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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de aFilipe8, há 2 horas:

 

No Reino Unido há o welfare conditionality, na Alemanha o Hartz IV / Bürgergeld, na França o RSA – Revenu de Solidarité Active, tudo países do terceiro mundo.

Mas que têm um papel importante para a procura ativa do emprego, contrapartida social, redução de fraudes, utilidade pública e eficiência económica, têm.

Eu sou defensor desta medida, mas desde sempre. Compreendo que existam outras visões. 

O objetivo do RSI é dar-te capacidade financeira de viver com (a mínima) dignidade até conseguires a inserção (ou reinserção) no mercado de trabalho, não é ter ter funcionários públicos gratuitos. 

Na Alemanha, o Hartz IV previa Ein-Euro-Jobs, que eram baiscamente trabalho comunitário obrigatório mas com uma compensação simbólica de 1 a 3€/hora por cima do subsídio e a partir de 2023 (Bürgergeld) o foco passou totalmente para formação qualificante e acompanhamento personalizado, valorizando a inserção sustentável adequada às tuas capacidades, gostos e formação, do que o emprego imediato a qualquer custo.

Em França, o RSA combina o apoio financeiro com um percurso de inserção negociado com um técnico social, que pode incluir formação, acompanhamento psicossocial ou atividades comunitárias, além de que o apoio continua nos primeiros meses após teres emprego porque por causa das regras locais acabas por ser forçado a aceitar propostas menos adequadas à tua formação. 

Só o UK faz o que defendes e o sucesso não tem sido muito.

Se querem que façam este trabalho, contratem as pessoas com contrato a termo, e paguem-lhes o SMN. Nada contra. 

Aliás, quem recebe RSI já tem obrigação de aceitar ofertas de emprego adequadas e recusar sem justificação terá consequências. Uma oferta pode ser recusada se o salário for inferior ao RSI que recebe, implicar deslocações excessivas sem transportes razoáveis, for incompatível com responsabilidades familiares e for numa área completamente diferente da tua experiência ou qualificações (sendo que isto fica menos relevante à medida que passas mais tempo com o RSI). Portanto há possibilidade de tornar isto num emprego.

O teu problema, como o de todos os libeirais na verdade, é achar que está tudo no café a fazer raspadinhas, a mamar à custa dos outros, e a viver a vida boa. 

Editado por Pan
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Uma pessoa que é despedida ou que busca o seu primeiro emprego, ambas inscritas no Centro de Emprego, terão que fazer "trabalho comunitário" para poder receber o RSI ou o subsídio de desemprego? Mas cometeram algum crime para tal? Qual? Atearam fogo no mato? Atropelaram uma velhinha na passadeira? Foram apanhados com álcool no sangue ou com drogas para consumo? Também tem que fazer apresentações esporádicas na esquadra para atestar que está tudo em ordem?

E se a pessoa não tiver condições para trabalhar, perde apoios? 

Melhor, e arranjar um trabalho digno com salário total, não seria possível?

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Citação de aFilipe8, há 3 horas:

Obviamente que não são todos, mas há muitos que por terem o subsídio se acomodam e não tem uma busca ativa pelo trabalho, assim como quem recebe o RSI. É uma forma de as pessoas procurarem melhores condições, ou acham que neste cenário vão prestar serviços 40h/semana? 

 

Citação de aFilipe8, há 1 hora:

Eu sou mais liberal, por isso revejo-me no sistema deles. Lá é quase tudo negociado entre empresa/trabalhador, o estado não se mete nisso. 

 

Eu revejo-me num sistema em que as pessoas que se afirmam liberais tivessem que passar por um período de formação mínimo de 5 anos apenas a receber um valor idêntico ao do RSI. Podendo, naturalmente, negociar condições melhores com o patrão da empresa onde for colocado, desde que este não seja o seu pai, outro familiar ou amigalhaço.

 

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Citação de Pan, há 42 minutos:

O objetivo do RSI é dar-te capacidade financeira de viver com (a mínima) dignidade até conseguires a inserção (ou reinserção) no mercado de trabalho, não é ter ter funcionários públicos gratuitos. 

Na Alemanha, o Hartz IV previa Ein-Euro-Jobs, que eram baiscamente trabalho comunitário obrigatório mas com uma compensação simbólica de 1 a 3€/hora por cima do subsídio e a partir de 2023 (Bürgergeld) o foco passou totalmente para formação qualificante e acompanhamento personalizado, valorizando a inserção sustentável adequada às tuas capacidades, gostos e formação, do que o emprego imediato a qualquer custo.

Em França, o RSA combina o apoio financeiro com um percurso de inserção negociado com um técnico social, que pode incluir formação, acompanhamento psicossocial ou atividades comunitárias, além de que o apoio continua nos primeiros meses após teres emprego porque por causa das regras locais acabas por ser forçado a aceitar propostas menos adequadas à tua formação. 

Só o UK faz o que defendes e o sucesso não tem sido muito.

Se querem que façam este trabalho, contratem as pessoas com contrato a termo, e paguem-lhes o SMN. Nada contra. 

Aliás, quem recebe RSI já tem obrigação de aceitar ofertas de emprego adequadas e recusar sem justificação terá consequências. Uma oferta pode ser recusada se o salário for inferior ao RSI que recebe, implicar deslocações excessivas sem transportes razoáveis, for incompatível com responsabilidades familiares e for numa área completamente diferente da tua experiência ou qualificações (sendo que isto fica menos relevante à medida que passas mais tempo com o RSI). Portanto há possibilidade de tornar isto num emprego.

O teu problema, como o de todos os libeirais na verdade, é achar que está tudo no café a fazer raspadinhas, a mamar à custa dos outros, e a viver a vida boa. 

No Reino Unido estas medidas so condicionaram mais as pessoas, que perdem mais tempo a tentar cumprir os requerimentos do que a arranjar trabalho. O The Guardian tem um video interessante em Rochdale.

 

 

Editado por Tugax.

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Citação de Pan, há 1 hora:

O objetivo do RSI é dar-te capacidade financeira de viver com (a mínima) dignidade até conseguires a inserção (ou reinserção) no mercado de trabalho, não é ter ter funcionários públicos gratuitos. 

Na Alemanha, o Hartz IV previa Ein-Euro-Jobs, que eram baiscamente trabalho comunitário obrigatório mas com uma compensação simbólica de 1 a 3€/hora por cima do subsídio e a partir de 2023 (Bürgergeld) o foco passou totalmente para formação qualificante e acompanhamento personalizado, valorizando a inserção sustentável adequada às tuas capacidades, gostos e formação, do que o emprego imediato a qualquer custo.

Em França, o RSA combina o apoio financeiro com um percurso de inserção negociado com um técnico social, que pode incluir formação, acompanhamento psicossocial ou atividades comunitárias, além de que o apoio continua nos primeiros meses após teres emprego porque por causa das regras locais acabas por ser forçado a aceitar propostas menos adequadas à tua formação. 

Só o UK faz o que defendes e o sucesso não tem sido muito.

Se querem que façam este trabalho, contratem as pessoas com contrato a termo, e paguem-lhes o SMN. Nada contra. 

Aliás, quem recebe RSI já tem obrigação de aceitar ofertas de emprego adequadas e recusar sem justificação terá consequências. Uma oferta pode ser recusada se o salário for inferior ao RSI que recebe, implicar deslocações excessivas sem transportes razoáveis, for incompatível com responsabilidades familiares e for numa área completamente diferente da tua experiência ou qualificações (sendo que isto fica menos relevante à medida que passas mais tempo com o RSI). Portanto há possibilidade de tornar isto num emprego.

O teu problema, como o de todos os libeirais na verdade, é achar que está tudo no café a fazer raspadinhas, a mamar à custa dos outros, e a viver a vida boa. 

Resumindo, o que está provado é que os sistemas com a tal Flexi-segurança como o famoso da Dinamarca é que funcionam. O problema é que em Portugal só se gosta da parte da flexibilidade.

Eu próprio sou um exemplo disso, se não tivesse sido permitido estar mais um par de meses no desemprego, tinha de aceitar umas das primeiras ofertas que me aparecessem em que estaria a ganhar muito menos e a pagar muito menos impostos. Assim pude esperar por uma oferta que fosse melhor para mim, quer em termos de valorização como de salário.

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Citação de aFilipe8, há 4 horas:

 

No Reino Unido há o welfare conditionality, na Alemanha o Hartz IV / Bürgergeld, na França o RSA – Revenu de Solidarité Active, tudo países do terceiro mundo.

Mas que têm um papel importante para a procura ativa do emprego, contrapartida social, redução de fraudes, utilidade pública e eficiência económica, têm.

Eu sou defensor desta medida, mas desde sempre. Compreendo que existam outras visões. 

A conversa do RSA em França é igualzinha à conversa do RSI em Portugal 

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Citação de Genzo, há 2 horas:

Uma pessoa que é despedida ou que busca o seu primeiro emprego, ambas inscritas no Centro de Emprego, terão que fazer "trabalho comunitário" para poder receber o RSI ou o subsídio de desemprego? Mas cometeram algum crime para tal? Qual? Atearam fogo no mato? Atropelaram uma velhinha na passadeira? Foram apanhados com álcool no sangue ou com drogas para consumo? Também tem que fazer apresentações esporádicas na esquadra para atestar que está tudo em ordem?

E se a pessoa não tiver condições para trabalhar, perde apoios? 

Melhor, e arranjar um trabalho digno com salário total, não seria possível?

Entao mas preferem alguém que esteja parado? Ou alguém que possa contribiuir para a sociedade enquanto procura o novo emprego?

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Citação de Keyser, há 36 minutos:

 

Entao mas preferem alguém que esteja parado? Ou alguém que possa contribiuir para a sociedade enquanto procura o novo emprego?

Se estão a trabalhar enquanto estão desempregados: a) não estão realmente desempregados; b) que sejam pagos como trabalhadores, não com os valores do RSI

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Citação de Jamarcus, Agora:

Se estão a trabalhar enquanto estão desempregados: a) não estão realmente desempregados; b) que sejam pagos como trabalhadores, não com os valores do RSI

Nao é isso a que me refiro...digo enquanto recebem o RSI (até encontrar emprego) fazer voluntariado ou algo similar.

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Citação de Keyser, há 5 minutos:

Nao é isso a que me refiro...digo enquanto recebem o RSI (até encontrar emprego) fazer voluntariado ou algo similar.

Se o voluntariado não for voluntário, não é voluntariado.

A menos que estejas a dizer que não seria obrigatório. Mas isso já é atualmente, qualquer pessoa que queria, recebendo RSI ou não, já faz voluntariado.

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Citação de Keyser, há 40 minutos:

Nao é isso a que me refiro...digo enquanto recebem o RSI (até encontrar emprego) fazer voluntariado ou algo similar.

Eu acho que devem fazer formação intensiva útil para arranjarem novas oportunidades profissionais. Isso pode incluir formação em contexto de trabalho. Tal como se faz nos países a que nos gostamos de comparar.

O IEFP recebe milhões e milhões da UE para fazer isso.

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Citação de Keyser, há 2 horas:

 

Entao mas preferem alguém que esteja parado? Ou alguém que possa contribiuir para a sociedade enquanto procura o novo emprego?

Depende. Se esse alguém fores tu, com essa convicção toda de que é preferível contribuir de borla para a sociedade em vez de estar parado, então prefiro que dês ao cabedal. Se esse alguém forem pessoas anónimas obrigadas a trabalhar sem compensação monetária adequada então sou contra (a esta coisa de ser obrigado a trabalhar sem receber dava-se antigamente um nome específico... )

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Citação de Keyser, há 2 horas:

 

Entao mas preferem alguém que esteja parado? Ou alguém que possa contribiuir para a sociedade enquanto procura o novo emprego?

O problema maior da nossa sociedade são aqueles que acham que um contribuinte- perdão- um cidadão só pode ser produtivo se estiver empregado.

E, pior de tudo, é quando associam essa suposta falta de produtividade à dignidade da vida humana.

Normalmente, quem pensa assim são aqueles que ligam o próprio valor, auto-estima e, por último, a sua identidade àquilo que fazem.

Diria que este é o maior flagelo das sociedades ocidentais capitalistas, o de contabilizar almas com um chicote numa mão e uma doutrina na outra.

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Eu passo-me com pessoas que defendem isto e outro tipo de questões. Recentemente era uma lenga-lenga sobre roubar, ser detido e depois solto. Nada acontecia, esses é que viviam bem. Respondi: se é assim tão bom, nada acontece, porque é não roubas também? mais, se dizes que é assim tão bom…eu até ajudo. Nem mais uma palavra sobre o assunto

Agora sobre o trabalho social o achar muito bem e a lenga-lenga do café ao que eu questiono se ao trabalhar como é que tem tempo para andar a contar o tempo das pessoas no café. Digo: se é assim tão maravilhoso viver de subsídios, larga tudo, pede um subsídio e vive com esse valor, é assim tão incrível. Capacidade de resposta…como diria JJ, bola. 

Editado por Lifehouse

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Citação de aFilipe8, há 17 horas:

Obviamente que não são todos, mas há muitos que por terem o subsídio se acomodam e não tem uma busca ativa pelo trabalho, assim como quem recebe o RSI. É uma forma de as pessoas procurarem melhores condições, ou acham que neste cenário vão prestar serviços 40h/semana? 

Lindo.

Agora tudo faz mais sentido. 

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Citação de HappyKing, há 32 minutos:

Lindo.

Agora tudo faz mais sentido. 

As pessoas aos receberem menos de 300 euros por mês são umas acomodadas e gastam tudo no café, em raspadinhas e bitcoin. Isso é o que está mal. Agora um caixa do pingo doce receber 800 euros e o CEO da Jerónimo Martins levar para casa milhões, mais os benefícios a que tem direito, isso está ótimo. Batam punho, masé

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Pelas contas que tenho visto no Reddit sobre isto, recebendo o máximo de RSI e trabalhando as 3 horas por dia, não dá o salário minimo se trabalhasse as 8 horas

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Citação de challenger, há 12 horas:

Eu acho que devem fazer formação intensiva útil para arranjarem novas oportunidades profissionais. Isso pode incluir formação em contexto de trabalho. Tal como se faz nos países a que nos gostamos de comparar.

O IEFP recebe milhões e milhões da UE para fazer isso.

A questão é terá o IEFP depois trabalho para essas pessoas nessas formações ? Duvido um bocado. Não deve adiantar de muito eles obrigarem-te a teres um curso de, sei lá, manicure e depois não tens formação em contexto de trabalho sequer quando 90% dos empregos hoje em dia tem logo o contexto de trabalho como factor eliminatório. 

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Citação de Jamarcus, há 13 horas:

Se o voluntariado não for voluntário, não é voluntariado.

A menos que estejas a dizer que não seria obrigatório. Mas isso já é atualmente, qualquer pessoa que queria, recebendo RSI ou não, já faz voluntariado.

Ok, entao um trabalho obrigatório, algo uma contribuicao para a sociedade e que possa o desempregado desenvolver também as suas competencias.

Citação de Descartes, há 12 horas:

Depende. Se esse alguém fores tu, com essa convicção toda de que é preferível contribuir de borla para a sociedade em vez de estar parado, então prefiro que dês ao cabedal. Se esse alguém forem pessoas anónimas obrigadas a trabalhar sem compensação monetária adequada então sou contra (a esta coisa de ser obrigado a trabalhar sem receber dava-se antigamente um nome específico... )

Entao simplesmente fica tudo como está?

Citação de John Bonifácio, há 11 horas:

O problema maior da nossa sociedade são aqueles que acham que um contribuinte- perdão- um cidadão só pode ser produtivo se estiver empregado.

E, pior de tudo, é quando associam essa suposta falta de produtividade à dignidade da vida humana.

Normalmente, quem pensa assim são aqueles que ligam o próprio valor, auto-estima e, por último, a sua identidade àquilo que fazem.

Diria que este é o maior flagelo das sociedades ocidentais capitalistas, o de contabilizar almas com um chicote numa mão e uma doutrina na outra.

Explica-me como podes ser produtivo entao sem estares empregado ou a contribuir para a sociedade de alguma maneira.

Citação de HappyKing, há 2 horas:

Lindo.

Agora tudo faz mais sentido. 

Mas há ou nao há pessoas que se acomodam? Como podem contribuir/desenvolver competencias? E atencao estou a dizer "contribuir" nao "produzir"....

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Ninguém me tira da cabeça que somos a espécie animal mais burra que já pisou este planeta. 

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