Ion Timofte Publicado 1 Dezembro 2025 Citação de HappyKing, há 6 horas: O Almirante. A maior parte das pessoas não faz a mínima de quem é o Paiva. Citação de Descartes, há 6 horas: Senhores deputados, o Paiva está sempre a rodar! 🚬 3 Compartilhar este post Link para o post
Genzo Publicado 2 Dezembro 2025 Quarta, debate entre António José e Luís Marques. Que mal irá acontecer? Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de Genzo, há 7 horas: Quarta, debate entre António José e Luís Marques. Que mal irá acontecer? O Seguro vai ter de debater 😶 Compartilhar este post Link para o post
Rain Dog Publicado 2 Dezembro 2025 (editado) Presidenciais 2026 Duque de Bragança diz que é o momento para refletir sobre o regresso à monarquia como "fator de estabilidade" noticia do dia Editado 2 Dezembro 2025 por Rain Dog 1 2 Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de HappyKing, há 15 horas: O Almirante. A maior parte das pessoas não faz a mínima de quem é o Paiva. É um bom ponto. Compartilhar este post Link para o post
BrunoCardoso Publicado 2 Dezembro 2025 https://cnnportugal.iol.pt/constanca-cunha-e-sa/morreu-constanca-cunha-e-sa/20251202/692eb10ed34e3caad84bea20 4 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 2 Dezembro 2025 https://bsky.app/profile/volksvargas.bsky.social/post/3m6yo7diies2p Até quando se vai aceitar esta manipulação descarada nas redes sociais? 3 Compartilhar este post Link para o post
Sandes. Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de rcoelho14, há 1 hora: https://bsky.app/profile/volksvargas.bsky.social/post/3m6yo7diies2p Até quando se vai aceitar esta manipulação descarada nas redes sociais? Cum crl Compartilhar este post Link para o post
JGabriel Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de rcoelho14, há 7 horas: https://bsky.app/profile/volksvargas.bsky.social/post/3m6yo7diies2p Até quando se vai aceitar esta manipulação descarada nas redes sociais? Já se deixou crescer demasiado. As redes sociais e as ferramentas de AI, principalmente a generativa, já deviam ter sido reguladas há muito tempo. 2 Compartilhar este post Link para o post
AntiZio Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de rcoelho14, há 8 horas: https://bsky.app/profile/volksvargas.bsky.social/post/3m6yo7diies2p Até quando se vai aceitar esta manipulação descarada nas redes sociais? Ultrajante. Eu prefiro que a manipulação esteja limitada aos orgãos de comunicação social detidos por oligarcas. Houve malta a enriquecer uma vida toda à custa dos outros e depois qualquer bardamerdas manipula o povo? É injusto. Compartilhar este post Link para o post
Sandes. Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de AntiZio, há 42 minutos: Ultrajante. Eu prefiro que a manipulação esteja limitada aos orgãos de comunicação social detidos por oligarcas. Houve malta a enriquecer uma vida toda à custa dos outros e depois qualquer bardamerdas manipula o povo? É injusto. Acho que nunca senti tanto nojo a ler um comentário como agora. E já vi muita m*rda a sair do teclado do burkina 1 1 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de Sandes., há 6 minutos: Acho que nunca senti tanto nojo a ler um comentário como agora. E já vi muita m*rda a sair do teclado do burkina Só apetece dizer certas coisas que provavelmente me dariam direito a um timeout aqui do fórum Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 2 Dezembro 2025 Eu acho giro que vocês ainda lêem Compartilhar este post Link para o post
AntiZio Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de noikeee, há 28 minutos: Eu acho giro que vocês ainda lêem É algo irónico o user que manipulado pela comunicação social veio propagar progranda de atrocidade, falando em violações inexistentes dizer isto. Compartilhar este post Link para o post
BrunoCardoso Publicado 2 Dezembro 2025 Ele goza com vocês, parece que comem gelados com a testa Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de BrunoCardoso, há 4 minutos: Ele goza com vocês, parece que comem gelados com a testa Alguém falou em testa? 7 2 Compartilhar este post Link para o post
BrunoCardoso Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de Descartes, há 2 minutos: Alguém falou em testa? Agora já percebi porque que o @AntiZiogosta de gelados Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 2 Dezembro 2025 (editado) Há uns anos eu achava q n há ngm q caia nestas coisas, pelo menos malta millenial que já tem mais escola, mas hj acredito que há mesmo gente q cai, n é por teres um diploma de licenciado em economia ou contabilidade q deixas de ser um burro do crl infelizmente é a vdd E vou ser mais polemico, acho q os nossos boomers eram menos burros q os millenials de hj Editado 2 Dezembro 2025 por Plagio o Original 3 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de Plagio o Original, há 4 minutos: Há uns anos eu achava q n há ngm q caia nestas coisas, pelo menos malta millenial que já tem mais escola, mas hj acredito que há mesmo gente q cai, n é por teres um diploma de licenciado em economia ou contabilidade q deixas de ser um burro do crl infelizmente é a vdd E vou ser mais polemico, acho q os nossos boomers eram menos burros q os millenials de hj Lamento informar mas com o avanço que aquilo está a ter (é ver algumas coisas que o Banana Pro anda a gerar) não tardará muito e o burro será o senhor engenheiro. Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 2 Dezembro 2025 Citação de HappyKing, Agora: Lamento informar mas com o avanço que aquilo está a ter (é ver algumas coisas que o Banana Pro anda a gerar) não tardará muito e o burro será o senhor engenheiro. Estava me a referir às cmtvs e às tvis, às sics e aos folhas nacionais que temos por aqui Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 3 Dezembro 2025 Citação O Bloco morreu, viva o Bloco! O BE morreu como sigla. Mas a sua utilidade será proporcional à sua humildade. Não para se autoflagelar, mas como ousadia: perceber que os partidos são meios, não um fim. É a sua crise que lhe dá consciência da profundidade da crise de toda a esquerda e da necessidade imperiosa de se superar. Pureza não é um ativo eleitoral, mas é um ativo para procurar, fora do partido, mais do que aliados ou compagnons de route. Mas, com Fabian no Parlamento, será ele o líder? O Bloco de Esquerda nasceu da ressaca do primeiro referendo à despenalização do aborto, fruto do desencanto com o conservadorismo do PS. E nasceu dos despojos de uma esquerda radical derrotada duas décadas antes e de dissidências do PCP. Foi feito por quem aprendeu alguma coisa com a queda do Muro de Berlim. Ao contrário do que muitos então pensavam, não foi uma aliança de forças de extrema-esquerda, apesar de duas delas estarem na sua génese. Nasceu porque havia, há muitos anos, um espaço por ocupar entre o PCP e o PS, já evidente na candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo, mais de uma década antes. As chamadas causas “fraturantes”, que correspondiam a um casamento entre a cultura marxista e as liberdades individuais reivindicadas desde os anos 60, entre a luta de classes e outras identidades, correspondiam ao ar daquele tempo. E foram a cunha que permitiu abrir uma fresta num sistema partidário que, apesar de ter sido desafiado pelo PRD, nunca tinha sido realmente posto em causa. O BE foi o primeiro a conseguir fazê-lo de forma consistente e continuada. Ganhando força nos centros urbanos, entre jovens e intelectuais, foi alargando o seu espaço. O vício de as análises não acompanharem a evolução fez com que muitos continuassem a olhar para o BE como se fosse o inicial. Quando chega aos 10%, em 2009 e em 2015, depois da troika, o partido mudou a sua natureza eleitoral. Passou a ter menos peso no seu berço – a malha urbana de Lisboa e do Porto e o eleitorado mais jovem e qualificado – enquanto ganhava fora em grupos e territórios mais populares, em especial na península de Setúbal ou no Algarve, precisamente onde o Chega agora mais cresce. Sem que isso tivesse sido devidamente analisado, o Bloco tornou-se um partido popular. O PARTIDO-MEGAFONE Apesar desta mudança, a sua militância continuou a ser curta, a sua implantação frágil e a dissonância entre o partido e o eleitorado cada vez maior. Durante a austeridade, que o levou ao melhor resultado de sempre, o Bloco foi incapaz de criar movimento e descer à terra, ao contrário do que outros fizeram em Espanha ou na Grécia. Não é fácil explicar, a quem conheça mal o partido, a razão deste bloqueio. Mas há um pecado original: nascido de correntes que se foram dissolvendo ideologicamente sem que nunca se dissolvessem como sindicatos de voto interno, a prioridade das várias tendências internas foi manter os equilíbrios, o que implicou fechar-se ao exterior, evitar crescer, evitar recrutar militância. Por outro lado, a cultura de seita nunca foi abandonada, o que fez com que o partido fosse incapaz de lidar com os movimentos sociais sem repetir os vícios do PCP, em versão piorada, porque mais amadora. A incapacidade de o partido acompanhar o seu crescimento eleitoral com mais implantação social alimentou, no Bloco, o vício da propaganda. Aquilo a que chamei o “partido-megafone”. Um partido que lida com todos os problemas através de campanhas que medeiam a sua relação com os atores sociais. Um partido que todos ouviam, mas ninguém via. Este isolamento não permitiu abandonar um hábito comum na extrema-esquerda: uma espécie de internacionalismo performativo, que tende a reproduzir experiências externas num território completamente diferente. Isso foi evidente na última campanha eleitoral, quando o Bloco de Esquerda pegou na campanha do Die Linke e a repetiu num contexto radicalmente diferente, chamando antigos dirigentes e organizando um porta-a-porta, como se tivesse a estrutura e história do partido de esquerda alemão. Serviu, mais uma vez, para conseguirem umas notícias nos jornais. Ainda assim, o pífio contacto direto com os eleitores, que só podia ser pífio tendo em conta a fragilidade da sua militância, serviu para que percebessem como a extrema-direita tinha conseguido alimentar uma onda de ódio contra o partido e a sua líder. Se as conquistas da geringonça fizeram transferir o voto do BE e do PCP para o PS, que ficou com os louros do que foi obrigado a fazer pelos seus aliados (como se viu pela desgraça que se revelou a maioria absoluta) e conseguiu responsabilizá-los pelo fim desta experiência, o crescimento da extrema-direita esvaziou-os como lugar de protesto. BE e PCP ficaram associados à fase decadente do governo socialista, mesmo depois de cortarem com ele. Passaram a ser, sem grande mérito, partidos da situação. CRIAR ELEITORADO A ideia errada que os media têm do eleitorado do Bloco – que deixou de ser urbano, jovem e fraturante há mais de uma década – faz com que pensem que o Livre, cujo eleitorado se assemelha ao original do BE, pode substituí-lo ou tem um limiar de crescimento semelhante. As dificuldades que o Bloco tem em aproveitar a implantação popular que conseguiu em 2015 terão de ser multiplicadas por dez com o Livre. O Livre é um partido feito de e para elites culturais. Mesmo nos temas, não tem qualquer apetência popular. Já o PCP tem demasiado lastro, demasiada rigidez, demasiada história e muito pouca disponibilidade para fazer pontes. Como se vê onde é hegemónico, como nos sindicatos, a perda de influência sindical corresponde a uma ainda menor disponibilidade para partilhar o pouco poder que resta. O que está em causa não é um espaço político entre o PCP e o Livre, que, convenhamos, será muitíssimo curto, por estes dias. Mas uma função política: a de fazer nascer e crescer uma força popular heterodoxa, abrangente e plural, capaz de disputar o descontentamento e até o ressentimento com a extrema-direita. Como já escrevi, não se trata de juntar forças ou eleitores. Trata-se de fazer o mesmo que o Chega conseguiu: criar eleitorado. Pela sua origem e história, o Bloco de Esquerda mistura a cultura da esquerda clássica e da nova esquerda. Tem, no seu ADN, esse jogo de cintura. Só já não tem tudo o resto: a energia mobilizadora, a militância e a leveza otimista. Porque se é verdade que o Bloco de Esquerda não é a simples união de vários grupos da esquerda radical – se o fosse, nunca teria chegado aos 10% –, não é menos verdade que carrega mais do que 25 anos de história. Carrega, pela sua génese, mais de 50. A CONSCIÊNCIA DA CRISE É UM ATIVO O Bloco de Esquerda morreu. Como sigla e como esperança. Morreu tanto como o CDS, que o PSD ligou à máquina do poder sem qualquer identidade própria. Isto não quer dizer que o Bloco, com a sua experiência, não seja importante para fazer renascer uma esquerda popular, à esquerda do PS, como existe um pouco por toda a Europa. Um espaço que não é ocupada por partidos como o Livre (que são, na realidade, os Verdes portugueses). A utilidade do Bloco de Esquerda será proporcional à sua humildade. Humildade não é, como deseja a direita, autoflagelar-se pela sua derrota. Será, pelo contrário, um ato de ousadia: perceber que os partidos são meios, não um fim em si mesmos. Ao contrário do PCP, que seria, compreensivelmente, incapaz de se libertar de mais de um século de história; e do Livre, que está agarrado às idiossincrasias do seu líder natural e demasiado embevecido com o seu próprio espelho, é a crise profunda do Bloco que lhe dá a oportunidade de ser útil: é o único que tem consciência, por experiência própria, da profundidade da crise da esquerda. O único que tem consciência, por tudo o que lhe correu mal, da necessidade imperiosa de se superar a si mesmo. Pode-se ver, na eleição de José Manuel Pureza, um sinal dessa humildade. Sem qualquer desprimor para alguém que conheço e respeito há três décadas, um homem de 66 anos não pode ser visto como um ativo eleitoral do Bloco. Mas um católico menos marcado pelos códigos muito próprios da falecida extrema-esquerda pode ser um ativo para fazer pontese procurar, fora do partido, mais do que aliados ou compagnons de route, que um partido com 2% nunca terá. Ajudar a semear o está a nascer e crescer em vários países europeus e nos EUA: um polo popular de esquerda que trave o desequilíbrio que está a pôr em perigo a nossa democracia. Mas José Manuel Pureza começa o seu mandato com um problema prévio. Fabian Figueiredo, apesar de carregar o mesmíssimo lastro das derrotas, sobreviveu à saída de Mariana Mortágua. É ele o deputado único, será para ele a pouca atenção mediática que restará ao partido. Nestas condições, será Pureza o líder de facto? Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 3 Dezembro 2025 Movimento leva ilegalização do Chega ao parlamento: “Há aqui uma justiça poética, por sermos quase todas mulheres” Spoiler Foi quando o afilhado de 11 anos começou a trautear canções de apoio ao Chega à mesa de jantar, na noite em que o partido de André Ventura passou a ser a segunda maior força política no parlamento, nas eleições legislativas de 18 de maio, que Susana começou a pensar em como agir. “Aquilo gelou-me o sangue.” Não queria passar pelo que a avó passara, pelas adversidades da ditadura de que ouviu falar em casa. “Senti nesse momento que estávamos a caminhar para um lugar perigoso.” Susana tem 29 anos, é uma ‘designer’ e investigadora académica na área têxtil — e para já prefere manter reserva sobre o seu apelido, para minorar o eventual assédio de que poderá ser vítima por parte de militantes mais agressivos do partido de extrema-direita liderado por André Ventura. Sem nunca ter tido qualquer experiência ou afiliação política, começou a estudar logo nos dias a seguir possíveis opções. “Procurei o que autores como Bacelar Gouveia ou Vital Moreira diziam sobre o assunto. Foi durante essa investigação que me ocorreu que uma petição podia ser a solução.” Nunca tinha escrito uma, nem sabia como fazer, mas aplicou os mesmos métodos usados para o trabalho académico, pesquisando nas fontes certas, e, ao longo de sete páginas, fundamentou a sua petição pública para a avaliação da inconstitucionalidade do Chega com base na Constituição da República Portuguesa CRP) e na lei dos partidos políticos. Quando o documento deu entrada na Assembleia da República, a 20 de junho, um mês depois das eleições, já acumulava 9793 subscritores, mais do que as 7500 assinaturas que tornam obrigatório um debate sobre a petição no plenário do parlamento, além de ter de ser levada a discussão na comissão parlamentar competente para apreciar o tópico — neste caso, Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde Susana vai estar presente esta quarta-feira à tarde, a partir das 14h00. Em causa está uma “convergência de eventos recentes que apontam para o grave desrespeito daquele partido pelos valores e normas essenciais da nossa democracia, expressos na CRP”, lê-se no documento, citado na nota de admissibilidade, registada a 15 de julho. Um movimento de mulheres Em São Bento, com Susana, vai estar um grupo de mais algumas mulheres: Catarina, que é jurista; Marisa, formada em comunicação; e Helena, que trabalha na área de gestão e compliance de dados. “Somos nós que estamos na frente apoiadas por milhares de seguidores que nos enviam diariamente acórdãos, relatórios e notícias. Normalmente chega tudo a mim, mas elas têm sido um braço direito absolutamente incrível. É uma mobilização coletiva impressionante”, admite Susana. Juntas, são a linha da frente do Movimento Contra Narrativa, uma organização informal que foi ganhando corpo numa conta do Instagram, a seguir ao lançamento online da petição pública. “Foi um processo progressivo, nascido da necessidade. Quando lancei a petição, ela esteve estagnada cerca de três semanas, com menos de 20 assinaturas, quase todas de familiares e amigos. Sendo eu uma cidadã comum, sem uma vasta rede de contactos, sabia que os meus amigos nas redes sociais não chegavam para dar a amplitude necessária a um tema desta gravidade.” A ativista sublinha o pendor feminino que o movimento acabou por ganhar. “A página oscila sempre entre os 60% e os 70% de seguidoras mulheres. Há aqui uma justiça poética, por sermos quase todas mulheres. Simone de Beauvoir dizia que ‘basta uma crise política, económica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados’, e nós sabemos que isso é verdade. Sem querer menosprezar todos os outros grupos que são alvo deste partido, é particularmente interessante ver um partido que ataca a igualdade de género, que quer acabar com as verbas para essa área e que é contra a lei da paridade, ter agora de lidar com uma oposição liderada e sustentada maioritariamente por mulheres.” Na petição, o movimento requereu cinco coisas: a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do partido; a ilegalização e extinção do Chega; a criação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o crescimento de movimentos de extrema-direita (incluindo o próprio Chega); a revisão da Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei Orgânica n.º 2/2003, de 22 de agosto) para reforçar os requisitos de legalização partidária: e a sua submissão à comissão parlamentar competente, bem como ao Conselho de Estado. Um partido de perfil fascista? Parte das pretensões foi rejeitada. No caso da fiscalização sucessiva, o parlamento considerou que isso extravasa as suas competências, sendo que é ao Tribunal Constitucional que cabe essa fiscalização. Também foi recusada a submissão do documento ao Conselho de Estado, uma vez que este é um órgão na esfera do presidente da República. O resto vai ser apreciado esta tarde, durante uma sessão de uma hora. Incluindo o ponto mais sensível: “Sugere-se a admissão (…) da petição, no que toca à pretensão de promoção da declaração do partido Chega como organização que perfilha ideologia fascista e de decretamento da respetiva extinção, à luz do artigo 46.º, n.º 4, da CRP e da Lei n.º 64/78, de 6 de outubro.” Segundo a nota de admissibilidade da petição, este diploma de 1978 introduziu “no ordenamento jurídico português um conjunto de disposições relativas a organizações fascistas”, incluindo a sua extinção. De acordo com o artigo 3 da lei 64/78, citado na nota, consideram-se fascistas “as organizações que, pelos seus estatutos, pelos seus manifestos e comunicados, pelas declarações dos seus dirigentes ou responsáveis ou pela sua atuação, mostrem adotar, defender, pretender difundir ou difundir efetivamente os valores, os princípios, os expoentes, as instituições e os métodos característicos dos regimes fascistas que a História regista, nomeadamente o belicismo, a violência como forma de luta política, o colonialismo, o racismo, o corporativismo ou a exaltação das personalidades mais representativas daqueles regimes” e “que combatam por meios antidemocráticos, nomeadamente com recurso à violência, a ordem constitucional, as instituições democráticas e os símbolos da soberania, bem como aquelas que perfilhem ou difundam ideias ou adotem formas de luta contrária à unidade nacional”. Depois da sessão desta quarta-feira, irá ser agendado o debate da petição no plenário e irá ser produzido um relatório final. A relatora incumbida dessa tarefa é a deputada socialista Isabel Moreira, ela própria especializada em direito constitucional. Da comissão de assuntos constitucionais fazem parte oito deputados do PSD, cinco do PS, cinco do Chega, e um deputado para cada um dos partidos mais pequenos: Livre, BE, PCP, PAN, JPP, Iniciativa Liberal e CDS-PP. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 3 Dezembro 2025 Ministério Público questiona viagens de José Sócrates aos Emirados e suspeita de plano de fuga - Expresso Spoiler Ministério Público questiona viagens de José Sócrates aos Emirados e suspeita de plano de fuga Ministério Público suspeita que Sócrates possa ter estado no Abu Dhabi duas semanas sem avisar o tribunal. Principal arguido da Operação Marquês admite que fez duas viagens, mas garante que nenhuma excedeu os cinco dias - o prazo máximo permitido pelo termo de identidade e residência a que está sujeito. Ex-primeiro-ministro garante que é plano de fuga é “completamente falso" O Ministério Público questionou a alegada deslocação do antigo primeiro-ministro, José Sócrates, aos Emirados Árabes Unidos, admitindo que a viagem, a ter acontecido, poderá fazer parte de um plano de fuga e que as medidas de coação podem mudar. Num comunicado enviado às redações, o principal arguido da Operação Marquês diz que "é completamente falso que tenha feito viagens ao estrangeiro que tivessem excedido o limite de cinco dias a partir do qual " é "obrigado a comunicar ao tribunal o local da" sua ausência. "É falso, ponto final", garante. As questões do Ministério Público, no âmbito do julgamento do processo Operação Marquês que constam de um requerimento avançado pelo “Observador”, surgem na sequência de uma entrevista que José Sócrates deu à CNN, na semana passada, em que o ex-primeiro-ministro disse que esteve duas semanas nos Emirados Árabes Unidos. Para o Ministério Público, “não é de excluir que a aludida deslocação do arguido não haja sido comunicada ao tribunal de forma deliberada, eventualmente por se integrar num plano do mesmo que vise permitir-lhe subtrair-se definitivamente ao alcance da justiça nacional”. Sócrates reconhece que esteve no Abu Dhabi mas nega qualquer ilegalidade: "Doze anos depois, estamos no terceiro perigo de fuga. Houve perigo de fuga no aeroporto de Lisboa em 2014 quando estava a entrar no país, não a sair; houve perigo de fuga por estar a fazer um doutoramento no Brasil; agora pretendem que há perigo de fuga por ter ido duas vezes a Abu Dhabi (em viagens distintas e curtas e que, nenhuma delas, ultrapassou cinco dias)." José Sócrates, que está a ser julgado no processo Operação Marquês por 22 crimes, continua sujeito a termo de identidade e residência que, embora seja a medida de coação menos gravosa, obriga à comunicação de nova residência ou de local onde pode ser encontrado caso se ausente do país por mais de cinco dias. Mas para o MP, “a ser verdade que o arguido se deslocou ao Médio Oriente durante o período que mencionou na referida entrevista, é manifesto que terá violado o respetivo estatuto”. Agora, o Ministério Público quer que José Sócrates explique ao tribunal que deslocações fez ao estrangeiro e qual a razão para não terem sido comunicadas e quer que a Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros, o Gabinete de Informações de Passageiros e a ANA - Aeroportos de Portugal enviem os registos de entradas e saídas de Portugal do antigo primeiro-ministro. Caso se confirmem deslocações que não foram comunicadas ao tribunal, o Ministério Público admite que poderão ser revistas as medidas de coação. Segundo Sócrates, "a manobra, bem entendida, consiste em inverter os termos": "Eu denunciei os procuradores por serem suspeitos de passar informações a jornalistas sobre a minha vida privada; eles respondem insinuando que tenho feito viagens fora da lei e que isso significa perigo de fuga. As suspeitas do Ministério Público não são cómicas, são maldosas". José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar em dossiês distintos o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o 'resort' algarvio de Vale do Lobo. No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados. O julgamento decorre desde 03 de julho no Tribunal Central Criminal de Lisboa, órgão que, em 11 de novembro, esclareceu que os crimes de corrupção relacionados com Vale de Lobo podem prescrever no primeiro semestre de 2026. Este país, realmente... Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado 3 Dezembro 2025 estao à espera que fuja para depois se mostrarem surpeendidos. mas sinceramente preferia que fugisse. Sempre seria a confirmaçao que era culpado porque pela justiça e com o tempo que tem ganho isto vai acabar em arquivado. Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 3 Dezembro 2025 (editado) Se os crimes de vale do lobo prescrevem em 2026, não estou a ver porque haveria de fugir já. Editado 3 Dezembro 2025 por kareca Compartilhar este post Link para o post