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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Scirea, há 44 minutos:

A dificuldade com a regionalização, a meu ver, seria por uma coisa que já hoje é difícil e que noutros países é levada muito a sério: a participação cívica e política dos cidadãos no poder local. No entender do português típico, ir votar nas legislativas, nas presidenciais e nas autárquicas são os únicos momentos onde podem participar na política. Depois disso apenas existem os 'jotinhas' e os 'outros que andam à procura de tacho'. Uma cidadania ativa e participativa tem outros ângulos e perspectivas que a maioria não sabe/quer saber: orçamentos participativos (participando com propostas, com ideias, discussão local etc.), participar nas assembleias da sua zona (municipal e da freguesia), ir a reuniões de câmara abertas aos habitantes e colocar questões aos autarcas, criar petições e até apresentar propostas para serem avaliadas na assembleia, participação no poder local fora do sistema partidário ou mesmo num partido, participar em associações e grupos com trabalho politico e social. Enfim, as hipóteses são vastas mas pouco ou nada se participa e isso está muito incrustado na cabeça das pessoas que pensam que chega ir votar e o resto são as instituições a funcionar. Nada mais errado. As instituições são feitas de pessoas, se deixamos as coisas só acontecer sem sermos exigentes com elas, elas deterioram-se e depois é ver apodrecer. Por mais boa vontade que algumas tenham, já sabemos que uma fruta podre numa cesta vai tentar passar para as outras. Claro que tudo o que eu disse dá trabalho, a nossa própria estrutura social não está montada para termos muito tempo para isto pois exige tempo e disponibilidade, mas um sistema regional com este tipo de mentalidade, evidentemente que o 'deixa andar' vai redundar em poder politico a fazer o que quer com o dinheiro que vai ter de gerir. Para isso acontecer como deve ser as pessoas num nível mais próximo terão de pensar no seu papel politico ir além dos momentos de ir às urnas e ai sim está o desafio.
Fica o episódio do Podcast do Daniel Oliveira com o Filipe Teles sobre poder local e a regionalização onde ele desenvolve um pouco mais estas ideias.

Não discordo, acho que é um dos grandes problemas de Portugal mas aí estás a falar duma mudança cultural e mudança de mentalidade, não é algo que se possa legislar por decreto. É muito difícil a meu ver sequer imaginar como se poderia alterar essa cultura.

Sou o primeiro a ser parte do problema, não faço ideia do orçamento da autarquia no sítio onde vivo, etc. Talvez maior transparência por parte do estado, estamos em 2026, talvez plataformas digitais públicas onde toda a informação da atividade do estado estivesse disponível para ser consultada de forma simples e clara, fossem um começo.

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Citação de Ghelthon, Em 14/02/2026 at 12:32:

Eu não discordo dessa parte, claro. Mas não sei até que ponto seria melhor transferir poder e meios financeiros para o poder autárquico, que é grosso modo muito podre.

Este post passou-me ao lado.

Isso é altamente preconceituoso e ofensivo para a esmagadora maioria dos autarcas do país.

Dizer que o poder autárquico é grosso modo muito podre está ao nível de afirmar que os políticos estão todos a mamar; que as pessoas que recebem subsídios não querem trabalhar ou que os imigrantes são criminosos.

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Citação de noikeee, há 3 horas:

Não discordo, acho que é um dos grandes problemas de Portugal mas aí estás a falar duma mudança cultural e mudança de mentalidade, não é algo que se possa legislar por decreto. É muito difícil a meu ver sequer imaginar como se poderia alterar essa cultura.

Sou o primeiro a ser parte do problema, não faço ideia do orçamento da autarquia no sítio onde vivo, etc. Talvez maior transparência por parte do estado, estamos em 2026, talvez plataformas digitais públicas onde toda a informação da atividade do estado estivesse disponível para ser consultada de forma simples e clara, fossem um começo.

O Estado é suficientemente transparente. Todas as decisões do Governo, do Parlamento e das Autarquias estão disponíveis para consulta. Tens um canal de televisão exclusivo sobre a atividade parlamentar. Quase todos os municípios transmitem em streaming as reuniões de Câmara e das Assembleias Municipais. Tens o Portal da Transparência do Governo. Tens o Portal onde são publicados todos os Contratos Públicos.

Pode-se fazer mais? Claro que sim. Mas tomara outras esferas do país terem tanta transparência como o Estado.

O problema não está na transparência, neste momento. Está no interesse dos cidadãos pelo consumo dessas matérias chatas. E, principalmente, nos algoritmos que filtram a informação que chega preferencialmente a cada um de nós.

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Citação de andriy pereplyotkin, Em 14/02/2026 at 00:51:

Com todos os defeitos do poder autárquico, ainda esta semana se demonstrou que é o que segura o país em muitos momentos. A proximidade é uma valência essencial a que o Governo Central não consegue corresponder. Dotar estruturas intermédias de maior responsabilidade permite uma capacidade de resposta muito superior.

É dos equilíbrios mais complicados de acertar numa democracia, mas a nível de temas de resposta imediata é para mim quase inegável a vantagem que daí advém.

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Citação de Descartes, há 4 horas:

O Estado é suficientemente transparente. Todas as decisões do Governo, do Parlamento e das Autarquias estão disponíveis para consulta. Tens um canal de televisão exclusivo sobre a atividade parlamentar. Quase todos os municípios transmitem em streaming as reuniões de Câmara e das Assembleias Municipais. Tens o Portal da Transparência do Governo. Tens o Portal onde são publicados todos os Contratos Públicos.

Pode-se fazer mais? Claro que sim. Mas tomara outras esferas do país terem tanta transparência como o Estado.

O problema não está na transparência, neste momento. Está no interesse dos cidadãos pelo consumo dessas matérias chatas. E, principalmente, nos algoritmos que filtram a informação que chega preferencialmente a cada um de nós.

É capaz. Simplesmente desconheço onde posso consultar essa informação e sobretudo, como a interpretar.

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Citação de noikeee, há 5 minutos:

É capaz. Simplesmente desconheço onde posso consultar essa informação e sobretudo, como a interpretar.

Não desconheces. Apenas não te interessas o suficiente para a encontrares.

Tu disseste isto:

"Sou o primeiro a ser parte do problema, não faço ideia do orçamento da autarquia no sítio onde vivo, etc. "

Reconheces ser parte do problema mas não tens consciência como é que podes fazer parte da solução. Preferes atribuir imediatamente a culpa aos outros: "Talvez maior transparência por parte do estado"

Pegando no teu exemplo: para conheceres o orçamento da tua autarquia basta entrares no seu site e consultares o orçamento que todas estão obrigadas por Lei a divulgar. Não saberes como interpretar a informação é igualmente responsabilidade tua. Terás que investir tempo para aprenderes a fazê-lo. Não podes esperar que te façam a papinha toda.

A questão é que, talvez, esse conhecimento não faça parte das tuas prioridades e, por isso, não estás disposto a investir o tempo necessário. O que é legítimo. Queixas-te que não tens acesso à informação e/ou ao conhecimento especializado mas não estás verdadeiramente motivado para o ter.

Isto não é nada pessoal. Não é nenhuma crítica. É da natureza humana. Nós dedicamo-nos às questões que verdadeiramente nos interessam, ainda que algumas fúteis ou supérfluas, mas temos ânsia de conhecimento sobre tudo. Gostávamos de conhecer tudo. E em relação às questões que reconhecemos importância mas para as quais não dedicamos tempo suficiente, criticamos o facto desse conhecimento não nos ser oferecido.

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Citação de Descartes, há 35 minutos:

Não desconheces. Apenas não te interessas o suficiente para a encontrares.

Tu disseste isto:

"Sou o primeiro a ser parte do problema, não faço ideia do orçamento da autarquia no sítio onde vivo, etc. "

Reconheces ser parte do problema mas não tens consciência como é que podes fazer parte da solução. Preferes atribuir imediatamente a culpa aos outros: "Talvez maior transparência por parte do estado"

Pegando no teu exemplo: para conheceres o orçamento da tua autarquia basta entrares no seu site e consultares o orçamento que todas estão obrigadas por Lei a divulgar. Não saberes como interpretar a informação é igualmente responsabilidade tua. Terás que investir tempo para aprenderes a fazê-lo. Não podes esperar que te façam a papinha toda.

A questão é que, talvez, esse conhecimento não faça parte das tuas prioridades e, por isso, não estás disposto a investir o tempo necessário. O que é legítimo. Queixas-te que não tens acesso à informação e/ou ao conhecimento especializado mas não estás verdadeiramente motivado para o ter.

Isto não é nada pessoal. Não é nenhuma crítica. É da natureza humana. Nós dedicamo-nos às questões que verdadeiramente nos interessam, ainda que algumas fúteis ou supérfluas, mas temos ânsia de conhecimento sobre tudo. Gostávamos de conhecer tudo. E em relação às questões que reconhecemos importância mas para as quais não dedicamos tempo suficiente, criticamos o facto desse conhecimento não nos ser oferecido.

Não interessa se a "culpa" é das pessoas individuais ou do "sistema". Tens um problema de existir essa desconexão das pessoas com as contas do estado, e o que interessa é como resolver esse problema.

Se fosse uma lei da natureza humana, porque raio é que no norte da Europa existe essa proximidade com as pessoas que em Portugal não existe? É isso que eu gostava de descobrir, o que é que é diferente lá do que cá. E acredito que é mais fácil haver mudanças estruturais do lado do estado, do que "dá tu, 1 de 10 milhões de cidadãos, individualmente o exemplo, que isso vai contagiar os outros". Até posso eu, tu, outros users daqui fazerem isso, não acredito que leve a uma mudança cultural. E acredito que possa ser também um problema estrutural e não apenas cultural.

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Citação de noikeee, há 19 minutos:

Não interessa se a "culpa" é das pessoas individuais ou do "sistema". Tens um problema de existir essa desconexão das pessoas com as contas do estado, e o que interessa é como resolver esse problema.

Se fosse uma lei da natureza humana, porque raio é que no norte da Europa existe essa proximidade com as pessoas que em Portugal não existe? É isso que eu gostava de descobrir, o que é que é diferente lá do que cá. E acredito que é mais fácil haver mudanças estruturais do lado do estado, do que "dá tu, 1 de 10 milhões de cidadãos, individualmente o exemplo, que isso vai contagiar os outros". Até posso eu, tu, outros users daqui fazerem isso, não acredito que leve a uma mudança cultural. E acredito que possa ser também um problema estrutural e não apenas cultural.

Atenção que eu referi que era da natureza humana o facto de nós investirmos o nosso tempo e esforço naquilo que verdadeiramente nos interessa. Tu estás a falar de outra coisa. Estás a falar da necessidade de canalizarmos os nossos interesses para as matérias importantes que nos deviam, de facto, interessar para o bom funcionamento da Sociedade. E aí sim, tens razão. É necessário que o Estado invista mais nesse campo. A questão da transparência é apenas um pequeno passo e, provavelmente, o mais simples. O mais complicado transforma-se por via da educação e da cultura. Difícil e moroso.

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Citação de HappyKing, há 1 hora:

Seguro venceu todos os sítios que votaram este domingo. 

Resultados nos 3 concelhos:

GOLEGÃ

Abstenção: 66,78% - 37,92%

Seguro - 947 (69,07%) - 827 (28,77%)

Ventura - 424 (30,93%) - 833 (28,97%)

 

ARRUDA DOS VINHOS

Abstenção: 59,83% - 29,77%

Seguro - 3.173 (72,63%) - 2.637 (31,56%)

Ventura - 1.196 (27,37%) - 1.768 (21,16%)

 

ALCÁCER DO SAL

Abstenção: 71,23% - 41,54%

Seguro - 2.092 (79,15%) - 2.000 (35,68%)

Ventura - 551 (20,85%) - 1.446 (25,79%)

 

Dois factos a destacar:

1. Como se esperava a abstenção foi enorme, o que se compreende dado que estes votos não seriam relevantes para a eleição.

2. Mesmo num cenário de aumento bastante significativo da abstenção, o Seguro teve mais votos agora do que na 1ª volta nos 3 concelhos. Impressiona a existência de pessoas, mesmo sabendo que o seu voto já não teria qualquer importância, que fizeram questão de se deslocar às urnas para afirmarem que não queriam o Ventura como Presidente.

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Citação de Descartes, há 1 hora:

Resultados nos 3 concelhos:

GOLEGÃ

Abstenção: 66,78% - 37,92%

Seguro - 947 (69,07%) - 827 (28,77%)

Ventura - 424 (30,93%) - 833 (28,97%)

 

ARRUDA DOS VINHOS

Abstenção: 59,83% - 29,77%

Seguro - 3.173 (72,63%) - 2.637 (31,56%)

Ventura - 1.196 (27,37%) - 1.768 (21,16%)

 

ALCÁCER DO SAL

Abstenção: 71,23% - 41,54%

Seguro - 2.092 (79,15%) - 2.000 (35,68%)

Ventura - 551 (20,85%) - 1.446 (25,79%)

 

Dois factos a destacar:

1. Como se esperava a abstenção foi enorme, o que se compreende dado que estes votos não seriam relevantes para a eleição.

2. Mesmo num cenário de aumento bastante significativo da abstenção, o Seguro teve mais votos agora do que na 1ª volta nos 3 concelhos. Impressiona a existência de pessoas, mesmo sabendo que o seu voto já não teria qualquer importância, que fizeram questão de se deslocar às urnas para afirmarem que não queriam o Ventura como Presidente.

Isso e as votações no corno terem baixado bastante. Mais uma indicação de que os votos dele vêm de abstencionistas crónicos? 

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Citação de JGabriel, há 20 minutos:

Isso e as votações no corno terem baixado bastante. Mais uma indicação de que os votos dele vêm de abstencionistas crónicos? 

Não sei se podemos tirar esse tipo de conclusões. Era esperado que ele baixasse a votação tendo em consideração que ele já estava derrotado.

Relevante é o aumento de votos no Seguro quando também se esperaria que baixasse. 

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Citação de JGabriel, há 11 horas:

Isso e as votações no corno terem baixado bastante. Mais uma indicação de que os votos dele vêm de abstencionistas crónicos? 

Vem dos futeboleiros.

Quando sabem que a equipa vai perder já não aparecem nos estádio...

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Citação de andriy pereplyotkin, há 1 hora:

E aposto que nem tem direito a multiscreen.

Por 20 mil euros, é bom que o multiscreen abranja a rua toda.

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Mas a equipa do Montenegro não era a seleção portuguesa? Isso dá sempre na RTP, grande falhado.

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Mas pelo menos estamos a salvo da esquerda socialista. 

Deixem o Luís trabalhar enquanto vê a bola!!

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Como é que é possível gastar 20K em Sport TV... que falta de vergonha

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