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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Grillo, há 2 horas:

 Mas nisso não me vou alongar muito que o @Vaart10é que é o psicólogo, eu sou só casado com uma

O facto de estares casado com uma dá-te, quase, uma licenciatura por osmose na área. 

Relativamente a isso da produtividade, era giro consultarem os dados do Eurostat sobre o número de horas trabalhado semanalmente nos diferentes países europeus e depois cruzar essa informação com os níveis de produtividade. 

Citação de rcoelho14, há 1 hora:

E falar de produtividade, mas desde 86, será que os salários acompanharam?

Subimos 838.8% na produtividade
675.4% no salário mínimo
906.6% no PIB
136.3% no salário médio anual ajustado a tempo inteiro (de '95, não há dados anteriores no PorData)
66.5% no salário médio mensal (de 2004 por falta de dados anteriores)

A conversa da produtividade é sempre bonita, mas nunca é para olhar para o lado do trabalhador

O patronato dirá que somos um País pouco produtivo e que, por isso, os salários são baixos. Ou então, que a inovação é fraca, o que impede o crescimento económico e, consequentemente, o aumento dos salários. 

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Citação de Plagio o Original, há 1 hora:

há coisas q eu valorizo mais como o trabalho remoto

Eu também por isso é que vou começar a vender através de drone. 

Vai da minha janela para a esquina. 

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Ministra do Trabalho defende que "nem todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo"

Spoiler

"Não temos que presumir que todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo, como se costuma dizer, para serem melhor protegidas". A frase é de Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa entrevista à TSF e ao JN, publicada este domingo, 03 de agosto.

Com grande parte da entrevista a estar focada nas mudanças que o Governo se prepara para fazer nas leis que regulam o trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho defendeu que o objetivo do Executivo é "flexibilizar" a lei, permitindo "promover a competitividade da economia e aumentar a produtividade". "O preconceito contra a flexibilização em Portugal é aquilo a que tem conduzido é salários baixos", disse Palma Ramalho, acrescentando por isso que "há quem queira ser trabalhador independente" ao invés de ter um contrato de trabalho sem termo.

Isto não significa que se pode prolongar a precariedade do trabalhador? "Na maior parte dos países, quando é fixada uma percentagem como indício de dependência económica, anda sempre à volta dos 80%, 85%. Por exemplo, aqui a nossa vizinha Espanha tem 80%. Um trabalhador economicamente dependente é aquele que, de facto, tem a esmagadora maioria do seu rendimento proveniente de uma única entidade. E, portanto, 80% é economicamente dependente. Abaixo disso, é independente. Nós temos que acalentar e proteger todas as formas de trabalho."

Falando sobre as mexidas ao luto gestacional e à sua revogação, que tem sido discutidas nas últimas semanas, a ministra explicou que a intenção do Governo é "clarificar" o sistema. Segundo disse, "as faltas por luto gestacional foram introduzidas, salvo erro, em 2023, e criaram um problema prático, que foi passar a conceber-se que havia situações em que as grávidas que perderam o seu bebé não tinham direito à licença". Isto, no seu entender, "é inaceitável". "Todas as grávidas que perdem o seu bebé, seja por interrupção voluntária ou involuntária, têm licença de gravidez. Esta norma veio criar um problema porque dizia “nos casos em que não haja licença de gravidez”, mas há sempre licença de gravidez. E, portanto, a intervenção aqui foi de clarificação do sistema", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, que disse ainda que o Governo tinha "notícias de alguma utilização abusiva dessa norma" por parte dos patrões.

Já sobre o encurtar do período experimental para os novos contratos (que passa de 180 para 90 dias), a ministra justificou que a regra anterior vigorava desde 2021 e foi "extremamente gravosa para os desempregados de longa duração e para os jovens". Tudo porque, disse, estas pessoas "tinham a possibilidade de ser contratados a termo e deixaram de ter essa possibilidade. Mas em compensação, e ponho compensação entre aspas, passaram a ter um período experimental de seis meses apenas pelo facto de serem jovens à procura do primeiro emprego ou desempregados de longa duração". Isto significava que, ao fim de "cinco meses e 29 dias", o contrato podia "cessar sem motivo algum e sem compensação alguma no final", aumentando assim a precariedade.

Segundo a ministra, no entanto, isto não vai acontecer agora. "Estes trabalhadores passam a ter o seu período experimental como os outros. Mas fizemos uma alteração muito importante, da qual não se tem falado muito e que diminui a precariedade: o tempo de duração inicial do contrato de trabalho a termo, que era até agora seis meses, passou para um ano".

Na entrevista, ministra insinuou ainda que podem existir abusos no que diz respeito à redução de horário para amamentação por parte das mães, que podem estar a alegar que ainda amamentam para terem horário reduzido. Por isso, o Governo quer mexer na lei para que não existam abusos. "Acho difícil de conceber que, depois dos dois anos, uma criança tenha que ser alimentada ao peito durante o horário de trabalho. Isso quer dizer que se calhar não come mais nada, o que é estranho. Ela deve comer sopa, deve comer outras coisas. Eu volto a dizer que o exercício adequado de um direito não deve confundir-se com o exercício abusivo desse mesmo direito", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, acrescentando que por isso o Governo agora limitou este direito até aos dois anos de idade.

 

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Citação de rcoelho14, há 2 horas:

E falar de produtividade, mas desde 86, será que os salários acompanharam?

Subimos 838.8% na produtividade
675.4% no salário mínimo
906.6% no PIB
136.3% no salário médio anual ajustado a tempo inteiro (de '95, não há dados anteriores no PorData)
66.5% no salário médio mensal (de 2004 por falta de dados anteriores)

A conversa da produtividade é sempre bonita, mas nunca é para olhar para o lado do trabalhador

Isto 'e bastante desonesto, nao por culpa tua mas estamos a comparar alhos com bugalhos

De 1986 a 1995 foi onde a inflacao, salarios e crescimento economico foi maior (Decreto-lei 20-A/86, de 13 de Fevereiro, so em 1986 a funcao publica foi aumentada em mais de 16%, num ano em que a inflacao andou entre os 11% e os 15%). Nem eu me lembro bem nem provavelmente quase ninguem aqui no forum, mas a transformacao de Portugal entre meados dos anos 80 e 1998/2000 foi enorme. Passamos de um pais que continuava a na luta com a Albania para um pais medio (mesmo que a cortina de ferro nao tivesse ido com o crl)

Nao estou a dizer que essa historia da produtividade dos patroes nao seja conversa fiada, mas horas e produtividade pouco teem que ver. 

Produtivida tem que ver com o valor do que produzes. Portugal pode produzir 200,000 camisas num mes em 100,000 horas de trabalho e vender essas camisas por 2,000,000 Euros = produtividade 20 Euros/h. A Alemanha pode produzir um tomografo xpto, com 10 macacos numa fabrica e outros 10 de backoffice num mes, tendo trabalhado 3600 horas, = produtvidade 555 Euros/h. Os exemplos sao puramente anedoticos, nao sao para levar a letra mas apenas para ilustrar.

Se Portugal so produz coisas "baratas" nunca vai ser produtivo o suficiente.

 

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Citação de rcoelho14, há 3 horas:

Ministra do Trabalho defende que "nem todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo"

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"Não temos que presumir que todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo, como se costuma dizer, para serem melhor protegidas". A frase é de Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa entrevista à TSF e ao JN, publicada este domingo, 03 de agosto.

Com grande parte da entrevista a estar focada nas mudanças que o Governo se prepara para fazer nas leis que regulam o trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho defendeu que o objetivo do Executivo é "flexibilizar" a lei, permitindo "promover a competitividade da economia e aumentar a produtividade". "O preconceito contra a flexibilização em Portugal é aquilo a que tem conduzido é salários baixos", disse Palma Ramalho, acrescentando por isso que "há quem queira ser trabalhador independente" ao invés de ter um contrato de trabalho sem termo.

Isto não significa que se pode prolongar a precariedade do trabalhador? "Na maior parte dos países, quando é fixada uma percentagem como indício de dependência económica, anda sempre à volta dos 80%, 85%. Por exemplo, aqui a nossa vizinha Espanha tem 80%. Um trabalhador economicamente dependente é aquele que, de facto, tem a esmagadora maioria do seu rendimento proveniente de uma única entidade. E, portanto, 80% é economicamente dependente. Abaixo disso, é independente. Nós temos que acalentar e proteger todas as formas de trabalho."

Falando sobre as mexidas ao luto gestacional e à sua revogação, que tem sido discutidas nas últimas semanas, a ministra explicou que a intenção do Governo é "clarificar" o sistema. Segundo disse, "as faltas por luto gestacional foram introduzidas, salvo erro, em 2023, e criaram um problema prático, que foi passar a conceber-se que havia situações em que as grávidas que perderam o seu bebé não tinham direito à licença". Isto, no seu entender, "é inaceitável". "Todas as grávidas que perdem o seu bebé, seja por interrupção voluntária ou involuntária, têm licença de gravidez. Esta norma veio criar um problema porque dizia “nos casos em que não haja licença de gravidez”, mas há sempre licença de gravidez. E, portanto, a intervenção aqui foi de clarificação do sistema", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, que disse ainda que o Governo tinha "notícias de alguma utilização abusiva dessa norma" por parte dos patrões.

Já sobre o encurtar do período experimental para os novos contratos (que passa de 180 para 90 dias), a ministra justificou que a regra anterior vigorava desde 2021 e foi "extremamente gravosa para os desempregados de longa duração e para os jovens". Tudo porque, disse, estas pessoas "tinham a possibilidade de ser contratados a termo e deixaram de ter essa possibilidade. Mas em compensação, e ponho compensação entre aspas, passaram a ter um período experimental de seis meses apenas pelo facto de serem jovens à procura do primeiro emprego ou desempregados de longa duração". Isto significava que, ao fim de "cinco meses e 29 dias", o contrato podia "cessar sem motivo algum e sem compensação alguma no final", aumentando assim a precariedade.

Segundo a ministra, no entanto, isto não vai acontecer agora. "Estes trabalhadores passam a ter o seu período experimental como os outros. Mas fizemos uma alteração muito importante, da qual não se tem falado muito e que diminui a precariedade: o tempo de duração inicial do contrato de trabalho a termo, que era até agora seis meses, passou para um ano".

Na entrevista, ministra insinuou ainda que podem existir abusos no que diz respeito à redução de horário para amamentação por parte das mães, que podem estar a alegar que ainda amamentam para terem horário reduzido. Por isso, o Governo quer mexer na lei para que não existam abusos. "Acho difícil de conceber que, depois dos dois anos, uma criança tenha que ser alimentada ao peito durante o horário de trabalho. Isso quer dizer que se calhar não come mais nada, o que é estranho. Ela deve comer sopa, deve comer outras coisas. Eu volto a dizer que o exercício adequado de um direito não deve confundir-se com o exercício abusivo desse mesmo direito", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, acrescentando que por isso o Governo agora limitou este direito até aos dois anos de idade.

 

Bruh

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Citação de Vaart10, há 8 horas:

A ministra queixa-se do abuso nas licenças de amamentação sem apresentar números. Mas, também poderia falar das organizações que pedem encarecidamente às suas trabalhadoras, leia-se isto com a devida ironia, para abdicarem dessa licença. É que a forma como as coisas são ditas, parece que a razão está sempre do lado do patronato. 

Existem abusos pela parte dos trabalhadores, provavelmente, mas também existem por parte dos patrões. O que acaba por ser estranho é que a informação é sempre apresentada na ótica de quem manda. Não deveria o Governo ter uma posição mais isenta sobre determinados assuntos? Ou será o executivo a caixa de ressonância dos patrões? 

Eu sei que estás a fazer uma pergunta honesta, mas tu sabes a resposta Vaart. Os abusos por parte dos patrões são vistos sempre como algo que acaba por ser normal. Salários baixos? "Procurassem outro emprego que pagasse mais ou estudassem mais". Não pagamento de horas extraordinárias? "Só as fazem se quiserem". Etc etc

 

E isso vem do facto destes governos estarem mais importados em defender o patronato do que em defender os trabalhadores. Quando a geringonça caiu, a culpa caiu toda para o BE e para o PCP porque queria coisas pouco razoáveis como aumentar o salário minimo, descongelar as carreiras da função pública e trazer de volta os 25 dias de férias. Resultado? Maioria absoluta para o PS

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Citação de rcoelho14, há 3 horas:

Ministra do Trabalho defende que "nem todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo"

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"Não temos que presumir que todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo, como se costuma dizer, para serem melhor protegidas". A frase é de Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa entrevista à TSF e ao JN, publicada este domingo, 03 de agosto.

Com grande parte da entrevista a estar focada nas mudanças que o Governo se prepara para fazer nas leis que regulam o trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho defendeu que o objetivo do Executivo é "flexibilizar" a lei, permitindo "promover a competitividade da economia e aumentar a produtividade". "O preconceito contra a flexibilização em Portugal é aquilo a que tem conduzido é salários baixos", disse Palma Ramalho, acrescentando por isso que "há quem queira ser trabalhador independente" ao invés de ter um contrato de trabalho sem termo.

Isto não significa que se pode prolongar a precariedade do trabalhador? "Na maior parte dos países, quando é fixada uma percentagem como indício de dependência económica, anda sempre à volta dos 80%, 85%. Por exemplo, aqui a nossa vizinha Espanha tem 80%. Um trabalhador economicamente dependente é aquele que, de facto, tem a esmagadora maioria do seu rendimento proveniente de uma única entidade. E, portanto, 80% é economicamente dependente. Abaixo disso, é independente. Nós temos que acalentar e proteger todas as formas de trabalho."

Falando sobre as mexidas ao luto gestacional e à sua revogação, que tem sido discutidas nas últimas semanas, a ministra explicou que a intenção do Governo é "clarificar" o sistema. Segundo disse, "as faltas por luto gestacional foram introduzidas, salvo erro, em 2023, e criaram um problema prático, que foi passar a conceber-se que havia situações em que as grávidas que perderam o seu bebé não tinham direito à licença". Isto, no seu entender, "é inaceitável". "Todas as grávidas que perdem o seu bebé, seja por interrupção voluntária ou involuntária, têm licença de gravidez. Esta norma veio criar um problema porque dizia “nos casos em que não haja licença de gravidez”, mas há sempre licença de gravidez. E, portanto, a intervenção aqui foi de clarificação do sistema", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, que disse ainda que o Governo tinha "notícias de alguma utilização abusiva dessa norma" por parte dos patrões.

Já sobre o encurtar do período experimental para os novos contratos (que passa de 180 para 90 dias), a ministra justificou que a regra anterior vigorava desde 2021 e foi "extremamente gravosa para os desempregados de longa duração e para os jovens". Tudo porque, disse, estas pessoas "tinham a possibilidade de ser contratados a termo e deixaram de ter essa possibilidade. Mas em compensação, e ponho compensação entre aspas, passaram a ter um período experimental de seis meses apenas pelo facto de serem jovens à procura do primeiro emprego ou desempregados de longa duração". Isto significava que, ao fim de "cinco meses e 29 dias", o contrato podia "cessar sem motivo algum e sem compensação alguma no final", aumentando assim a precariedade.

Segundo a ministra, no entanto, isto não vai acontecer agora. "Estes trabalhadores passam a ter o seu período experimental como os outros. Mas fizemos uma alteração muito importante, da qual não se tem falado muito e que diminui a precariedade: o tempo de duração inicial do contrato de trabalho a termo, que era até agora seis meses, passou para um ano".

Na entrevista, ministra insinuou ainda que podem existir abusos no que diz respeito à redução de horário para amamentação por parte das mães, que podem estar a alegar que ainda amamentam para terem horário reduzido. Por isso, o Governo quer mexer na lei para que não existam abusos. "Acho difícil de conceber que, depois dos dois anos, uma criança tenha que ser alimentada ao peito durante o horário de trabalho. Isso quer dizer que se calhar não come mais nada, o que é estranho. Ela deve comer sopa, deve comer outras coisas. Eu volto a dizer que o exercício adequado de um direito não deve confundir-se com o exercício abusivo desse mesmo direito", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, acrescentando que por isso o Governo agora limitou este direito até aos dois anos de idade.

 

Fun fact: primeiro parágrafo da biografia da ministra na Wikipedia.

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Se tiverem dúvidas sobre o que é uma "prima-irmã", é uma prima direita mas em linguagem de beto. E se estiverem a questionar-se sobre a relevância de ser "sobrinha-11ª-neta natural do 9º Senhor de Unhão", deve ser apenas para atestar que provém de uma ganadaria pura.

Anyway, aposto que não desconfiavam de quão pura linhagem ela provém.

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Citação de Su1, há 10 horas:

Se era para gastar essa quantidade de tomate e alface, mais valia nem ter comprado.

Ainda por cima alface toda murcha.

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Citação de El Colosso, há 25 minutos:

Eu sei que estás a fazer uma pergunta honesta, mas tu sabes a resposta Vaart. Os abusos por parte dos patrões são vistos sempre como algo que acaba por ser normal. Salários baixos? "Procurassem outro emprego que pagasse mais ou estudassem mais". Não pagamento de horas extraordinárias? "Só as fazem se quiserem". Etc etc

 

E isso vem do facto destes governos estarem mais importados em defender o patronato do que em defender os trabalhadores. Quando a geringonça caiu, a culpa caiu toda para o BE e para o PCP porque queria coisas pouco razoáveis como aumentar o salário minimo, descongelar as carreiras da função pública e trazer de volta os 25 dias de férias. Resultado? Maioria absoluta para o PS

Eu estava a ser irónico, todos sabemos que governos PSD ou PSD/CDS-PP servem somente os interesses do patronato. Mas, há quem goste.

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Citação de Vaart10, há 20 minutos:

Eu estava a ser irónico, todos sabemos que governos PSD ou PSD/CDS-PP servem somente os interesses do patronato. Mas, há quem goste.

Eu sei, eu sei 🙂

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Citação de Burkina2008, há 7 horas:

Acho que estamos a falar de coisas diferentes, a maioria dos users aqui tambem nao deixavam o emprego para ir para serem passadores de droga por 200 euros mais ao final do mes...

Mandar passar droga é mais dos da tua laia. Deves saber bem do que falas. 

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Citação de rcoelho14, há 4 horas:

Ministra do Trabalho defende que "nem todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo"

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"Não temos que presumir que todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo, como se costuma dizer, para serem melhor protegidas". A frase é de Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa entrevista à TSF e ao JN, publicada este domingo, 03 de agosto.

Com grande parte da entrevista a estar focada nas mudanças que o Governo se prepara para fazer nas leis que regulam o trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho defendeu que o objetivo do Executivo é "flexibilizar" a lei, permitindo "promover a competitividade da economia e aumentar a produtividade". "O preconceito contra a flexibilização em Portugal é aquilo a que tem conduzido é salários baixos", disse Palma Ramalho, acrescentando por isso que "há quem queira ser trabalhador independente" ao invés de ter um contrato de trabalho sem termo.

Isto não significa que se pode prolongar a precariedade do trabalhador? "Na maior parte dos países, quando é fixada uma percentagem como indício de dependência económica, anda sempre à volta dos 80%, 85%. Por exemplo, aqui a nossa vizinha Espanha tem 80%. Um trabalhador economicamente dependente é aquele que, de facto, tem a esmagadora maioria do seu rendimento proveniente de uma única entidade. E, portanto, 80% é economicamente dependente. Abaixo disso, é independente. Nós temos que acalentar e proteger todas as formas de trabalho."

Falando sobre as mexidas ao luto gestacional e à sua revogação, que tem sido discutidas nas últimas semanas, a ministra explicou que a intenção do Governo é "clarificar" o sistema. Segundo disse, "as faltas por luto gestacional foram introduzidas, salvo erro, em 2023, e criaram um problema prático, que foi passar a conceber-se que havia situações em que as grávidas que perderam o seu bebé não tinham direito à licença". Isto, no seu entender, "é inaceitável". "Todas as grávidas que perdem o seu bebé, seja por interrupção voluntária ou involuntária, têm licença de gravidez. Esta norma veio criar um problema porque dizia “nos casos em que não haja licença de gravidez”, mas há sempre licença de gravidez. E, portanto, a intervenção aqui foi de clarificação do sistema", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, que disse ainda que o Governo tinha "notícias de alguma utilização abusiva dessa norma" por parte dos patrões.

Já sobre o encurtar do período experimental para os novos contratos (que passa de 180 para 90 dias), a ministra justificou que a regra anterior vigorava desde 2021 e foi "extremamente gravosa para os desempregados de longa duração e para os jovens". Tudo porque, disse, estas pessoas "tinham a possibilidade de ser contratados a termo e deixaram de ter essa possibilidade. Mas em compensação, e ponho compensação entre aspas, passaram a ter um período experimental de seis meses apenas pelo facto de serem jovens à procura do primeiro emprego ou desempregados de longa duração". Isto significava que, ao fim de "cinco meses e 29 dias", o contrato podia "cessar sem motivo algum e sem compensação alguma no final", aumentando assim a precariedade.

Segundo a ministra, no entanto, isto não vai acontecer agora. "Estes trabalhadores passam a ter o seu período experimental como os outros. Mas fizemos uma alteração muito importante, da qual não se tem falado muito e que diminui a precariedade: o tempo de duração inicial do contrato de trabalho a termo, que era até agora seis meses, passou para um ano".

Na entrevista, ministra insinuou ainda que podem existir abusos no que diz respeito à redução de horário para amamentação por parte das mães, que podem estar a alegar que ainda amamentam para terem horário reduzido. Por isso, o Governo quer mexer na lei para que não existam abusos. "Acho difícil de conceber que, depois dos dois anos, uma criança tenha que ser alimentada ao peito durante o horário de trabalho. Isso quer dizer que se calhar não come mais nada, o que é estranho. Ela deve comer sopa, deve comer outras coisas. Eu volto a dizer que o exercício adequado de um direito não deve confundir-se com o exercício abusivo desse mesmo direito", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, acrescentando que por isso o Governo agora limitou este direito até aos dois anos de idade.

 

Começo, honestamente, a achar que isto é um sketch. Estão a pavimentar o caminho para o Chega ganhar as próximas eleições. E ser ainda pior. 

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Citação de rcoelho14, há 5 horas:

Ministra do Trabalho defende que "nem todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo"

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"Não temos que presumir que todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo, como se costuma dizer, para serem melhor protegidas". A frase é de Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa entrevista à TSF e ao JN, publicada este domingo, 03 de agosto.

Com grande parte da entrevista a estar focada nas mudanças que o Governo se prepara para fazer nas leis que regulam o trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho defendeu que o objetivo do Executivo é "flexibilizar" a lei, permitindo "promover a competitividade da economia e aumentar a produtividade". "O preconceito contra a flexibilização em Portugal é aquilo a que tem conduzido é salários baixos", disse Palma Ramalho, acrescentando por isso que "há quem queira ser trabalhador independente" ao invés de ter um contrato de trabalho sem termo.

Isto não significa que se pode prolongar a precariedade do trabalhador? "Na maior parte dos países, quando é fixada uma percentagem como indício de dependência económica, anda sempre à volta dos 80%, 85%. Por exemplo, aqui a nossa vizinha Espanha tem 80%. Um trabalhador economicamente dependente é aquele que, de facto, tem a esmagadora maioria do seu rendimento proveniente de uma única entidade. E, portanto, 80% é economicamente dependente. Abaixo disso, é independente. Nós temos que acalentar e proteger todas as formas de trabalho."

Falando sobre as mexidas ao luto gestacional e à sua revogação, que tem sido discutidas nas últimas semanas, a ministra explicou que a intenção do Governo é "clarificar" o sistema. Segundo disse, "as faltas por luto gestacional foram introduzidas, salvo erro, em 2023, e criaram um problema prático, que foi passar a conceber-se que havia situações em que as grávidas que perderam o seu bebé não tinham direito à licença". Isto, no seu entender, "é inaceitável". "Todas as grávidas que perdem o seu bebé, seja por interrupção voluntária ou involuntária, têm licença de gravidez. Esta norma veio criar um problema porque dizia “nos casos em que não haja licença de gravidez”, mas há sempre licença de gravidez. E, portanto, a intervenção aqui foi de clarificação do sistema", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, que disse ainda que o Governo tinha "notícias de alguma utilização abusiva dessa norma" por parte dos patrões.

Já sobre o encurtar do período experimental para os novos contratos (que passa de 180 para 90 dias), a ministra justificou que a regra anterior vigorava desde 2021 e foi "extremamente gravosa para os desempregados de longa duração e para os jovens". Tudo porque, disse, estas pessoas "tinham a possibilidade de ser contratados a termo e deixaram de ter essa possibilidade. Mas em compensação, e ponho compensação entre aspas, passaram a ter um período experimental de seis meses apenas pelo facto de serem jovens à procura do primeiro emprego ou desempregados de longa duração". Isto significava que, ao fim de "cinco meses e 29 dias", o contrato podia "cessar sem motivo algum e sem compensação alguma no final", aumentando assim a precariedade.

Segundo a ministra, no entanto, isto não vai acontecer agora. "Estes trabalhadores passam a ter o seu período experimental como os outros. Mas fizemos uma alteração muito importante, da qual não se tem falado muito e que diminui a precariedade: o tempo de duração inicial do contrato de trabalho a termo, que era até agora seis meses, passou para um ano".

Na entrevista, ministra insinuou ainda que podem existir abusos no que diz respeito à redução de horário para amamentação por parte das mães, que podem estar a alegar que ainda amamentam para terem horário reduzido. Por isso, o Governo quer mexer na lei para que não existam abusos. "Acho difícil de conceber que, depois dos dois anos, uma criança tenha que ser alimentada ao peito durante o horário de trabalho. Isso quer dizer que se calhar não come mais nada, o que é estranho. Ela deve comer sopa, deve comer outras coisas. Eu volto a dizer que o exercício adequado de um direito não deve confundir-se com o exercício abusivo desse mesmo direito", explicou Maria do Rosário Palma Ramalho, acrescentando que por isso o Governo agora limitou este direito até aos dois anos de idade.

 

Não lendo nada a não ser o título, tem razão no que diz. Esta nova geração pouco quer saber de contratos e muitas vezes preferem a liberdade de trabalhar quando querem e se querem

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Então és a favor da riqueza ir sempre para os mesmos - patrões - e os salários médios cada vez mais se aproximarem do salário mínimo? Entre outras coisas.

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É a economia dos gigs. De dia operador de callcenter a mexer em equipamentos digitais, de noite uber eats, de madrugada vender droga a adolescentes

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Citação de El Colosso, há 2 horas:

E isso vem do facto destes governos estarem mais importados em defender o patronato do que em defender os trabalhadores. 

Já alguém disse antes. O problema não são os patrões, são as pessoas. O lado dos trabalhadores defende, e bem, mais condições de trabalho para uma vida condigna.

Mas será assim tão fácil ser empresário? Ter pessoas à sua responsabilidade, SS e fornecedores para pagar, muitas vezes com oscilações na faturação, até por fatores externos?

Nem os patrões são todos maus e uns gatunos que só querem lucro (não é suposto uma empresa querer lucrar?), nem os trabalhadores uns mártires que não se encostam. Há de tudo, patrões excelentes, patrões (censurado), funcionários super dedicados e produtivos e outros preguiçosos que só vão fazer ronha.

O problema é que o trabalhador que vira empresário, muitas vezes vai acabar a fazer o mesmo ou pior do que se queixava.

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Citação de JohnyM, há 22 minutos:

Não lendo nada a não ser o título, tem razão no que diz. Esta nova geração pouco quer saber de contratos e muitas vezes preferem a liberdade de trabalhar quando querem e se querem

Se as leis dependenssem da posição das novas gerações em relação ao trabalho, então o governo teria que reduzir para 4 dias de trabalho, aumentar e muito os salários, flexibilizar ainda mais o teletrabalho, entregar mais poder dentro das empresas aos trabalhadores, e muitas outras coisas que não me parece que o governo esteja disponível. 

Esse argumento é um pretexto fácil e barato para desproteger ainda mais os trabalhadores. 

Que já foi muito utilizado durante o governo PaF e o país não reagiu muito bem. 

 

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Citação de JohnyM, há 54 minutos:

Não lendo nada a não ser o título, tem razão no que diz. Esta nova geração pouco quer saber de contratos e muitas vezes preferem a liberdade de trabalhar quando querem e se querem

Os chocolates da Regina também eram muita bons e os melhores do mundo, não interessa a parte em que a maioria não tinha acesso a outros.

Editado por smashing_pumpkin

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Citação de Mayday, há 14 minutos:

Surprised_Pikachu_HD.jpg

IL ataca proposta do Governo nas leis laborais: "É inaceitável legislar contra todos com base no comportamento de alguns"

Spoiler

Sem acolhimento à esquerda e à direita, os liberais juntam-se ao coro de críticas às propostas do Governo para mudar as leis laborais. O partido de Mariana Leitão condena a lógica de “desconfiança generalizada” e “controlo burocrático”, considerando que está em causa uma “punição coletiva” a todas as famílias. E propõe, em alternativa, “liberdade contratual total” e modelos de trabalho flexíveis, que prevejam o reforço dos direitos parentais.

As maiores críticas da Iniciativa Liberal (IL) dizem respeito às alterações na licença de amamentação e à revogação das faltas por luto gestacional, mas também o fim do direito automático ao horário flexível para pais com filhos até 12 anos. 

“Portugal atravessa uma crise demográfica profunda. Num país onde cada vez menos famílias decidem ter filhos, seria expectável que o Estado promovesse condições de confiança, flexibilidade e respeito para quem escolhe conjugar trabalho com parentalidade. Infelizmente, o Governo responde na direção errada: corta direitos, aumenta burocracia e dificulta a vida de quem trabalha e cuida da família”, diz ao Expresso fonte oficial do grupo parlamentar.

Para o partido trata-se de uma “visão ultrapassada” do papel do Estado, que olha para a casos excecionais e cria “barreiras indiscriminadas” para combater eventuais abusos de prevaricadores.

“A IL considera inaceitável que se legisle contra todos com base no comportamento de alguns. Este Governo – sendo incapaz de fiscalizar os eventuais abusos de uma pequena minoria – decide aplicar uma punição generalizada a todas as mães. Na sua incapacidade para uma reforma séria do Código do Trabalho o Governo decide investir em manobras de comunicação e ataca quem está mais frágil”, acrescenta.

Os liberais entendem que o Código do Trabalho está ultrapassado e saem em defesa de um novo regime “mais adaptável” e “justo”. Essa, aliás, é uma das bandeiras da Moção de Estratégia Global da nova líder da IL, que definiu a flexibilização da legislação laboral como uma prioridade.

A reforma laboral defendida pelo partido assenta em três pilares: “mais liberdade” na contratação, “mais segurança” na transição e “mais simplicidade” e transparência nas regras. O objetivo é garantir “liberdade contratual real”, reconhecendo todos os modelos de trabalho trabalho (independente, remoto ou por projeto) e reforçar os direitos de parentalidade com “responsabilidade” e sem entraves administrativos “absurdos”.

À direita, o Chega já fez saber que não concorda com as medidas mais polémicas do Governo para as alterações às leis laborais e irá apresentar propostas de alteração, enquanto à esquerda os partidos arrasaram a proposta do Executivo, apontando para um “claro retrocesso” e o “maior ataque às famílias”. 

O anteprojeto de Lei da reforma da legislação laboral está na concertação social para ser negociado com os parceiros após as férias, sendo de esperar que seja alvo de alterações. Só depois será discutido e votado no Parlamento.  

Quando as tuas propostas de trabalho são tão impopulares que até a IL vira casacas para parecer bem

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Citação de rcoelho14, há 17 minutos:

IL ataca proposta do Governo nas leis laborais: "É inaceitável legislar contra todos com base no comportamento de alguns"

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Sem acolhimento à esquerda e à direita, os liberais juntam-se ao coro de críticas às propostas do Governo para mudar as leis laborais. O partido de Mariana Leitão condena a lógica de “desconfiança generalizada” e “controlo burocrático”, considerando que está em causa uma “punição coletiva” a todas as famílias. E propõe, em alternativa, “liberdade contratual total” e modelos de trabalho flexíveis, que prevejam o reforço dos direitos parentais.

As maiores críticas da Iniciativa Liberal (IL) dizem respeito às alterações na licença de amamentação e à revogação das faltas por luto gestacional, mas também o fim do direito automático ao horário flexível para pais com filhos até 12 anos. 

“Portugal atravessa uma crise demográfica profunda. Num país onde cada vez menos famílias decidem ter filhos, seria expectável que o Estado promovesse condições de confiança, flexibilidade e respeito para quem escolhe conjugar trabalho com parentalidade. Infelizmente, o Governo responde na direção errada: corta direitos, aumenta burocracia e dificulta a vida de quem trabalha e cuida da família”, diz ao Expresso fonte oficial do grupo parlamentar.

Para o partido trata-se de uma “visão ultrapassada” do papel do Estado, que olha para a casos excecionais e cria “barreiras indiscriminadas” para combater eventuais abusos de prevaricadores.

“A IL considera inaceitável que se legisle contra todos com base no comportamento de alguns. Este Governo – sendo incapaz de fiscalizar os eventuais abusos de uma pequena minoria – decide aplicar uma punição generalizada a todas as mães. Na sua incapacidade para uma reforma séria do Código do Trabalho o Governo decide investir em manobras de comunicação e ataca quem está mais frágil”, acrescenta.

Os liberais entendem que o Código do Trabalho está ultrapassado e saem em defesa de um novo regime “mais adaptável” e “justo”. Essa, aliás, é uma das bandeiras da Moção de Estratégia Global da nova líder da IL, que definiu a flexibilização da legislação laboral como uma prioridade.

A reforma laboral defendida pelo partido assenta em três pilares: “mais liberdade” na contratação, “mais segurança” na transição e “mais simplicidade” e transparência nas regras. O objetivo é garantir “liberdade contratual real”, reconhecendo todos os modelos de trabalho trabalho (independente, remoto ou por projeto) e reforçar os direitos de parentalidade com “responsabilidade” e sem entraves administrativos “absurdos”.

À direita, o Chega já fez saber que não concorda com as medidas mais polémicas do Governo para as alterações às leis laborais e irá apresentar propostas de alteração, enquanto à esquerda os partidos arrasaram a proposta do Executivo, apontando para um “claro retrocesso” e o “maior ataque às famílias”. 

O anteprojeto de Lei da reforma da legislação laboral está na concertação social para ser negociado com os parceiros após as férias, sendo de esperar que seja alvo de alterações. Só depois será discutido e votado no Parlamento.  

Quando as tuas propostas de trabalho são tão impopulares que até a IL vira casacas para parecer bem

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Citação de RAG, há 1 hora:
Spoiler

Eram todos amigos e, à excepção de João Galamba, eram aliados na Juventude Socialista (JS). Duarte Cordeiro sucedeu a Pedro Nuno Santos na liderança dos jovens socialistas e Pedro Delgado Alves sucedeu a Duarte Cordeiro. Há uma foto, no congresso da consagração de António Costa como secretário-geral do PS, que demonstra o júbilo dos jovens turcos: era o seu primeiro momento de vitória — o segundo seria a formação da "geringonça", já que os quatro eram da chamada “ala esquerda” do PS.

Tinham feito a vida negra a António José Seguro. Eram os verdadeiros guerrilheiros de Costa — o próprio Costa e muitos dos seus outros apoiantes próximos eram mais discretos nas suas manifestações anti-Seguro.

Pedro Nuno Santos demite-se de vice-presidente da bancada do PS, causando uma enorme polémica interna por causa da aprovação do Tratado Orçamental (muito contestado na época por Costa que, no entanto, afirmou não existir alternativa à sua aprovação). Pedro Delgado Alves chega a azucrinar a liderança de Seguro por ter decidido fazer um voto de saudação parlamentar à eleição do Papa Francisco. O acto “era grave”, dado o Estado português ser laico, e era “inexplicável” que a proposta viesse do PS.

Estávamos em plena crise financeira na Europa e João Galamba esteve quase a 100 passos de defender a saída de Portugal do euro. Nunca o chegou a fazer, mas foi um dos mais vocais críticos da forma como a Europa lidou com a crise da moeda única. Pedro Nuno e Galamba abstiveram-se na votação de um projecto do Bloco de Esquerda para denúncia imediata do memorando de entendimento assinado com a troika. Quando forma o seu primeiro secretariado, António Costa convida João Galamba para o integrar.

Tão amigos que nós éramos

Hoje, a frieza entre alguns dos “jovens turcos” é real. O caso que foi mais notório foi o afastamento entre Duarte Cordeiro e Pedro Nuno Santos. Nunca ninguém imaginou que, quando Pedro Nuno viesse a ser secretário-geral, Duarte Cordeiro não fosse o número dois. Mas isso não aconteceu.

Cordeiro excluiu-se das listas de deputados e apenas aceitou ficar no secretariado de Pedro Nuno Santos. Recusou assumir qualquer cargo público por estar a ser investigado no âmbito da Operação Influencer. Com férias já marcadas antes da convocação das eleições, Duarte Cordeiro praticamente não apareceu ao lado de Pedro Nuno Santos na campanha de 2024. A amizade e cumplicidade políticas que vinham do tempo de estudantes deram publicamente sinais de desabar: Cordeiro poucas vezes foi porta-voz do PS em casos decisivos, apesar de ser membro da direcção.

A 18 de Maio, quando comentava no canal Now os resultados eleitorais do PS, admitiu logo que seria “evidente” a saída da liderança de Pedro Nuno, assinalando “circunstâncias limite”: “A ideia de ficarmos atrás do Chega é uma circunstância que, para mim, deveria levar a uma reflexão profunda da parte do líder do Partido Socialista.” Com Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva e Ana Catarina Mendes, Duarte Cordeiro assinou uma carta a pedir que o PS não tivesse pressa em eleger o novo secretário-geral. Todos os quatro foram sempre apontados como potenciais futuros líderes — sendo que, dada a amizade entre Pedro Nuno e Duarte Cordeiro, ninguém acreditava que fosse Duarte Cordeiro a candidatar-se e a não apoiar Pedro Nuno.

Se Duarte Cordeiro sucedeu a Pedro Nuno Santos não apenas na liderança da JS como na secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, com o pelouro de negociar com o PCP e o Bloco de Esquerda os orçamentos, João Galamba foi o sucessor de Pedro Nuno Santos no Ministério das Infra-estruturas.

Há uma fotografia do dia da tomada de posse de João Galamba como ministro em que Pedro Nuno o cumprimenta carinhosamente, o retrato de uma amizade de anos. Os acontecimentos no Ministério das Infra-estruturas em que João Galamba acusou Frederico Pinheiro, que também tinha sido assessor de Pedro Nuno, de “roubar” um computador, estragam a relação.

Ouvido na comissão parlamentar de inquérito à TAP, Pedro Nuno Santos defende Frederico Pinheiro, fazendo “uma avaliação muito positiva” do seu trabalho. “Inteligente, trabalhador e, daquilo que foi o seu contacto comigo, e com outros, respeitador”, disse Pedro Nuno.

Politicamente, a distância aumenta: João Galamba acaba a defender a possibilidade de privatização da maioria do capital da TAP, coisa que para Pedro Nuno Santos era inaceitável.

Quando chega a líder, Pedro Nuno Santos não convida Galamba para as listas de deputados nem para os órgãos do partido. João Galamba torna-se, nas redes sociais, um dos principais críticos socialistas do novo líder do PS.

Num primeiro momento, João Galamba acusa Pedro Nuno Santos de “não querer ir a eleições” quando anuncia o chumbo da moção de censura do PCP. Escreveu no X: “O secretário-geral do PS prefere que o actual Governo e o PM [primeiro-ministro] se mantenham em funções. Para quem sempre denunciou tacticismos e se apresentou como um líder com coragem, é obra.”

Isto foi a 2 de Março. Dias depois, no dia 7, Galamba mudava de opinião e aconselhava Pedro Nuno a abster-se na moção de confiança ao Governo para evitar eleições. “O PS devia já anunciar que se abstém na moção de confiança, porque o que o país precisa é de esclarecimentos do primeiro-ministro, não de eleições.”

Um jovem turco manteve-se sempre ao lado de Pedro Nuno — Pedro Delgado Alves, que seria o mais do que provável líder parlamentar do PS, se Pedro Nuno Santos não se tivesse demitido.

 

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