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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Duda34, há 2 minutos:

Nota-se o desapontamento

Como estás, amigo?

O da CDU enganou-se no nome da cidade à qual se candidata, mas até teve alguns apontamentos interessantes.

Editado por bug

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Citação de Genzo, há 31 minutos:

Era até os motoristas de materiais perigosos ou que fornecem os supermercados pararem outra vez. A partir daí começava logo o barulho do povo. Quer dizer, logo logo talvez não. 

Primeiro ficarão a ver a Catedral a arder, depois serão filas enormes nos postos de combustível para atestar o depósito e nos supermercados para os enlatados e papel higiénico. E antes de se revoltarem com o Governo, ainda maltratariam os motoristas que estão parados. 

Contudo, tenho as minhas dúvidas que o Montenegro será capaz de resolver o problema tão rápido como o seu antecessor.

Mas o Ayuso não tinha deixado a UAE para assinar pela Lidl Trek? Bom, ao menos vai ser um concelho que promove a ciclovia. Não pode ser só o autocarro com rodas numa "linha privada".

Esses não fazem parte do grupo do "carcanhol" que financia o Chega ?

Sinceramente, não sei. Que há muita malta cheia de dinheiro e outra com muito estatuto e menos dinheiro a financiar o Chega, isso há. 

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Está aprovado, tudo que seja estrangeiro vai ser recambiado do país. 

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Citação de Banks29, há 1 hora:

Está aprovado, tudo que seja estrangeiro vai ser recambiado do país. 

Os Avillez, os Bettencourt, os Abecassis, os Botton, os Champalimaud, os Mayer, os Breyner, os Casanova, os Bourbon, etc. 

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Citação de Jimpo, há 10 minutos:

Os Avillez, os Bettencourt, os Abecassis, os Botton, os Champalimaud, os Mayer, os Breyner, os Casanova, os Bourbon, etc. 

E o Sporting fica sem adeptos?

Editado por Tio Hans
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Citação de Hammerfall, há 2 horas:

255M de euros então. Mas antes desse resultado líquido, o que é que foi para o estado vs o que poderia ter ido se este exemplo em específico não tivesse a sua sede fiscal noutro país?

E se o lucro é de 15%, não poderia o estado como já disse anteriormente competir com o lucro a 5% e oferecer um serviço mais competitivo? Eu sei que estou aqui a "simplificar" demasiado a coisa, e se calhar está aí o meu erro lol

O lucro directo com a venda é 15%. Quem tiver a mesma estrutura e uma margem de 5% tem um prejuízo brutal. Não dá.

Quanto à na Holanda, e sem querer defender a gestão, não servindo de seu advogado, nem pondo as mãos no fogo por pessoas que não conheço, tem uma justificação óbvia e compreensível. Na altura em que a JM mudou a sede para a Holanda, não havia convenção para evitar a dupla tributação entre Portugal e Colômbia (entretanto já há). Ou seja, os lucros que a JM viesse a ter na Colômbia iam ser tributados duas vezes, lá e cá, o que, convenhamos, não é minimamente justo. E nota uma coisa, a JM não se limitou a mudar a sede no papel. Isso nunca seria aceite pela AT. Para o fazer teve que demonstrar que tem actividade na Holanda, escritórios, funcionários, etc.

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Citação de Tio Hans, há 6 horas:

Não tens que pedir desculpa. As margens nos supermercados nos bens essenciais, i.e., na comida, e em outros bens que sejam de marca branca, são baixas. São baixas no arroz, são baixas na massa, são baixas na pasta dos dentes ou nos detergentes de marca branca. As margens são absurdas na Nutella, nos desodorizantes dove ou no café para a Dolce Gusto. A melhor forma de verificares é procurares online e veres se arranjas arroz muito mais barato do que no Pingo Doce, p.e.. Eu garanto-te que arranjas café Dolce Gusto muito mais barato do que no Continente.

Mas, só para que não haja dúvidas, fica aqui uma versão simplificada da demosntração de resultados da Jerónimo Martins no 1º semestre. A margem é 20,5% das vendas, ou seja, o que sobra das vendas da JM depois de se retirar o que os produtos vendidos custaram à empresa corresponde a 20,5% do total dessas vendas. E o resultado líquido da empresa corresponde a apenas 1,5% dessas vendas. Eu sei que, mesmo assim, 1,5% de 17 mil milhões de euros é muito dinheiro, mas não é um negócio particularmente rentável. Tem outras vantagens, liberta imensa tesouraria, é mais ou menos previsível, etc., mas está longe de ser extremamente rentável. E pagam mal e porcamente, imagina se pagassem bem.

Captura de ecrã 2025-09-30 144139.jpg

Só para complementar que a margem do Pingo Doce é de apenas 15%. Ou seja, por cada euro vendido, o Pingo Doce ganha 15 cêntimos.

Isso é tudo verdade e as margens também são absurdas em tudo o que é frescos. Mas por acaso tenho um familiar a trabalhar num departamento na sede de um dos grupos de retalho em Portugal (não é dos maiores nem dos mais pequenos, deve andar pelo meio da tabela em termos de quota de mercado) e só me diz "se isto assim dá dinheiro, imagina bem gerido". Funções duplicadas, muita malta a fazer trabalhos que nos anos 80 faziam sentido, mas com a digitalização que já é possível não fazem sentido, etc. E isto também é culpa dos salários baixos, porque se fossem mais altos (aumento substancial do salário mínimo por exemplo) a gestão de topo acordava para a vida e substituia essas pessoas por processos digitais mais ágeis.

 

Citação de smashing_pumpkin , há 5 horas:

Há muitas marcas que ainda funcionam por representantes a nível nacional. Em teoria só eles é que vendem cá. Sei pelo menos 1 produto que está lá e não é vendido pelo representante nem o representante sabe de onde vem. E só se apercebeu disso porque teve reclamações da qualidade do produto que foi comprado na normal.

Também me disse que eles têm várias inspecções da ASAE nas quais têm que retirar imenso produto, mas que funcionam mesmo assim. Na semana seguinte volta à prateleira.

Não sei se é o caso, mas normalmente nestes casos o que acontece muito é que como o produto não é feito para vender em Portugal não vem com rótulo em Português. Depois alguns desgraçados têm de andar a meter aqueles autocolantes com tradução do rótulo para português. Mas nem sempre acontece e quando a ASAE apanha produto sem rótulo é logo motivo para retirar produto.

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Citação de challenger, há 37 minutos:

Isso é tudo verdade e as margens também são absurdas em tudo o que é frescos. Mas por acaso tenho um familiar a trabalhar num departamento na sede de um dos grupos de retalho em Portugal (não é dos maiores nem dos mais pequenos, deve andar pelo meio da tabela em termos de quota de mercado) e só me diz "se isto assim dá dinheiro, imagina bem gerido". Funções duplicadas, muita malta a fazer trabalhos que nos anos 80 faziam sentido, mas com a digitalização que já é possível não fazem sentido, etc. E isto também é culpa dos salários baixos, porque se fossem mais altos (aumento substancial do salário mínimo por exemplo) a gestão de topo acordava para a vida e substituia essas pessoas por processos digitais mais ágeis.

 

Não sei se é o caso, mas normalmente nestes casos o que acontece muito é que como o produto não é feito para vender em Portugal não vem com rótulo em Português. Depois alguns desgraçados têm de andar a meter aqueles autocolantes com tradução do rótulo para português. Mas nem sempre acontece e quando a ASAE apanha produto sem rótulo é logo motivo para retirar produto.

Os frescos têm um problema. Ou se vendem ou vão para o lixo. 

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Citação de Hammerfall, há 5 horas:

255M de euros então. Mas antes desse resultado líquido, o que é que foi para o estado vs o que poderia ter ido se este exemplo em específico não tivesse a sua sede fiscal noutro país?

E se o lucro é de 15%, não poderia o estado como já disse anteriormente competir com o lucro a 5% e oferecer um serviço mais competitivo? Eu sei que estou aqui a "simplificar" demasiado a coisa, e se calhar está aí o meu erro lol

Os supermercados sao um negocio como o TioHans mostrou, de margens baixas, que apenas sobrevive devido ao volume.

15% neste caso sao as margens brutas sem SG&A (salarios, publicidade, etc). O lucro anda nos 2% a 1% regra geral. O estado com uma margem bruta de 15% mas com os condicionalismos de contratacao publica nao conseguiria sequer competir...ora tinha precos mais caros ora ficava com prejuizo.

Ha negocios muito mais rentaveis do que esse tipo de retalho...ate o McDonnalds que mencionaste...a historia de isto custou 25 centimos a fazer e vendem por 10 euros, basicamente sim custou 25 centimos de materia prima, mas alem disso tens de pagar as pessoas, eletricidade, luz, gas, renda da loja (em muitos casos a taxa de franchise altissima), seguros, etc. 

Um excelente exemplo aqui do Starbucks: o custo de um Grand Latte que 'e vendido por 4,80 nao passa de 60 centimos....no entanto adicionando todos os componentes, o profit real sao 18% que ainda 'e bastante, no entanto isto ainda 'e pre tax (porque na imagem o tax 'e apenas o IVA ou Sales tax no acto da compra)

image.png.0bfc47eda3e9f14a48e8c815bc8a7b40.png

 

Nao 'e para ter pena dos supermercados ou dos Starbucks da vida, mas ha negocios com margens de lucro de 100%-200% e ate bastante mais, nao teem 'e o volume de vendas de um supermercado ou de um mcdonnalds

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Citação de Burkina2008, há 11 minutos:

Os supermercados sao um negocio como o TioHans mostrou, de margens baixas, que apenas sobrevive devido ao volume.

15% neste caso sao as margens brutas sem SG&A (salarios, publicidade, etc). O lucro anda nos 2% a 1% regra geral. O estado com uma margem bruta de 15% mas com os condicionalismos de contratacao publica nao conseguiria sequer competir...ora tinha precos mais caros ora ficava com prejuizo.

Ha negocios muito mais rentaveis do que esse tipo de retalho...ate o McDonnalds que mencionaste...a historia de isto custou 25 centimos a fazer e vendem por 10 euros, basicamente sim custou 25 centimos de materia prima, mas alem disso tens de pagar as pessoas, eletricidade, luz, gas, renda da loja (em muitos casos a taxa de franchise altissima), seguros, etc. 

Um excelente exemplo aqui do Starbucks: o custo de um Grand Latte que 'e vendido por 4,80 nao passa de 60 centimos....no entanto adicionando todos os componentes, o profit real sao 18% que ainda 'e bastante, no entanto isto ainda 'e pre tax (porque na imagem o tax 'e apenas o IVA ou Sales tax no acto da compra)

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Nao 'e para ter pena dos supermercados ou dos Starbucks da vida, mas ha negocios com margens de lucro de 100%-200% e ate bastante mais, nao teem 'e o volume de vendas de um supermercado ou de um mcdonnalds

Como o @Tio Hans já tinha posto acima, já percebi que não é um modelo de negócio adequado ao "ideal utópico" que coloquei atrás

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Isso do governo ter algumas lojas em princípio vai ter agora um bom teste em nova Iorque por mao do radical socialista islâmico antisemita mamdani

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Eu gostava só de adicionar um ponto, a generalidade das grandes empresas portuguesas, reitero, a generalidade, não todas, ganham rios de dinheiro com os investimentos no estrangeiro. É a Jerónimo Martins com a Biedronka, a Galp com os poços de petróleo, as papeleiras, as empresas de construção, etc. O mercado nacional é pequeno, pobre e cheio de truques e burocracias, regras e regrinhas, etc. Se as EDP da vida estivessem circunscritas a Portugal, não valiam nem 10% do que valem.

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Citação de Burkina2008, há 29 minutos:

Os supermercados sao um negocio como o TioHans mostrou, de margens baixas, que apenas sobrevive devido ao volume.

15% neste caso sao as margens brutas sem SG&A (salarios, publicidade, etc). O lucro anda nos 2% a 1% regra geral. O estado com uma margem bruta de 15% mas com os condicionalismos de contratacao publica nao conseguiria sequer competir...ora tinha precos mais caros ora ficava com prejuizo.

Ha negocios muito mais rentaveis do que esse tipo de retalho...ate o McDonnalds que mencionaste...a historia de isto custou 25 centimos a fazer e vendem por 10 euros, basicamente sim custou 25 centimos de materia prima, mas alem disso tens de pagar as pessoas, eletricidade, luz, gas, renda da loja (em muitos casos a taxa de franchise altissima), seguros, etc. 

Um excelente exemplo aqui do Starbucks: o custo de um Grand Latte que 'e vendido por 4,80 nao passa de 60 centimos....no entanto adicionando todos os componentes, o profit real sao 18% que ainda 'e bastante, no entanto isto ainda 'e pre tax (porque na imagem o tax 'e apenas o IVA ou Sales tax no acto da compra)

image.png.0bfc47eda3e9f14a48e8c815bc8a7b40.png

 

Nao 'e para ter pena dos supermercados ou dos Starbucks da vida, mas ha negocios com margens de lucro de 100%-200% e ate bastante mais, nao teem 'e o volume de vendas de um supermercado ou de um mcdonnalds

Eu tenho pena.

https://www.investopedia.com/starbucks-faces-scrutiny-as-ceo-s-pay-is-6-666-times-that-of-the-median-barista-11807782

  • Starbucks CEO Brian Niccol made $95.8 million in 2024, while the median barista at the company made just $14,674, according to the AFL-CIO.
  • The CEO-to-worker pay ratio of 6,666-to-1 is the largest among all S&P 500 companies.

Se ao menos a margem de lucro fosse maior um bocadinho, talvez desse para não ter que fechar tantas lojas. Eu proponho um crowdfunding.

Editado por Solero
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Citação de Solero, há 16 minutos:

Eu tenho pena.

https://www.investopedia.com/starbucks-faces-scrutiny-as-ceo-s-pay-is-6-666-times-that-of-the-median-barista-11807782

  • Starbucks CEO Brian Niccol made $95.8 million in 2024, while the median barista at the company made just $14,674, according to the AFL-CIO.
  • The CEO-to-worker pay ratio of 6,666-to-1 is the largest among all S&P 500 companies.

Se ao menos a margem de lucro maior um bocadinho, talvez desse para não ter que fechar tantas lojas. Eu proponho um crowdfunding.

E o que 'e que isso invalida o argumento de que uma coisa ter custado x em materia prima nao quer dizer que custe o mesmo x a quem a vende?

Citação de Hammerfall, há 34 minutos:

Como o @Tio Hans já tinha posto acima, já percebi que não é um modelo de negócio adequado ao "ideal utópico" que coloquei atrás

O Estado esta bem onde nao devia nunca ter saido: Telecomunicacoes, Energia, Gasolina, Correiros, etc. Basicamente venda de coisas ou servicos estrategicos para o pais.

Ha exemplos sobretudo nos paises do Norte onde o Estado vende certos produtos, normalmente de foma monopolista. Mas isso nao quer dizer que seja mais barato. Alko que 'e uma especie de pequeno supermercado na Finlandia, detido pelo Estado finlandes, tem monopolio de alcool acima de 8% (se bem me lembro), no entanto tambem vende cerveja... Qualquer outro supermercado na Finlandia vende cerveja mais barata do que o Alko...

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Citação de Burkina2008, há 23 minutos:

E o que 'e que isso invalida o argumento de que uma coisa ter custado x em materia prima nao quer dizer que custe o mesmo x a quem a vende?

Em nada, só me estava a meter contigo.

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Citação de Solero, há 10 minutos:

Em nada, só me estava a meter contigo.

Gabo-te a paciencia

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Lisboa, PCP e as tendências suicidas da esquerda

Lisboa, PCP e as tendências suicidas da esquerda

Porque se pôs o PCP de fora da mais fácil das coligações? Diz que o PS viabilizou orçamentos de Moedas. Para quem tem um historial do “vodka com laranja”, pega mal. Tirando o CH, o PCP é o único que não faz alianças em nenhum concelho. Nem em casos escandalosos ou onde as lideraria. Depois da geringonça, acha que os entendimentos matam. Lisboa expulsa o povo do condomínio e tem o pior presidente de sempre, que só a dispersão de votos pode manter. A esquerda pode evaporar-se no país. As tendências suicidas são, neste contexto, perturbadoras

Estarão espantados os militantes do PCP, habituados a queixarem-se do tratamento mediático, ao ver os comentadores de direita a derreterem-se com João Ferreira. Sem desmerecer as qualidades técnicas e oratórias do candidato comunista a quase tudo (se não as tivesse, não o seria, e os 12 anos como vereador também ajudam), devem desconfiar. Quando a direita convida um comunista para o brunch é mau sinal.

Não quer dizer que não respeitem João Ferreira, como respeitavam outros comunistas, a começar por Álvaro Cunhal. Quer dizer que resolveram ignorar o ódio, porque mais altos valores se levantam. Percebem que João Ferreira é a possibilidade que sobra para dispersar o cansaço com a incompetência de Carlos Moedas, prolongando-a. Nada mais do que isto.

Tendo divergido fortemente da posição do PCP quanto à guerra da Ucrânia, defendi-o quando esta mesma direita, que agora o elogia, quis transformá-lo em pária político, alimentando paralelos absurdos com a extrema-direita e apelando a boicotes à Festa do Avante. Mas não posso deixar de sublinhar a sua irresponsabilidade, não percebendo a importância quase refundadora que estas eleições têm para Lisboa e, por razões mais profundas, para o País.

Nunca fui sensível ao apelo do voto útil, apesar de, em autárquicas, ser difícil de contrariar. Não há geringonças possíveis. The winner takes it all. Quem fica em primeiro governa. E é por isso que também defendo alianças quando são possíveis. O que não faz muito sentido é achar que João Ferreira dá um excelente vereador sem pasta, na oposição, em vez de um vereador com pasta, numa autarquia de esquerda.

Assim sendo, a pergunta que sobra é: porque se pôs o PCP de fora da coligação de toda a esquerda, para a qual foi insistentemente convidado, podendo participar na construção programática como a segunda força à esquerda nesta lista? Ferreira dá um argumento que poderia ser compreensível – o PS viabilizou os orçamentos de Moedas, que o próprio PCP ajudará a eternizar no poder –, não fosse o historial dos comunistas pelo país fora ao longo dos anos.

Não foi com o PS que os comunistas tiveram mais entendimentos, que foram muitíssimo mais longe do que viabilizar orçamentos para impedir, mal ou bem, a vitimização. Os mais comuns foram com o PSD, naquilo que ficou conhecido como “vodka com laranja”, em várias autarquias do país governadas pelo PSD ou pela CDU ao longo dos anos. Havia cumplicidade programática dos comunistas com Rui Rio, quando ele, com uma desgraçada política social de habitação e a destruição de toda a vida cultural da cidade, garantia um vereador com pelouro ao PCP?

De onde vem este súbito purismo? Não veio de lado algum, porque a decisão de recusar entrar na coligação nada tem a ver com Lisboa. Ou alguém acha que Alexandra Leitão, sem ligação ao mandato de Medina ou à oposição que se fez a Moedas, e seguramente uma das pessoas à esquerda no PS, seria difícil de aceitar pelos comunistas? Se o PCP não consegue entender-se com Alexandra Leitão, aliada ao BE e ao Livre, não consegue entender-se com ninguém. Quem governou com Rio terá dificuldade em explicar porque motivo não se entende com Leitão. Quem se coligou com João Soares, num entendimento que já tinha estagnado em todos os seus propósitos programáticos, também.

Se o problema fosse Lisboa, não se repetia em mais de 300 concelhos. Tirando o Chega, com quem ninguém quer coligações, o PCP é o único partido parlamentar que não faz qualquer aliança (exceto com o PEV, que daria para outro texto). E recusou-a, para além de Lisboa, em dois casos extremos: em Albufeira, onde toda a esquerda junta poderia tentar evitar a vitória do Chega, e em Loures, onde BE, Livre e PAN estavam disponíveis para uma coligação liderada pelos comunistas contra Ricardo Leão, do PS. Nem liderando aceitam. Em lado algum. Nenhuma. Zero.

Por uma razão, que nada tem a ver com orçamentos da Câmara Municipal de Lisboa (os argumentos surgem, em cada um dos lugares, a posteriori) porque a lição que os comunistas tiraram da “geringonça” é que os entendimentos matam. E preferem que o país vire radicalmente à direita, quando esta já tem um presidente, duas regiões autónomas, as duas principais cidades e dois terços dos deputados, a correrem riscos.

Nada me move contra o PCP. Hoje, vivo dividido entre dois concelhos (Lisboa e Montemor-o-Novo), e fui a um dos lançamentos da candidatura da CDU, no concelho alentejano, por achar que Carlos Pinto de Sá é uma boa alternativa ao atual executivo do PS. E nada tenho contra divergências na bipolarização. Apoiei Miguel Portas quando achei que estava no tempo de mudar a cidade e João Soares representava o acomodamento de mais de uma década que já pouco tinha do projeto de Jorge Sampaio. Numa altura em que o país era dominado pela esquerda, com Guterres como primeiro-ministro e Sampaio Presidente. Em política, os contextos são quase tudo.

Vivemos um tempo histórico bem diferente. Dramaticamente diferente. Lisboa está a expulsar o povo do condomínio em que se tornou e esta será a última oportunidade de travar o êxodo forçado. A capital tem o pior presidente da Câmara da sua história democrática (o que os comunistas relativizam, tentando a absurda equiparação com Leitão) e só a dispersão de votos pode mantê-lo no poder. E vivemos num país onde a esquerda pode evaporar-se, desequilibrando perigosamente todo tabuleiro político.

Não preciso de recordar o melão com que muitos eleitores de Lisboa acordaram no dia seguinte às últimas eleiçõesautárquicas, quando descobriram que, mesmo em maioria, entregaram a câmara a alguém que tem o currículo deincompetência, mentira e apropriação de obra alheia que a última edição da Sábado tão bem retratou. Olhando para as sondagens, as tendências suicidas da esquerda são, neste contexto, muito perturbadoras.

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Citação de Tio Hans, há 16 horas:

E o Sporting fica sem adeptos?

Foi o que precisamos pra ser campeões!

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Citação de Lebohang, há 1 hora:
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Lisboa, PCP e as tendências suicidas da esquerda

Lisboa, PCP e as tendências suicidas da esquerda

Porque se pôs o PCP de fora da mais fácil das coligações? Diz que o PS viabilizou orçamentos de Moedas. Para quem tem um historial do “vodka com laranja”, pega mal. Tirando o CH, o PCP é o único que não faz alianças em nenhum concelho. Nem em casos escandalosos ou onde as lideraria. Depois da geringonça, acha que os entendimentos matam. Lisboa expulsa o povo do condomínio e tem o pior presidente de sempre, que só a dispersão de votos pode manter. A esquerda pode evaporar-se no país. As tendências suicidas são, neste contexto, perturbadoras

Estarão espantados os militantes do PCP, habituados a queixarem-se do tratamento mediático, ao ver os comentadores de direita a derreterem-se com João Ferreira. Sem desmerecer as qualidades técnicas e oratórias do candidato comunista a quase tudo (se não as tivesse, não o seria, e os 12 anos como vereador também ajudam), devem desconfiar. Quando a direita convida um comunista para o brunch é mau sinal.

Não quer dizer que não respeitem João Ferreira, como respeitavam outros comunistas, a começar por Álvaro Cunhal. Quer dizer que resolveram ignorar o ódio, porque mais altos valores se levantam. Percebem que João Ferreira é a possibilidade que sobra para dispersar o cansaço com a incompetência de Carlos Moedas, prolongando-a. Nada mais do que isto.

Tendo divergido fortemente da posição do PCP quanto à guerra da Ucrânia, defendi-o quando esta mesma direita, que agora o elogia, quis transformá-lo em pária político, alimentando paralelos absurdos com a extrema-direita e apelando a boicotes à Festa do Avante. Mas não posso deixar de sublinhar a sua irresponsabilidade, não percebendo a importância quase refundadora que estas eleições têm para Lisboa e, por razões mais profundas, para o País.

Nunca fui sensível ao apelo do voto útil, apesar de, em autárquicas, ser difícil de contrariar. Não há geringonças possíveis. The winner takes it all. Quem fica em primeiro governa. E é por isso que também defendo alianças quando são possíveis. O que não faz muito sentido é achar que João Ferreira dá um excelente vereador sem pasta, na oposição, em vez de um vereador com pasta, numa autarquia de esquerda.

Assim sendo, a pergunta que sobra é: porque se pôs o PCP de fora da coligação de toda a esquerda, para a qual foi insistentemente convidado, podendo participar na construção programática como a segunda força à esquerda nesta lista? Ferreira dá um argumento que poderia ser compreensível – o PS viabilizou os orçamentos de Moedas, que o próprio PCP ajudará a eternizar no poder –, não fosse o historial dos comunistas pelo país fora ao longo dos anos.

Não foi com o PS que os comunistas tiveram mais entendimentos, que foram muitíssimo mais longe do que viabilizar orçamentos para impedir, mal ou bem, a vitimização. Os mais comuns foram com o PSD, naquilo que ficou conhecido como “vodka com laranja”, em várias autarquias do país governadas pelo PSD ou pela CDU ao longo dos anos. Havia cumplicidade programática dos comunistas com Rui Rio, quando ele, com uma desgraçada política social de habitação e a destruição de toda a vida cultural da cidade, garantia um vereador com pelouro ao PCP?

De onde vem este súbito purismo? Não veio de lado algum, porque a decisão de recusar entrar na coligação nada tem a ver com Lisboa. Ou alguém acha que Alexandra Leitão, sem ligação ao mandato de Medina ou à oposição que se fez a Moedas, e seguramente uma das pessoas à esquerda no PS, seria difícil de aceitar pelos comunistas? Se o PCP não consegue entender-se com Alexandra Leitão, aliada ao BE e ao Livre, não consegue entender-se com ninguém. Quem governou com Rio terá dificuldade em explicar porque motivo não se entende com Leitão. Quem se coligou com João Soares, num entendimento que já tinha estagnado em todos os seus propósitos programáticos, também.

Se o problema fosse Lisboa, não se repetia em mais de 300 concelhos. Tirando o Chega, com quem ninguém quer coligações, o PCP é o único partido parlamentar que não faz qualquer aliança (exceto com o PEV, que daria para outro texto). E recusou-a, para além de Lisboa, em dois casos extremos: em Albufeira, onde toda a esquerda junta poderia tentar evitar a vitória do Chega, e em Loures, onde BE, Livre e PAN estavam disponíveis para uma coligação liderada pelos comunistas contra Ricardo Leão, do PS. Nem liderando aceitam. Em lado algum. Nenhuma. Zero.

Por uma razão, que nada tem a ver com orçamentos da Câmara Municipal de Lisboa (os argumentos surgem, em cada um dos lugares, a posteriori) porque a lição que os comunistas tiraram da “geringonça” é que os entendimentos matam. E preferem que o país vire radicalmente à direita, quando esta já tem um presidente, duas regiões autónomas, as duas principais cidades e dois terços dos deputados, a correrem riscos.

Nada me move contra o PCP. Hoje, vivo dividido entre dois concelhos (Lisboa e Montemor-o-Novo), e fui a um dos lançamentos da candidatura da CDU, no concelho alentejano, por achar que Carlos Pinto de Sá é uma boa alternativa ao atual executivo do PS. E nada tenho contra divergências na bipolarização. Apoiei Miguel Portas quando achei que estava no tempo de mudar a cidade e João Soares representava o acomodamento de mais de uma década que já pouco tinha do projeto de Jorge Sampaio. Numa altura em que o país era dominado pela esquerda, com Guterres como primeiro-ministro e Sampaio Presidente. Em política, os contextos são quase tudo.

Vivemos um tempo histórico bem diferente. Dramaticamente diferente. Lisboa está a expulsar o povo do condomínio em que se tornou e esta será a última oportunidade de travar o êxodo forçado. A capital tem o pior presidente da Câmara da sua história democrática (o que os comunistas relativizam, tentando a absurda equiparação com Leitão) e só a dispersão de votos pode mantê-lo no poder. E vivemos num país onde a esquerda pode evaporar-se, desequilibrando perigosamente todo tabuleiro político.

Não preciso de recordar o melão com que muitos eleitores de Lisboa acordaram no dia seguinte às últimas eleiçõesautárquicas, quando descobriram que, mesmo em maioria, entregaram a câmara a alguém que tem o currículo deincompetência, mentira e apropriação de obra alheia que a última edição da Sábado tão bem retratou. Olhando para as sondagens, as tendências suicidas da esquerda são, neste contexto, muito perturbadoras.

esse cara de cu não percebeu que tendência suicida é coligarem-se ao PS da Alexandra Leitão. E para um gajo que fala de contextos; ele deve perceber que o PCP considera que não é tempo de fazer coligações com o PS ou com mais alguém. Basta ver o tempo de antena que os restantes partidos da coligação com o PS têm tido, meros figurantes. Ainda por cima o Daniel Oliveira é alguém como o que acusa os comentadores de direita serem; alguém com um ódio ao PCP e que só fala bem deles quando lhe convém.

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