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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Jamarcus, há 3 horas:

Portal da Candidatura: Candidato Vieira

Assinem, por favor. Dever cívico. 

Eu vou assinar amanha logo que tiver o card reader que deixei no escritorio.

Ja apoiei em da primeira vez que ele quase conseguiu as assinaturas ha uns 20 anos atras. Alias eu acho que ele tinha as suficientes mas decidiu apresentar no meio assinaturas do Homem-Aranha e da Heidi...e f*deu...

Espero que desta vez seja "a serio", nem que seja para voto de protesto.

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Comissão fartou-se e exige o fim do desconto no ISP. 

Vai ser bonito um aumento de 15 cêntimos nos combustíveis. 

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Citação de Cannonball, há 16 minutos:

Só assino se ainda tiver a proposta de vender a Madeira.

Não, para a Madeira há uma nova proposta:

 

 

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Citação de Plagio o Original, há 11 horas:

Se calhar vem aí uma multa para o doutor intrapolls mas deve ter valido a pena

Está a ter a atenção que sempre quis

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bafkreigz6c2cfk3cgspchuaxlu5wtvez63ythqu

 

Luís (Montenegro) no céu com diamantes

Citação

No Luxemburgo, onde o salário médio anda nos 5000 euros, uma renda de 2500 é considerada “de luxo”. Cá, com salário médio líquido nos 1200 euros, temos um governo acha que 2300 euros é uma renda “moderada”. Talvez seja altura de o PSD passar a chamar-se LSD.

(...)

Em 2021, só havia 57 mil contratos com valores entre 650 e 999,99 euros, o que quer dizer que a maioria das rendas estavam abaixo de 650 euros. Vamos então usar um valor médio nacional de renda baixo — muito provavelmente errado tendo em conta que os preços subiram muitíssimo, e que os locais onde mais subiram são também aqueles onde ocorreram mais novos arrendamentos nos últimos anos (Lisboa, Porto e Algarve) —, digamos 300 euros.

Temos pois 3600 euros anuais (300 vezes 12). Multiplicando por 772 mil arrendamentos, dá quase três mil milhões de euros (2 779 200 mil). Aplicando a este valor a taxa de imposto de 25%, entrariam cerca de 700 milhões nos cofres do Estado (694,8). Com a taxa de 10%, a receita fiscal desce para 278 milhões. A diferença é de mais de 400 milhões.

Agora pensemos nas rendas de 2000 euros, que o Governo considera “moderadas”, e Pinto Luz assevera serem do mais comum que há em Lisboa. Vamos admitir que correspondem a 5% das rendas praticadas em Portugal, ou seja, para o universo de 772 mil arrendamentos, 38 600 contratos. Temos então 24 mil euros (12 vezes 2000) a multiplicar por esse número de contratos, ou seja 926,4 milhões. 25% disso são 231,6 milhões; 10% são 92,6 milhões. 

Ou seja, os arrendamentos com valores na ordem dos 2000 euros receberão uma parte muito significativa da “borla fiscal” que o Governo está a propor oferecer aos senhorios — e sem qualquer condição associada.

Spoiler

Um dos riscos de titular um texto com um trocadilho baseado numa canção dos Beatles sobre uma experiência com alucinogénios (LSD) é que uma parte considerável dos leitores, incluindo a maioria dos governantes atuais, não “apanhe” a piada. Mas até nisso — acho — é apropriada: é que nós, a maioria dos governados, também estamos à nora com a ideia de que o conceito de “renda moderada” inclui, no entendimento esclarecido do Governo, valores até 2300 euros.

E não melhorou com as explicações, temo. É ver a cara de António Costa (o jornalista) na entrevista a Miguel Pinto Luz (o ministro da Habitação) quando este lhe garante que “2300 euros é uma renda para a classe média porque se aplicarmos a taxa de esforço de 40% a um rendimento de 5750 euros de um agregado familiar dá 2300 euros”. “São poucas as famílias com esses rendimentos”, diz o entrevistador. “Não são, são muitas”, responde Pinto Luz, deixando Costa de boca à banda. E o ministro, feliz, insiste: “São números, e eu gosto dos números. É que nós andamos a falar de valores moderados, rendas acessíveis, há muitos anos e não nos preocupamos com uma coisa essencial: o rendimento dos portugueses; o que têm no bolso.” 

O jornalista, perplexo, lembra ao governante que o salário médio dos portugueses está muito abaixo de 5000 ou até de 2000 euros, e aquele corrobora: sim, é de 1500 euros (na verdade, terá sido este ano de 1200 euros líquidos, ou cerca de 1700 brutos). Para a seguir asseverar que a maioria das rendas praticadas em Lisboa é superior, “em muitas dimensões” (incluindo as da outra dimensão, vulgo espaço?) a 2300 euros.

Esta explicação, chamemos-lhe assim, deve ter circulado na área da coligação governamental, porque também o ex-deputado do CDS Diogo Feio a usou num debate na SIC-N, começando aliás por sublinhar que “é muito fácil perceber, apesar de haver muita gente que está com dúvidas”. 

“Façamos uma conta simples", disse Feio. "Os portugueses podem ter custos máximos na área da habitação até aos 40% do que ganham. Se eu aplicar este conceito e tiver um casal, esse casal terá como rendimento bruto mensal na ordem dos 5600 euros. Dividindo, dá 2800 euros. Isto é o que ganham professores universitários, profissionais liberais, médicos, por aí fora. Esta medida abarca 90% do nosso imobiliário atualmente.”

Perceberam? De certeza que sim, porque é muito simples. Então, para começar, em 2024 dos um pouco menos de cinco milhões de trabalhadores existentes em Portugal (4,75 milhões) só 5,77% tinham uma remuneração bruta mensal regular (o que inclui o subsídio de alimentação) superior a 2000 euros. Só que — algo que pelos vistos o Governo esqueceu — esses salários pagam impostos e Segurança Social. No conjunto, pagam mais que os 25% a que até agora eram taxadas as rendas. 

Assim, se tivermos em consideração valores líquidos — aqueles com que se tem de contar para efetuar aquele cálculo dos 40% do rendimento disponível — são naturalmente ainda menos os que podem gabar-se de auferir mais de 2000 euros. O que significa que a “explicação” que o Governo difundiu entre os seus apoiantes começa logo aí por não ter ponta por onde se lhe pegue: é que um casal com um rendimento bruto mensal de 5750 euros não tem — nem pouco mais ou menos — um rendimento líquido mensal desse valor.

Mas há mais motivos para achar que o Executivo de Luís Montenegro anda a consumir cogumelos mágicos. É que este conceito da “renda moderada” serve para definir o universo das rendas que, de acordo com a proposta, passarão a pagar uma taxa de IRS de 10% — menos 15 pontos percentuais que a taxa normal sobre as rendas. E isto, explica Miguel Pinto Luz (na mesma entrevista), porque “queremos melhor redistribuição da riqueza gerada para poder garantir a cada português uma habitação condigna e educação condigna, saúde de qualidade, dar igualdade a todos os portugueses”.

Portanto o Governo quer melhorar substancialmente o rendimento dos proprietários que arrendam casas com rendas até uns mui módicos 2300 euros para melhor redistribuir a riqueza gerada? Sério?

Basta pensar na taxa média de retenção de IRS de um salário bruto de 2300 euros (25,83%) para ser evidente a injustiça social e económica de baixar para 10% o imposto sobre as rendas desse valor. Por que carga de água o mesmo rendimento, se proveniente do trabalho por conta de outrem, havia de ser muitíssimo mais taxado que o rendimento de um imóvel?

E a quanto orçará esta perda de receita fiscal, ou seja, esta transferência direta dos cofres dos Estado para os senhorios? Até agora Pinto Luz, malgrado vangloriar-se de tanto gostar de números, não apresentou qualquer estimativa.  

Tomemos como fonte o último grande relatório sobre arrendamento (de 2023), que se baseia no Censos de 2021. Existiam nesse ano 923 mil arrendamentos habitacionais no país, 151 620 (16,4%) anteriores a 1991, ou seja, com rendas congeladas, que desde 2024 não pagam (e bem) IRS. Ficam 772 mil arrendamentos sujeitos a IRS/IRC. 

Em 2021, só havia 57 mil contratos com valores entre 650 e 999,99 euros, o que quer dizer que a maioria das rendas estavam abaixo de 650 euros. Vamos então usar um valor médio nacional de renda baixo — muito provavelmente errado tendo em conta que os preços subiram muitíssimo, e que os locais onde mais subiram são também aqueles onde ocorreram mais novos arrendamentos nos últimos anos (Lisboa, Porto e Algarve) —, digamos 300 euros.

Temos pois 3600 euros anuais (300 vezes 12). Multiplicando por 772 mil arrendamentos, dá quase três mil milhões de euros (2 779 200 mil). Aplicando a este valor a taxa de imposto de 25%, entrariam cerca de 700 milhões nos cofres do Estado (694,8). Com a taxa de 10%, a receita fiscal desce para 278 milhões. A diferença é de mais de 400 milhões.

Agora pensemos nas rendas de 2000 euros, que o Governo considera “moderadas”, e Pinto Luz assevera serem do mais comum que há em Lisboa. Vamos admitir que correspondem a 5% das rendas praticadas em Portugal, ou seja, para o universo de 772 mil arrendamentos, 38 600 contratos. Temos então 24 mil euros (12 vezes 2000) a multiplicar por esse número de contratos, ou seja 926,4 milhões. 25% disso são 231,6 milhões; 10% são 92,6 milhões. 

Ou seja, os arrendamentos com valores na ordem dos 2000 euros receberão uma parte muito significativa da “borla fiscal” que o Governo está a propor oferecer aos senhorios — e sem qualquer condição associada.

Antes, com base no conceito de “arrendamento acessível”, estipulado numa tabela, publicada em Diário da República, com valores por metro quadrado a partir do índice de preços do INE para cada região, os senhorios tinham a possibilidade de pagar menos imposto se aumentassem o prazo do contrato (a partir de cinco anos, taxa de 15%; a partir de 10 anos, 10%; a partir de 20 anos, 5%) e a renda não ultrapassasse em 20% o valor da renda acessível (que, diga-se, não era assim tão baixa). Com esta proposta, desaparecem todas as condições: é simplesmente agarrar em centenas de milhões de euros e oferecê-los aos proprietários, a pretexto de se crer que há quem não arrende porque o imposto é alto. 

No país com o rendimento per capita mais alto da União Europeia — o Luxemburgo —, onde o salário médio está entre 4000 e 6000 euros e o centro-direita tem governado na maior parte das últimas décadas, as rendas não podem exceder um valor anual correspondente a 5% do capital investido e os inquilinos, se considerarem a renda alta, têm  recurso para uma “Comissão do Arrendamento”. A exceção a esta regra legal são os apartamentos considerados “de luxo” — aqueles com renda a partir de 2500 euros. Praticamente uma renda moderada em Portugal — sob efeito de PSD, bem entendido. 

 

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Citação de rcoelho14, há 15 minutos:

bafkreigz6c2cfk3cgspchuaxlu5wtvez63ythqu

 

Luís (Montenegro) no céu com diamantes

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Um dos riscos de titular um texto com um trocadilho baseado numa canção dos Beatles sobre uma experiência com alucinogénios (LSD) é que uma parte considerável dos leitores, incluindo a maioria dos governantes atuais, não “apanhe” a piada. Mas até nisso — acho — é apropriada: é que nós, a maioria dos governados, também estamos à nora com a ideia de que o conceito de “renda moderada” inclui, no entendimento esclarecido do Governo, valores até 2300 euros.

E não melhorou com as explicações, temo. É ver a cara de António Costa (o jornalista) na entrevista a Miguel Pinto Luz (o ministro da Habitação) quando este lhe garante que “2300 euros é uma renda para a classe média porque se aplicarmos a taxa de esforço de 40% a um rendimento de 5750 euros de um agregado familiar dá 2300 euros”. “São poucas as famílias com esses rendimentos”, diz o entrevistador. “Não são, são muitas”, responde Pinto Luz, deixando Costa de boca à banda. E o ministro, feliz, insiste: “São números, e eu gosto dos números. É que nós andamos a falar de valores moderados, rendas acessíveis, há muitos anos e não nos preocupamos com uma coisa essencial: o rendimento dos portugueses; o que têm no bolso.” 

O jornalista, perplexo, lembra ao governante que o salário médio dos portugueses está muito abaixo de 5000 ou até de 2000 euros, e aquele corrobora: sim, é de 1500 euros (na verdade, terá sido este ano de 1200 euros líquidos, ou cerca de 1700 brutos). Para a seguir asseverar que a maioria das rendas praticadas em Lisboa é superior, “em muitas dimensões” (incluindo as da outra dimensão, vulgo espaço?) a 2300 euros.

Esta explicação, chamemos-lhe assim, deve ter circulado na área da coligação governamental, porque também o ex-deputado do CDS Diogo Feio a usou num debate na SIC-N, começando aliás por sublinhar que “é muito fácil perceber, apesar de haver muita gente que está com dúvidas”. 

“Façamos uma conta simples", disse Feio. "Os portugueses podem ter custos máximos na área da habitação até aos 40% do que ganham. Se eu aplicar este conceito e tiver um casal, esse casal terá como rendimento bruto mensal na ordem dos 5600 euros. Dividindo, dá 2800 euros. Isto é o que ganham professores universitários, profissionais liberais, médicos, por aí fora. Esta medida abarca 90% do nosso imobiliário atualmente.”

Perceberam? De certeza que sim, porque é muito simples. Então, para começar, em 2024 dos um pouco menos de cinco milhões de trabalhadores existentes em Portugal (4,75 milhões) só 5,77% tinham uma remuneração bruta mensal regular (o que inclui o subsídio de alimentação) superior a 2000 euros. Só que — algo que pelos vistos o Governo esqueceu — esses salários pagam impostos e Segurança Social. No conjunto, pagam mais que os 25% a que até agora eram taxadas as rendas. 

Assim, se tivermos em consideração valores líquidos — aqueles com que se tem de contar para efetuar aquele cálculo dos 40% do rendimento disponível — são naturalmente ainda menos os que podem gabar-se de auferir mais de 2000 euros. O que significa que a “explicação” que o Governo difundiu entre os seus apoiantes começa logo aí por não ter ponta por onde se lhe pegue: é que um casal com um rendimento bruto mensal de 5750 euros não tem — nem pouco mais ou menos — um rendimento líquido mensal desse valor.

Mas há mais motivos para achar que o Executivo de Luís Montenegro anda a consumir cogumelos mágicos. É que este conceito da “renda moderada” serve para definir o universo das rendas que, de acordo com a proposta, passarão a pagar uma taxa de IRS de 10% — menos 15 pontos percentuais que a taxa normal sobre as rendas. E isto, explica Miguel Pinto Luz (na mesma entrevista), porque “queremos melhor redistribuição da riqueza gerada para poder garantir a cada português uma habitação condigna e educação condigna, saúde de qualidade, dar igualdade a todos os portugueses”.

Portanto o Governo quer melhorar substancialmente o rendimento dos proprietários que arrendam casas com rendas até uns mui módicos 2300 euros para melhor redistribuir a riqueza gerada? Sério?

Basta pensar na taxa média de retenção de IRS de um salário bruto de 2300 euros (25,83%) para ser evidente a injustiça social e económica de baixar para 10% o imposto sobre as rendas desse valor. Por que carga de água o mesmo rendimento, se proveniente do trabalho por conta de outrem, havia de ser muitíssimo mais taxado que o rendimento de um imóvel?

E a quanto orçará esta perda de receita fiscal, ou seja, esta transferência direta dos cofres dos Estado para os senhorios? Até agora Pinto Luz, malgrado vangloriar-se de tanto gostar de números, não apresentou qualquer estimativa.  

Tomemos como fonte o último grande relatório sobre arrendamento (de 2023), que se baseia no Censos de 2021. Existiam nesse ano 923 mil arrendamentos habitacionais no país, 151 620 (16,4%) anteriores a 1991, ou seja, com rendas congeladas, que desde 2024 não pagam (e bem) IRS. Ficam 772 mil arrendamentos sujeitos a IRS/IRC. 

Em 2021, só havia 57 mil contratos com valores entre 650 e 999,99 euros, o que quer dizer que a maioria das rendas estavam abaixo de 650 euros. Vamos então usar um valor médio nacional de renda baixo — muito provavelmente errado tendo em conta que os preços subiram muitíssimo, e que os locais onde mais subiram são também aqueles onde ocorreram mais novos arrendamentos nos últimos anos (Lisboa, Porto e Algarve) —, digamos 300 euros.

Temos pois 3600 euros anuais (300 vezes 12). Multiplicando por 772 mil arrendamentos, dá quase três mil milhões de euros (2 779 200 mil). Aplicando a este valor a taxa de imposto de 25%, entrariam cerca de 700 milhões nos cofres do Estado (694,8). Com a taxa de 10%, a receita fiscal desce para 278 milhões. A diferença é de mais de 400 milhões.

Agora pensemos nas rendas de 2000 euros, que o Governo considera “moderadas”, e Pinto Luz assevera serem do mais comum que há em Lisboa. Vamos admitir que correspondem a 5% das rendas praticadas em Portugal, ou seja, para o universo de 772 mil arrendamentos, 38 600 contratos. Temos então 24 mil euros (12 vezes 2000) a multiplicar por esse número de contratos, ou seja 926,4 milhões. 25% disso são 231,6 milhões; 10% são 92,6 milhões. 

Ou seja, os arrendamentos com valores na ordem dos 2000 euros receberão uma parte muito significativa da “borla fiscal” que o Governo está a propor oferecer aos senhorios — e sem qualquer condição associada.

Antes, com base no conceito de “arrendamento acessível”, estipulado numa tabela, publicada em Diário da República, com valores por metro quadrado a partir do índice de preços do INE para cada região, os senhorios tinham a possibilidade de pagar menos imposto se aumentassem o prazo do contrato (a partir de cinco anos, taxa de 15%; a partir de 10 anos, 10%; a partir de 20 anos, 5%) e a renda não ultrapassasse em 20% o valor da renda acessível (que, diga-se, não era assim tão baixa). Com esta proposta, desaparecem todas as condições: é simplesmente agarrar em centenas de milhões de euros e oferecê-los aos proprietários, a pretexto de se crer que há quem não arrende porque o imposto é alto. 

No país com o rendimento per capita mais alto da União Europeia — o Luxemburgo —, onde o salário médio está entre 4000 e 6000 euros e o centro-direita tem governado na maior parte das últimas décadas, as rendas não podem exceder um valor anual correspondente a 5% do capital investido e os inquilinos, se considerarem a renda alta, têm  recurso para uma “Comissão do Arrendamento”. A exceção a esta regra legal são os apartamentos considerados “de luxo” — aqueles com renda a partir de 2500 euros. Praticamente uma renda moderada em Portugal — sob efeito de PSD, bem entendido. 

 

Este URL não é inocente, pois não?

https://www.dn.pt/opiniao/lus-montenegro-no-cu-com-diamantes

Editado por Ricagale
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Este discurso do Rui Rocha no debate da Lei dos Estrangeiros é uma prova oral para entrar formalmente no Chega?

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Citação de Black Hawk, há 20 minutos:

Este discurso do Rui Rocha no debate da Lei dos Estrangeiros é uma prova oral para entrar formalmente no Chega?

Muita malta não faz ideia do que o PSD, IL e Chega estão a preparar para este país.

E a IL e o PSD continuam sem perceber que o original vai sempre comer as cópias vivas.

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Citação de SAS_Robben, há 8 minutos:

Muita malta não faz ideia do que o PSD, IL e Chega estão a preparar para este país.

E a IL e o PSD continuam sem perceber que o original vai sempre comer as cópias vivas.

E quando perceberem será tarde e vão culpar o paquistanês. 

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Boys do PSD entraram na EMEL (e em força)

Citação

Vários militantes e dirigentes foram colocados em cargos de chefia na empresa municipal de estacionamento. Duas arguidas do Tutti Frutti também lá estão. E consultoras e advogados ligados ao PSD.

Não tenho o artigo completo, mas fica uma ideia

------

Imóveis públicos geridos por privados serão arrendados a “preços moderados”

Spoiler

 

Os imóveis públicos que o Governo pretende entregar a entidades privadas sob a forma de concessão serão arrendados a "preços moderados", o que significa que os valores de renda poderão chegar aos 2300 euros por mês, o equivalente a quase três vezes o salário mínimo nacional e mais de 30% acima do salário médio bruto.

O anúncio da intenção de disponibilizar imóveis públicos para arrendar nestes moldes foi feito a 18 de Setembro, quando o Governo anunciou duas medidas para colocar o "património do Estado ao serviço da habitação". Por um lado, o executivo prepara-se para levar nove imóveis a hasta pública, todos em Lisboa, que serão vendidos a privados e poderão vir a ser utilizados para fins não habitacionais, incluindo actividades como o turismo. Por outro, irá concessionar outros 14 imóveis públicos, estabelecendo parcerias público-privadas (PPP) ou com outras entidades públicas, como municípios.

Na altura deste anúncio, o ministro das Infra-Estruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, referiu que o objectivo passava por concessionar edifícios públicos que não tenham utilização, para que sejam colocados no mercado de habitação a custos controlados, arrendamento acessível ou custos moderados. Em entrevista ao PÚBLICO e à Renascença concedida na semana passada, contudo, o governante adiantou mais detalhes sobre esta medida e não fez qualquer referência a preços "acessíveis" ou "controlados", salientando que o objectivo é promover valores "moderados", o novo conceito criado pelo Governo.

A definição de "preço moderado" na habitação será simples e terá poucos critérios: um valor de venda de casa "moderado" será aquele que respeite um limite de 648.022 euros; uma renda "moderada" será, no máximo, de 2300 euros por mês e terá de constar de um contrato de arrendamento com um prazo mínimo de três anos.

E será nesses termos que estes imóveis públicos deverão ser arrendados, geridos por privados. "Há imóveis que o Governo não vai alienar, vai lançar PPP ou parcerias público-público com os municípios, onde, durante um período alargado, de 35, 45, ou 55 anos, essas entidades poderão gerir aqueles imóveis, mas com incidência maioritária para a habitação, habitação a custos moderados, habitação a valores que estejam adequados àquilo que uma classe média precisa", afirmou o ministro na entrevista ao PÚBLICO e à Renascença.

Dos 14 imóveis que constam da lista preparada pelo Governo, a maioria encontra-se em Lisboa e é detida pela Estamo (empresa pública que gere as participações imobiliárias do Estado), mas há também terrenos no Algarve ou edifícios no Porto ou em Almada.

Linha do BEI para construção

Ainda na entrevista ao PÚBLICO e à Renascença, Miguel Pinto Luz adiantou que a larga maioria das casas que serão financiadas pela linha de crédito do Banco Europeu de Investimento (BEI), destinadas a integrar programas de arrendamento a preços acessíveis, irá resultar de construção nova, fazendo aumentar o parque habitacional público. São mais de 1300 milhões de euros que serão canalizados para os municípios, para financiar a disponibilização de 12 mil casas, cerca de 90% das quais resultantes de construção nova e as restantes de reabilitação. Não fica claro, para já, quais serão os preços praticados.

Em causa está o acordo para a disponibilização de uma linha de crédito celebrado entre o Governo português e o BEI, este mês. De acordo com a informação disponibilizada publicamente no projecto de investimento aprovado pelo BEI a 10 de Junho, esta linha irá "financiar a construção e reabilitação de cerca de 12 mil unidades de habitação acessíveis em Portugal".

Em entrevista, Miguel Pinto Luz esclarece que estas casas integram um dos programas de habitação que serão financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Trata-se do parque habitacional público a custos acessíveis, no âmbito do qual se estabeleceu uma meta inicial de disponibilização de 6800 habitações públicas, que seriam posteriormente arrendadas a preços acessíveis. Este ano, esse número foi reduzido para 3500 habitações, por decisão do actual Governo, uma vez que a meta estava longe de ser alcançada e os municípios arriscavam-se a ter de devolver dinheiro do PRR.

Agora, a meta volta a aumentar, desta vez para 12 mil casas e já com a maioria do dinheiro a vir do BEI, em vez do PRR. O ministro esclarece: o dinheiro do PRR cobria a construção de 6800 casas; mas as câmaras municipais foram muito além desse número e candidataram 12 mil casas a estes fundos; depois de ter reduzido a meta, o Governo decidiu agora financiar a totalidade das casas candidatadas pelos municípios, com uma linha de crédito de 1340 milhões de euros do BEI, a que se juntam 511 milhões de euros do Orçamento do Estado, uma vez que o BEI só financia 75% do projecto.

"Dessas 12 mil casas, praticamente 90% são construção nova", detalhou ainda o ministro.

Está ainda por esclarecer qual será a fasquia de preços praticados no arrendamento destas casas. Tanto o comunicado do Governo aquando da celebração do acordo com o BEI quanto o projecto de investimento disponibilizado por esta instituição fazem referência a valores "acessíveis". De acordo com a lei actualmente em vigor, em Portugal, a "renda acessível" define-se como aquela que esteja 20% abaixo da mediana registada em cada concelho, com limites máximos por concelho e por tipologia da casa arrendada. Contudo, durante a apresentação do mais recente pacote de medidas dirigidas à área da habitação, o Governo fez saber que pretende acabar com o conceito de "renda acessível" e substituí-lo pelo de "renda moderada", que corresponderá a um valor máximo de 2300 euros, sem limites por município ou por tipologia de casa.

Agravamento de IMT por decidir

Por definir está, também, qual será a dimensão do agravamento do IMT sobre as aquisições de casas feitas por compradores não residentes em Portugal, outra das medidas anunciadas pelo Governo na semana passada.

"A seu tempo, será revelado", disse apenas o ministro, questionado sobre qual será o aumento do IMT, adiantando, por outro lado, que essa será a única medida destinada a penalizar este tipo de investidor. "Não queremos abafar o mercado dos não residentes. Portugal é um mercado apetecível e continuará a ser", resumiu, sublinhando que os não residentes devem "ajudar no esforço nacional para a habitação", mas admitindo que esta é uma medida apenas "simbólica", que não vai "pôr em causa o mercado".

Editado por rcoelho14

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Citação de Lifehouse, há 3 horas:

Comissão fartou-se e exige o fim do desconto no ISP. 

Vai ser bonito um aumento de 15 cêntimos nos combustíveis. 

Se isto acabar por acontecer, o povo tem de sair a rua. O custo de vida está super elevado e não existe justificações para preços tão altos em algo que é essencial nos dias de hoje. 

A meios de Setembro cheguei a meter gasóleo a 1.22 na Espanha. Em Portugal estava nos 1.51...

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Citação de Alonso., há 1 minuto:

Se isto acabar por acontecer, o povo tem de sair a rua. O custo de vida está super elevado e não existe justificações para preços tão altos em algo que é essencial nos dias de hoje. 

A meios de Setembro cheguei a meter gasóleo a 1.22 na Espanha. Em Portugal estava nos 1.51...

Tens a electricidade a 23% e passa relativamente bem, não se fala muito sobre o assunto. 

Acredita que caso o desconto seja anulado de uma vez por todas...não haveria uma baixa da carga fiscal. 

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Citação de Alonso., há 4 minutos:

Se isto acabar por acontecer, o povo tem de sair a rua. O custo de vida está super elevado e não existe justificações para preços tão altos em algo que é essencial nos dias de hoje. 

A meios de Setembro cheguei a meter gasóleo a 1.22 na Espanha. Em Portugal estava nos 1.51...

Eu cheguei a meter em Espanha a 1.49 com os preços cá a bater quase em 1.90, isto em 2023.

Aqueles 3 mesinhos que vivi em VRSA foram um luxo, 2 depósitos cheios que deram para viajar o Algarve todo e ainda fazer um monte de viagens em Espanha.

Citação de Lifehouse, há 3 minutos:

Tens a electricidade a 23% e passa relativamente bem, não se fala muito sobre o assunto. 

Acredita que caso o desconto seja anulado de uma vez por todas...não haveria uma baixa da carga fiscal. 

Olha que não sei, um aumento de 15 centimos de uma vez era coisa para revoltar muita gente, neste país totalmente dependente do carro para tudo.

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Citação de rcoelho14, há 1 minuto:

Eu cheguei a meter em Espanha a 1.49 com os preços cá a bater quase em 1.90, isto em 2023.

Aqueles 3 mesinhos que vivi em VRSA foram um luxo, 2 depósitos cheios que deram para viajar o Algarve todo e ainda fazer um monte de viagens em Espanha.

Olha que não sei, um aumento de 15 centimos de uma vez era coisa para revoltar muita gente, neste país totalmente dependente do carro para tudo.

Seria uma revolta que duraria pouco tempo, parece-me. 

A tal como no desconto fiscal que ainda está em vigor, as gasolineiras assim que apanham uma baixa de impostos fazem-se logo à margem de lucro. 

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Citação de rcoelho14, há 6 minutos:

Aqueles 3 mesinhos que vivi em VRSA foram um luxo, 2 depósitos cheios que deram para viajar o Algarve todo e ainda fazer um monte de viagens em Espanha.

Diria que 2 depósitos cheios em Portugal ou Espanha dá pa fazer o mesmo número de km 😅

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Citação de xicantonio, há 9 minutos:

Diria que 2 depósitos cheios em Portugal ou Espanha dá pa fazer o mesmo número de km 😅

Verdade, mas a diferença de preço ajudou imenso a fazer mais viagens 😛

Corri o Algarve quase todo, ia frequentemente a Tavira também, se fosse a pagar 1.90 pela gasolina, bem que ficava pelas caminhadas em VRSA

Editado por rcoelho14

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Citação de rcoelho14, há 39 minutos:

Eu cheguei a meter em Espanha a 1.49 com os preços cá a bater quase em 1.90, isto em 2023.

Aqueles 3 mesinhos que vivi em VRSA foram um luxo, 2 depósitos cheios que deram para viajar o Algarve todo e ainda fazer um monte de viagens em Espanha.

Olha que não sei, um aumento de 15 centimos de uma vez era coisa para revoltar muita gente, neste país totalmente dependente do carro para tudo.

Não sei, somos muito mansos. Não temos uma atitude reivindicadora, habitação está com preços proibitivos, combustíveis dos mais caros da europa, alimentação idem... fiz compras em Espanha e França e é ela por ela.

Maior parte da população é tão precária que não protesta por nada, com medo de ficar numa situação pior do que se encontra.
 

Citação de Lifehouse, há 37 minutos:

Seria uma revolta que duraria pouco tempo, parece-me. 

A tal como no desconto fiscal que ainda está em vigor, as gasolineiras assim que apanham uma baixa de impostos fazem-se logo à margem de lucro. 

Que foi o que aconteceu com o IVA reduzido que os supermercados comeram com a margem e é o que vai acontecer na Construção agora com o IVA a 6%...

Editado por Alonso.

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Citação de rcoelho14, há 44 minutos:

Eu cheguei a meter em Espanha a 1.49 com os preços cá a bater quase em 1.90, isto em 2023.

Aqueles 3 mesinhos que vivi em VRSA foram um luxo, 2 depósitos cheios que deram para viajar o Algarve todo e ainda fazer um monte de viagens em Espanha.

Olha que não sei, um aumento de 15 centimos de uma vez era coisa para revoltar muita gente, neste país totalmente dependente do carro para tudo.

Ir ao mercadona, encher o carro de compras, encher o depósito. Se utilizares ainda gás de garrafa em casa podes comprar uma garrafa a quase metade do preço.

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Eu reivindico "publicamente" várias coisas, sou de verbalizar, de dizer e noto numa geração acima a ideia de "mas, já é tão bom ter um trabalho". 

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