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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de kareca, há 7 minutos:

Mas estás a avaliar um problema nacional com o que vês da janela?

Aí desarmas-me, o meu escopo é obviamente limitado. O que eu falo é de um conjunto de comportamentos que vejo sistematicamente a serem tidos ao longo do tempo, e que sendo alterados poderiam permitir algumas poupanças. Basicamente sinto que muita gente está a reclamar antes de fazer o que está ao seu alcance.

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Citação de Plagio o Original, há 21 minutos:

 

Obrigado pela sua participação burra

É impressionante que estás na lista de ignore, e nas poucas vezes que mostro um post teu só dizes m*rda. Ou melhor, não dizes m*rda nenhuma.

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Citação de NIkeL, há 1 minuto:

É impressionante que estás na lista de ignore, e nas poucas vezes que mostro um post teu só dizes m*rda. Ou melhor, não dizes m*rda nenhuma.

Acredito que tenha sido para mim por não ter respondido exatamente ao teu post, mas não deixas de ter razão.

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Citação de NIkeL, há 2 minutos:

É impressionante que estás na lista de ignore, e nas poucas vezes que mostro um post teu só dizes m*rda. Ou melhor, não dizes m*rda nenhuma.

A mim que me importa

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Uma coisa que eu noto é que há muita gente que, devido ao COVID, deixou os transportes públicos e passou a andar de carro. Também noto que as pessoas estão muito mais burras a conduzir. A quantidade de acidentes que tem havido no Porto nas últimas semanas é anormalmente grande.

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Citação de Tio Hans, Agora:

Uma coisa que eu noto é que há muita gente que, devido ao COVID, deixou os transportes públicos e passou a andar de carro. Também noto que as pessoas estão muito mais burras a conduzir. A quantidade de acidentes que tem havido no Porto nas últimas semanas é anormalmente grande.

Sim, há uns 2 dias saiu uma notícia que pela primeira vez o trânsito tinha ultrapassado o dia homólogo de 2019 e se devia muito ao facto de as pessoas terem mais receio de andar de transporte público. É normal, mas pode ser bem problemático se as pessoas começam a trocar permanentemente os transportes públicos por transporte privado.

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Citação de NIkeL, Agora:

Sim, há uns 2 dias saiu uma notícia que pela primeira vez o trânsito tinha ultrapassado o dia homólogo de 2019 e se devia muito ao facto de as pessoas terem mais receio de andar de transporte público. É normal, mas pode ser bem problemático se as pessoas começam a trocar permanentemente os transportes públicos por transporte privado.

E eu que só queria trocar o carro pelo transporte público e não consigo 😞

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Citação de Tio Hans, há 2 horas:

Relativamente às casas, uma consulta rápida ao Pordata mostra que, em 1995, entre novas construções e reabilitações houve 48.860 novos fogos em Portugal. Em 2020 houve 14.500, mais ou menos, valor mais alto dos últimos anos. Isto talvez ajude a explicar os preços das casas.

É bem possível, mas aí já estamos a entrar num âmbito para o qual tenho poucos conhecimentos para dar uma opinião fundamentada. O que sei é que a situação está a degradar-se rapidamente.

Não sei se a solução passa pela construção de novas casas ou a flexibilização da burocracia associada como sugeriram por aqui há uns tempos, mas alguma coisa terá de ser feita porque a este ritmo a classe média vai ruir por completo - e uma sociedade de consumo sem classe média não funciona.

Eu diria que, e a não ser que o mercado imobiliário impluda outra vez, a médio prazo terá de ser montado um plano nacional de habitação para ajudar famílias de mais baixos rendimentos - e nem falo do conceito tradicional de famílias carenciadas, falo mesmo de quem vive do, ou próximo do, salário mínimo - a aceder a habitação condigna. Seja em apoios para o arrendamento, incentivos para a compra ou até a construção de habitações para esse fim, mas a este ritmo algo deste género será inevitável.

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Citação de Black Hawk, há 4 minutos:

É bem possível, mas aí já estamos a entrar num âmbito para o qual tenho poucos conhecimentos para dar uma opinião fundamentada. O que sei é que a situação está a degradar-se rapidamente.

Não sei se a solução passa pela construção de novas casas ou a flexibilização da burocracia associada como sugeriram por aqui há uns tempos, mas alguma coisa terá de ser feita porque a este ritmo a classe média vai ruir por completo - e uma sociedade de consumo sem classe média não funciona.

Eu diria que, e a não ser que o mercado imobiliário impluda outra vez, a médio prazo terá de ser montado um plano nacional de habitação para ajudar famílias de mais baixos rendimentos - e nem falo do conceito tradicional de famílias carenciadas, falo mesmo de quem vive do, ou próximo do, salário mínimo - a aceder a habitação condigna. Seja em apoios para o arrendamento, incentivos para a compra ou até a construção de habitações para esse fim, mas a este ritmo algo deste género será inevitável.

A solução passa por aumentar a oferta, seja de que forma for.

Repara, as casas estão caras porque o mercado está a funcionar. Se devia funcionar tendo em conta o bem que é, é outra discussão. Havendo escassez de casas, o mercado corrige através da subida dos preços. E, portanto, como é difícil mexer ao nível da procura (as pessoas precisam de casa para viver, é um bem essencial, não são porta-chaves ou raquetes de padel) tem que se mexer ao nível da oferta, acelerando a recuperação de imóveis e a construção de novos.

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Citação de Mica, há 2 horas:

Sim. Se tens um supermercado a 500 metros de casa e precisas de duas sacas de compras, custa muito ir a pé?

Eu passei a fazer isto (ir de carro a um supermercado a 500 metros) porque tava a f*der as costas. 

Editado por noikeee
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Citação de kareca, há 2 horas:

Mas estás a avaliar um problema nacional com o que vês da janela?

há dados que o comprovam. Em Lisboa, 70% das viagens são de 5km ou menos e destas, mais de 1/3 é feita de carro. E estamos a falar da cidade mais urbanizada de Portugal, cheia de estudantes e jovens (ainda) sem carro, se formos para cidades mais pequenas a situação é ainda mais ridícula.

O problema não é tanto as mentalidades (apesar de eu também conhecer quem vá de carro meter o lixo) mas sim a infraestrutura que incentiva a utilização do carro. Quem cresceu nos anos 80 e 90 sabe perfeitamente as mudanças por que passaram tantas aldeias e vilas pelo país fora quando se alcatroou tudo o que era chão. A aldeia onde cresci nem passeios tem...

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Citação de Rain Dog, há 4 minutos:

O problema não é tanto as mentalidades (apesar de eu também conhecer quem vá de carro meter o lixo) mas sim a infraestrutura que incentiva a utilização do carro. Quem cresceu nos anos 80 e 90 sabe perfeitamente as mudanças por que passaram tantas aldeias e vilas pelo país fora quando se alcatroou tudo o que era chão. A aldeia onde cresci nem passeios tem...

As infraestruturas tem influência, mas o comportamento das massas também: se todos pegam no carro para ir de x a y, mesmo tendo alternativas, então também vou fazer igual.

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Citação de Rain Dog, há 18 minutos:

há dados que o comprovam. Em Lisboa, 70% das viagens são de 5km ou menos e destas, mais de 1/3 é feita de carro. E estamos a falar da cidade mais urbanizada de Portugal, cheia de estudantes e jovens (ainda) sem carro, se formos para cidades mais pequenas a situação é ainda mais ridícula.

O problema não é tanto as mentalidades (apesar de eu também conhecer quem vá de carro meter o lixo) mas sim a infraestrutura que incentiva a utilização do carro. Quem cresceu nos anos 80 e 90 sabe perfeitamente as mudanças por que passaram tantas aldeias e vilas pelo país fora quando se alcatroou tudo o que era chão. A aldeia onde cresci nem passeios tem...

Não conheço esses dados, mas 1/3 nem é muito para uma cidade com sistema de transporte débil e elevações. Acredito que na terrinha deve ser muito pior.

 

Editado por kareca

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Citação de Mica, há 5 minutos:

As infraestruturas tem influência, mas o comportamento das massas também: se todos pegam no carro para ir de x a y, mesmo tendo alternativas, então também vou fazer igual.

discordo completamente, a infraestrutura é de longe o mais importante para alterar os hábitos de mobilidade. Quando há (boa) infraestrutura alternativa, as pessoas passam a usá-la e isso não é por seguir os comportamentos das massas, é por haver uma maior sensação de bem estar e segurança!

 

Citação de kareca, há 5 minutos:

Não conheço esses dados, mas 1/3 nem é muito para uma cidade com sistema de transporte débil e elevações

 

Bem sei que é fácil cascar nos transportes em Lisboa mas não são assim tão maus

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Citação de Tio Hans, há 1 hora:

A solução passa por aumentar a oferta, seja de que forma for.

Repara, as casas estão caras porque o mercado está a funcionar. Se devia funcionar tendo em conta o bem que é, é outra discussão. Havendo escassez de casas, o mercado corrige através da subida dos preços. E, portanto, como é difícil mexer ao nível da procura (as pessoas precisam de casa para viver, é um bem essencial, não são porta-chaves ou raquetes de padel) tem que se mexer ao nível da oferta, acelerando a recuperação de imóveis e a construção de novos.

Mas há escassez de casas? Porque não sei se o problema é a falta de casas ou a entrada de dinheiro estrangeiro que inflacionou o mercado de tal forma que os locais não conseguem competir. Depois é bola de neve. Conheço vários casos que foram mandados embora porque o senhorio queria aumentar a renda absurdamente. É normal, vêem casa.s a sair a 1000 euros, não querem estar a arrendar a 500 quando podiam fazer o dobro. Há vários fatores mas eu acho que os vistos gold fizeram MUITO estrago.

Se calhar estou com esperança sem razão nenhuma, mas espero que as alterações que vêm em 2022 possam ajudar visto que já não será dado o visto para residências no litoral, Lisboa e Porto.

Editado por NIkeL

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Citação de Rain Dog, há 12 minutos:

Bem sei que é fácil cascar nos transportes em Lisboa mas não são assim tão maus

É débil, insuficiente, porque transportes em Lisboa não é só para a cidade, mas para toda a área metropolitana. Mas a conversa é recorrente aqui.

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Citação de NIkeL, há 8 minutos:

Mas há escassez de casas? Porque não sei se o problema é a falta de casas ou a entrada de dinheiro estrangeiro que inflacionou o mercado de tal forma que os locais não conseguem competir. Depois é bola de neve. Conheço vários casos que foram mandados embora porque o senhorio queria aumentar a renda absurdamente. É normal, vêem casa.s a sair a 1000 euros, não querem estar a arrendar a 500 quando podiam fazer o dobro. Há vários fatores mas eu acho que os vistos gold fizeram MUITO estrago.

Independentemente dos factores (e há muitos) há dois dados objectivos:

  1. Há excesso de procura de casas (ou escassez de oferta);
  2. Estamos a produzir muito menos casas hoje do que há 20 ou 25 anos;

Por muito que até haja casas suficientes para toda a gente é notório que não estão no mercado, seja porque motivo for, (casas de férias, airbnb, casas transformadas em escritórios, uma vez que, pelo menos no Porto, há falta deles, casas que ninguém sabe a quem pertencem, etc. 

Editado por Tio Hans

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Citação de Tio Hans, há 2 minutos:

Independentemente dos factores (e há muitos) há dois dados objectivos:

  1. Há excesso de procura de casas (ou escassez de oferta);
  2. Estamos a produzir muito menos casas hoje do que há 20 ou 25 anos;

Por muito que até haja casas suficientes para toda a gente é notório que não estão no mercado, seja porque motivo for, (casas de férias, airbnb, casas transformadas em escritórios, uma vez que, pelo menos no Porto, há falta deles, casas que ninguém sabe a quem pertencem, etc. 

Pois a lógica diz que se aumentar a oferta, o preço cai, mas eu só vejo casas novas acima dos 350k e assim é dificil, por isso não sei o que pensar. Se saturares o mercado de casas com certeza começa a baixar, mas acho que as alterações que consegues fazer a mais curto prazo para ajudar é mesmo limitar a entrada de dinheiro estrangeiro no nosso mercado ou começar a incentivar a ida de empresas para o interior. Eu mudava na boa para outra zona se houvesse emprego e infraestrutura. Aí consegues aumentar a oferta aumentando o território "útil" de construção.

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Citação de NIkeL, Agora:

Pois a lógica diz que se aumentar a oferta, o preço cai, mas eu só vejo casas novas acima dos 350k e assim é dificil, por isso não sei o que pensar. Se saturares o mercado de casas com certeza começa a baixar, mas acho que as alterações que consegues fazer a mais curto prazo para ajudar é mesmo limitar a entrada de dinheiro estrangeiro no nosso mercado ou começar a incentivar a ida de empresas para o interior. Eu mudava na boa para outra zona se houvesse emprego e infraestrutura. Aí consegues aumentar a oferta aumentando o território "útil" de construção.

verdade. tens razão no que dizes. Seria uma forma natural de mexer no lado da procura. De qualquer forma, essas casas novas a esse preço existem porque há poucas para a procura existente.

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Lembram-se do médico que aproveitou a pandemia e o seu trabalho de médico para fazer carreirismo politico? O Basilio Horta mandou-o cagar à mata na tomada de posse, depois de uma campanha de baixo nivel. 

O video anda pelo twitter.

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Citação de Tio Hans, há 9 horas:

Independentemente dos factores (e há muitos) há dois dados objectivos:

  1. Há excesso de procura de casas (ou escassez de oferta);
  2. Estamos a produzir muito menos casas hoje do que há 20 ou 25 anos;

Por muito que até haja casas suficientes para toda a gente é notório que não estão no mercado, seja porque motivo for, (casas de férias, airbnb, casas transformadas em escritórios, uma vez que, pelo menos no Porto, há falta deles, casas que ninguém sabe a quem pertencem, etc. 

O problema é que não estou a ver essa produção de casas aumentar a uma ritmo muito maior por dois motivos:

  1. Os preços das matérias primas dispararam com o impacto que o covid teve na cadeia logística internacional
  2. O custo da mão de obra está muito alto. Muita dela está a bater nos 50 anos e a malta nova não quer ir para as obras. Das empresas que conheço a malta nova que entra tb não fica muito tempo.
  3. Há 20 anos ainda conseguiamos colmatar a falta de interesse de malta nacional nesse tipo de trabalhos com imigrantes com alta capacidade de trabalho (i.e. ucranianos), neste momento não me parece que aconteça o mesmo.

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Já saiu o parecer do Conselho científico da Nova acerca do caso da Raquel Varela. Basicamente confirmaram o que ela dizia. 

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