propriamente de classe média ou baixa, para mim, é classe alta. E estou-me a basear na realidade portuguesa.

 

Para mim há uma regra sagrada, quem recebe mais tem que ser taxado de acordo com aquilo que recebe. Ponto final. O uso que se faz desse dinheiro (que o Estado faz) é outra questão.

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E, quanto a este imposto, só há uma coisa contra a qual estou contra. O facto de, eventualmente, se puder vir a tributar casas de família que sejam recebidas como herança e cujo valor exceda o estipulado na lei. Quem garante que essas famílias podem pagar esse imposto? Às tantas, serão obrigadas a vender o imóvel para não suportar um imposto adicional.

Acrescentas a essa equação uma eventual quebra na procura de casas desse patamar de montantes e ficas com um problema bem sério.

 

De resto, não concordo nada com o novo imposto, logo na sua generalidade. Na minha maneira de ver, os aumentos de impostos, quando necessários, deveriam ser feitos sempre pela via dos impostos relacionados com o consumo, e não com os ativos que cada um detém. Não estou a falar agora deste imposto em particular, mas então um gajo faz um esforço financeiro do caraças para comprar uma casa, para ter uma casa mesmo sua em vez de queimar 5, 6, 7 mil euros por ano em rendas de um ativo que nunca vai ter, e ainda tem que pagar impostos por cima? Para mim é inconcebível.

Editado por Quan Chi

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Ainda não se sabe quase nada do novo imposto, como é que já podes estar frontalmente contra?

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Não apanhei a primeira frase, mas tudo bem.

 

Burkina, a lei vai ter que prever todas as eventualidades (e vamos ver se andará para a frente). E, desculpa-me que te diga, quem compra uma casa por 170 mil euros (ou a rondar esse valor) não é propriamente de classe média ou baixa, para mim, é classe alta. E estou-me a basear na realidade portuguesa.

 

Para mim há uma regra sagrada, quem recebe mais tem que ser taxado de acordo com aquilo que recebe. Ponto final. O uso que se faz desse dinheiro (que o Estado faz) é outra questão.

 

Mas eu também sou a favor que quem recebe mais tem de pagar mais impostos, nada a dizer sobre isso.

 

Agora quem tem esses 170,000 euros, já foi taxado pelo que recebeu (muito mais do que quem recebeu pouco) e já pagou outros impostos por comprar a casa, portanto está a ser taxado tres e quatro vezes

 

O que eu queria dizer com a primeira frase é. Duas pessoas que ganhem o mesmo, um poupou para comprar uma casa (provavelmente a prestacoes a 25 anos), o outro f*deu o dinheiro todo e alugou casa. Com esta medida o estado esta mais uma vez a castigar quem poupa ou investe...o que é triste

 

Dizer que quem tem 170,000 para dar por uma casa é classe alta é o mesmo que dizer que toda a gente que vive em Lisboa cidade é classe alta, porque hoje em dia é dificil comprar casas que nao sejam T0-T1 por menos que isso....

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O que eu queria dizer com a primeira frase é. Duas pessoas que ganhem o mesmo, um poupou para comprar uma casa (provavelmente a prestacoes a 25 anos), o outro f*deu o dinheiro todo e alugou casa.

 

Com esta medida o estado esta mais uma vez a castigar quem poupa ou investe...o que é tristeDizer que quem tem 170,000 para dar por uma casa é classe alta é o mesmo que dizer que toda a gente que vive em Lisboa cidade é classe alta, porque hoje em dia é dificil comprar casas que nao sejam T0-T1 por menos que isso....

 

Sabes que a opção de comprar casa é uma decisão pessoal, correto? O Governo é alheio a isso e a governabilidade de um País não pode estar refém de argumentos como esses. E o mesmo para quem arrenda casa. Esta proposta faz sentido, desde que se tenha em conta N variáveis.

 

Burkina, continuo na minha, quem tem 170m€ para comprar uma casa, ou melhor para contrair um empréstimo bancário desse valor para adquirir habitação, é de classe alta. Especialmente, quando o valor médio das casas portuguesas é de 64m€. Uma casa no valor de 170m€ é aproximadamente 2.75 vezes mais que o preço médio que referi.

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Sabes que a opção de comprar casa é uma decisão pessoal, correto? O Governo é alheio a isso e a governabilidade de um País não pode estar refém de argumentos como esses. E o mesmo para quem arrenda casa. Esta proposta faz sentido, desde que se tenha em conta N variáveis.

 

Burkina, continuo na minha, quem tem 170m€ para comprar uma casa, ou melhor para contrair um empréstimo bancário desse valor para adquirir habitação, é de classe alta. Especialmente, quando o valor médio das casas portuguesas é de 64m€. Uma casa no valor de 170m€ é aproximadamente 2.75 vezes mais que o preço médio que referi.

 

 

Desculpa mas esse argumento nao pega, primeiro porque o governo incluindo os do PS andaram a fomentar e incentivar a compra de casa durante decadas.

Segundo em relacao a essa estatistica nao sei de onde vem nem como é feita, mas so vendo qual é a media de uma casa nova e no Porto e que 40% da populacao vive nestas duas cidades, esses 64000 sao absurdos.

 

APARTAMENTOS

Preços em Euros (€)

1-quarto

2-quartos

3-quartos

4-quartos

BARLAVENTO ALGARVIO

Lagos

81,000 117,000 153,000 198,000

Praia da Luz

135,000 162,000 243,000 360,000

Sagres

144,000 180,000 288,000 351,000

ALGARVE CENTRAL

Albufeira

90,000 126,000 180,000 207,000

Vilamoura

166,500 234,000 288,000 351,000

Quinta do Lago

315,000 477,000 630,000 810,000

Vale do Lobo

225,000 378,000 711,000 702,000

Faro

108,000 126,000 153,000 225,000

SOTAVENTO ALGARVIO

Tavira

99,000 108,000 144,000 171,000

Castro Marim

81,000 126,000 189,000 225,000

COSTA DE PRATA & COIMBRA

Costa de Prata

90,000 117,000 144,000 189,000

Coimbra

81,000 90,000 126,000 171,000

Figueira da Foz

90,000 108,000 144,000 225,000

Aveiro

90,000 99,000 117,000 189,000

LISBOA & ESTRAMADURA

Lisboa

126,000 171,000 198,000 252,000

Cascais

126,000 162,000 207,000 315,900

Estoril

117,000 162,000 270,000 369,000

Sintra

90,000 108,000 153,000 189,000

Costa Azul

72,000 99,000 126,000 162,000

ALENTEJO

Vila Nova de Milefontes

90,000 99,000 144,000 180,000

Zambujeira do Mar

117,000 135,000 171,000 243,000

Barragem Alqueva

72,000 81,000 108,000 144,000

PORTO & O NORTE

Rio Douro

63,000 90,000 162,000 144,000

Porto

81,000 108,000 135,000 252,000

Costa Verde

63,000 99,000 117,000 144,000

 

VIVENDAS

Preços em Euros (€)

1-quarto

2-quartos

3-quartos

4-quartos

BARLAVENTO

Lagos

279,000 360,000 558,000 855,000

Praia da Luz

261,000 495,000 558,000 891,000

Sagres

355,500 378,000 450,000 576,000

ALGARVE CENTRAL

Albufeira

189,000 315,000 603,000 900,000

Vilamoura

306,000 432,000 495,000 738,000

Quinta do Lago

504,000 630,000 855,000 1,080,000

Vale do Lobo

450,000 540,000 657,000 855,000

Faro

234,000 342,000 450,000 648,000

SOTAVENTO ALGARVIO

Tavira

144,000 198,000 252,000 342,000

Castro Marim

279.900 648,000 909,000 1,233,000

COSTA DE PRATA & COIMBRA

Costa de Prata

180,000 306,000 423,000 720,000

Coimbra

99,000 198,000 297,000 459,000

Figueira da Foz

180,000 234,000 288,000 297,000

Aveiro

189,000 333,000 459,000 486,000

LISBOA & ESTRAMADURA

Lisboa

234,000 252,000 297,000 603,000

Cascais

234,000 513,000 558,000 1,080,000

Estoril

225,000 459,000 477,000 855,000

Sintra

189,000 288,000 432,000 810,000

Costa Azul

162,000 225,000 378,000 612,000

ALENTEJO

Vila Nova de Milefontes

121,500 198,000 279,000 495,000

Zambujeira do Mar

225,000 378,000 540,000 684,000

Barragem Alqueva

180,000 288,000 630,000 702,000

PORTO & O NORTE

Rio Douro

144,000 198,000 252,000 342,000

Porto

279,000 648,000 918,000 1,242,000

Costa Verde

396,000 612,000 657,000 1,197,000

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Desculpa mas esse argumento nao pega, primeiro porque o governo incluindo os do PS andaram a fomentar e incentivar a compra de casa durante decadas. Segundo em relacao a essa estatistica nao sei de onde vem nem como é feita, mas so vendo qual é a media de uma casa nova e no Porto e que 40% da populacao vive nestas duas cidades, esses 64000 sao absurdos.

 

Esse valor foi ventilado, durante o dia de ontem, por um especialista na área. Talvez ele perceba mais disto que tu e eu.

 

E o valor médio é isso mesmo, um valor médio e não um valor de casos excepcionais (e.g., uma casa nova no Porto) como tu apresentas. E trata-se do valor médio em que a habitação está avaliada pelas Finanças, não te esqueças. Não é o valor pela qual é comprada. Há uma grande diferença. Tu apresentas-te dados relativos a vendas, não a avaliações das Finanças.

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A medida estava no programa do PS. O povo é que não é sério a votar em bandalhos desses...

 

O Programa eleito pelo povo não foi esse.

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Esse valor foi ventilado, durante o dia de ontem, por um especialista na área. Talvez ele perceba mais disto que tu e eu.

 

E o valor médio é isso mesmo, um valor médio e não um valor de casos excepcionais (e.g., uma casa nova no Porto) como tu apresentas. E trata-se do valor médio em que a habitação está avaliada pelas Finanças, não te esqueças. Não é o valor pela qual é comprada. Há uma grande diferença. Tu apresentas-te dados relativos a vendas, não a avaliações das Finanças.

 

O problema é que a avaliacao nas financas vai mudar agora com a reavaliacao do IMI. E vai aumentar em muito o valor das casas.

 

Esse é um problema do estado que tinha um imposto até 2003 que incidia sobre o valor da compra da casa. O que é que tooooda a gente fazia. Comprava a casa por 40,000 mil contos, declarava na escritura que a tinha comprado por 5,000. O comprador so pagava imposto sobre os 5,000 e o vendedor so pagava o imposto sobre os mesmos 5,000. O unico risco era que o estado expropriasse a casa e nesse caso apenas pagaria o valor declaro da venda, sendo que isso é um risco remoto.

 

Ou seja esse valor de 64,000 euros é hiper irrealista e desafio te a encontrares uma casa num grande polo urbano (onde vive 70% da populacao) por esse preco

 

Mas pelo que vejo ja hoje nos media, até no PS isto já esta a gerar demsiadas vozes contrarias, logo o mais certo é acabar em aguas de bacalhau

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Notem uma coisa, tirando as casas construídas à pouco tempo, o valor patrimonial tributável (que é o considerado para os 500 mil) é largamente inferior ao valor do mercado. Basta verem uma declaração do IMI e vê-se a diferença.

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Visitante

Se alguém se quiser mudar para cá para uma casa que valha mais de meio milhão de euros vai deixar de o fazer por causa de um imposto? Pls...

 

Agora deixarem de comprar imóveis com propósitos especulativos é capaz. Quem quer arrendar casa é que deve ficar contente. Além de possivelmente o preço poder baixar se acontecer o mesmo ao das casas, o arrendamento fica mais apetecível do que ter a casa parada...

 

 

 

Segundo percebi o imposto só incide sobre o valor acima do meio milhão...

Mas adoro a preocupação com a classe média. De certeza que foi a preocupação com a classe média que te fez votar nos outros senhores... :mrgreen:

 

Sim, vai. Como o Burkina disse anteriormente, não é só este imposto. É mais o IMI agravado. É mais todos os impostos envolvidos na compra e venda. É mais os impostos agravados sobre os rendimentos. É mais a sobretaxa. Esta medida não pode ser vista de forma isolada, existe um contexto fiscal e esse é determinante para a confiança económica. E essa hoje já não existe, e por isso vês o país estagnado e sem investimento. Quem tem projectos planeados, espera para ver, porque não sabe o que aí vem. E o próprio sector imobiliário, que já vinha retomando a sua actividade normal, já vai ser prejudicado por esta incerteza. E não existem compras especulativas de imobiliário, mas para fins de investimento. É dinheiro que troca de mãos, e em que o Estado já cobra a sua parte.

 

Uma casa de meio milhão está ao alcance da classe média por todos os motivos que o Burkina e o Tio Hans já enumeraram. Compreendo no entanto que a delimitação nada fácil daquilo que é a classe média possa dificultar um pouco a compreensão de como é possível uma família de rendimentos "médios" conseguir um património deste valor.

E o meu voto foi feito tendo em conta mais do que a classe média. Todas as classes! Espero que o teu tenha sido feito com a preocupação dos funcionários públicos, só assim se compreende a tua satisfação :mrgreen:

 

Não, foste tu que falaste em comprar.

 

Gostava também de saber, mais exactamente, quão (e como?) prejudicada a classe média vai ser com este imposto.

 

Primeiro, tens de saber onde começa e acaba a classe média. Depois tens de incluir quem durante anos e anos poupou para fazer esse investimento, quem adquiriu o imóvel mas depois viu os seus rendimentos sofrer uma quebra significativa durante o período da troika, quem herdou, quem pediu crédito, etc. Faz um exercício engraçado: vê, em proporção, quanto vale a habitação em proporção do rendimento auferido anualmente para quem ganha uns 600 ou 700 euros mensalmente. Depois faz o reverso, quanto precisarias de auferir mensalmente para, na mesma proporção, teres um imóvel de 500 mil euros. E, repara, só estou a falar na aquisição de imóveis já neste valor. Porque os imóveis podem sofrer variações no valor patrimonial tributável que o façam valorizar bastante mais do que aquilo que foi pago por ele.

 

Notem uma coisa, tirando as casas construídas à pouco tempo, o valor patrimonial tributável (que é o considerado para os 500 mil) é largamente inferior ao valor do mercado. Basta verem uma declaração do IMI e vê-se a diferença.

 

Bruno, http://www.ordemengenheiros.pt/pt/centro-de-informacao/dossiers/consultorio-juridico/regime-de-determinacao-e-verificacao-do-coeficiente-de-conservacao-no-novo-regime-do-arrendamento-urbano/a-determinacao-do-valor-patrimonial-tributario/

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/impostos/imi/detalhe/contribuintes_ja_podem_calcular_novo_valor_fiscal_dos_imoveis_siga_este_link.html

Editado por Visitante

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Ainda não se sabe quase nada do novo imposto, como é que já podes estar frontalmente contra?

Se calhar não me expliquei bem, o que quero dizer é que por princípio (poderão haver exceções) sou contra a tributação de bens e sempre a favor da sua substituição pela maior tributação do consumo ou, secundariamente, dos rendimentos que não provêm do trabalho.

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Outra vez esta conversa...

 

Vamos simplificar de uma vez por todas, a Esquerda ganhou as eleições, sobretudo o Bloco de Esquerda que obteve um resultado histórico. O PS não as ganhou isolado, nem no conjunto global, mas como partido mais forte da Esquerda é aquele que tem o direito de governar. E prontos, está simplificado. É a realidade simples que temos (há quem faça um bicho de sete cabeças), a política tem que ser cada vez mais vista num panorama global.

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Outra vez esta conversa...

 

Qual conversa?

 

O Programa eleitoral que ganhou as eleições foi o do PSD/CDS.

 

O programa deste governo não ganhou as eleições. Estas medidas não ganharam as eleições.

 

Ninguém está a falar da legitimidade do governo. Estamos a falar de programas eleitorais e de medidas a implementar.

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Guest Alonso.

Qual conversa?

 

O Programa eleitoral que ganhou as eleições foi o do PSD/CDS.

 

O programa deste governo não ganhou as eleições. Estas medidas não ganharam as eleições.

 

Ninguém está a falar da legitimidade do governo. Estamos a falar de programas eleitorais e de medidas a implementar.

 

Mas estando outro governo no poder, não vai andar a fazer o programa eleitoral de outro partido. Não faz sentido. Sendo que o programa do Centeno deve ter sido rasgado nas negociações com a esquerda.

 

De resto penso como tu. Mas isso já foi mais que discutido por cá...

Editado por Alonso.

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O cenário que ele me pintou foi que a maior parte do ministério dela nem era filiado ao partido (ele inclusive, não estava em nenhum partido)

Desculpem lá desenterrar isto, mas estive de férias e só agora é que peguei onde tinha ficado neste tópico.

Eu também sei de uma nomeada do antigo ministério da Cristas que fazia grande gala em ser independente, paralelamente também existem diversas candidaturas autárquicas de ex-CDS que depois passaram a ser independentes. Sinceramente ultrapassa-me qual a virtude de de não ter o cartão do partido, alguém acredita que os elementos desse ministério não eram todos ideologicamente muito alinhados ou que eram pessoas da sociedade civil que foram servir a nação independentemente do governo em exercício?

 

EDIT: Eu gosto sempre destas discussões sobre classe média porque percebo logo que sou pobre que dói, casas de meio milhão de euros? Propriedades para herdar? Eu rio-me, mas a vontade que tenho é de chorar. :lol:

Editado por whatever

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Visitante

EDIT: Eu gosto sempre destas discussões sobre classe média porque percebo logo que sou pobre que dói, casas de meio milhão de euros? Propriedades para herdar? Eu rio-me, mas a vontade que tenho é de chorar. :lol:

 

Eu sei que é uma armadilha, mas eu acho é que tu não percebes é nada. Desde logo, porque classe média é tipicamente a classe de rendimentos mais abrangente nos países desenvolvidos, portanto é normal que mesmo dentro da classe média haja uma disparidade de rendimentos considerável. Depois, não existe nenhuma delimitação "oficial" da classe média em Portugal. Por fim, o rendimento médio em Portugal é de 900 e tal euros e a mediana de 8000 e tal euros. Como podes ver, num país desigual como o nosso, existe um mundo entre a parte da população que aufere rendimentos muito baixos, e a parte da população que aufere rendimentos bastante elevados (classe alta). Algures no meio, vais ter a classe média.

Editado por Visitante

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Mas estando outro governo no poder, não vai andar a fazer o programa eleitoral de outro partido. Não faz sentido. Sendo que o programa do Centeno deve ter sido rasgado nas negociações com a esquerda.

 

De resto penso como tu. Mas isso já foi mais que discutido por cá...

 

O que disse teve apenas a ver com este comentário do Stout. nada teve a ver com governar com outros programas eleitorais,.

 

 

 

 

 

:facepalm:

A medida estava no programa do PS. O povo é que não é sério a votar em bandalhos desses...

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Mas porque é que o imposto actual esta desvirtuado? O IMI já é dependente do valor da habitacao. Este imposto é de dupla tributacao

 

E porque a reducao para 500,000 euros? Toda a gente que tem valores acima disso tem de ser taxada porque? Como escreve o publico isto vai incidir sobre 100,000 agregados familiares, que representam mais ou menos 5% da populacao. Será que 5% da populacao é gente rica? E estao a castigar as pessoas que pouparam ou investiram porque?

 

Isto é mais lenha para a fogeira de tributar a classe media...em Portugal quem ganha 2000 euros ou mais é já taxado em medias de 35%-40%. Na Dinamarca ou na Alemanha quem recebe esse valor por exemplo é considerado "pobre" e é taxado a 12%.

 

Se virmos quem recebe 10,000 por mes, é taxado exactamente da mesma forma por quase toda a UE, ou seja em Portugal tanto nos salarios como noutros impostos, nao se taxa a classe alta mas sim a classe media.

 

Porque quem tem uma habitação de valor superior a um milhão paga o imposto, mas que tem 3 habitações de 400 mil não. No papel até podemos considerar dupla tributação, mas isto não é mais do que introduzir maior progressividade no IMI.

 

Por uma questão de abrangência, como disse. 500 mil euros parece-me um valor perfeitamente razoável para a realidade nacional, eventualmente subir para 750 mil se o imposto incluir a habitação permanente no seu cálculo.

 

A menos que estejas a incluir impostos indirectos, quem ganha 2 mil euros não é taxado a esse nível. A taxa efectiva de IRS não é a taxa tabelada, nunca esquecer isso. Chamaste a Dinamarca e a Alemanha à conversa porque carga de água? 2 mil euros/mês nesses países é um ordenado abaixo da média, aqui é mais do dobro do ordenado médio, essa comparação não faz sentido nenhum.

 

E, quanto a este imposto, só há uma coisa contra a qual estou contra. O facto de, eventualmente, se puder vir a tributar casas de família que sejam recebidas como herança e cujo valor exceda o estipulado na lei. Quem garante que essas famílias podem pagar esse imposto? Às tantas, serão obrigadas a vender o imóvel para não suportar um imposto adicional.

 

Podem perfeitamente criar um mecanismo que permita ao contribuinte pedir isenção do imposto com base nos rendimentos.

 

Não estou a falar agora deste imposto em particular, mas então um gajo faz um esforço financeiro do caraças para comprar uma casa, para ter uma casa mesmo sua em vez de queimar 5, 6, 7 mil euros por ano em rendas de um ativo que nunca vai ter, e ainda tem que pagar impostos por cima? Para mim é inconcebível.

 

Inconcebível era não o fazerem.

Editado por Peplin

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