antifa Publicado 26 Novembro 2025 Citação de rcoelho14, há 9 horas: A SIC a lavar as tentativas de golpe do Spínola, com o Nuno Rogeiro a dizer que coitado, era um moderado que só tentava que o país se tornasse radicalizado. A buscar até a capa do Times do "red scare" ou algo assim O Rogeiro era praticamente um puto nazi nos anos 70 e o pai dele tinha sido do regime. Rogeiro, Jaime Nogueira Pinto, José Miguel Judice, são tudo gajos que fizeram aí grandes carreiras e estão sempre na tv mas eram conhecidos por serem uns fachos do crl. Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 26 Novembro 2025 Citação de rcoelho14, há 19 horas: Tráfico humano: dez militares da GNR e um agente da PSP detidos por forçarem migrantes à escravatura Mostrar conteúdo oculto Há ainda seis civis detidos por vários crimes violentos contra pessoas Dez militares da GNR e um agente da PSP foram detidos e alvo de buscas em casa e nos postos de trabalho, esta terça-feira, assim como seis civis que foram alvo da mesma operação da Polícia Judiciária por uma série de crimes violentos relacionados com a exploração e o escravizar pela força, através de um clima de terror a que sujeitam as comunidades de migrantes indostânicos que trabalham em propriedades agrícolas da zona de Beja, apurou a CNN Portugal. A Unidade de Contraterrorismo teve apoio de elementos de outras áreas da PJ, com cerca de duas centenas de inspetores no terreno - e o epicentro da operação é a freguesia de Cabeça Gorda, nas propriedades onde as vítimas são exploradas em trabalhos forçados de sol a sol, com a supervisão e sob coação e ameaça da autoridade dos militares da GNR envolvidos na rede de exploração de imigração ilegal. Os elementos desta força de segurança, nas horas vagas, funcionam como capatazes no terreno de uma associação criminosa, que é, de resto, um dos crimes pelos quais estão indiciados. Também respondem por tráfico de seres humanos, auxílio à imigração ilegal ou fraude fiscal e branqueamento de capitais - pela forma como ocultam os elevados proveitos ilícitos, e não declarados, do trabalho escravo a que sujeitam as vítimas. Os migrantes, indocumentados e chantageados, sob ameaça de deportação para os seus países por parte dos militares da GNR, vivem em condições sub-humanas, com escassos rendimentos e sob vigilância policial para que a rede retire a máxima rentabilidade do seu trabalho forçado nos campos agrícolas. Em comunicado, a PJ adianta que as buscas decorreram em Beja, Portalegre, Figueira da Foz e Porto, e que em "causa está uma organização criminosa que controlava centenas de trabalhadores estrangeiros, a maioria em situação irregular em Portugal". "Através de empresas de trabalho temporário, criadas para o efeito, aproveitava-se da vulnerabilidade dos mesmos, explorando-os, cobrando alojamentos e alimentação e mantendo-os sob coação através de ameaças, havendo mesmo vários episódios de ofensas à integridade física", lê-se na nota. Segundo a PJ, os detidos são "suspeitos de facilitarem a ação do grupo criminoso". Ao que a CNN Portugal apurou, foram detidos oito guardas, um sargento que estava a comandar o posto de Matosinhos e um oficial. Quanto ao agente da PSP, estava de baixa há um ano. As cerca de duas dezenas de detidos, entre militares e civis, serão presentes pelo Ministério Público a tribunal e arriscam ficar em prisão preventiva. O tecido empresarial português necessita de mão de obra imigrante barata e escravizada para sobreviver. Compartilhar este post Link para o post
Pavel Publicado 26 Novembro 2025 Citação de Alonso., há 8 horas: Foi a direita toda a direita que andou a tirar os cravos vermelhos? Ou também vamos dizer que toda a esquerda é conivente com a invasão da Rússia na Ucrânia? meu deus esta gente arrasta-te para o buraco e ainda tem a falta de vergonha de tirar mais uma questão aleatória do cu este país tem mesmo de bater no fundo para o pessoal mais limitado perceber o que realmente tem nos cornos Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 26 Novembro 2025 Citação de antifa, há 1 hora: O Rogeiro era praticamente um puto nazi nos anos 70 e o pai dele tinha sido do regime. Rogeiro, Jaime Nogueira Pinto, José Miguel Judice, são tudo gajos que fizeram aí grandes carreiras e estão sempre na tv mas eram conhecidos por serem uns fachos do crl. Não sabia disso. Mas não é a primeira vez que o vejo com takes deste género. Compartilhar este post Link para o post
pedropb13 Publicado 26 Novembro 2025 (editado) 2015, dez anos depois Pedro Nuno Santos 26 de Novembro de 2025, 6:10 Não correu tudo bem, cometeram-se erros e houve várias insuficiências que devem servir de reflexão para toda a esquerda. Em 2015, depois de quatro anos duros, de desesperança e angústia, abriu-se um raio de esperança com a formação de um Governo apoiado por uma maioria absoluta, constituída por todos os partidos de esquerda representados no parlamento: PS, PCP, BE e PEV. Eram muito poucos os que acreditavam na sua viabilidade, mesmo dentro do PS. A verdade é que não só foi possível chegarmos a acordo, como também foi possível garantirmos que a legislatura chegasse ao fim, com estabilidade e com grande apoio popular. O Presidente da República da altura, que não acreditava nem um pouco na possibilidade de acordo, acabou por dar um grande contributo para a estabilidade desta solução governativa, ao exigir um acordo escrito, que comprometeu todos os partidos. O atual Presidente da República, pelo contrário, ao não fazer a mesma exigência depois das eleições de 2019, acabou por contribuir para a instabilidade política. Não tenho qualquer dúvida de que a renovação de um acordo escrito, em torno de novas políticas e reformas económicas e sociais, teria garantido mais estabilidade à nova legislatura iniciada em 2019, que infelizmente não chegou ao fim. Com o acordo entre toda a esquerda, duas novidades enriqueceram a nossa jovem democracia: Primeiro, no caso de nenhum partido conseguir sozinho maioria absoluta, governaria quem a conseguisse no parlamento. Nada de mais elementar no nosso quadro constitucional (e no da esmagadora maioria das democracias avançadas), mas que, mesmo hoje, é contestado por muitos. Porém, é possível, que dentro de poucos anos, alguns destes também passem a defender este tipo de solução, constitucionalmente consagrada. Segundo, o PS, que até 2015, com exceção da maioria absoluta em 2005, dependeu sempre da direita para governar, alargou o seu quadro de autonomia estratégica, e pôde governar sem necessitar do apoio do PSD ou de deputados do CDS No entanto, o mais importante desta inédita solução governativa esteve mesmo nas políticas e nos seus resultados. A maior e a mais importante foi que se provou, na prática, aquilo que a esquerda vinha há anos a dizer — o equilíbrio nas contas públicas não se atinge com austeridade. Pelo contrário, a estratégia austeritária é uma corrida para o fundo, que destrói empresas e encolhe a economia. A decisão de acelerar a reposição dos cortes nos rendimentos e de vários direitos que tinham sido suspensos durante a troika permitiu acelerar a recuperação económica e, pasme-se, facilitar o equilíbrio das contas públicas. Parece contraintuitivo, mas é mesmo assim que funciona a economia de um país, de forma bem diferente da economia de uma família. E aquele Governo não se ficou apenas pela reposição de direitos e rendimentos que tinham sido cortados, uns por imposição da troika e outros porque Passos Coelho quis ir além da troika. 2015, dez anos depois O Governo apoiado pelo PS, PCP, BE e PEV aumentou o salário mínimo nacional como nunca tinha sido aumentado em Portugal, debaixo das críticas do atual Ministro das Finanças, que advertia para o risco de aumento do desemprego. Este foi, aliás, mais um mito que destronámos — o salário mínimo bateu recordes de crescimento, mas o nível de emprego também. Para além de termos descongelado o mecanismo legal de atualização anual das pensões, fizemos sucessivos aumentos extraordinários. Congelámos e reduzimos as propinas; acabámos com a maioria das taxas moderadoras no SNS e garantimos a gratuitidade das creches e dos manuais escolares.2015, dez anos depois. Estes avanços sociais muito importantes, grande parte deles para lá da mera reversão das medidas da troika, não teriam existido sem a constituição de um Governo apoiado pela maioria de esquerda no parlamento, ainda que tenha sido mais fácil ao PS a capitalização destas medidas e dos seus resultados, porque era o partido que estava a governar. A direita tem-se esforçado muito por vilipendiar esta experiência governativa, mas a verdade é que aqueles anos foram os anos em que a confiança dos portugueses nas instituições políticas foi mais alta. Uma experiência extraordinária, de discussão permanente, intensa e difícil entre os parceiros parlamentares e o Governo que trouxe ânimo, esperança e resultados ao país. No entanto, não correu tudo bem, cometeram-se erros e houve várias insuficiências que devem servir de reflexão para toda a esquerda. Podíamos e devíamos ter feito mais no que ao investimento público diz respeito. Invertemos a estratégia austeritária que vinha sendo implementada em Portugal, mas podíamos ter ido mais longe. Não fomos além da troika, mas fomos além do que as regras orçamentais europeias exigiam. Podíamos e devíamos ter feito um ajustamento mais lento, para resolvermos alguns problemas mais depressa: investirmos mais nos serviços públicos e aumentarmos mais os salários na administração pública, porque era justo, porque era necessário e porque havia capacidade financeira para o fazer. Na habitação, devíamos ter começado a construir mais cedo e muito mais casas, mas, mesmo assim, nunca teria sido suficiente. Quando a habitação passa a ser procurada (também) como ativo financeiro e não apenas para cumprir a sua função residencial, não há construção e aumento da oferta que nos valha. Era preciso intervir e regular o mercado, de forma a restringirmos a procura que não era dirigida a comprar ou arrendar casas para viver, o que só começámos a fazer em 2023, ainda que de forma insuficiente. Nas políticas migratórias também não estivemos bem. Bem sei que, à esquerda, a maioria entende que as alterações à lei dos estrangeiros foram boas e necessárias, mas eu tenho uma opinião diferente. A economia precisava e conseguiu integrar no mercado de trabalho a esmagadora maioria dos estrangeiros que entraram em Portugal, mas o país não estava preparado, nem se preparou, para receber mais de um milhão de pessoas em cerca de meia dúzia de anos. Há quem considere que a intervenção do Estado é irrelevante e absolutamente ineficaz na regulação dos fluxos migratórios, mas isso é mais próprio de liberais do que de socialistas. A cedência excessiva às dinâmicas do mercado e a setores dependentes de mão-de-obra intensiva, indiferenciada e pouco qualificada permitiu à economia e ao emprego crescerem um pouco mais e trouxe mais receita fiscal e contributiva, sim. Mas os fluxos migratórios não têm apenas impactos económicos e orçamentais, de que um discurso tecnocrático tende a ficar refém. Quando, em larga escala, esses fluxos podem gerar problemas e tensões de cariz social, cultural e político (como se tem visto um pouco por toda a Europa), a esquerda tem a obrigação de não desvalorizar, sob pena de perder as pessoas e, em particular, aquelas que primeiro pretende representar. Vejamos, por exemplo, o caso das creches e da ausência de vagas para todas as crianças que delas necessitam — tornámos gratuito o acesso às creches, mas não cuidámos de garantir vagas suficientes para todas as crianças que delas precisavam e ficámos com um problema em mãos: crianças sem vagas na creche e milhares de jovens famílias revoltadas. E a esquerda também não pode fazer de conta que a entrada massiva de trabalhadores estrangeiros em situação de extrema necessidade e disponíveis para trabalhar mais por menos salário não veio facilitar a vida a muitos empregadores que não queriam aumentar os salários dos seus trabalhadores. A solução governativa, constituída em 2015, foi de uma riqueza imensa e merece ser celebrada; mas tão ou mais importante é sermos capazes de retirar desse período e dessa experiência governativa os ensinamentos que nos permitirão recuperar a confiança dos portugueses. Ao fim de 50 anos de democracia, e de avanços sociais e económicos extraordinários, a maioria da população, apesar do seu trabalho, luta diariamente para que o seu salário chegue ao fim do mês, enquanto apenas uma minoria consegue acumular e viver de forma desafogada. É preciso recuperar a confiança para vencermos eleições, mas vencermos eleições para transformarmos estruturalmente a forma como a maioria dos portugueses vive e como se distribui o fruto do seu trabalho. https://www.publico.pt/2025/11/26/politica/opiniao/2015-dez-anos-2155957 Editado 26 Novembro 2025 por pedropb13 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 26 Novembro 2025 Governo trava no recrutamento de profissionais para o SNS Spoiler O Governo fixou um limite à contratação de profissionais para o SNS em 2025 muito inferior ao de 2024. Este ano, as entidades podem recrutar até 1,9% do número de trabalhadores existentes no final do ano passado, enquanto em 2024 podiam contratar até 5% dos recursos existentes no ano anterior. O novo tecto para a contratação de profissionais está definido num despacho publicado esta terça-feira em Diário da República, que aprova o Quadro Global de Referência (QGR) do SNS para 2025. É o segundo QGR do SNS e, apesar de ser assinado pelos mesmos ministros — Miranda Sarmento, pelo Ministério das Finanças, e Ana Paula Martins, pelo Ministério da Saúde — apresenta muitas diferenças, com uma revisão geral em baixa das metas definidas para 2025 e 2026. Ao nível da produção assistencial e do acesso ao SNS, as metas para cirurgias, consultas médicas, percentagem de utentes com médico de família, entre outras, estão agora muito aquém das que foram traçadas no ano passado. O Quadro Global de Referência é um instrumento orientador da actividade assistencial e financeira, bem como dos investimentos e gestão de recursos humanos das unidades de saúde do SNS. Deste modo, este quadro deve ser a base para o desenho dos planos de desenvolvimento organizacional (PDO) de cada entidade pública empresarial (EPE). Idealmente estes documentos seriam aprovados no início de cada ano, mas os atrasos são cada vez maiores. Segundo declarações recentes da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no Parlamento, os PDO das unidades de saúde deverão ser aprovados em breve. Além de aprovar o QGR, que serve para orientar as entidades do SNS a nível financeiro e assistencial no triénio 2025-2027, o despacho aprova as instruções para a elaboração deste mesmo quadro de referência, ao nível do desempenho assistencial, do desempenho económico-financeiro, dos recursos humanos e do plano de investimentos. Assim, ao nível dos recursos humanos, o diploma refere que a proposta do QGR para 2025 deve “assegurar que as entidades do SNS estão dotadas dos profissionais necessários, em quantidade e adequadamente distribuídos”, permitindo novos recrutamentos, mediante celebração de contrato de trabalho sem termo. Porém, nota que, no seu conjunto, estes recrutamentos “podem ascender a um reforço de até 1,9 % do número de trabalhadores, em 2025, face aos existentes a 31 de Dezembro de 2024”. Comparando com o despacho equivalente, publicado em Junho de 2024, há uma redução significativa. Naquele diploma, previa-se que o reforço de profissionais ascendesse “até 5% do número de trabalhadores, face aos existentes a 31 de Dezembro de 2023”. Número de entradas revisto em baixa Essas diferenças são também expressivas no quadro de indicadores de recursos humanos, mais concretamente na alínea sobre a evolução de pessoal no SNS. O QGR de 2025 aponta para a existência de 153.896 trabalhadores este ano, menos 10.926 do que o QGR anterior. Para 2026 prevê um aumento de 769 profissionais, número que fica muito aquém do previsto no quadro global de referência do ano passado que fixava para o mesmo ano um total de 173.034. Para 2027, o quadro agora conhecido aponta para um total de 155.439 profissionais de saúde. Como é que as previsões dos recursos humanos do SNS do actual quadro de referência podem ser tão distantes das do quadro de referência anterior? O PÚBLICO questionou o Ministério da Saúde sobre as diferenças nos dois despachos, mas não obteve resposta até à publicação deste artigo. Nem todos os indicadores são comparáveis, até porque o novo quadro é mais sintético. Relativamente à produção, o novo QGR prevê um total de 47,2 milhões de consultas médicas no SNS em 2025, menos 2,3 milhões do que o de 2024. Para 2026, o objectivo são 47,7 milhões (menos 3,1 milhões). Olhando apenas ao quadro mais recente, perspectiva-se um aumento de 1% das consultas médicas ao ano até 2027. Nas cirurgias há também uma revisão em baixa. Inicialmente previam-se pouco mais de 833 mil em 2025 e cerca de 841 mil em 2026. O novo quadro aponta como objectivo 778 mil e 801 mil, respectivamente. Quanto à percentagem de utentes com médico de família, as novas metas estão muito aquém do que foi perspectivado em 2024. Se, no ano passado, o Governo ambicionou atingir uma taxa de cobertura de 91% e 98% em 2025 e 2026, este ano já refreou as expectativas, apontando como objectivo para os próximos três anos uma taxa de 85,4%. Ou seja, reconhecendo que manterá cerca de 1,5 milhões de utentes sem médico de família até 2027. Já nos gastos com pessoal, há uma revisão em alta. O antigo quadro estimava uma despesa com trabalhadores do SNS de 6,7 mil milhões de euros em 2025 e 7 mil milhões em 2026, enquanto o novo quadro de referência aponta para 7,3 mil milhões e 7,6 mil milhões. Metas traçadas em 2024 eram "irrealistas" O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, entende que o quadro global de referência do ano passado era “excessivamente optimista e até irrealista”. “Algumas metas eram irreais”, realça Xavier Barreto, dando como exemplo a taxa de cobertura de 96% de utentes com médico de família para 2026. Refira-se que, segundo os últimos números disponíveis no Portal do SNS, em Setembro deste ano, 1,5 milhões de utentes não tinham médico de família, correspondendo a 14% do total de inscritos no SNS. Desde 2022 que a taxa de cobertura se mantém abaixo dos 90%. “O Governo exagerou nas expectativas que criou com o plano de emergência da Saúde”, afirma o gestor, considerando que o quadro de referência agora aprovado “é mais realista”, mas também “muito pouco ambicioso”. Como exemplo, aponta a estagnação da percentagem de utentes em lista de espera para consulta dentro dos tempos máximos de resposta garantida (45,2% em 2025 e 45,3% em 2027). Significa que nos próximos dois anos, mais de metade dos utentes vão continuar a esperar mais do que o tempo recomendado por uma consulta de especialidade. Igualmente decepcionantes são as metas para a atribuição de médico de família a mais utentes, bem como a percentagem de primeiras consultas de especialidade hospitalar referenciadas pelos cuidados primários no total de consultas: 9,73% em 2025 e 9,75% em 2027. “Este é um dos principais indicadores de acesso e mantê-lo é muito pouco ambicioso”, constata Xavier Barreto, considerando que é necessário libertar os médicos das consultas de seguimento, aproveitando as competências dos enfermeiros, por exemplo, de modo a aumentar o acesso dos utentes às primeiras consultas. Atrasos limitam autonomia aos hospitais O gestor também não poupa críticas aos atrasos na aprovação do quadro global de referência e dos planos de desenvolvimento organizacional. “Este instrumento falha logo à partida porque é publicado em Novembro e os PDO estão todos por aprovar”, afirma, notando que estes instrumentos deviam ser aprovados em Janeiro ou no final do ano anterior. Sem eles, "os hospitais não têm autonomia para gerir os seus recursos humanos, para contratarem enfermeiros por exemplo, e para tomarem decisões de investimento", acrescenta. Refira-se que, de acordo com um levantamento recente feito pela Ordem dos Enfermeiros e noticiado pelo Observador, só os hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo têm 343 camas fechadas por falta de enfermeiros. “A autonomia dos hospitais continua a ser uma miragem”, critica o presidente da APAH. E sem autonomia, com o Governo a decidir tudo, “então não pode haver responsabilização dos administradores hospitalares”, remata Xavier Barreto. Citação Este ano, as entidades podem recrutar até 1,9% do número de trabalhadores existentes no final do ano passado, enquanto em 2024 podiam contratar até 5% dos recursos existentes no ano anterior. Deixem o Luís trabalhar (para os seus financiadores) Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 26 Novembro 2025 Citação Ontem não houve festa Ao tentar equiparar o 25 de Novembro ao 25 de Abril, a direita celebra-o à revelia de boa parte dos seus autores. Inventa uma rutura procurando a revanche derrotada. A clarificação com alguma esquerda foi a revisão constitucional de 1983 e a adesão à CEE, mais relevantes do que mais uma curva no sinuoso processo revolucionário. Procuram um substituto do 25 de Abril porque a festa exclui aliados de que precisam. Só que essa aliança também foi derrotada em novembro. O 25 de Novembro não era tema nem cisma. A forma como, cinquenta anos depois, e aproveitando o crescimento da extrema-direita (a própria coincidência é um insulto à data), se força até ao limite a equiparação simbólica com o 25 de Abril, nada tem a ver, como acontece em Espanha, com um problema por resolver com a nossa memória coletiva e com a disputa entre a esquerda e a direita pela história. Tem a ver com um problema interno que a direita precisa de resolver. Porque a unidade em torno da data fundadora da democracia inclui quem eles não queriam e exclui aqueles de quem precisam. Para o conseguir, inventaram um 25 de Novembro que não aconteceu. De tal forma, que o celebram contra boa parte dos seus autores. O CDS e o Chega, com a anuência de um PSD liderado por gente sem cultura política ou histórica, estão a reinventar o 25 de Novembro como uma data de rutura, quase refundadora. Houve atropelos, sedes queimadas, ocupações, terrorismo de direita e violência de esquerda e luta intensa pelo poder, mas as primeiras eleições livres aconteceram antes, a 25 de abril de 1975, e a censura e as liberdades cívicas foram conquistadas ainda em 1974. A esquerda comunista e, ainda mais, a extrema-esquerda (num tempo em que ela existia) foram contidas, a 25 de novembro, assim como os saudosistas que sonhavam impedir a liberdade e a descolonização plenas o foram, a 28 de setembro, data que não celebramos. Tudo compreensível, à distância, num processo que foi revolucionário, não de mera transição. Quem queira perceber melhor, pode ler o último artigo de Pacheco Pereira. Como já explicaram vários autores do 25 de Novembro, houve um reequilíbrio de forças, como já tinha acontecido a 11 de março ou 28 de setembro. Se dúvidas houvesse, o governo, o Presidente, o Conselho da Revolução, as leis e as instituições mantiveram-se. Houve apenas, e a isso se resume aquela crise militar, uma mudança na correlação de forças políticas e militares. Basta recordar que o PPD, que queria colocar-se claramente à esquerda, começou por concordar com a grande vaga de nacionalizações, para perceber que as dicotomias claras que hoje se descrevem eram muitíssimo mais complicadas e contraditórias na altura. Até o papel do PCP no 25 de Novembro não é, ainda hoje, evidente. Nem há qualquer consenso histórico sobre a tentativa ou capacidade de o PCP tomar o poder no extremo ocidental da Europa e num país da NATO. Desde a Primavera de Praga que se sabia que a divisão da Europa era aceite pelas duas potências globais. A direita também está a reinventar o 25 de Nnovembro à luz dos desejos de alguns, à época. Os que Chega, IL e CDS têm como heróis do 25 de Novembro foram derrotados por Melo Antunes ou Vasco Lourenço, que impediram que o golpe se transformasse numa revanche de sentido contrário, na caça ao comunista, na ilegalização do PCP e na redução de liberdades, que, aos seus olhos, teriam sido excessivas. Se o 25 de Novembro tivesse sido o que queriam, seria a antítese do 25 de Abril. Não foi. A aliança que se fez para celebrar o 25 de Novembro, que a direita agressiva queria transformar num recuo, foi derrotada há 50 anos. A história sempre foi lugar de combate. Está sempre a ser reescrita, porque é um olhar do presente, nas suas circunstâncias e com as suas necessidades, sobre o passado. É por ter sido reescrita pela conveniência que Otelo deu lugar a Salgueiro Maia, no lugar de herói de Abril, apesar de o primeiro ter sido muitíssimo mais determinante do que o segundo. Foi o que Otelo fez depois que determinou o seu lugar histórico em acontecimentos anteriores. É também por isso que a direita tenta que Jaime Neves substitua Vasco Lourenço, mas sem sucesso. Estas comemorações à revelia de boa parte dos seus autores conseguiram o feito de não ter a presença e apoio de ninguém do Grupo dos Nove, os militares moderados que foram o motor político do 25 de Novembro. A tentativa de reescrever aquele momento é tal, que ouvi, na TSF, Paulo Núncio dizer que Vasco Lourenço nunca acreditou na democracia que teríamos conquistado naquele dia. Chegámos ao ponto de ver quem nada teve a ver com o 25 de Novembro tratar a data como uma derrota de quem a preparou, executou e celebrou. Mas esta reescrita da história do país é, antes de tudo, uma reescrita da história da direita. Não é uma tentativa de excluir o PCP da festa democrática. Como escreveu Henrique Raposo num texto nada centrista, esses momentos estão na revisão constitucional de 1983 ou na adesão à CEE, muitíssimo mais significativas do que mais uma curva no sinuoso processo revolucionário. E essa é uma disputa antiga e resolvida. O que se tenta é integrar na festa democrática quem se sente derrotado por Abril. Porque estes saudosistas são necessários para haver uma maioria de direita. Os que nunca quiseram usar o cravo ao peito não querem corrigir a nossa história, querem corrigir a sua. E esta celebração serve para tentar relativizar a data que parte desta direita (o Chega e até o CDS, que se autoexcluiu do arco constitucional), nunca suportou. Não se sentem excluídos da festa que realmente une o país (como se viu pela impressionante manifestação do 50º aniversário) por terem sido empurrados para fora dela, mas porque parte nunca lá esteve, nem de facto, nem de coração. Procuram o seu 25 de Abril. Ontem, como se esperava, não houve festa. Porque a equiparação é impossível. O 25 de Abril é, pela sua natureza única e admirada em todo o mundo, uma festa popular. Não há povo em novembro. Não porque a data não seja importante (já escrevi várias vezes que o 25 de Novembro e o PREC fazem parte, com as suas contradições, do ADN necessario à nossa democracia), mas porque, contra a vontade dos seus autores, querem que ela seja o que não foi. E se querem substituir uma data de todos por uma para cada um dos lados, vão ficar a perder. Não é por acaso que as cerimónias de ontem aconteceram sem boa parte dos construtores desta ação militar. É porque esta celebração forçada nada tem a ver com o país. É a direita a resolver as suas próprias mágoas e ausências históricas. Só que, mesmo em novembro, tiveram um papel secundário. Também aí, foi a esquerda, nos seus combates internos, que liderou. A direita democrática estava, como disse Marcos Perestello, “enfraquecida, amedrontada e desorientada e com as lideranças ausentes ou paralisadas”. E os saudosistas mais ou menos explícitos do Estado Novo, que o resto da direita agora quer juntar à sua festa, para poder normalizá-los, também foram derrotados. Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 26 Novembro 2025 Carlos Alexandre vai receber 6 mil euros por mês para liderar combate à fraude no SNSCarlos Alexandre vai receber 6 mil euros por mês para liderar combate à fraude no SNS Spoiler Juiz terá pela frente um mandato de três anos e um salário de 6100 euros por mês, sendo que o papel da entidade liderada pelo magistrado passa por analisar desperdícios e ilícitos financeiros e criminais. O juiz desembargador Carlos Alexandre vai liderar a nova entidade que tem como objetivo o combate à fraude no Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com informação avança esta quarta-feira pelo “JN”. Detalha o diário que o juiz desembargador já terá aceitado o convite do Governo para liderar a nova Comissão de Combate à Fraude no Serviço Nacional de Saúde, cuja finalidade é fazer com que o Estado possa poupar 800 milhões de euros. Avança o “JN” que Carlos Alexandre terá pela frente um mandato de três anos e um salário de 6100 euros por mês, sendo que o papel da entidade liderada pelo magistrado passa por analisar desperdícios e ilícitos financeiros e criminais. Carlos Alexandre já conta com 40 anos de serviço na Justiça, tendo passado pelas suas mãos alguns dos processos mais mediáticos da história recente da justiça portuguesa, nomeadamente, Operação Marquês, Face Oculta, BES/GES, Caso EDP, Monte Branco ou Operação Furacão, entre outros. 1 Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 26 Novembro 2025 Aprovada redução do IVA para venda de obras de arte no Orçamento do Estado para 2026 | Política Cultural | PÚBLICO Enquanto isso, comprar comida feita? 13%. A maioria da electricidade? 23%. Sigaaaaaa 1 Compartilhar este post Link para o post
Axadrezado Publicado 26 Novembro 2025 Citação de Ghelthon, há 2 horas: Aprovada redução do IVA para venda de obras de arte no Orçamento do Estado para 2026 | Política Cultural | PÚBLICO Enquanto isso, comprar comida feita? 13%. A maioria da electricidade? 23%. Sigaaaaaa Veterinário 23% Compartilhar este post Link para o post
Scirea Publicado 26 Novembro 2025 Assim todos podem comprar um Cabrita Reis, um Julião Sarmento, uma Helena Almeida ou Vieira da Silva para ter na sala que fica sempre bem. Ficaram mais muito mais baratos na ordem dos milhares de euros com esta baixa. Mas isto até faz sentido pela linha de atuação do governo e mais fará com o pacote laboral aprovado. Tornar os mais ricos ainda mais ricos e deixar o resto mais pobre ou a definhar pelas migalhas dos patrões. Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 26 Novembro 2025 Diria que isto pode beneficiar mais o pequeno artista do que os de milhares de euros(que já venderiam na mesma) e uma obra de arte é cultura e tudo o que beneficie a cultura é positivo. Péssimo é esta atitude de a cultura já ser vista como algo exclusivamente dos ricos, diz muito das falhas educacionais que temos enquanto sociedade. 2 Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 26 Novembro 2025 Citação de smashing_pumpkin , há 1 minuto: Diria que isto pode beneficiar mais o pequeno artista do que os de milhares de euros(que já venderiam na mesma) e uma obra de arte é cultura e tudo o que beneficie a cultura é positivo. Péssimo é esta atitude de a cultura já ser vista como algo exclusivamente dos ricos, diz muito das falhas educacionais que temos enquanto sociedade. Já vi exposições de artistas locais a transacionarem quadros por 300 a 600€, estamos a falar de uma poupança de IVA entre 45 a 90€ 1 Compartilhar este post Link para o post
challenger Publicado 26 Novembro 2025 Citação de rcoelho14, há 8 horas: Carlos Alexandre vai receber 6 mil euros por mês para liderar combate à fraude no SNSCarlos Alexandre vai receber 6 mil euros por mês para liderar combate à fraude no SNS Mostrar conteúdo oculto Juiz terá pela frente um mandato de três anos e um salário de 6100 euros por mês, sendo que o papel da entidade liderada pelo magistrado passa por analisar desperdícios e ilícitos financeiros e criminais. O juiz desembargador Carlos Alexandre vai liderar a nova entidade que tem como objetivo o combate à fraude no Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com informação avança esta quarta-feira pelo “JN”. Detalha o diário que o juiz desembargador já terá aceitado o convite do Governo para liderar a nova Comissão de Combate à Fraude no Serviço Nacional de Saúde, cuja finalidade é fazer com que o Estado possa poupar 800 milhões de euros. Avança o “JN” que Carlos Alexandre terá pela frente um mandato de três anos e um salário de 6100 euros por mês, sendo que o papel da entidade liderada pelo magistrado passa por analisar desperdícios e ilícitos financeiros e criminais. Carlos Alexandre já conta com 40 anos de serviço na Justiça, tendo passado pelas suas mãos alguns dos processos mais mediáticos da história recente da justiça portuguesa, nomeadamente, Operação Marquês, Face Oculta, BES/GES, Caso EDP, Monte Branco ou Operação Furacão, entre outros. 6 mil euros por mês por um escudo para a ministra. Compartilhar este post Link para o post
Scirea Publicado 26 Novembro 2025 (editado) Citação de smashing_pumpkin, há 14 minutos: Diria que isto pode beneficiar mais o pequeno artista do que os de milhares de euros(que já venderiam na mesma) e uma obra de arte é cultura e tudo o que beneficie a cultura é positivo. Péssimo é esta atitude de a cultura já ser vista como algo exclusivamente dos ricos, diz muito das falhas educacionais que temos enquanto sociedade. Caro Smashing, tanto a área da docência como a área das artes plásticas são o meu meio de sustento há já 1 decada portanto acredita, sei do que falo. O mercado artístico só precisa disto para as galerias justificarem mais umas quantas faturas e levarem mais um x para o seu bolso. Isto não se reflete em nada nos 40 a 50% que um artista recebe de uma venda e só beneficia o que uma galeria ganha na venda de uma obra. Se comprares a um artista diretamente ele quer lá saber da fatura, idem para um comprador estrangeiro, nem passam nada. Deixam lá os 30/40k e seguem com aquilo para o país de onde vieram. As galerias, e daí falarem na maior impulsionadora, na pessoa da Vera Cortés que é uma unhas de fome que já criou N anticorpos no meio pela sua postura, são quem quis isto. Em suma, isto é para galeristas e colecionadores ricos ganharem mais dinheiro, mais ninguém porque mais ninguem compra no sistema galeristico. Editado 26 Novembro 2025 por Scirea 1 Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado 26 Novembro 2025 Há um mundo de diferença entre ir ver uma peça de teatro e comprar uma obra de arte. 1 Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 26 Novembro 2025 Citação de Quan Chi, há 48 minutos: Há um mundo de diferença entre ir ver uma peça de teatro e comprar uma obra de arte. Para os que vêem peças de teatro, agora vão ter os 15% do IVA a 6% para deduzir no IRS, yeah! São 14 cêntimos num bilhete de 15 €! 1 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 27 Novembro 2025 Governos de Montenegro criaram 89 grupos de trabalho em 20 meses. O triplo de Costa em 29 meses Spoiler A 5 de Junho, no seu discurso de tomada de posse como primeiro-ministro, Luís Montenegro declarou “guerra à burocracia” e avisou que “a reforma do Estado é mesmo para fazer”. De lá para cá, o Governo criou mais 12 grupos de trabalho e estruturas de missão e coordenação por vários ministérios, que se juntam aos pelo menos 77 criados pelo seu primeiro executivo. Contas feitas, desde que pela primeira vez tomou posse como primeiro-ministro, há quase 20 meses, Montenegro já deu luz verde a 89 grupos de trabalho, aumentando a orgânica do Estado que algumas destas estruturas se propõem, precisamente, simplificar. Embora o número total de organismos criados pelos dois governos de Luís Montenegro seja expressivo — e três vezes superior aos 27 grupos de trabalho, comissões ou unidades técnicas criadas nos primeiros dois anos e meio (29 meses) do primeiro executivo de António Costa —, houve no Governo agora em funções uma desaceleração no ritmo de criação destas estruturas. Uma das explicações é a de que muitas das 77 estruturas lançadas pelo XXIV Governo — entre Abril de 2024 e Maio de 2025 — permaneceram activas, reduzindo a necessidade de criar novas. Aliás, algumas das decisões tomadas nas últimas semanas dizem respeito a organismos criados ainda no primeiro executivo de Montenegro. É o caso da autorização de uma verba de 3,5 milhões de euros para assessoria jurídica e financeira à estrutura de gestão e acompanhamento dos projectos aeroportuários, criada em Janeiro, no primeiro Governo do líder social-democrata, e cuja despesa foi aprovada a 23 de Outubro. O grupo de trabalho mais recente foi criado a 8 de Outubro, e tem como missão preparar a transposição de uma directiva europeia que estabelece regras comuns para os mercados internos do gás renovável, gás natural e hidrogénio, visando cumprir as metas de descarbonização. Neste caso, os membros e colaboradores não têm direito a qualquer remuneração, abono ou senha de presença pelo trabalho desenvolvido. Mas há também grupos de trabalho que acarretam custos. Um deles é a Missão de Acompanhamento e Fiscalização do Programa A-29N, relativo à aquisição de 12 aeronaves A29N Super Tucano. O despacho que cria esta estrutura atribui à Força Aérea a responsabilidade pelo apoio logístico e administrativo, incluindo a autorização e o pagamento de ajudas de custo, deslocações, transportes e demais despesas associadas. É também o caso da comissão especial para o acompanhamento do processo de reprivatização parcial do capital social da TAP, criada pelo gabinete do primeiro-ministro, e cujos “apoios logístico, administrativo, orçamental e financeiro necessários ao funcionamento e trabalhos” devem ser assegurados pela secretaria-geral do Governo. Saúde lidera nos últimos meses Com base numa consulta ao Diário da República, e olhando apenas para os organismos criados pelo actual executivo, há outro dado que salta à vista: das 12 estruturas criadas desde Junho, cinco têm o selo da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Num Verão marcado pela incapacidade de resposta dos serviços de urgência e por uma crescente pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre as cinco estruturas criadas nos últimos meses há grupos de trabalho destinados à revisão de modelos de financiamento e monitorização do acesso a medicamentos inovadores, ao reforço da governação de reservas estratégicas de medicamentos, à avaliação de regimes experimentais no SNS ou à gestão de políticas de dados clínicos. Em educação, por exemplo, foram criadas três estruturas — incluindo um grupo de trabalho dedicado ao “estudo e apresentação de propostas com vista à reflexão e diálogo sobre o papel das tecnologias digitais e da inteligência artificial [IA]” —, enquanto na defesa foram lançadas duas, incluindo uma missão destinada a acompanhar a aquisição de 12 aeronaves A29N Super Tucano. Em comum, estes dois ministérios têm o grupo de trabalho interministerial para o espaço, que, entre outros objectivos, visa “discutir e propor ao Conselho de Ministros a definição de posições nacionais para a defesa dos interesses geoestratégicos” de Portugal no espaço. Relatórios por conhecer Outro dado relevante é que a consulta dos diplomas que deram origem a estes grupos de trabalho refere que vários já deveriam ter sido extintos e que os objectivos a que se propunham deveriam ser conhecidos. Contudo, em vários casos, isso não se verificou. É o exemplo do grupo de trabalho do "plano estratégico" para os tribunais saírem do Campus de Justiça de Lisboa. Criado em Novembro de 2024, este grupo de trabalho deveria ter apresentado a estratégia até ao dia 31 de Janeiro de 2025, mas, a 2 de Janeiro, uma portaria adiou a apresentação do plano para 31 de Março. Entretanto, o Governo caiu e um novo executivo tomou posse. Seis meses volvidos, o plano estratégico continua por conhecer. Outro exemplo é o do grupo de trabalho criado, em Dezembro de 2024, para elaborar um relatório para identificação das empresas públicas consideradas estratégicas que poderão ser vendidas pelo Estado, com o objectivo de “encetar, a partir de 2025, um processo de reconfiguração estrutural do sector empresarial do Estado”. Também neste caso, deveria ter sido produzido um relatório até 31 de Março, mas à data de hoje ainda não é conhecida qualquer informação. O mesmo com o grupo de trabalho para a reforma da Segurança Social, criado a 31 de Janeiro deste ano, que deveria ter divulgado um relatório intercalar em Junho. Entre estruturas que se acumulam, relatórios à espera de ver a luz do dia e grupos criados para rever o trabalho produzido por idênticos grupos anteriores, os governos de Luís Montenegro somaram já perto de uma centena de novas peças à máquina do Estado. 3 Compartilhar este post Link para o post
fns Publicado 27 Novembro 2025 Citação de rcoelho14, há 1 hora: Governos de Montenegro criaram 89 grupos de trabalho em 20 meses. O triplo de Costa em 29 meses Ocultar conteúdo A 5 de Junho, no seu discurso de tomada de posse como primeiro-ministro, Luís Montenegro declarou “guerra à burocracia” e avisou que “a reforma do Estado é mesmo para fazer”. De lá para cá, o Governo criou mais 12 grupos de trabalho e estruturas de missão e coordenação por vários ministérios, que se juntam aos pelo menos 77 criados pelo seu primeiro executivo. Contas feitas, desde que pela primeira vez tomou posse como primeiro-ministro, há quase 20 meses, Montenegro já deu luz verde a 89 grupos de trabalho, aumentando a orgânica do Estado que algumas destas estruturas se propõem, precisamente, simplificar. Embora o número total de organismos criados pelos dois governos de Luís Montenegro seja expressivo — e três vezes superior aos 27 grupos de trabalho, comissões ou unidades técnicas criadas nos primeiros dois anos e meio (29 meses) do primeiro executivo de António Costa —, houve no Governo agora em funções uma desaceleração no ritmo de criação destas estruturas. Uma das explicações é a de que muitas das 77 estruturas lançadas pelo XXIV Governo — entre Abril de 2024 e Maio de 2025 — permaneceram activas, reduzindo a necessidade de criar novas. Aliás, algumas das decisões tomadas nas últimas semanas dizem respeito a organismos criados ainda no primeiro executivo de Montenegro. É o caso da autorização de uma verba de 3,5 milhões de euros para assessoria jurídica e financeira à estrutura de gestão e acompanhamento dos projectos aeroportuários, criada em Janeiro, no primeiro Governo do líder social-democrata, e cuja despesa foi aprovada a 23 de Outubro. O grupo de trabalho mais recente foi criado a 8 de Outubro, e tem como missão preparar a transposição de uma directiva europeia que estabelece regras comuns para os mercados internos do gás renovável, gás natural e hidrogénio, visando cumprir as metas de descarbonização. Neste caso, os membros e colaboradores não têm direito a qualquer remuneração, abono ou senha de presença pelo trabalho desenvolvido. Mas há também grupos de trabalho que acarretam custos. Um deles é a Missão de Acompanhamento e Fiscalização do Programa A-29N, relativo à aquisição de 12 aeronaves A29N Super Tucano. O despacho que cria esta estrutura atribui à Força Aérea a responsabilidade pelo apoio logístico e administrativo, incluindo a autorização e o pagamento de ajudas de custo, deslocações, transportes e demais despesas associadas. É também o caso da comissão especial para o acompanhamento do processo de reprivatização parcial do capital social da TAP, criada pelo gabinete do primeiro-ministro, e cujos “apoios logístico, administrativo, orçamental e financeiro necessários ao funcionamento e trabalhos” devem ser assegurados pela secretaria-geral do Governo. Saúde lidera nos últimos meses Com base numa consulta ao Diário da República, e olhando apenas para os organismos criados pelo actual executivo, há outro dado que salta à vista: das 12 estruturas criadas desde Junho, cinco têm o selo da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Num Verão marcado pela incapacidade de resposta dos serviços de urgência e por uma crescente pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre as cinco estruturas criadas nos últimos meses há grupos de trabalho destinados à revisão de modelos de financiamento e monitorização do acesso a medicamentos inovadores, ao reforço da governação de reservas estratégicas de medicamentos, à avaliação de regimes experimentais no SNS ou à gestão de políticas de dados clínicos. Em educação, por exemplo, foram criadas três estruturas — incluindo um grupo de trabalho dedicado ao “estudo e apresentação de propostas com vista à reflexão e diálogo sobre o papel das tecnologias digitais e da inteligência artificial [IA]” —, enquanto na defesa foram lançadas duas, incluindo uma missão destinada a acompanhar a aquisição de 12 aeronaves A29N Super Tucano. Em comum, estes dois ministérios têm o grupo de trabalho interministerial para o espaço, que, entre outros objectivos, visa “discutir e propor ao Conselho de Ministros a definição de posições nacionais para a defesa dos interesses geoestratégicos” de Portugal no espaço. Relatórios por conhecer Outro dado relevante é que a consulta dos diplomas que deram origem a estes grupos de trabalho refere que vários já deveriam ter sido extintos e que os objectivos a que se propunham deveriam ser conhecidos. Contudo, em vários casos, isso não se verificou. É o exemplo do grupo de trabalho do "plano estratégico" para os tribunais saírem do Campus de Justiça de Lisboa. Criado em Novembro de 2024, este grupo de trabalho deveria ter apresentado a estratégia até ao dia 31 de Janeiro de 2025, mas, a 2 de Janeiro, uma portaria adiou a apresentação do plano para 31 de Março. Entretanto, o Governo caiu e um novo executivo tomou posse. Seis meses volvidos, o plano estratégico continua por conhecer. Outro exemplo é o do grupo de trabalho criado, em Dezembro de 2024, para elaborar um relatório para identificação das empresas públicas consideradas estratégicas que poderão ser vendidas pelo Estado, com o objectivo de “encetar, a partir de 2025, um processo de reconfiguração estrutural do sector empresarial do Estado”. Também neste caso, deveria ter sido produzido um relatório até 31 de Março, mas à data de hoje ainda não é conhecida qualquer informação. O mesmo com o grupo de trabalho para a reforma da Segurança Social, criado a 31 de Janeiro deste ano, que deveria ter divulgado um relatório intercalar em Junho. Entre estruturas que se acumulam, relatórios à espera de ver a luz do dia e grupos criados para rever o trabalho produzido por idênticos grupos anteriores, os governos de Luís Montenegro somaram já perto de uma centena de novas peças à máquina do Estado. 4 2 Compartilhar este post Link para o post
Sandes. Publicado 27 Novembro 2025 Citação de rcoelho14, há 1 hora: Governos de Montenegro criaram 89 grupos de trabalho em 20 meses. O triplo de Costa em 29 meses Mostrar conteúdo oculto A 5 de Junho, no seu discurso de tomada de posse como primeiro-ministro, Luís Montenegro declarou “guerra à burocracia” e avisou que “a reforma do Estado é mesmo para fazer”. De lá para cá, o Governo criou mais 12 grupos de trabalho e estruturas de missão e coordenação por vários ministérios, que se juntam aos pelo menos 77 criados pelo seu primeiro executivo. Contas feitas, desde que pela primeira vez tomou posse como primeiro-ministro, há quase 20 meses, Montenegro já deu luz verde a 89 grupos de trabalho, aumentando a orgânica do Estado que algumas destas estruturas se propõem, precisamente, simplificar. Embora o número total de organismos criados pelos dois governos de Luís Montenegro seja expressivo — e três vezes superior aos 27 grupos de trabalho, comissões ou unidades técnicas criadas nos primeiros dois anos e meio (29 meses) do primeiro executivo de António Costa —, houve no Governo agora em funções uma desaceleração no ritmo de criação destas estruturas. Uma das explicações é a de que muitas das 77 estruturas lançadas pelo XXIV Governo — entre Abril de 2024 e Maio de 2025 — permaneceram activas, reduzindo a necessidade de criar novas. Aliás, algumas das decisões tomadas nas últimas semanas dizem respeito a organismos criados ainda no primeiro executivo de Montenegro. É o caso da autorização de uma verba de 3,5 milhões de euros para assessoria jurídica e financeira à estrutura de gestão e acompanhamento dos projectos aeroportuários, criada em Janeiro, no primeiro Governo do líder social-democrata, e cuja despesa foi aprovada a 23 de Outubro. O grupo de trabalho mais recente foi criado a 8 de Outubro, e tem como missão preparar a transposição de uma directiva europeia que estabelece regras comuns para os mercados internos do gás renovável, gás natural e hidrogénio, visando cumprir as metas de descarbonização. Neste caso, os membros e colaboradores não têm direito a qualquer remuneração, abono ou senha de presença pelo trabalho desenvolvido. Mas há também grupos de trabalho que acarretam custos. Um deles é a Missão de Acompanhamento e Fiscalização do Programa A-29N, relativo à aquisição de 12 aeronaves A29N Super Tucano. O despacho que cria esta estrutura atribui à Força Aérea a responsabilidade pelo apoio logístico e administrativo, incluindo a autorização e o pagamento de ajudas de custo, deslocações, transportes e demais despesas associadas. É também o caso da comissão especial para o acompanhamento do processo de reprivatização parcial do capital social da TAP, criada pelo gabinete do primeiro-ministro, e cujos “apoios logístico, administrativo, orçamental e financeiro necessários ao funcionamento e trabalhos” devem ser assegurados pela secretaria-geral do Governo. Saúde lidera nos últimos meses Com base numa consulta ao Diário da República, e olhando apenas para os organismos criados pelo actual executivo, há outro dado que salta à vista: das 12 estruturas criadas desde Junho, cinco têm o selo da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Num Verão marcado pela incapacidade de resposta dos serviços de urgência e por uma crescente pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre as cinco estruturas criadas nos últimos meses há grupos de trabalho destinados à revisão de modelos de financiamento e monitorização do acesso a medicamentos inovadores, ao reforço da governação de reservas estratégicas de medicamentos, à avaliação de regimes experimentais no SNS ou à gestão de políticas de dados clínicos. Em educação, por exemplo, foram criadas três estruturas — incluindo um grupo de trabalho dedicado ao “estudo e apresentação de propostas com vista à reflexão e diálogo sobre o papel das tecnologias digitais e da inteligência artificial [IA]” —, enquanto na defesa foram lançadas duas, incluindo uma missão destinada a acompanhar a aquisição de 12 aeronaves A29N Super Tucano. Em comum, estes dois ministérios têm o grupo de trabalho interministerial para o espaço, que, entre outros objectivos, visa “discutir e propor ao Conselho de Ministros a definição de posições nacionais para a defesa dos interesses geoestratégicos” de Portugal no espaço. Relatórios por conhecer Outro dado relevante é que a consulta dos diplomas que deram origem a estes grupos de trabalho refere que vários já deveriam ter sido extintos e que os objectivos a que se propunham deveriam ser conhecidos. Contudo, em vários casos, isso não se verificou. É o exemplo do grupo de trabalho do "plano estratégico" para os tribunais saírem do Campus de Justiça de Lisboa. Criado em Novembro de 2024, este grupo de trabalho deveria ter apresentado a estratégia até ao dia 31 de Janeiro de 2025, mas, a 2 de Janeiro, uma portaria adiou a apresentação do plano para 31 de Março. Entretanto, o Governo caiu e um novo executivo tomou posse. Seis meses volvidos, o plano estratégico continua por conhecer. Outro exemplo é o do grupo de trabalho criado, em Dezembro de 2024, para elaborar um relatório para identificação das empresas públicas consideradas estratégicas que poderão ser vendidas pelo Estado, com o objectivo de “encetar, a partir de 2025, um processo de reconfiguração estrutural do sector empresarial do Estado”. Também neste caso, deveria ter sido produzido um relatório até 31 de Março, mas à data de hoje ainda não é conhecida qualquer informação. O mesmo com o grupo de trabalho para a reforma da Segurança Social, criado a 31 de Janeiro deste ano, que deveria ter divulgado um relatório intercalar em Junho. Entre estruturas que se acumulam, relatórios à espera de ver a luz do dia e grupos criados para rever o trabalho produzido por idênticos grupos anteriores, os governos de Luís Montenegro somaram já perto de uma centena de novas peças à máquina do Estado. Ele bem pediu para o deixarem trabalhar Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 27 Novembro 2025 Olá amiguinhos. Voltei com o tema da SS: https://eco.sapo.pt/2025/11/27/idade-da-reforma-sobe-para-66-anos-e-11-meses-em-2027/ Esperemos que os políticos continuem a fechar os olhos a este problema 🙂 Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 27 Novembro 2025 Citação de Tio Hans, há 4 minutos: Olá amiguinhos. Voltei com o tema da SS: https://eco.sapo.pt/2025/11/27/idade-da-reforma-sobe-para-66-anos-e-11-meses-em-2027/ Esperemos que os políticos continuem a fechar os olhos a este problema 🙂 Qual é o problema ao certo, mencionado aí? Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 27 Novembro 2025 Citação de Ghelthon, há 2 minutos: Qual é o problema ao certo, mencionado aí? O problema é que daqui a uns anos vamos trabalhar até morrer. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 27 Novembro 2025 Citação de Tio Hans, há 2 minutos: O problema é que daqui a uns anos vamos trabalhar até morrer. Então mas não é relativamente expectável que a idade da reforma acompanhe a esperança de vida? Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 27 Novembro 2025 Citação de Ghelthon, há 2 minutos: Então mas não é relativamente expectável que a idade da reforma acompanhe a esperança de vida? Não concordo nada com isso. 1 Compartilhar este post Link para o post