Grillo Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de Descartes, há 40 minutos: Estar casada com ele não é motivo suficiente para bater com a cabeça na parede? Suponho que não, visto que a atenção vai toda para o coelho. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de Grillo, há 7 minutos: Suponho que não, visto que a atenção vai toda para o coelho. Mas ele tem outro? Ouvi dizer que a Acácia tinha morrido. Compartilhar este post Link para o post
Grillo Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de Descartes, há 4 minutos: Mas ele tem outro? Ouvi dizer que a Acácia tinha morrido. Deve ter, já sabes o que dizem dos coelhos, reproduzem como coelhos 2 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de Grillo, há 1 minuto: Deve ter, já sabes o que dizem dos coelhos, reproduzem como coelhos Sim, bem sei. Basta ver o que aconteceu quando tivemos um Coelho como primeiro ministro. 1 Compartilhar este post Link para o post
Carlos Gouveia Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de Lebohang, há 4 horas: Recomendo Silampos Artame é melhor 🙄 Citação de Ghelthon, há 3 horas: Eu. Estou numa situação bastante precária, no que diz respeito a estas eleições. 😂 O meu posicionamento ideológico é conhecido, acho eu. Mas no meu distrito (Vila Real) os 5 deputados vão para PS, PSD ou Chega (tudo aponta para 2-2-1). Por um lado, tudo o que não seja votar no PS/PSD é dar margem ao Chega. Por outro, não quero votar PS porque as governações têm sido péssimas. Posto isto, votar AD é um cenário relativamente plausível para mim. Ainda por cima, com o Chega a eleger, é o regresso da Manuela Tender... sacode!!! 1 Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 13 Fevereiro 2024 Será que o Estado pode ser fiador deste colchão que converte o automóvel numa habitação digna, fazendo assim cumprir os desígnios da Constituição de Abril? Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 13 Fevereiro 2024 (editado) A Câmara de Almada produz uma revista bi-mensal que distribui gratuitamente pelos munícipes. Com a revista vem sempre um separável com a atividade da Assembleia Municipal onde é concedido espaço para os grupos municipais com assento na Assembleia falarem sobre os assuntos que lhes importam e em que tiveram intervenção. Na edição de Fev/Mar que me chegou hoje à caixa do correio vem a seguinte pérola que quero partilhar convosco: CHEGA "(...) Alertamos também para uma situação em Almada, em que cartazes, placards e pendões do partido CHEGA são constantemente vandalizados, o que destaca uma preocupante fragilidade no sentido democrático local. A democracia pressupõe o respeito pelas diversas perspetivas e a capacidade de entrar em diálogo aberto, características cruciais para a saúde de qualquer sistema democrático. A procura pela democracia exige a proteção dos direitos de todos, independentemente das crenças políticas. Só assim se defendem verdadeiramente os valores de Abril." O itálico é meu. O bold é deles. O descaramento... Agora são defensores dos valores de Abril. E juntam-lhe a repetição das palavras "democracia" e "democrático", quatro vezes em quatro frases para ver se nos convencem. Em Almada. E ainda por cima têm razão porque vandalizar os seus materiais de campanha está errado e tem o efeito boomerangue permitindo que se armem em pobres vítimas. PS: quase me esquecia de assinalar a expressão mais sintomática da forma como aquela gente encara a política. Crenças políticas, é como descrevem a forma como as pessoas se relacionam com a política. Não são escolhas nem opções. Não envolve pensamento racional. São crenças. É uma fé. Como se fosse uma religião que adora um ser supremo que tudo sabe e nos guia espiritualmente a caminho da clarividência. De facto aquele partido mais parece uma seita onde se pratica um culto (a)venturista. Editado 13 Fevereiro 2024 por Descartes Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 13 Fevereiro 2024 Mais do que o PCP estar a ser injustiçado ou o IL estar a ter menos tempo que os adversários diretos, o destaque tem que ir para o domínio de tempo que a direito tem nos debates, apenas se intrometendo o Livre. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de Grillo, há 9 horas: Claro que não. Ainda no outro dia confrontei um colega meu chegano sobre umas declarações UDP-istas sobre os lucros das gasolineiras ou lá o que foi e a resposta foi "Assim é que é!", eles nem sabem ao que vão. Por isso é que acham que um partido apoiado pelos Champalimaud e pela Sonae ou lá o que é, lhes vai melhorar a vida. E vocês ainda acham que quem ganha os debates é quem tem a melhor argumentativa, ainda não estão prontos para a conversa de que em 2024, para o comum votante (seja de que país for), quem ganha os debates é quem grita mais e nisso não há pai para o Ventura. Mas isso é o outro lado da luta contra a abstenção. Quem se entusiasma com a diminuição da abstenção esquece-se deste pormenor, muitas das pessoas que não votam não o fazem não só por preguiça de ir às assembleias de voto, mas por preguiça de acreditar em algo para além do "eles são todos iguais e andam todos a roubar". Cada vez que vão entrevistar alguém que está na praia num dia de eleições e que diz que não vale a pena ir votar porque a mama é sempre a mesma, só muda a cor, o que está subjacente não é um desejo de se sentir representado politicamente. Muitas das pessoas que votam nestes partidos e que acreditam que estão todos feitos uns com os outros, não o fazem porque acham que a vida deles vai melhorar, mas porque vais ter alguém que vai "ARRASAR" com os poderes instituídos. E nem interessa para que fins porque aqui o que vale é política de terra queimada. Há muita gente que não acredita num Estado democrático daí que talvez seja altura de se repensar a tragédia recorrente que fazem dos números da abstenção todos os anos. 1 1 Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de smashing_pumpkin , há 56 minutos: Mais do que o PCP estar a ser injustiçado ou o IL estar a ter menos tempo que os adversários diretos, o destaque tem que ir para o domínio de tempo que a direito tem nos debates, apenas se intrometendo o Livre. Não vejo grande problema ali. O Livre intromete-se, a amostra é relativamente curta, e o Ventura passa a vida a interromper. E se o PNS nunca dissesse "eu peço desculpa" estaria em último isolado. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 13 Fevereiro 2024 Spoiler Sebastião Bugalho Luís Montenegro - 7 André Ventura - 5 Num debate longo e com má gestão de tempos, os líderes de direita tiveram um começo atabalhoado, sem conseguirem dizer como votariam: Luís Montenegro em caso de vitória do PS, Ventura em relação à governação nos Açores. No que às políticas públicas diz respeito, Ventura tinha tudo para ficar por cima (polícias, corrupção, justiça), mas não conseguiu impor-se a Montenegro. O líder do PSD entrou com uma estratégia e saiu da RTP com ela bem-sucedida. Não levar a sério o adversário, não lhe oferecer mais dimensão do que realmente tem, não perder a pose diante do seu maior contestatário. Cumpriu. Mantendo a moderação e não hostilizando os eleitores que pensam votar Chega, piscou-lhes o olho com a autoridade que conseguiu preservar durante o empate. A ver se os eleitores piscam de volta – ou não. Cristina Figueiredo Luís Montenegro - 7 André Ventura - 5 Luís Montenegro saiu vencedor do primeiro dos dois debates verdadeiramente decisivos para a sua candidatura à chefia do Governo. Conseguiu deixar claro, se dúvidas ainda houvesse, que "não é não" e que não haverá nenhum entendimento com o Chega, não perdendo tempo logo na primeira resposta para se demarcar de um partido que expressa opiniões "xenófobas, racistas, populistas e demagógicas" e que acusa de ter uma linguagem imprópria, o "grau zero da política", a propósito da metáfora usada na véspera por André Ventura ao dizer que "o PSD é uma prostituta política". Ventura controlou-se. E por isso merece a nota no limiar do positivo. Apesar do recurso constante à técnica da interrupção, dos apartes que se habituou ao longo de quatro anos no Parlamento a ensaiar, conteve-se. Também porque para quem quer ser visto como eventual futuro parceiro de Governo tinha mesmo de se conter. Mas mesmo isso reverteu a favor de Montenegro, que trazia como objectivo descredibilizar o seu adversário. Falou-se pouco de propostas para o país, é verdade. Mas essas ficam para o debate da próxima segunda-feira, esse sim, o do confronto entre Montenegro e Pedro Nuno Santos, o que vai opor duas visões para o futuro de Portugal. Teresa Violante Luís Montenegro - 7 André Ventura -5 Um debate pontuado por certos momentos caóticos onde se sentiu a falta do moderador. André Ventura não trouxe para este debate o seu chapéu mais demagógico e acintoso, mantendo-se os termos do discurso dentro dos limites aceitáveis. Tratando-se várias vezes apenas pelo nome próprio, transmitindo uma familiaridade talvez inadvertida, o debate aqueceu na primeira parte, demasiado extensa, sobre a cenarização pós-eleições, que não trouxe nada de novo, e relativamente ao acordo PSD/CDS com o PAN, na Madeira. André Ventura mostrou consistência na defesa do direito à greve e de filiação partidária das forças de segurança, propostas bastante polémicas (e criticáveis) do seu programa. Foram visíveis as fragilidades, no entanto, em matéria de quantificação dos custos financeiros da proposta de atribuição do suplemento à PSP e à GNR, o que se revela injustificado face à centralidade da mesma para o programa do Chega. Num debate que à partida, poderia ser difícil para o líder da AD, Luís Montenegro admitiu, pela primeira vez, estar a lutar pela maioria absoluta, mostrando que joga num campo distinto do de André Ventura. Martim Silva Luís Montenegro - 6 André Ventura - 4 Este era um dos mais relevantes debates desta maratona. O líder da direita tradicional contra o líder da direita populista que está a crescer e a quer destronar. Iam atacar-se ou defender-se dos ataques? Atacaram-se, claro. A divisão foi clara logo na primeira frase de Montenegro, ao reafirmar que “não é não”. A questão das alianças e do que fazer após 10 de março dominou a primeira fase do confronto e foi mesmo a nota mais saliente. Ventura diz que PSD faz de “idiota útil” do PS. Montenegro recusa alianças com “xenófobos”. Forças de segurança, corrupção e pensionistas foram outros dos temas do confronto. Montenegro atacou as contas de Ventura, como já tinha acontecido noutros debates. Quem ainda se revê na direita tradicional, encontrou aqui conforto em Luís Montenegro. Ventura só venceu mesmo no número de papéis que trouxe para cima da secretária neste debate na RTP, moderado por João Adelino Faria. Luís Aguiar-Conraria Luís Montenegro - 7 André Ventura - 3 Luís Montenegro (LM) entra a destruir a possibilidade de qualquer acordo com o Chega e AV ficou assarapantado com a violência do ataque de Montenegro. Na contra-resposta, Montenegro volta a estar bem. Ventura, por mais que acusasse Montenegro de não ser claro, foi muito menos claro. LM volta a estar bem no ataque ao programa do Chega, deixando bem claro a irresponsabilidade do mesmo. André Ventura promete tudo aos polícias. Não sei avaliar o impacto que tal promessa terá nesse eleitorado. O jornalista Adelino Faria deu uma borla a André Ventura não deixando que se discutissem outros pontos do programa do Chega, que permitisse deixar claro que estava a prometer tudo a todos, num rodopio irresponsável. Ao invés, passou para a corrupção. Terreno onde AV deveria estar à vontade. Mas na verdade também passou a imagem de não saber o que dizia. Terminaram o debate discutindo pensões. Montenegro esteve bem a mostrar como a proposta do Chega para as pensões tinha pouco senso. Quando Ventura tentou explicar a sua proposta, Montenegro deu uma de Ventura e não o deixou falar. No fim, fico com uma ideia de que foi uma vitória muito clara de LM. Ventura não ia preparado nem para a violência com que LM rejeitou qualquer acordo nem para os apartes a que teve de se sujeitar. Foi engraçado ver Ventura ficar desestabilizado com a tática que tantas vezes usou. Uma nota final, João Adelino Faria tem estado bastante mal a moderar debates. Era bom que refletisse um pouco e mudasse de tática. Liliana Valente Luís Montenegro - 7 André Ventura - 3 Luís Montenegro começou bem, a desvincular-se da linguagem e da política do Chega, foi assertivo, sem melindrar o eleitorado que queria alcançar neste debate. Repetiu que as contas do Chega são de mais de 25 mil milhões de euros e isso passou, o que lhe serve outro ponto da estratégia: mostrar que Ventura não tem credibilidade para ser alternativa de governo. O debate podia ter ficado por aqui, porque em termos de conteúdo pouco mais se conseguiu tirar. De resto, foram longos e penosos minutos sobre condições de governabilidade ou sobre trocas de acusações sobre Madeira e Açores, mas nada de substancial. Importantes para political junkies, mas muito pouco claros para quem estava a assistir. Num debate mais longo do que o habitual, Ventura repetiu frases e argumentos, como aquela de que o PSD quer o colo do PS ou que quer tachos. O normal. Num debate em que os indecisos à direita estavam atentos, creio que passou pouco (ou nada) do que quer fazer e o porquê de ser melhor votar nele do que no PSD. Talvez apenas uma franja dos polícias, mas os que votam CH nesse setor já estarão convencidos. Não creio que a sua estratégia tenha resultado para roubar votos à AD, mas também não terá perdido os já convencidos. Mas desta vez não levou para debate frases inaceitáveis como fez com Paulo Raimundo pelo que é-me possível avaliá-lo pela sua estratégia. Uma nota para o moderador: reconheço que o papel é bastante difícil e eu não seria capaz de o fazer, mas nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Bem sabemos que já lhe pediram para interromper menos, deixar debater e fazer menos entrevistas à vez, mas desta vez ficou espaço apenas três temas: condições de governabilidade, segurança e corrupção. A qual dos dois deu mais jeito? Daniel Oliveira Luís Montenegro - 6 André Ventura - 5 Sabendo que a possibilidade de uma aliança com o Chega é um dos principais medos de muitos potenciais eleitores do PSD, interessava a Luís Montenegro que este debate passasse uma imagem de incompatibilidade. Um excesso de agressividade de André Ventura, que na véspera chamara “prostituta” à AD, teria uma dupla vantagem: passava essa imagem e favorecia algum voto útil para quem quer afastar a personagem belicosa de perto do poder. Para André Ventura, o jogo era mais complicado, exigindo alguma subtileza, que não é o seu forte. Tinha de se distinguir da AD, não parecendo um mero candidato a parceiro, para atrair o voto de protesto que o tem feito crescer. E não fazer o favor a Montenegro de erguer um muro de incomunicabilidade que passe a ideia de que votar no Chega não conta. Este era um combate de judo, não de boxe. Montenegro disse o que já tinha dito: que não governará se não vencer as eleições e que nunca se aliará ao Chega. Mas, depois de, no debate com o Paulo Raimundo, encher o tempo com o silêncio à pergunta se viabilizava um governo do PS se ficasse em segundo, encheu o tempo com palavras à mesma pergunta, neste debate, não respondendo. Ou seja, Montenegro não se compromete a nada em nome da AD, a não ser à sua partida em caso de derrota. O que torna a pressão mediática sobre o PS um pouco absurda. Se nas palavras ficou clara a indisponibilidade de Montenegro em entender-se com Ventura, o líder do Chega não cometeu o erro de cavar uma trincheira inultrapassável. Foi muito agressivo (um terço do debate foi inaudível para a maioria das pessoas), mas sem usar a linguagem excessiva do costume. Ao contrário do que aconteceu com Inês Sousa Real, Montenegro não se enervou e nunca pareceu fraco perante Ventura. Até o o consegui encostar à parede, em alguns momentos, lidando bem com as suas interrupções e assinalando a sua permanente mudança de posições. Ainda assim, a estratégia de recordar que Ventura foi militante do PSD, apoiou as medidas do governo da troika e até queria que ele fosse primeiro-ministro são um pau de dois bicos. Isso, e os tratamentos por “André” e “Luís”, tanto pode sublinhar o oportunismo de Ventura, como uma cumplicidade antiga. No conteúdo, este foi o mais fraco dos debates. Tirando as reivindicações da polícia, em que Montenegro se dirigiu ao povo conservador de direita e Ventura aos agentes da PSP; e as reformas, em que um Montenegro entusiasmado com alguns “fact check” mais arrojados disse que o PSD nunca tinha cortado pensões, nada houve, em 40 minutos, sobre a vida das pessoas. Nota final: o que levou a televisão pública a dar muito mais tempo ao debate entre estes dois partidos do que a qualquer outro? Ricardo Costa Luís Montenegro - 7 André Ventura - 4 Se há coisa que André Ventura sabe fazer é estar num estúdio de televisão. Hoje, isso não lhe valeu de muito. Falou para os seus, que são muitos, e falou dos seus temas, que são poucos. Teve a sorte de o debate ter sido mais conduzido para esses seus temas (corrupção, polícias, acordos de governo) do que para outros, mais vastos, onde a sua capacidade de argumentação é muito mais baixa. Vale um 4, apenas e só porque há um eleitorado que quer ouvir exatamente o que ele diz, mesmo que seja bater na mesma tecla. Hoje esse eleitorado não ficou mais largo, mas também ninguém sabe se encolheu. Luís Montenegro saiu-se bem melhor, por duas razões. A primeira é de contexto, e repete a avaliação de debates anteriores: como tinha uma baixa expectativa, beneficia de estar acima do previsto; a segunda é circunstancial: não tropeçou nas repetições de Ventura, não se irritou com as interrupções, destruiu propostas do Chega e lançou frases estudadas para desvalorizar Ventura. Em resumo, conseguiu o que queria, que era sair do debate incólume e com o seu adversário aparentemente em pior posição. Só não saiu livre do Chega e isso continua a ser um problema João Silvestre Luís Montenegro - 5 André Ventura - 3 Era dos debates mais esperados na expetativa de que servisse para clarificar duas coisas: a estratégia pós-eleitoral e as diferenças entre as propostas de PSD e Chega. Expetativas goradas num debate que mais pareceu, em alguns momentos, uma discussão de futebol sobre penalties, golos anulados e foras de jogo. Mesmo assim foi possível extrair algumas coisas. Na primeira parte, excessivamente longa, Luís Montenegro esteve melhor. “Não há acordo com o Chega”, insistiu, enquanto André Ventura ia criticando a falta de clareza sem nunca dizer o que fará se a AD vencer e governar sozinha. Marcou pontos, ainda assim, ao lembrar a incoerência do PSD na Madeira e Açores. Na parte da substância, que era crucial para Montenegro separar águas e apelar ao voto na AD, não esteve tão bem. Ficou prejudicado na escolha de temas - corrupção e polícias são a praia de André Ventura - mas a verdade é que nunca conseguiu ser suficientemente acutilante. Deixou-se levar demasiado pelo estilo Ventura que foi escapando às questões sem nada responder, nem explicar, disparando frases feitas para agradar aos seus apoiantes mais tradicionais. Também não parece que tenha conseguido roubar muitos eleitores da AD nem reforçar a imagem de moderado em que tanto tem investido nos últimos tempos. Henrique Monteiro Luís Montenegro - 8 André Ventura - 2 A questão, à direita, é simples: quem quiser manter o PS no Governo vota Ventura; quem não quiser vota AD. Claro que o líder do Chega tinha de dizer o contrário – e talvez diga amanhã o contrário do contrário e o contrário do contrário do contrário, porque André Ventura diz o que for necessário, “n’importe quoi” (como dizem os franceses): que o PSD é uma prostituta política, que o seu líder é idiota útil da esquerda, que só quer é tachos. Enfim, se vale dois valores é porque ainda tem fôlego e berra bastante. Montenegro esteve bem. Separou-se de Ventura no tempo e na altura certa; não respondeu se viabilizava ou não um Governo do PS, porque deixou claro que não seria primeiro-ministro caso não ganhasse as eleições (e viabilizar um Governo PS pressupõe que as não ganhou e não estará já a decidir nada no PSD) e destruiu as contas e a retórica do Chega. Sobretudo naquele ponto que põe em pé os já poucos cabelos de Luís Marques Mendes e de qualquer pessoa sensata: o direito à greve na polícia. Ventura quer tudo, vai ficar com muito menos do que pensa. Se houver justiça, fica com nada. Henrique Raposo Luís Montenegro - 8 André Ventura - 3 Vimos finalmente Montenegro. Mostrou que o Chega é um populismo emocional e irresponsável sem qualquer plano sólido para governar. Ventura seria um Sócrates cafeínado que representaria nova troika. Foi fundamental a frase "por isso mesmo não os pode enganar" (sobre pensões e reformas). Além de irrealismo financeiro, ficou à vista a diferença entre a direita que acredita no estado de direito e numa linguagem civilizada e a extrema direita de taberna, que, quando é apertada, repete ipsis verbis a vulgata da esquerda contra o espaço da AD. Ao nível dos truques de debate, Montenegro também esteve bem, sobretudo qdo diz "tenho que me rir de si". É por aí. Esse riso é melhor remédio do que a indignação sisuda. Bernardo Ferrão Luís Montenegro - 7 André Ventura - 4 Não era um debate fácil para ambos, mas mais complicado para o líder da AD, que tinha de afastar Ventura sem maltratar a direita zangada, hoje indecisa. Por isso, sublinho, era importante para a estratégia de Montenegro dizer-lhe, olhos nos olhos: “não é mesmo não”. O líder do Chega pareceu nervoso, e interrompeu muito enquanto era acusado de tudo. Ventura viu as suas medidas desmontadas - “ninguém o percebe”, disse Montenegro - e até acabou a recuar na proposta da greve dos polícias: “podem não fazer”. Não foi uma noite boa para o líder do Chega, sobretudo para alguém que no passado já foi apoiante de Montenegro como lembrou o seu adversário, que pela primeira vez pediu“maioria absoluta”. 1 Compartilhar este post Link para o post
Robe Publicado 13 Fevereiro 2024 Vivemos numa timeline estranha quando o Montenegro ontem limpou o chão com o Ventura 1 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 13 Fevereiro 2024 (editado) A direção de informação da RTP já veio explicar a razão para este debate ter tido um tempo tão superior aos restantes? Editado 13 Fevereiro 2024 por HappyKing 2 Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 13 Fevereiro 2024 Não sendo de direita, torci pelo Montenegro e ele não me desiludiu. Ler os comentadores a rasgar no Adelino Faria também me faz esboçar um sorriso. Compartilhar este post Link para o post
Grillo Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de Carlos Gouveia, há 8 horas: Artame é melhor 🙄 Lourenço também é boa. Mas a Silampos têm as panelas de pressão melhores 😂 Citação de whatever, há 50 minutos: Muitas das pessoas que votam nestes partidos e que acreditam que estão todos feitos uns com os outros, não o fazem porque acham que a vida deles vai melhorar, mas porque vais ter alguém que vai "ARRASAR" com os poderes instituídos Coloquei melhorar a vida, mas podia ter posto "acreditar que alguém que é bancado por quem é vai arrasar com os poderes instituídos". O Chega é o que é porque também cativa essa gente das abstenções na praia. Malta que se está pouco cagando para saber realmente o que as entidades representam, só vêem o que está na superfície. Ouvem umas patadas do Ventura, quanto muito, lêem as gordas do que eles apresentam na assembleia e decidem que é nele em quem vão votar, não se dão ao trabalho de ler programas, de saber quem os financia. Vêem o soundbyte e pronto. São o partido mais adaptado ao que vivemos em tantos outros assuntos hoje em dia, neste mundo de tudologia e derivados. Citação de HappyKing, há 8 minutos: A direção de informação da RTP já veio explicar a razão para este debate ter tido um tempo tão superior aos restantes? O que disseram ai para trás foi que os 3 partidos com maior representação parlamentar têm este direito. Agora o porquê desta distinção e porque serem 3 é que era bom saber. Compartilhar este post Link para o post
Sandes. Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de HappyKing, há 38 minutos: A direção de informação da RTP já veio explicar a razão para este debate ter tido um tempo tão superior aos restantes? E neste debate todos os comentadores deram o seu voto também. Que anjinhos Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de Grillo, há 35 minutos: O que disseram ai para trás foi que os 3 partidos com maior representação parlamentar têm este direito. Agora o porquê desta distinção e porque serem 3 é que era bom saber. isso quer dizer que o debate PNS - Ventura tb vai ser de 40 minutos? Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 13 Fevereiro 2024 (editado) Citação de Grillo, há 44 minutos: Lourenço também é boa. Mas a Silampos têm as panelas de pressão melhores 😂 Coloquei melhorar a vida, mas podia ter posto "acreditar que alguém que é bancado por quem é vai arrasar com os poderes instituídos". O Chega é o que é porque também cativa essa gente das abstenções na praia. Malta que se está pouco cagando para saber realmente o que as entidades representam, só vêem o que está na superfície. Ouvem umas patadas do Ventura, quanto muito, lêem as gordas do que eles apresentam na assembleia e decidem que é nele em quem vão votar, não se dão ao trabalho de ler programas, de saber quem os financia. Vêem o soundbyte e pronto. São o partido mais adaptado ao que vivemos em tantos outros assuntos hoje em dia, neste mundo de tudologia e derivados. O que disseram ai para trás foi que os 3 partidos com maior representação parlamentar têm este direito. Agora o porquê desta distinção e porque serem 3 é que era bom saber. Fui eu Tinha ficado com essa ideia mas pelos vistos estava enganado porque na SIC N e CNN estava tudo a se queixar que tinham ultrapassado o tempo acordado No Público diz que o debate entre o PNS e o Montenegro terá 75 minutos. É o único acima dos 30M e irá dar em direto nos 3 canais Editado 13 Fevereiro 2024 por SAS_Robben Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 13 Fevereiro 2024 O tempo do debate é grande, mas o pouco q consegui ouvir, ouvi os 3 a falar ao mesmo tempo e o cronómetro estava a contar para os dois ao mesmo tempo, não se entendia nada, então suponho que seja normal até Compartilhar este post Link para o post
Lifehouse Publicado 13 Fevereiro 2024 O Montenegro arrumou o Ventura, mas os 20% que o Chega irá ter estão fechadinhos. O PS talvez ganhe, o Montenegro demite-se e o próximo líder do PSD vem a correr para os braços do Chega. Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de whatever, há 2 horas: Mas isso é o outro lado da luta contra a abstenção. Quem se entusiasma com a diminuição da abstenção esquece-se deste pormenor, muitas das pessoas que não votam não o fazem não só por preguiça de ir às assembleias de voto, mas por preguiça de acreditar em algo para além do "eles são todos iguais e andam todos a roubar". Cada vez que vão entrevistar alguém que está na praia num dia de eleições e que diz que não vale a pena ir votar porque a mama é sempre a mesma, só muda a cor, o que está subjacente não é um desejo de se sentir representado politicamente. Muitas das pessoas que votam nestes partidos e que acreditam que estão todos feitos uns com os outros, não o fazem porque acham que a vida deles vai melhorar, mas porque vais ter alguém que vai "ARRASAR" com os poderes instituídos. E nem interessa para que fins porque aqui o que vale é política de terra queimada. Há muita gente que não acredita num Estado democrático daí que talvez seja altura de se repensar a tragédia recorrente que fazem dos números da abstenção todos os anos. A minha opinião é que o problema não é haver muitos ou poucos votantes, mas haver alguma falta de educação popular do que é que cada partido e cada ideologia realmente representa. No tempo dos meus pais eles dizem que houve muito brevemente uma disciplina no secundário chamada "Introdução à Política" que apareceu no pós 25 de Abril e rapidamente também desapareceu do currículo. Julgo ter sido uma curiosidade daqueles tempos turbulentos e ter sido introduzida por termos uma população que nem sabia o que era termos mais do que um partido, e parece-me também ser algo muito controverso e muito dado a indoctrinação dos alunos pela posição política dos próprios professores. Não sugiro repescar essa disciplina, mas acho que poderíamos pelo menos estudar por alto na escola o que é o comunismo, o capitalismo, o socialismo, a social-democracia, o liberalismo, o fascismo, etc. Não há espaço para enfiar tipo 2 semanas desta matéria numa disciplina de filosofia no secundário ou assim, sei lá? Eu acho que é mais a nível de educação, mas para lá da escola também há coisas que se podem fazer... Com um pouco de criatividade, coisas na televisão pública para lá destes debates.. sei lá.. Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 13 Fevereiro 2024 Oh não, mais uma disciplina Tenho opiniões fortes ao que aprendi em filosofia na escola. Foi uma m*rda. Mas n metam politica lá, desgraçadas das crianças Acho que é mais preciso uma disciplina obrigatória do 5° ao 11° em chico-espertice, isso sim Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de Plagio o Original, há 14 minutos: Tenho opiniões fortes ao que aprendi em filosofia na escola. Foi uma m*rda. Isso explica muita coisa Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 13 Fevereiro 2024 Citação de noikeee, há 1 minuto: Isso explica muita coisa Lmao Compartilhar este post Link para o post