Plagio o Original Publicado 27 Setembro 2025 É preciso um debate público, na democracia ouvimos os dois Eu n quero estar aqui a alegar coisas mas investiguem lá se o irmão do doutor luis montenegro faleceu mesmo de causas naturais, é que em qlqr família se anda à porrada por causa de uns terrenos na terrinha com uma horta e umas oliveiras, com 55 imóveis e problemas com betão aquilo deve ser só tentativas de assassinato Compartilhar este post Link para o post
PRFA47 Publicado 27 Setembro 2025 Citação de Genzo, há 9 horas: Não foi ao Rui Tavares? É que o Ventura ontem tinha dito que os gestos do Filipe Melo não eram para a deputada do PS, mas sim para o Rui Tavares. E o ventura admite gajos desses no chega?? panelei*ices dessas??? 2 Compartilhar este post Link para o post
challenger Publicado 27 Setembro 2025 (editado) Citação de El Shafto, há 3 horas: Parece que aqui os dados e as estatísticas já interessam, mas as percepções não. Depende sempre assuntos se os dados nos dão jeito ou não. Editado 27 Setembro 2025 por challenger Compartilhar este post Link para o post
lastdance Publicado 28 Setembro 2025 Citação de noikeee, há 18 horas: Os meus parabéns ao Chega por ter tornado o parlamento num espaço inclusivo para o pessoal que era bully no 8º ano e sempre se manteve nessa idade mental desde então sofriam bullying, mais provável. Partido dos revoltados com a vida. 1 Compartilhar este post Link para o post
RAG Publicado 28 Setembro 2025 Ele no pós disse que a senhora estava a procura de fama... Compartilhar este post Link para o post
Faustino Asprilla Publicado 28 Setembro 2025 Citação de RAG, há 15 minutos: Ele no pós disse que a senhora estava a procura de fama... Estás a falar a sério?! Ele disse mesmo isso? Compartilhar este post Link para o post
Apocalypse Now Publicado 28 Setembro 2025 (editado) Citação de RAG, há 48 minutos: Ele no pós disse que a senhora estava a procura de fama... https://x.com/Tomas_Pereira_T/status/1971911539193200688 Intragável Editado 28 Setembro 2025 por Apocalypse Now Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 28 Setembro 2025 O Montenegro deve ser do pior, em termos comunicacionais, que passou pelo cargo de PM. Está taco a taco com o Cavaco. Compartilhar este post Link para o post
Genzo Publicado 28 Setembro 2025 Citação de PRFA47, há 13 horas: E o ventura admite gajos desses no chega?? panelei*ices dessas??? Seria capaz de dizer que não, pois ia contra o seu desígnio de "família tradicional" e de acabar com subsídios para ideologias, mas após ver a sessão erótica de fotografia protagonizada por um candidato do Chega a uma junta de Portalegre conjuntamente com outro homem, confesso que fiquei com dúvidas. Mas pronto, eles coitados aceitam tudo o que é candidato sem fazer background prévio, como alguém aí mencionou atrás, normal os erros de casting consoante os parâmetros de sociedade que eles querem implementar. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 28 Setembro 2025 Citação de Genzo, há 1 hora: Seria capaz de dizer que não, pois ia contra o seu desígnio de "família tradicional" e de acabar com subsídios para ideologias, mas após ver a sessão erótica de fotografia protagonizada por um candidato do Chega a uma junta de Portalegre conjuntamente com outro homem, confesso que fiquei com dúvidas. Mas pronto, eles coitados aceitam tudo o que é candidato sem fazer background prévio, como alguém aí mencionou atrás, normal os erros de casting consoante os parâmetros de sociedade que eles querem implementar. As coisas que tu andas a ver... Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 28 Setembro 2025 Citação de Genzo, há 1 hora: Seria capaz de dizer que não, pois ia contra o seu desígnio de "família tradicional" e de acabar com subsídios para ideologias, mas após ver a sessão erótica de fotografia protagonizada por um candidato do Chega a uma junta de Portalegre conjuntamente com outro homem, confesso que fiquei com dúvidas. Mas pronto, eles coitados aceitam tudo o que é candidato sem fazer background prévio, como alguém aí mencionou atrás, normal os erros de casting consoante os parâmetros de sociedade que eles querem implementar. Já vi várias vezes rumores que o Ventura também gosta muito, por isso quem sabe 🤔 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 28 Setembro 2025 Chega: sexo, mentiras e Deus Spoiler Numa pequena cidade dos EUA, um contabilista obeso morreu subitamente no seu cubículo de trabalho. No seu funeral estavam apenas a mulher e os filhos, que mal o conheciam. O homem vivia em frente ao computador e falava pouco. Nessa mesma noite, longe da família enlutada, houve outro funeral. “Ajax”, a personagem que o contabilista protagonizava num jogo de computador, foi homenageada por milhares de pessoas, no mundo inteiro, que nunca viram o contabilista solitário, não sabiam quem era ou onde morava. Esse funeral foi épico, com amigos, aliados, inimigos e adversários, que celebravam os feitos heróicos de Ajax naquele jogo. Afinal, qual era a “vida” realmente importante do homem que morreu? Na realidade ou no jogo? Esta história é contada por Steve Bannon, o antigo conselheiro de Donald Trump, que dirigiu a sua campanha vitoriosa em 2016, no filme American Dharma, de Errol Morris (2018). Bannon argumenta que o “destino” (dharma) da vida de milhões de pessoas está vazio — e pronto a ser preenchido por quem o saiba compreender. “Vem aí uma revolução”, explica o guru de Trump a um céptico realizador que o tenta confrontar. Bannon e Morris não parecem discordar sobre as causas desse vazio: as classes médias sentem-se hoje como os servos russos do século XVIII, ou como hamsters numa gaiola, concede Bannon, enumerando as razões materialistas que levam muitas pessoas a refugiar-se nos jogos, nas teorias da conspiração e na ficção para encontrar um sentido para as suas vidas. Estão reféns do sector financeiro e entregaram a sua auto-determinação às plataformas digitais e à inteligência artificial — tudo isso é verdade, argumenta o estratega político. Mas para se entender a mobilização que alimenta esta corrente política que nem sequer tem um nome consensual — “direita radical”, “extrema-direita” ou “direita populista” — é preciso juntar à realidade os mecanismos da pura ficção. Aqueles que procuram um sentido são os combatentes da “guerra” que os políticos como Trump, Ventura ou Bolsonaro seduzem para travar. Um grande actor Não será por acaso que Miguel Carvalho, jornalista que investigou o Chega nos últimos cinco anos, escolheu começar o seu livro (Por Dentro do Chega, com a chancela da Objectiva) por uma história que André Ventura criou. Ameaçado por uma suposta investigação judicial que pretendia prendê-lo — mas nunca existiu —, Ventura refugiou-se na luxuosa Quinta das Nespereiras, em Odiáxere (Lagos). O proprietário, Arlindo Fernandes, militante do Chega, conta que viu chegar, “borradinhos de medo”, o líder do partido e a sua mulher, mais um grupo restrito de dirigentes. Estávamos em 2020 e Ventura era deputado. O seu plano era passar à “clandestinidade”, numa lancha rápida com destino a Tânger, Marrocos. Um político como Ventura precisa de criar uma personagem, com um “destino”, um arco narrativo. É esse mecanismo que o liga aos votantes — mais de um milhão e 400 mil nas últimas legislativas. Miguel Carvalho recolheu centenas de testemunhas, de dirigentes e militantes do Chega. Muitos, certamente sem conhecerem a teoria de Bannon, apontam essa explicação “Ajudei a nascer o Chega porque acreditei que era algo que Deus queria que eu fizesse. Entretanto, o André revelou-se um Saul e não um David. É um grande actor,” diz Lucinda Ribeiro, a mulher nascida em Meimoa, Penamacor, que organizou o crescimento do Chega nas redes sociais. A seu lado trabalhava outra mulher, de origem social bem diferente: Patrícia Sousa Uva gosta de se chamar a si própria de “dondoca”. O seu testemunho sobre Ventura também revela uma personagem construída: “É uma mistura de padre com chico-esperto do futebol de Mem Martins.” O grupo que geria as redes sociais de Ventura incluía ainda Gerardo Pedro, de Santarém. “Via-o a ralhar na CMTV, no ‘Rua Segura’, e deixei-me ir naquela conversa, era música para os meus ouvidos…” Hoje, Lucinda, Patrícia e Gerardo deixaram de se rever na personagem. “Sinto vergonha de ter andado nisto. Não é o que quero, nem para a minha filha… Este homem não pode governar o país. Não pode”, diz Gerardo Pedro. Mas o seu trabalho (muitas vezes de sapa, com perfis falsos, montagens e difamações sobre outros políticos) permitiu a Ventura libertar-se da sua ajuda. O líder é a personagem, como revela o livro: 80% dos fundadores do Chega já saíram do enredo. Religião e política “O meio é a mensagem”, explica Bannon ao cineasta americano (e seu adversário político) Errol Morris. Não se trata de uma citação nova, nem original. Quando Marshall McLuhan a escreveu, em 1967, não havia X, nem TikTok, nem Facebook, nem Youtube, ou qualquer das “redes” onde a maioria das pessoas hoje forma as suas opiniões, e onde os políticos da direita radical “pescam” os seus apoiantes. Mas a ideia continua a fazer sentido, seja ali ou na televisão, que reproduz de maneira acrítica os vídeos — encenados ao detalhe — que Ventura diariamente protagoniza. As redes substituíram os media e têm consequências — pessoais, políticas, económicas, estéticas, psicológicas, morais, éticas e sociais — que nenhuma força política tradicional, de esquerda ou de direita, parece compreender. A extrema-direita foi hábil a identificar esta mudança estrutural no debate político. As redes são a sua casa (e o dono do X, Elon Musk, faz saudações nazis para os acolher). “Aqui a gente destrói os caras”, explica Silas Malafaia, mostrando o seu telemóvel. É um pastor evangélico, celebridade nas redes e na televisão brasileira. Ele é a personagem principal de Apocalipse nos Trópicos (Netflix, 2024), o mais recente documentário da brasileira Petra Costa. Cartaz do documentário Apocalipse nos Trópicos, disponível na Netflix desde 14 de Julho Entrevistado ao longo dos últimos anos, em visitas pessoais a Bolsonaro no Palácio do Planalto, ou a viajar no seu avião privado que — gaba-se — custou mais de um milhão de dólares, Malafaia é um religioso que quer ser influente na política, depois de ter herdado uma igreja evangélica que há dez anos tinha 15 mil fiéis. “Tem 100 mil agora”, exclama. “Evangélicos e católicos somos a maioria absoluta do país! A democracia é a vontade da maioria absoluta”, teoriza o evangélico rico. Essa via para um regime político de faceta teocrática não existe apenas no Brasil ou nos Estados Unidos. Já chegou a Portugal há algum tempo. Lucinda Ribeiro é não só uma eficaz “guerreira" nas redes sociais, mas abriu as portas do Chega a um grupo demográfico novo: o voto evangélico. Só na região de Lisboa há mais de mil igrejas evangélicas. As mais pequenas têm menos de 100 pessoas, enquanto as maiores (como a IURD ou a Igreja Maná) organizam muitos milhares. Miguel Carvalho aponta alguns nomes curiosos de congregações: “Assembleia de Deus Fogo para a Europa”, “Igreja Baptista Cristo Vive em Células”, “Igreja do Avivamento em Portugal”, ou “Igreja Evangélica Bola de Neve”. Estas igrejas são espaços comunitários, raros, nas nossas sociedades, quando quase todas as formas de organização (incluindo a Igreja Católica, os sindicatos, as associações culturais) estão em crise. No início deste século, os evangélicos representavam 5% da população brasileira, sendo agora quase um terço dos 212 milhões de habitantes do Brasil. Ricardo Marchi, observador (muitas vezes participante) do Chega é citado por Miguel Carvalho: “Muitos evangélicos comprometeram-se com o Chega desde o início, compartilhando vídeos e textos de fiéis brasileiros contrários à agenda da esquerda (principalmente política de género e mobilização LGBTQIA+).” Ventura deixou nas redes o convite: “O Chega é a religião dos portugueses comuns”; “Nós somos como aquelas seitas religiosas: fortíssimos”; “Sou muito religioso e acredito que o que me aconteceu a mim e ao Chega na História de Portugal, desde o meu percurso de comentador até ao Parlamento, é um milagre”; “Quero todas as igrejas cristãs com o Chega. Todas. Sem medo nem preconceito”; “Deus no Comando!” O líder do Chega durante uma vigília em Lisboa, em 2023 Horacio Villalobos/Corbis via Getty Images “Olham para Ventura como Messias político e testa de ferro dos seus interesses”, explica, no livro de Miguel Carvalho, João Viegas, pastor evangélico português. “Somos um partido de fanáticos religiosos”, acrescenta Luís Alves, ex-dirigente do Chega, em Sintra. Poder, dinheiro e favores são a moeda de troca neste negócio político-religioso, detalha o livro. Silas Malafaia é um exemplo vivo: em 2002 apoiou Lula; em 2012 José Serra; em 2014 Aécio Neves; e em 2018 e 2022 Jair Messias Bolsonaro. Já apostou em todas as cartas do baralho político brasileiro. Nas últimas eleições (que perdeu para Lula da Silva), Bolsonaro recebeu os votos de 70% dos eleitores evangélicos. Dois dias depois da eleição de 2018, Bolsonaro foi a um dos espectáculos religiosos de Malafaia, que ia dizendo, enquanto apontava para o Presidente eleito: “Deus escolhe as coisas loucas, as coisas vis, as coisas desprezíveis. É por isso que Deus te escolheu!” Bolsonaro, Ventura ou Trump não precisam de ser “heróis”. Longe disso. São personagens políticas, e assim são vistas por muitos dos que os apoiam. Podem não ter palavra, desdizer-se, contradizer-se, errar, ser maldosos, cruéis, impreparados, boçais. Como diz Malafaia, “loucos, vis e desprezíveis”. Nenhuma dessas falhas lhes rouba votos, como demonstram as eleições na última década. Em Por Dentro do Chega, Miguel Carvalho detalha as relações de Ventura com magnatas dos media (Marco Galinha e Mário Ferreira), com vendedores de armas, industriais e donos das maiores herdades do país. E, ainda assim, é visto como o político que quer acabar com o “sistema”. Nas páginas de Miguel Carvalho, constatamos que grande parte dos dirigentes, deputados e financiadores do Chega são investidores e negociantes de imobiliário. O preço das casas bate recordes e cria uma crise social profunda, mas o Chega é o partido que mais sobe nas eleições. O próprio André Ventura, imediatamente antes de se dedicar à política, aconselhava candidatos a vistos gold em negócios de compra de prédios. “Ventura provou que não é anti-sistema, é o próprio sistema”, critica uma antiga candidata do Chega em Braga. Ficção e realidade Essa candidata esteve em guerra com uma outra militante do partido que contradiz o senso-comum. Cibelli Almeida, pernambucana, veio para Braga com o marido, em 2011, para se matricular no doutoramento em Comunicação na Universidade do Minho. Juntou-se à Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal. É contra o aborto, a “ideologia de género” e as uniões homossexuais. Com Maria Helena Costa (que submeteu o filho a “terapias de conversão sexual”), fundou a Associação Família Conservadora, que “compara desejo sexual masculino, pedofilia e homossexualidade”, segundo Miguel Carvalho. Manuel Matias — pai de Rita Matias — recrutou-as para as listas do Chega em Braga. Mas havia outro tipo de religiosos que disputavam os lugares nas listas. Filipe Melo, sobrinho-neto do cónego Melo (activista anticomunista e ligado ao movimento terrorista MDLP), é o líder distrital do partido, e deputado em São Bento. Para os seus apoiantes, os evangélicos não passam de “uma seita”. Um deles fez um vídeo em que lambia uma bala e publicou-o nas redes sociais, como ameaça. Por isso, Filipe Melo escreveu nas suas redes um recado para Cibelli: “Não vai ser uma BRASILEIRA que vai mandar nos destinos de um partido nacionalista, patriótico.” Cibelli Almeida fez queixa, dizendo que Melo era “xenófobo e machista”, o deputado alterou o texto, substituindo “BRASILEIRA” por “senhora”, mas manteve o resto. O líder pacificou-os: “Deus pode estar a usar o André Ventura para mudar a história de Portugal, como utilizou Bolsonaro para mudar a história do Brasil”, conclui a doutoranda ante a incredulidade do jornalista. No documentário de Petra Costa, as imagens mostram o que foi essa mudança histórica. A 8 de Janeiro de 2023, as sedes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, foram invadidas por hordas de pessoas, em transe religioso e político, que partiram estátuas, paredes, janelas, mesas e cadeiras, defecando nas sedes do poder político e judicial. Enquanto o faziam, proclamavam para os seus telemóveis que “o bem venceu o mal”. O fervor revolucionário que as anima — em Brasília, Washington, ou Portugal — é a “guerra” que Bannon antecipou, uma guerra em que a ficção invade a realidade. “Ventura provou que não é anti-sistema, é o próprio sistema”, critica uma antiga candidata do Chega em Braga RODRIGO ANTUNES/Reuters Miguel Carvalho recolheu depoimentos que ilustram este fervor escatológico em Lisboa. A senhora que limpava a sede do partido revela que “por vezes a sede parecia uma taberna! Rasca! Enfrascavam-se de uma maneira… Se esta gente governasse o país, eu emigrava…” Não faltam, neste livro, provas de problemas sérios: trata-se de um partido sem democracia interna, onde o poder está concentrado nas mãos de André Ventura e que recebeu financiamentos ilegais. Na vida interna do partido, gravações não autorizadas, campanhas difamatórias, ameaças e agressões entre militantes e dirigentes são comuns. Tudo isto foi verificado através de documentos e testemunhos, mas não encaixa na construção narrativa que sustenta a imagem pública do Chega. Depois de ler estas páginas, e de ver os documentários de Errol Morris e Petra Costa, também não restam dúvidas de que há um real fundo ideológico de extrema-direita nos slogans, nos métodos e nas intenções destes políticos. Mas essa é apenas a ponta do icebergue. A ideologia ali é como uma ementa de restaurante, explica Miguel Carvalho. Cada um dos votantes, e mesmo dos dirigentes, escolhe o seu prato, mesmo que deteste a maioria da oferta. Na entrevista a Errol Morris, Steve Bannon diz o mesmo: “Se dermos cinco coisas por dia, três acabam por passar.” Os dirigentes do Chega parecem não estar de acordo sobre nenhuma das bandeiras mais conhecidas do partido. Não são todos anticiganos, alguns são imigrantes (como Luc Mombito, o único amigo de juventude que André Ventura não traiu nas lutas internas), e vários cabem na definição de “bandidagem” com que o líder enche a boca. O único ponto da ementa em que toda a gente parece estar de acordo é o sexo e a guerra de géneros que os anima. Orgulham-se de ser antifeministas, temem que as mulheres tenham demasiado poder, que os homens estejam a ser subalternizados, receiam que a homossexualidade esteja a ser ensinada nas escolas. No final de um congresso em Sagres, André Ventura — imitando Trump — dançou ao som de YMCA, a música dos Village People, em palco. Gerardo Pedro subiu ao palco, indignado: “Mas o que é esta m*rda?! Não tens vergonha de estar aqui a dançar a música dos rabetas?!”. Curiosamente, isso parece fornecer a Trump, Bolsonaro e Ventura a bandeira da liberdade. Não estão apenas a “lutar contra as trevas” (Silas Malafaia), ou a deixar que o povo siga o seu dharma, mas a quebrar as grades do que chamam de “politicamente correcto”. A liberdade que Petra Costa vê no dever da democracia — “proteger o que é vulnerável da força bruta” — fica em cacos na marcha marcial dos algoritmos e das missas que alimentam esta revolta a que assistimos. Steve Bannon gosta de repetir uma frase estranhamente ameaçadora: "É melhor reinar no inferno do que servir no céu." (John Milton, Paraíso Perdido). 3 Compartilhar este post Link para o post
lastdance Publicado 28 Setembro 2025 (editado) Citação de Genzo, há 4 horas: Seria capaz de dizer que não, pois ia contra o seu desígnio de "família tradicional" e de acabar com subsídios para ideologias, mas após ver a sessão erótica de fotografia protagonizada por um candidato do Chega a uma junta de Portalegre conjuntamente com outro homem, confesso que fiquei com dúvidas. Mas pronto, eles coitados aceitam tudo o que é candidato sem fazer background prévio, como alguém aí mencionou atrás, normal os erros de casting consoante os parâmetros de sociedade que eles querem implementar. parece mais ou menos claro que só o ventura é que tem algum qi ali dentro, talvez mais um ou outro. Obviamente não conseguem validar tudo o tempo todo, mas o eleitorado deles também não quer saber. Amanhã mete outra montagem com a Mortágua e ta tudo bem. Editado 28 Setembro 2025 por lastdance Compartilhar este post Link para o post
Genzo Publicado 28 Setembro 2025 Citação de lastdance, Agora: parece mais ou menos claro que só o ventura é que tem algum qi ali dentro, talvez um ou outro. Obviamente não conseguem validar tudo o tempo todo, mas o eleitorado deles também não quer saber. Amanhã mete outra montagem com a Mortágua e ta tudo bem. Depois da saída do Mithá Ribeiro? Agora, talvez o Andrézito seja o único e mesmo assim seja reduzido. De um digno "taberneiro". @Descartes, numa banca de jornais, no Correio da Manhã. Não tenho a culpa. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 28 Setembro 2025 Citação de Genzo, há 5 minutos: Depois da saída do Mithá Ribeiro? Agora, talvez o Andrézito seja o único e mesmo assim seja reduzido. De um digno "taberneiro". @Descartes, numa banca de jornais, no Correio da Manhã. Não tenho a culpa. Tu viste uma sessão fotográfica erótica com 2 homens numa manchete do Correio da Manhã? Que coisa mais extraordinária... Nem sequer folheaste o jornal? Compartilhar este post Link para o post
PRFA47 Publicado 28 Setembro 2025 Citação de Descartes, há 1 hora: Tu viste uma sessão fotográfica erótica com 2 homens numa manchete do Correio da Manhã? Que coisa mais extraordinária... Nem sequer folheaste o jornal? Foi literalmente ver as gordas (as letras claro está)... 2 Compartilhar este post Link para o post
RAG Publicado 28 Setembro 2025 Quando o público explica quem começou a notícia falsa, quem é, para quem trabalha e seguimos como antes... Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 28 Setembro 2025 Citação de Ricagale, Em 25/09/2025 at 01:27: Não te falte nada Mostrar conteúdo oculto A Folha Nacional, jornal oficial do Chega, publicou esta semana um texto – se fosse um jornal normal, dir-se-ia "notícia" – com duas frases que resumem os dados de uma "sondagem" sobre as eleições presidenciais de 2026. O texto diz em título que "André Ventura já lidera corrida presidencial" e que, "de acordo com uma sondagem da Intrapolls", o líder do Chega está à frente nas "intenções de voto": 25% para Ventura; 21% para Henrique Gouveia e Melo e para António José Seguro; e 20% para Luís Marques Mendes. Que sondagem é esta? Primeiro problema: não é uma sondagem. A Intrapolls não faz sondagens. Não faz parte da lista das 14 entidades credenciadas pela ERC (https://www.erc.pt/pt/sondagens/empresas-credenciadas-pela-erc) para fazer sondagens – como a Aximage, o Iscte, a Intercampus, a Pitagórica, o CIMAD, da Universidade de Aveiro, ou o CESOP, da Universidade Católica Portuguesa. Segundo a lei portuguesa, só podem fazer sondagens as empresas credenciadas pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Segundo problema: a Intrapolls faz inquéritos e, segundo a Lei das Sondagens, sondagens e inquéritos são coisas diferentes: "As sondagens usam técnicas estatísticas para garantir que o conjunto de inquiridos (a amostra) é representativo de um grupo mais alargado" e, por isso, "é possível generalizar os resultados para o universo do qual é extraída a amostra". "Já os inquéritos, como não visam a representatividade, não permitem generalizações (https://www.erc.pt/pt/perguntas-frequentes/sobre-as-sondagens/)." e representam "apenas a opinião das pessoas questionadas". Isto li no site da ERC. A lei portuguesa diz também que é obrigatório depositar na ERC os resultados de sondagens "políticas" publicadas nos media. O que também não aconteceu com a suposta "sondagem" que o jornal oficial do Chega publicou esta semana. Dirão: a Folha Nacional é um jornal partidário; o proprietário é o Chega; a sede é na sede do partido; o director é Nuno Valente, cabeça-de-lista do Chega à Câmara Municipal do Montijo; a directora-adjunta é Patrícia Carvalho, deputada do Chega na Assembleia da República; o subdirector é Ricardo Dias Pinto, conhecido como Ricardo Regalla, também deputado, e o editor é Bernardo Pessanha, idem aspas. Com este perfil, dirão, as leis dos media não se aplicam à Folha Nacional. Errado. A Folha Nacional está registada na ERC como "publicação periódica doutrinária", definida pela Lei de Imprensa como jornal cujo "conteúdo ou perspectiva de abordagem vise predominantemente divulgar qualquer ideologia ou credo religioso". Mas a ERC também diz que a Lei da Imprensa não prevê excepções para os jornais dos partidos e que, por isso, os jornais doutrinários estão "sujeitos às mesmas regras aplicáveis aos órgãos de comunicação social de natureza informativa". Se está a pensar "como?!!", uma deliberação da ERC (https://www.erc.pt/document.php?id=NjdiYTQyZDItOTRİMSooZDZİLTg3YTgtMDJlODQ5OWQwZWI1) de 2024 antecipa a sua pergunta e responde: "Naturalmente", a Folha Nacional não tem obrigação de cumprir "deveres como o pluralismo ou o contraditório", mas "continua adstrita ao cumprimento das restantes obrigações previstas pela Lei de Imprensa para a generalidade dos órgãos de comunicação social". Ou seja, tem de cumprir tudo o resto. A ERC apresenta um segundo argumento: a Lei das Sondagens fala em "órgãos de comunicação social" e não prevê excepções para jornais de natureza doutrinária. Terceiro problema: como achei a "sondagem" esquisita, como a "notícia" só tinha 61 palavras — as tais duas frases — e como nunca tinha ouvido falar da Intrapolls, fui googlar. E fiquei ainda mais baralhada. Em textos na Internet, a Intrapolls, por ser desconhecida, é descrita como "ex-Intracampos". Pensei que era uma gralha e que seria ex-Intercampus. Percebi depois que a Intercampus, que a 1 de Outubro faz 35 anos, não gostou nada que aparecesse uma empresa de inquéritos com um nome quase igual e pediu para que fosse mudado, porque os leitores das redes sociais e de jornais como o do Chega ficam a pensar que é do seu trabalho que se fala. A Intrapolls mudou o nome, mas é como o X, sobre o qual continuamos a dizer "ex-Twitter". A segunda frase da "notícia" da Folha Nacional diz que "o inquérito foi divulgado pela própria Intrapolls através da sua conta oficial no Instagram". Na conta, a empresa apresenta-se como "página para recolha e análise de inquéritos políticos". Em entrevistas, a Intrapolls já explicou que não faz sondagens, só inquéritos, que os seus inquéritos não são representativos, porque responde quem quer, quem aparece e a amostra não é feita de forma científica. Mas isso de pouco serve. Resultado: não se sabe bem quem fez o quê; se os números são rigorosos ou não; se são ou não representativos; se é verdade ou mentira. Mas o objectivo está conquistado: mais confusão para a arena pública. Nenhuma sondagem dá Ventura à frente nas presidenciais. P.S. 1 – Sobre o futuro do grupo Trust in News, dono do Jornal de Letras e de 16 revistas, de entre as quais a Visão e o Courrier Internacional, houve duas novidades: na segunda-feira, dia 22, os trabalhos (https://www.publico.pt/2025/09/22/sociedade/noticia/tribunal-suspende-trabalhos-adia-discussao-insolvencia-trust-in-news-2148072) da assembleia de credores foram suspensos (https://www.publico.pt/2025/09/22/sociedade/noticia/tribunal-suspende-trabalhos-adia-discussao-insolvencia-trust-in-news-2148072)pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste, e adiados para 1 de Outubro. Na próxima quarta-feira, está previsto serem discutidos três pontos: "A manutenção do estabelecimento" (é a linguagem usada para referir os jornais e revistas) e o que é necessário para isso acontecer; "a cessação da actividade do estabelecimento", e "o procedimento da venda". A segunda novidade é que José Carlos de Vasconcelos, director do Jornal de Letras, acaba de propôr comprar o jornal (https://www.publico.pt/2025/09/24/culturaipsilon/noticia/director-jornal-letras-propoe-comprar-titulo-integra-trust-in-news-2148377), "para garantir a sua sobrevivência", em carta enviada ao administrador de insolvência nomeado pelo tribunal. P.S. 2 – Porque não assinar o Kyiv Independent (https://kyivindependent.com/)? Custa 44 euros por ano, menos de quatro euros por mês, ou seja, dois ou três cafés. Ao assinar, recebemos uma mensagem que resume tudo: "Obrigado por nos ajudar a continuar durante estes tempos difíceis." A Ucrânia está em guerra há quase quatro anos e é bombardeada com drones e mísseis todos os dias (https://www.publico.pt/2025/09/14/mundo/reportagem/desco-nao-desco-bunker-pergunta-ucranianos-fazem-dias-2146834). Desde o início da guerra, foram mortos 17 jornalistas e profissionais de media no exercício das suas funções: seis russos, quatro ucranianos, um italiano, um americano, um lituano, um irlandês e três franceses. P.S. 3 – O Jimmy Kimmel Live! está de volta (https://www.publico.pt/2025/09/24/mundo/noticia/jimmy-kimmel-regresso-televisao-critica-trump-fez-cancelar-programa-2148327) à antena da ABC, menos mau. Mas não vale a pena celebrar. Ainda faltam 1213 dias para o mandato de Donald Trump acabar. O seu braço-de-ferro com os media e a liberdade de expressão mal começou. Se puderes... https://www.publico.pt/2025/09/28/politica/noticia/erc-abre-processo-folha-nacional-chega-devido-inquerito-presidenciais-2148835 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 28 Setembro 2025 Citação de Descartes, há 26 minutos: Se puderes... https://www.publico.pt/2025/09/28/politica/noticia/erc-abre-processo-folha-nacional-chega-devido-inquerito-presidenciais-2148835 Spoiler A ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social abriu um processo contra o jornal oficial do Chega, Folha Nacional, por ter publicado os resultados de um estudo de opinião sobre as eleições presidenciais sem divulgar que se trata de um questionário de participação voluntária e não uma sondagem ou um inquérito. A decisão de abertura de um "procedimento oficioso" foi tomada na quinta-feira, confirmou ao PÚBLICO o conselho regulador da ERC, depois de o Folha Nacional ter publicado na segunda-feira, dia 22, um texto intitulado "André Ventura já lidera corrida presidencial", onde se lia depois que "de acordo com uma sondagem da Intrapolls, André Ventura surge na frente das intenções de voto para as presidenciais, reunindo 25% das preferências". Entretanto, o partido corrigiu o texto e já diz que se trata de um "inquérito". Mas em lado algum são publicados os dados obrigatórios sobre, por exemplo, o universo de inquiridos, distribuição geográfica, ou a referência a que se trata de dados recolhidos através do preenchimento voluntário de um questionário na Internet. O partido tem já outros processos em curso no regulador dos media por alegada violação da lei das sondagens precisamente por apresentar resultados do que chamou inquéritos ou sondagens sem revelar os dados obrigatórios por lei nem a natureza do estudo de opinião. Cada infracção destas à lei das sondagens é punida com uma contra-ordenação entre os 25 mil e os 250 mil euros. Por outros seis processos do mesmo género abertos pelo regulador, o Chega arrisca neste momento uma multa que pode ir a um máximo de 1,5 milhões de euros. No mesmo dia em que o Folha Nacional publicou o texto agora sob análise da ERC, o presidente do partido publicava nas redes sociais um gráfico que dizia ser um "inquérito Intrapolls" onde aparecia como tendo 25%, seguido por Henrique Gouveia e Melo e António José Seguro empatados com 21%, e só depois Luís Marques Mendes com 20%. Nem nesta imagem publicada por Ventura nem no artigo do Folha Nacional se refere que se trata do resultado da recolha de respostas voluntárias a um questionário disponível na Internet para qualquer pessoa preencher sem nenhum tipo de representatividade do eleitorado. A empresa Intrapolls também está a ser alvo de um processo da ERC desde Julho do ano passado, mas encontra-se ainda em fase de instrução, por ter violado a lei das sondagens ao publicar, na rede social X, sete inquéritos de opinião em Novembro e Dezembro de 2023 (sobre eleições legislativas antecipadas, na sequência da demissão do primeiro-ministro António Costa devido à Operação Influencer) e em Abril do ano passado (sobre eleições europeias) sem a advertência expressa de que aqueles resultados "não permitem, cientificamente, generalizações, representando apenas a opinião dos inquiridos". Quando questionado pela ERC, o fundador da Intrapolls alegou que as regras da lei das sondagens não se aplicam ao seu projecto por a rede social X e o seu proprietário Elon Musk não serem portugueses. 2 Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 28 Setembro 2025 Citação A empresa Intrapolls também está a ser alvo de um processo da ERC desde Julho do ano passado, mas encontra-se ainda em fase de instrução, por ter violado a lei das sondagens ao publicar, na rede social X, sete inquéritos de opinião em Novembro e Dezembro de 2023 (sobre eleições legislativas antecipadas, na sequência da demissão do primeiro-ministro António Costa devido à Operação Influencer) e em Abril do ano passado (sobre eleições europeias) sem a advertência expressa de que aqueles resultados "não permitem, cientificamente, generalizações, representando apenas a opinião dos inquiridos". Quando questionado pela ERC, o fundador da Intrapolls alegou que as regras da lei das sondagens não se aplicam ao seu projecto por a rede social X e o seu proprietário Elon Musk não serem portugueses. eheheheheheheh 15 Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 28 Setembro 2025 Citação de Lebohang, há 1 minuto: eheheheheheheh Já foste @Ticampos Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 28 Setembro 2025 Nunca poderá dizer que não houve por aqui várias pessoas a avisá-lo de que ele poderia vir a ter problemas com a brincadeira. Obrigado, @rcoelho14 1 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 28 Setembro 2025 @Rain Dog tens que vender o curso de alpha male ao @Ticampos Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 28 Setembro 2025 Citação de Lebohang, há 1 hora: eheheheheheheh Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 28 Setembro 2025 custa escrever mas o plagio tinha razão em relação a ele lol Compartilhar este post Link para o post