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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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É suposto fazermos ideia de que pessoas são estas que agora escrevem para o Expresso?

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Citação de whatever, Agora:

É suposto fazermos ideia de que pessoas são estas que agora escrevem para o Expresso?

Hoje em dia basta ter uma opinião polémica, à direita ou à esquerda, e és colunista.

Esse está categorizado como "sociólogo", mas está bem claro ao que vem.

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Citação de Ghelthon, há 2 horas:

Hoje em dia basta ter uma opinião polémica, à direita ou à esquerda, e és colunista.

Esse está categorizado como "sociólogo", mas está bem claro ao que vem.

Estes novos "sociólogos", só vêm dar mau nome aos sociólogos.

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Citação de Puto Perdiz, há 4 horas:

A definição de casa devoluta vai além disso:

"Assim, para efeitos do presente decreto-lei, considera-se devoluto o prédio urbano ou a fracção autónoma que durante um ano se encontre desocupada, sendo indícios de desocupação a inexistência de contratos em vigor com empresas de telecomunicações, de fornecimento de água, gás e electricidade e a inexistência de facturação relativa a consumos de água, gás, electricidade e telecomunicações."

 

Ou seja, o que o governo está atrás é da malta que aluga sem papel? O proprietário que deixa tudo em nome próprio e aluga o apartamento sem recibo. 

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@Burkina2008 é assim?

Btw, alguém faz um post com uma constatação no twitter, no minuto a seguir o exército liberal ataca em força

Então aquele Mário Amorim Lopes anda frenético. O homem nem deve comer e trabalhar para andar no twitter a responder a toda a gente.

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Citação de Burkina2008, há 10 horas:

Ha melhores maneiras de combater a especulacao imobiliaria...sei lá, o Estado contruir casas,

Não é que me pareça que estas medidas (que ainda nem foram apresentadas na AR) sejam perfeitas, mas há que ver que o objetivo é terem impacto tão imediato quanto possível. A aquisição e construção de habitação pública está prevista e contratada no âmbito do PRR, por exemplo. É ainda muito, muito pouco, mas em qualquer dos casos aí estás a falar de algo que só responde a questão do médio prazo para a frente.

O teu problema habitacional existe agora e precisas de soluções ASAP, mesmo que sejam um mero stopgap. O que se pode fazer?

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Btw porque não estimular de novo as cooperativas de construção e habitação? Nos casos de familiares de pessoas conhecidas que sei que se meteram nisso nos 80 e inicio de 90 correu bem.

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Citação de antifa, há 11 minutos:

Btw porque não estimular de novo as cooperativas de construção e habitação? Nos casos de familiares de pessoas conhecidas que sei que se meteram nisso nos 80 e inicio de 90 correu bem.

Ainda para aumentar a oferta de imóveis para habitação, o Estado disponibilizará terrenos ou edifícios para cooperativas ou o setor privados fazerem habitações a custos acessíveis, referindo «dois concursos dedicados à construção modelar que encurta significativamente os prazos de construção e aumenta a eficiência energética».

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/noticia?i=governo-aprova-pacote-mais-habitacao

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Citação de kareca, há 7 horas:

Sim, é mesmo disso que o país precisa, mais prédios nos arredores de Lisboa. Já não basta os problemas de acessibilidade, limpeza urbana, vamos aumentar a densidade populacional.
E que tal o interior ter algum desenvolvimento e incentivo de rendas baixas para mobilizar as pessoas? Profissionais da saúde, professores e outros que fazem falta aos serviços das terrinhas.

Citação de Puto Perdiz, há 6 horas:

A definição de casa devoluta vai além disso:

"Assim, para efeitos do presente decreto-lei, considera-se devoluto o prédio urbano ou a fracção autónoma que durante um ano se encontre

desocupada, sendo indícios de desocupação a inexistência de contratos em vigor com empresas de telecomunicações, de fornecimento de água, gás e electricidade e a inexistência de facturação relativa a consumos de água, gás, electricidade e telecomunicações."

 

E gostava de saber quantas casas existem em conidcoes de ser habitadas em Lisboa e Porto que nao tenham esses contratos ha mais de 1 ano. 10? 20?

Sobre o post acima, eu nao conheco a realidade mas penso que as rendas em Beja ou em Viseu nao devem ser assim tao altas quanto isso, de resto a iniciativa privada esta em Lisboa e Porto, porque sao os polos, tanto aqui como na maioria dos paises do mundo. O interior nunca vai ter o mesmo atractivo e criar condicoes para grandes empresas se mudarem para o interior so com tax cuts e construcao de infrastruturas que demoraria decadas. Nao discordo da ideia, mas o problema da habitacao ao qual se refere a lei apenas relevante para Lisboa e Porto

Citação de andriy pereplyotkin, há 1 hora:

Não é que me pareça que estas medidas (que ainda nem foram apresentadas na AR) sejam perfeitas, mas há que ver que o objetivo é terem impacto tão imediato quanto possível. A aquisição e construção de habitação pública está prevista e contratada no âmbito do PRR, por exemplo. É ainda muito, muito pouco, mas em qualquer dos casos aí estás a falar de algo que só responde a questão do médio prazo para a frente.

O teu problema habitacional existe agora e precisas de soluções ASAP, mesmo que sejam um mero stopgap. O que se pode fazer?

 

O que se pode fazer? Nada, absolutamente nada, visto que esta medida tambem nada vai alterar.

Para grandes problemas nao existem medidas faceis. Mais uma vez digo que a quantidade de casas nestes moldes devem ser quase nenhumas, Casas com condicao a serem habitadas sem contratos de luz, gas etc ha mais de um ano...as que existem nessas condicoes necessitam de obras e obras levam tempo e custam dinheiro (que o estado nao tem). Ou seja esta medida mesmo que seja aprovada (que tambem duvido) vai resolver zero.

 

 

Editado por Burkina2008

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Enquanto a solução continuar a ser colocar mais pessoas nas grandes metrópoles o problema vai continuar a existir.

Ferrovia decente, incentivos às pessoas para se deslocarem para cidades do interior (abonos maiores para pessoas com filhos, isenções de impostos, apoios para criação de novas habitações, etc.) e incentivos às empresas para se deslocarem para essas regiões (isenções de impostos, financiamentos mais facilitados e mais alguns benefícios locais) e talvez se começasse a fazer alguma coisa com pés e cabeça.

Enquanto continuarmos a brincar aos arrendamentos coercivos e outras medidas e não se abordar o real problema nada vai mudar. Mas como para os políticos interessa é brincar aos cartazes e andarem a mamar o máximo que puderem enquanto lá estão e na internet vai andar tudo a achar que o twitter é o mundo real (quando na realidade ninguém quer saber do que se passa lá) vamos continuar todos na mesma e com os mesmos problemas

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Tem graça dizer que o estado tem que estimular as pessoas a irem para o interior. E quem é que vai viver para o interior? São vocês? É que eu não deixaria de viver no centro da cidade por mais 100 euros ao fim do mês.

Editado por jean-luc godard
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Citação de jean-luc godard, há 9 minutos:

Tem graça dizer que o estado tem que estimular as pessoas a irem para o interior. E quem é que vai viver para o interior? São vocês? É que eu não deixaria de viver no centro da cidade por mais 100 euros ao fim do mês.

Eu nem de Santa Maria da Feira quero sair, quanto mais para o interior (e ir para Gaia é uma opção, por causa da minha namorada ficar mais perto do trabalho, por falta de transportes públicos a certas horas).

Fala-se em ir para o interior, mas quanta gente viveu no mesmo sitio desde que nasceu, talvez gerações da família inclusive (o meu caso) e que tem vontade de ir trabalhar para uma empresa Portuguesa, com salário pouco maior do que o normal, longe da família e da cidade onde nasceu e sempre viveu?

É que se eu tivesse de considerar sair daqui para ir para o interior, valia mais emigrar para um país onde os salários não fossem uma piada.
Estaria a várias horas da família e amigos na mesma, mas estaria a ganhar não 100 ou 200€ a mais, mas 1000 ou 2000.

A questão é demasiado complexa para soluções simples.
Não temos salários altos o suficiente para incentivar as pessoas a abandonar tudo para ir para o meio do nada, onde se calhar esses 100€ se esfumam em gastos extra em combustível (já que dificilmente haverá transportes públicos decentes no interior)

Editado por rcoelho14
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Citação de jean-luc godard, há 12 minutos:

Tem graça dizer que o estado tem que estimular as pessoas a irem para o interior. E quem é que vai viver para o interior? São vocês? É que eu não deixaria de viver no centro da cidade por mais 100 euros ao fim do mês.

E nem é tanto o viver no interior, é mais trabalhar em quê. Até em Coimbra há falta de emprego qualificado, quanto mais noutras regiões mais do interior.

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Citação de jean-luc godard, há 8 minutos:

Tem graça dizer que o estado tem que estimular as pessoas a irem para o interior. E quem é que vai viver para o interior? São vocês? É que eu não deixaria de viver no centro da cidade por mais 100 euros ao fim do mês.

Depende de pessoa para pessoa e das condições que possam oferecer.

De qualquer forma, mesmo não se aplicando a nós não significa que não se possa tentar certas medidas. Dar vantagens de isenção de alguns impostos (ou só diminuição, por exemplo) para empresas que se mudem para o interior terá um efeito assim tão mau? Obviamente que isto não será um plano a curto prazo mas se continuarmos sem fazer nada a longo prazo o problema irá manter-se.

Citação de Black Hawk, há 2 minutos:

E nem é tanto o viver no interior, é mais trabalhar em quê. Até em Coimbra há falta de emprego qualificado, quanto mais noutras regiões mais do interior.

Mas lá está. Isso acontece porque não há oferta. Se aos poucos se começasse a oferta a ser maior esse paradigma iria ser diferente

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Citação de jean-luc godard, há 39 minutos:

É que eu não deixaria de viver no centro da cidade por mais 100 euros ao fim do mês.

Eh lá 100€. Não estimules tanto o povo, jean luc.

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Esses programas de 'fixação' de pessoas no interior são como os incentivos à natalidade, é tudo muito bonito no papel, mas nunca ouvi falar de nenhum que efectivamente funcionasse, aliás, nem com nacionais nem com estrangeiros em Portugal.

Se eu acho que as zonas fora dos grandes meios urbanos devem estar bem servidas de acessos, transportes públicos e infraestruturas básicas? Claro que sim, mas isso é para servir as pessoas que já lá vivem, não é com a vã esperança de que isso convença alguém a sair das grandes cidades.

Aliás, todos esses programas de subsidiação da vida no interior, que às vezes cheiram a um tentar pagar às pessoas para serem desterradas, são para mim um atirar de dinheiro fora, estamos a assumir que uma mudança demográfica e geográfica é um problema, quando é só (mais) uma alteração societal.

Temos de aprender a viver com os movimentos inevitáveis da demografia, sim, as pessoas vão ter cada vez menos filhos, sim, as pessoas não querem viver no interior, sim, a população vai ficar cada vez mais envelhecida e por aí fora e focarmo-nos em adaptar as cidades e o país a esta realidade em vez de andar a atirar o pouco dinheiro que já temos para algo que nem com milhões que não temos resolvíamos.

Editado por whatever
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Acho que pagar a pessoas para viver na aldeia dos avós cujas infraestruturas se resumem a um poste de luz e 3 rebanhos de ovelhas é parvo, mas investir em desenvolver e expandir outras cidades fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, já me parece muito mais útil. Ninguém quer sair de Lisboa para uma aldeola como é óbvio, mas se calhar para uma cidade com algumas dimensões e oportunidades económicas como p.ex Braga já seria viável. Porque não tentar transformar outras cidades por esse país em polos de média dimensão como Braga, incentivando o investimento nas mesmas e a construção de novas zonas habitacionais nos arredores das mesmas?

Como é que isto se faz exatamente na prática, nem quais são as localidades em concreto exatamente, não faço a mínima, é só aqui uma ideia, um exercício de brainstorming. E como é evidente não é algo que se faça a curto prazo.

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Citação de noikeee, há 5 minutos:

Acho que pagar a pessoas para viver na aldeia dos avós cujas infraestruturas se resumem a um poste de luz e 3 rebanhos de ovelhas é parvo, mas investir em desenvolver e expandir outras cidades fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, já me parece muito mais útil. Ninguém quer sair de Lisboa para uma aldeola como é óbvio, mas se calhar para uma cidade com algumas dimensões e oportunidades económicas como p.ex Braga já seria viável. Porque não tentar transformar outras cidades por esse país em polos de média dimensão como Braga, incentivando o investimento nas mesmas e a construção de novas zonas habitacionais nos arredores das mesmas?

Como é que isto se faz exatamente na prática, nem quais são as localidades em concreto exatamente, não faço a mínima, é só aqui uma ideia, um exercício de brainstorming. E como é evidente não é algo que se faça a curto prazo.

Obviamente que é disso que se trata. Para ir morar numa aldeia onde nem rede de telefone existe ninguém deve querer ir mas se calhar malta de Lisboa podia ir para Santarém por exemplo.

A malta fala de sair do centro de Lisboa para a periferia mas para onde? É que o espaço não é assim tanto como estão a querer fazer parecer a não ser que o objetivo seja colocar só betão à toa

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Citação de rcoelho14, há 1 hora:

É que se eu tivesse de considerar sair daqui para ir para o interior, valia mais emigrar para um país onde os salários não fossem uma piada.
Estaria a várias horas da família e amigos na mesma, mas estaria a ganhar não 100 ou 200€ a mais, mas 1000 ou 2000.

Isto.

Igual para quem se muda do Porto para Lisboa, que era prática recorrente há 10 anos quando ainda não haviam tecnológicas em força no Porto e que para crescer era preciso estar em Lisboa que era onde estavam os o centros de decisão.

E atenção que eu me encaixei nisso pq fi-lo por um par de anos, mas quando lá estava e procurei mudar de empresa a minha opção era ou regressar ao Porto ou ir para fora.

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