noikeee Publicado 24 Setembro 2025 Citação de Descartes, há 1 hora: Já que estamos a falar em coisas estranhas, também me causa alguma confusão o facto de, apesar do wokismo ser uma invenção e de não haver ninguém assumidamente seu defensor, haver tanta gente incomodada. Faz-me lembrar os fachos. Também é um mito que o fascismo ande por aí e também ninguém se assume fascista, mas não falta quem se sinta muito ofendido quando se assinala a sua presença nos discursos ou práticas... Eu não gosto do "woke" nem da cultura de cancelamento. Não gosto é que se equivalha tentativas de transformar um estado numa autocracia, a coisas que simplesmente não são isso. Citação de Burkina2008, há 1 hora: Fair enough, eu também não vou nada à bola com o pouco que conheço da AOC. Mas acho que a) ainda falta um bom bocado para ela ser candidata a presidente, b) concordo que haja uma internet muito mais regulada, o que não é a mesma coisa que censurar pessoas por gozar com o presidente. Não sei é exatamente o que se pretende aí nesse artigo por "censor political speech", nem se isso é uma descrição correta do que a AOC defendeu na altura (não faço a mínima). Compartilhar este post Link para o post
Caviar Publicado 24 Setembro 2025 Isso da AOC foi pela altura da Cambridge Analytica em que perguntou ao Zuckerberg se o Facebook permitia publicidade política que fosse mentira. bAcKs iNtErNeT cEnSoRsHiP 3 Compartilhar este post Link para o post
La Flame Publicado 24 Setembro 2025 Citação de El Shafto, há 2 horas: Quais ou quem é que são os ditos opositores dos ditos wokes? 5 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Setembro 2025 Citação de noikeee, há 1 hora: Eu não gosto do "woke" nem da cultura de cancelamento. Não gosto é que se equivalha tentativas de transformar um estado numa autocracia, a coisas que simplesmente não são isso. E eu concordo, já o disse: Citação de Descartes, há 2 horas: Concordo. É uma diferença enorme. Uns estão no poder e os outros não. Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 24 Setembro 2025 Citação de noikeee, há 1 hora: Eu não gosto do "woke" nem da cultura de cancelamento. Não gosto é que se equivalha tentativas de transformar um estado numa autocracia, a coisas que simplesmente não são isso. Fair enough, eu também não vou nada à bola com o pouco que conheço da AOC. Mas acho que a) ainda falta um bom bocado para ela ser candidata a presidente, b) concordo que haja uma internet muito mais regulada, o que não é a mesma coisa que censurar pessoas por gozar com o presidente. Não sei é exatamente o que se pretende aí nesse artigo por "censor political speech", nem se isso é uma descrição correta do que a AOC defendeu na altura (não faço a mínima). E quem te disse que essa nao cancelava alguem este gozar com mulheres gordas ou homens que pensam que sao mulheres ou alguem que goze com o sotaque dela? Sim se estamos no campo de realidades, se nunca nenhuma pessoa que se considere/consideremos woke, chegou a presidente, tambem consequentemente nunca teve a hipotese de fazer aquilo que erradamente o Trump esta a fazer. Agora nao faltam exemplos de regimes de extrema esquerda censurarem actores, comediantes, etc... e pela forma como algumas pessoas destas incluindo alguns users aqui exprimem as opinioes, o mesma censura seria nao so bem recebida como apreciada caso alguma vez chegassem ao poder. Para quem 'e do centro nao ha censura boazinha e censura ma. Ha censura ponto e qualquer meio de tentar cancelar, calar, boicotar alguem por opinioes dissonantes da nossa 'e condenavel. Ponto. Compartilhar este post Link para o post
Sandes. Publicado 24 Setembro 2025 Estava a demorar a transfobia. 7 Compartilhar este post Link para o post
Longineu Publicado 24 Setembro 2025 Citação de Burkina2008, há 2 horas: Convém meter contexto nas m*rda. https://www.wsws.org/en/articles/2019/10/25/cens-o25.html 1 Compartilhar este post Link para o post
1906 Publicado 24 Setembro 2025 Citação de Sandes., há 6 minutos: Estava a demorar a transfobia. Há duas certezas na vida. A morte e um post transfobico do Burkina. 2 Compartilhar este post Link para o post
El Shafto Publicado 24 Setembro 2025 Citação de Descartes, há 2 horas: E estavas à espera que eu te respondesse seriamente àquela pergunta? Quais são os opositores dos wokes? São aqueles que se opõem aos wokes, quem é que haveria de ser? Confesso que esperava, mas talvez tenha esperado demasiado, dado o estado em que a conversa já vai. Eu queria era especificidade, porque tendo em conta que o espetro de pessoas a quem é atribuído esse dito rótulo de woke que tanta discussão está a gerar aqui em pleno 2025 ainda é considerável e a bel prazer do narrador, indo desde algo como alguém que defenda que um predador sexual deva ser afastado da sua posição até a alguém que acha que o SNS é algo fundamental... fico a achar que é um bocado importante que as coisas estejam balizadas. Dá outro contexto a certas comparações. Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 24 Setembro 2025 Citação de 1906, há 41 minutos: Há duas certezas na vida. A morte e um post transfobico do Burkina. Pois la esta...de certeza que com alguns users aqui eu seria censurado, porque a minha posicao nao 'e igual a tua... gg Citação de Longineu, há 48 minutos: Convém meter contexto nas m*rda. https://www.wsws.org/en/articles/2019/10/25/cens-o25.html Exacto mais um que nao percebe que existe alguem que tem de considerar que uma coisa 'e mentira ou nao...e aqui nao estamos a falar se o ceu sem nuveis 'e azul ou nao... Mas enfim os caes ladram, a caravana passa e entretanto os paises europa fora estao todos a votar como nunca em partidos quasi-fascistas. Compartilhar este post Link para o post
Gui Fla Publicado 24 Setembro 2025 Citação de 1906, há 53 minutos: Há duas certezas na vida. A morte e um post transfobico do Burkina. Esse aí tem as costas quentes. Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 24 Setembro 2025 Citação de Burkina2008, há 12 minutos: Exacto mais um que nao percebe que existe alguem que tem de considerar que uma coisa 'e mentira ou nao...e aqui nao estamos a falar se o ceu sem nuveis 'e azul ou nao... O caso do doutor andre ventura por exemplo precisavamos de mandar vir os acessores para ter a certeza se o burger fest que o doutor marcelo ia era um festival de hamburgueres ou não Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 24 Setembro 2025 Citação de Plagio o Original, há 2 minutos: O caso do doutor andre ventura por exemplo precisavamos de mandar vir os acessores para ter a certeza se o burger fest que o doutor marcelo ia era um festival de hamburgueres ou não Por acaso esse 'e um bom exemplo. O que ele disse 'e uma mentira, logo segundo a defesa anterior, deveria ser eliminado da internet, no entanto na minha opiniao 'e algo que deveria ficar live para a eternidade, para mostrar o ridiculo desse doutor... Citação de Gui Fla, há 7 minutos: Esse aí tem as costas quentes. Quem? A morte? Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Setembro 2025 Citação de Plagio o Original, há 18 minutos: O caso do doutor andre ventura por exemplo precisavamos de mandar vir os acessores para ter a certeza se o burger fest que o doutor marcelo ia era um festival de hamburgueres ou não Antes esses, porque boa parte dos assessores que por aí andam não valem grande coisa. Noutras notícias: Gostava bastante de poder ler este artigo A sondagem sobre Ventura que não é uma sondagem, só para tirar uma pequena dúvida... 1 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Setembro 2025 (editado) Citação de El Shafto, há 1 hora: Confesso que esperava, mas talvez tenha esperado demasiado, dado o estado em que a conversa já vai. Eu queria era especificidade, porque tendo em conta que o espetro de pessoas a quem é atribuído esse dito rótulo de woke que tanta discussão está a gerar aqui em pleno 2025 ainda é considerável e a bel prazer do narrador, indo desde algo como alguém que defenda que um predador sexual deva ser afastado da sua posição até a alguém que acha que o SNS é algo fundamental... fico a achar que é um bocado importante que as coisas estejam balizadas. Dá outro contexto a certas comparações. Especificidade como? Nomes? De mim não terás nenhuma resposta a esse nível porque eu não conheço as "vedetas" dos "internet warriors" dos dois campos de batalha. Como exemplo, só ouvi falar desse rapaz mártir Charlie Kirk no dia em que ele morreu. No entanto, vou concretizar mais alguma coisa. Eu estou a falar de extremismos. Portanto, falo de extremistas. Num dos lados da barricada, por simplificação o dos "fachos", estão aqueles que ocupam o poder na América ou os acólitos do Ventura cá por casa. No outro lado, por simplificação o dos "wokes" estão todos aqueles que deturparam e deturpam o conceito original do wokismo enquanto chapéu-de-chuva que congrega todas as causas inspiradas no combate às injustiças sociais e proteção das minorias. Aqueles que aboliram um dos fundamentos da sociedade que é a presunção da inocência, os que fomentam a inversão do ónus da prova. Os que queimam pessoas na praça pública bastando-lhes uma denúncia ou rumor, tantas vezes anónima e apenas motivada por sentimentos de vingança ou rancor. Sim, no meio dos alvos da fúria justiceira dos guerreiros do teclado haverá muitos que merecem tudo o que lhes acontece, mas muitos há também que são inocentes. Talvez sejam danos colaterais... Caso alguns dos fomentadores dessa fúria justiceira que floresceu ao abrigo de um conceito meritório cheguem ao poder (que aqui foram ingenuamente descritos como "grupo de pessoas na internet"), alguém de bom senso imagina que eles vão passar a comportar-se de forma mais contida respeitando as instituições democráticas? Eu não. Editado 24 Setembro 2025 por Descartes 3 Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 25 Setembro 2025 Nós vivemos num novo paradigma, o da pós-verdade, onde, em especial nas redes sociais, simplesmente não existe um genuíno comprometimento com a verdade. Por exemplo, não faltam exemplos de pessoas a defender a gafe do Ventura sobre o festival de hamburgueres, algo que até é relativamente inofensivo, quando comparado com quem se recusa a aceitar o consenso científico sobre mulheres trans serem mulheres, uma atitude que não só dificulta a vida quotidiana dessas mulheres, como também coloca as suas vidas em risco. 2 Compartilhar este post Link para o post
Jamarcus Publicado 25 Setembro 2025 Citação de Descartes, há 12 minutos: No outro lado, por simplificação o dos "wokes" estão todos aqueles que deturparam e deturpam o conceito original do wokismo enquanto chapéu-de-chuva que congrega todas as causas inspiradas no combate às injustiças sociais e proteção das minorias. Quem deturpa o conceito de wokismo é quem chama woke a qualquer pessoa que defenda uma ideia minimamente progressista ou de esquerda, e é isso que está a acontecer. Quando se diz que wokismo não significa nada é porque realmente neste momento, quando se usa a expressão, significa pouco, porque passou a ser usado para tudo. Até para descrever ações do governo Trumpista. Citação de Descartes, há 12 minutos: Aqueles que aboliram um dos fundamentos da sociedade que é a presunção da inocência, os que fomentam a inversão do ónus da prova. Os que queimam pessoas na praça pública bastando-lhes uma denúncia ou rumor, tantas vezes anónima e apenas motivada por sentimentos de vingança ou rancor. Sim, no meio dos alvos da fúria justiceira dos guerreiros do teclado haverá muitos que merecem tudo o que lhes acontece, mas muitos há também que são inocentes. Talvez sejam danos colaterais... Caso alguns dos fomentadores dessa fúria justiceira que floresceu ao abrigo de um conceito meritório cheguem ao poder (que aqui foram ingenuamente descritos como "grupo de pessoas na internet"), alguém de bom senso imagina que eles vão passar a comportar-se de forma mais contida respeitando as instituições democráticas? Eu não. Então achas que se um partido constituído por pessoas wokes chegar ao poder acaba a presunção de inocência, é isso? Acreditar nas alegadas vítimas não significa achar que a pessoa acusada não merece ser tratada normalmente pela justiça, acho que esse raciocínio tem um grande salto lógico. 3 Compartilhar este post Link para o post
Ricagale Publicado 25 Setembro 2025 Citação de Descartes, há 1 hora: Antes esses, porque boa parte dos assessores que por aí andam não valem grande coisa. Noutras notícias: Gostava bastante de poder ler este artigo A sondagem sobre Ventura que não é uma sondagem, só para tirar uma pequena dúvida... Não te falte nada Spoiler A Folha Nacional, jornal oficial do Chega, publicou esta semana um texto – se fosse um jornal normal, dir-se-ia "notícia" – com duas frases que resumem os dados de uma "sondagem" sobre as eleições presidenciais de 2026. O texto diz em título que "André Ventura já lidera corrida presidencial" e que, "de acordo com uma sondagem da Intrapolls", o líder do Chega está à frente nas "intenções de voto": 25% para Ventura; 21% para Henrique Gouveia e Melo e para António José Seguro; e 20% para Luís Marques Mendes. Que sondagem é esta? Primeiro problema: não é uma sondagem. A Intrapolls não faz sondagens. Não faz parte da lista das 14 entidades credenciadas pela ERC (https://www.erc.pt/pt/sondagens/empresas-credenciadas-pela-erc) para fazer sondagens – como a Aximage, o Iscte, a Intercampus, a Pitagórica, o CIMAD, da Universidade de Aveiro, ou o CESOP, da Universidade Católica Portuguesa. Segundo a lei portuguesa, só podem fazer sondagens as empresas credenciadas pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Segundo problema: a Intrapolls faz inquéritos e, segundo a Lei das Sondagens, sondagens e inquéritos são coisas diferentes: "As sondagens usam técnicas estatísticas para garantir que o conjunto de inquiridos (a amostra) é representativo de um grupo mais alargado" e, por isso, "é possível generalizar os resultados para o universo do qual é extraída a amostra". "Já os inquéritos, como não visam a representatividade, não permitem generalizações (https://www.erc.pt/pt/perguntas-frequentes/sobre-as-sondagens/)." e representam "apenas a opinião das pessoas questionadas". Isto li no site da ERC. A lei portuguesa diz também que é obrigatório depositar na ERC os resultados de sondagens "políticas" publicadas nos media. O que também não aconteceu com a suposta "sondagem" que o jornal oficial do Chega publicou esta semana. Dirão: a Folha Nacional é um jornal partidário; o proprietário é o Chega; a sede é na sede do partido; o director é Nuno Valente, cabeça-de-lista do Chega à Câmara Municipal do Montijo; a directora-adjunta é Patrícia Carvalho, deputada do Chega na Assembleia da República; o subdirector é Ricardo Dias Pinto, conhecido como Ricardo Regalla, também deputado, e o editor é Bernardo Pessanha, idem aspas. Com este perfil, dirão, as leis dos media não se aplicam à Folha Nacional. Errado. A Folha Nacional está registada na ERC como "publicação periódica doutrinária", definida pela Lei de Imprensa como jornal cujo "conteúdo ou perspectiva de abordagem vise predominantemente divulgar qualquer ideologia ou credo religioso". Mas a ERC também diz que a Lei da Imprensa não prevê excepções para os jornais dos partidos e que, por isso, os jornais doutrinários estão "sujeitos às mesmas regras aplicáveis aos órgãos de comunicação social de natureza informativa". Se está a pensar "como?!!", uma deliberação da ERC (https://www.erc.pt/document.php?id=NjdiYTQyZDItOTRİMSooZDZİLTg3YTgtMDJlODQ5OWQwZWI1) de 2024 antecipa a sua pergunta e responde: "Naturalmente", a Folha Nacional não tem obrigação de cumprir "deveres como o pluralismo ou o contraditório", mas "continua adstrita ao cumprimento das restantes obrigações previstas pela Lei de Imprensa para a generalidade dos órgãos de comunicação social". Ou seja, tem de cumprir tudo o resto. A ERC apresenta um segundo argumento: a Lei das Sondagens fala em "órgãos de comunicação social" e não prevê excepções para jornais de natureza doutrinária. Terceiro problema: como achei a "sondagem" esquisita, como a "notícia" só tinha 61 palavras — as tais duas frases — e como nunca tinha ouvido falar da Intrapolls, fui googlar. E fiquei ainda mais baralhada. Em textos na Internet, a Intrapolls, por ser desconhecida, é descrita como "ex-Intracampos". Pensei que era uma gralha e que seria ex-Intercampus. Percebi depois que a Intercampus, que a 1 de Outubro faz 35 anos, não gostou nada que aparecesse uma empresa de inquéritos com um nome quase igual e pediu para que fosse mudado, porque os leitores das redes sociais e de jornais como o do Chega ficam a pensar que é do seu trabalho que se fala. A Intrapolls mudou o nome, mas é como o X, sobre o qual continuamos a dizer "ex-Twitter". A segunda frase da "notícia" da Folha Nacional diz que "o inquérito foi divulgado pela própria Intrapolls através da sua conta oficial no Instagram". Na conta, a empresa apresenta-se como "página para recolha e análise de inquéritos políticos". Em entrevistas, a Intrapolls já explicou que não faz sondagens, só inquéritos, que os seus inquéritos não são representativos, porque responde quem quer, quem aparece e a amostra não é feita de forma científica. Mas isso de pouco serve. Resultado: não se sabe bem quem fez o quê; se os números são rigorosos ou não; se são ou não representativos; se é verdade ou mentira. Mas o objectivo está conquistado: mais confusão para a arena pública. Nenhuma sondagem dá Ventura à frente nas presidenciais. P.S. 1 – Sobre o futuro do grupo Trust in News, dono do Jornal de Letras e de 16 revistas, de entre as quais a Visão e o Courrier Internacional, houve duas novidades: na segunda-feira, dia 22, os trabalhos (https://www.publico.pt/2025/09/22/sociedade/noticia/tribunal-suspende-trabalhos-adia-discussao-insolvencia-trust-in-news-2148072) da assembleia de credores foram suspensos (https://www.publico.pt/2025/09/22/sociedade/noticia/tribunal-suspende-trabalhos-adia-discussao-insolvencia-trust-in-news-2148072)pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste, e adiados para 1 de Outubro. Na próxima quarta-feira, está previsto serem discutidos três pontos: "A manutenção do estabelecimento" (é a linguagem usada para referir os jornais e revistas) e o que é necessário para isso acontecer; "a cessação da actividade do estabelecimento", e "o procedimento da venda". A segunda novidade é que José Carlos de Vasconcelos, director do Jornal de Letras, acaba de propôr comprar o jornal (https://www.publico.pt/2025/09/24/culturaipsilon/noticia/director-jornal-letras-propoe-comprar-titulo-integra-trust-in-news-2148377), "para garantir a sua sobrevivência", em carta enviada ao administrador de insolvência nomeado pelo tribunal. P.S. 2 – Porque não assinar o Kyiv Independent (https://kyivindependent.com/)? Custa 44 euros por ano, menos de quatro euros por mês, ou seja, dois ou três cafés. Ao assinar, recebemos uma mensagem que resume tudo: "Obrigado por nos ajudar a continuar durante estes tempos difíceis." A Ucrânia está em guerra há quase quatro anos e é bombardeada com drones e mísseis todos os dias (https://www.publico.pt/2025/09/14/mundo/reportagem/desco-nao-desco-bunker-pergunta-ucranianos-fazem-dias-2146834). Desde o início da guerra, foram mortos 17 jornalistas e profissionais de media no exercício das suas funções: seis russos, quatro ucranianos, um italiano, um americano, um lituano, um irlandês e três franceses. P.S. 3 – O Jimmy Kimmel Live! está de volta (https://www.publico.pt/2025/09/24/mundo/noticia/jimmy-kimmel-regresso-televisao-critica-trump-fez-cancelar-programa-2148327) à antena da ABC, menos mau. Mas não vale a pena celebrar. Ainda faltam 1213 dias para o mandato de Donald Trump acabar. O seu braço-de-ferro com os media e a liberdade de expressão mal começou. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 25 Setembro 2025 Citação de Ricagale, há 6 minutos: Não te falte nada Ocultar conteúdo A Folha Nacional, jornal oficial do Chega, publicou esta semana um texto – se fosse um jornal normal, dir-se-ia "notícia" – com duas frases que resumem os dados de uma "sondagem" sobre as eleições presidenciais de 2026. O texto diz em título que "André Ventura já lidera corrida presidencial" e que, "de acordo com uma sondagem da Intrapolls", o líder do Chega está à frente nas "intenções de voto": 25% para Ventura; 21% para Henrique Gouveia e Melo e para António José Seguro; e 20% para Luís Marques Mendes. Que sondagem é esta? Primeiro problema: não é uma sondagem. A Intrapolls não faz sondagens. Não faz parte da lista das 14 entidades credenciadas pela ERC (https://www.erc.pt/pt/sondagens/empresas-credenciadas-pela-erc) para fazer sondagens – como a Aximage, o Iscte, a Intercampus, a Pitagórica, o CIMAD, da Universidade de Aveiro, ou o CESOP, da Universidade Católica Portuguesa. Segundo a lei portuguesa, só podem fazer sondagens as empresas credenciadas pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Segundo problema: a Intrapolls faz inquéritos e, segundo a Lei das Sondagens, sondagens e inquéritos são coisas diferentes: "As sondagens usam técnicas estatísticas para garantir que o conjunto de inquiridos (a amostra) é representativo de um grupo mais alargado" e, por isso, "é possível generalizar os resultados para o universo do qual é extraída a amostra". "Já os inquéritos, como não visam a representatividade, não permitem generalizações (https://www.erc.pt/pt/perguntas-frequentes/sobre-as-sondagens/)." e representam "apenas a opinião das pessoas questionadas". Isto li no site da ERC. A lei portuguesa diz também que é obrigatório depositar na ERC os resultados de sondagens "políticas" publicadas nos media. O que também não aconteceu com a suposta "sondagem" que o jornal oficial do Chega publicou esta semana. Dirão: a Folha Nacional é um jornal partidário; o proprietário é o Chega; a sede é na sede do partido; o director é Nuno Valente, cabeça-de-lista do Chega à Câmara Municipal do Montijo; a directora-adjunta é Patrícia Carvalho, deputada do Chega na Assembleia da República; o subdirector é Ricardo Dias Pinto, conhecido como Ricardo Regalla, também deputado, e o editor é Bernardo Pessanha, idem aspas. Com este perfil, dirão, as leis dos media não se aplicam à Folha Nacional. Errado. A Folha Nacional está registada na ERC como "publicação periódica doutrinária", definida pela Lei de Imprensa como jornal cujo "conteúdo ou perspectiva de abordagem vise predominantemente divulgar qualquer ideologia ou credo religioso". Mas a ERC também diz que a Lei da Imprensa não prevê excepções para os jornais dos partidos e que, por isso, os jornais doutrinários estão "sujeitos às mesmas regras aplicáveis aos órgãos de comunicação social de natureza informativa". Se está a pensar "como?!!", uma deliberação da ERC (https://www.erc.pt/document.php?id=NjdiYTQyZDItOTRİMSooZDZİLTg3YTgtMDJlODQ5OWQwZWI1) de 2024 antecipa a sua pergunta e responde: "Naturalmente", a Folha Nacional não tem obrigação de cumprir "deveres como o pluralismo ou o contraditório", mas "continua adstrita ao cumprimento das restantes obrigações previstas pela Lei de Imprensa para a generalidade dos órgãos de comunicação social". Ou seja, tem de cumprir tudo o resto. A ERC apresenta um segundo argumento: a Lei das Sondagens fala em "órgãos de comunicação social" e não prevê excepções para jornais de natureza doutrinária. Terceiro problema: como achei a "sondagem" esquisita, como a "notícia" só tinha 61 palavras — as tais duas frases — e como nunca tinha ouvido falar da Intrapolls, fui googlar. E fiquei ainda mais baralhada. Em textos na Internet, a Intrapolls, por ser desconhecida, é descrita como "ex-Intracampos". Pensei que era uma gralha e que seria ex-Intercampus. Percebi depois que a Intercampus, que a 1 de Outubro faz 35 anos, não gostou nada que aparecesse uma empresa de inquéritos com um nome quase igual e pediu para que fosse mudado, porque os leitores das redes sociais e de jornais como o do Chega ficam a pensar que é do seu trabalho que se fala. A Intrapolls mudou o nome, mas é como o X, sobre o qual continuamos a dizer "ex-Twitter". A segunda frase da "notícia" da Folha Nacional diz que "o inquérito foi divulgado pela própria Intrapolls através da sua conta oficial no Instagram". Na conta, a empresa apresenta-se como "página para recolha e análise de inquéritos políticos". Em entrevistas, a Intrapolls já explicou que não faz sondagens, só inquéritos, que os seus inquéritos não são representativos, porque responde quem quer, quem aparece e a amostra não é feita de forma científica. Mas isso de pouco serve. Resultado: não se sabe bem quem fez o quê; se os números são rigorosos ou não; se são ou não representativos; se é verdade ou mentira. Mas o objectivo está conquistado: mais confusão para a arena pública. Nenhuma sondagem dá Ventura à frente nas presidenciais. P.S. 1 – Sobre o futuro do grupo Trust in News, dono do Jornal de Letras e de 16 revistas, de entre as quais a Visão e o Courrier Internacional, houve duas novidades: na segunda-feira, dia 22, os trabalhos (https://www.publico.pt/2025/09/22/sociedade/noticia/tribunal-suspende-trabalhos-adia-discussao-insolvencia-trust-in-news-2148072) da assembleia de credores foram suspensos (https://www.publico.pt/2025/09/22/sociedade/noticia/tribunal-suspende-trabalhos-adia-discussao-insolvencia-trust-in-news-2148072)pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste, e adiados para 1 de Outubro. Na próxima quarta-feira, está previsto serem discutidos três pontos: "A manutenção do estabelecimento" (é a linguagem usada para referir os jornais e revistas) e o que é necessário para isso acontecer; "a cessação da actividade do estabelecimento", e "o procedimento da venda". A segunda novidade é que José Carlos de Vasconcelos, director do Jornal de Letras, acaba de propôr comprar o jornal (https://www.publico.pt/2025/09/24/culturaipsilon/noticia/director-jornal-letras-propoe-comprar-titulo-integra-trust-in-news-2148377), "para garantir a sua sobrevivência", em carta enviada ao administrador de insolvência nomeado pelo tribunal. P.S. 2 – Porque não assinar o Kyiv Independent (https://kyivindependent.com/)? Custa 44 euros por ano, menos de quatro euros por mês, ou seja, dois ou três cafés. Ao assinar, recebemos uma mensagem que resume tudo: "Obrigado por nos ajudar a continuar durante estes tempos difíceis." A Ucrânia está em guerra há quase quatro anos e é bombardeada com drones e mísseis todos os dias (https://www.publico.pt/2025/09/14/mundo/reportagem/desco-nao-desco-bunker-pergunta-ucranianos-fazem-dias-2146834). Desde o início da guerra, foram mortos 17 jornalistas e profissionais de media no exercício das suas funções: seis russos, quatro ucranianos, um italiano, um americano, um lituano, um irlandês e três franceses. P.S. 3 – O Jimmy Kimmel Live! está de volta (https://www.publico.pt/2025/09/24/mundo/noticia/jimmy-kimmel-regresso-televisao-critica-trump-fez-cancelar-programa-2148327) à antena da ABC, menos mau. Mas não vale a pena celebrar. Ainda faltam 1213 dias para o mandato de Donald Trump acabar. O seu braço-de-ferro com os media e a liberdade de expressão mal começou. Obrigado. A minha dúvida ficou esclarecida com isto: de acordo com uma sondagem da Intrapolls Agora vou ler o resto. Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 25 Setembro 2025 Citação de bmfpcdm, há 31 minutos: Por exemplo, não faltam exemplos de pessoas a defender a gafe do Ventura sobre o festival de hamburgueres, algo que até é relativamente inofensivo, quando comparado com quem se recusa a aceitar o consenso científico sobre mulheres trans serem mulheres, uma atitude que não só dificulta a vida quotidiana dessas mulheres, como também coloca as suas vidas em risco. Concordo...alias tudo o que nao fosse consenso cientifico deveria ser censurado...incluindo em ciencias como a economia. Varios partidos ficariam logo calados O consenco cientifico que muda de x em x anos em varios topicos deveria ser completamente free from criticism... Citação de Descartes, há 4 minutos: Obrigado. A minha dúvida ficou esclarecida com isto: de acordo com uma sondagem da Intrapolls Agora vou ler o resto. @Ticampos continuas a dar ajudas aos fascistas? Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 25 Setembro 2025 Citação de Burkina2008, há 6 minutos: @Ticampos continuas a dar ajudas aos fascistas? Desta vez não foi muito mau. Quem acabou por "levar nas orelhas" foi só o Chega. Não se pode dizer que a jornalista tenha sido simpática para o Ticampos mas também não o mandou para a sarjeta como aconteceu na outra vez em que o Chega se aproveitou dele. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 25 Setembro 2025 Citação de Jamarcus, há 31 minutos: Quem deturpa o conceito de wokismo é quem chama woke a qualquer pessoa que defenda uma ideia minimamente progressista ou de esquerda, e é isso que está a acontecer. Quando se diz que wokismo não significa nada é porque realmente neste momento, quando se usa a expressão, significa pouco, porque passou a ser usado para tudo. Até para descrever ações do governo Trumpista. Não. Esse é o aproveitamento que é feito por quem conspurcou o conceito. E quando se diz que wokismo agora não significa nada é porque ninguém quer ficar associado a um conceito conspurcado. Citação de Jamarcus, há 31 minutos: Então achas que se um partido constituído por pessoas wokes chegar ao poder acaba a presunção de inocência, é isso? Acreditar nas alegadas vítimas não significa achar que a pessoa acusada não merece ser tratada normalmente pela justiça, acho que esse raciocínio tem um grande salto lógico. Eu acho que há riscos muito sérios de isso acontecer, sim. Não me parece que exista um grande salto lógico porque se já o fazem agora com os meios que têm ao seu dispor porque não o fariam mais tarde com meios ainda mais poderosos devidamente suportados na aceitação generalizada que uma vitória em eleições lhes daria? Só acredita que isso não aconteceria quem continua a achar que uns extremistas são bonzinhos e os outros são malvados. Compartilhar este post Link para o post
Le God Publicado 25 Setembro 2025 Citação de Descartes, há 1 hora: Especificidade como? Nomes? De mim não terás nenhuma resposta a esse nível porque eu não conheço as "vedetas" dos "internet warriors" dos dois campos de batalha. Como exemplo, só ouvi falar desse rapaz mártir Charlie Kirk no dia em que ele morreu. "Não conheço, mas que las hay, las hay" Citação de Descartes, há 20 minutos: Eu acho que há riscos muito sérios de isso acontecer, sim. Não me parece que exista um grande salto lógico porque se já o fazem agora com os meios que têm ao seu dispor porque não o fariam mais tarde com meios ainda mais poderosos devidamente suportados na aceitação generalizada que uma vitória em eleições lhes daria? Só acredita que isso não aconteceria quem continua a achar que uns extremistas são bonzinhos e os outros são malvados. Neste cenário dos malvados wokes no poder, já não se aplica a presunção de inocência que referes mais acima? Porque estes ainda nem estão a ser acusados por ninguém, é apenas uma suposição tua. Eu sei que os tempos são distópicos, mas ainda não possuímos tecnologia para os precogs. Compartilhar este post Link para o post