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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Burkina2008, há 20 minutos:

 

Mas há dúvidas que não ter médico de família influência o acesso à saúde ? 

Relativamente às escolas o smashing colocou aí um exemplo de uma notícia que mostra como a pandemia colocou a nu as dificuldades associadas a esse mesmo acesso à educação.

Aquela afirmação que fizeste não corresponde à realidade portuguesa em 2021.

O tom se foi pateta peço desculpa, não era a intenção mas chateia-me essa postura quase de sobranceria para com os outros, provavelmente influenciada por uma situação pessoal benéfica nesses acessos.

 E tens razão, eu também sou um privilegiado em diversos fatores. Nomeadamente nestes acessos à saúde e educação. Mas isso não me impede de ter empatia para com os outros e perceber que isso não é a realidade de muita gente que vive no mesmo país que eu. E muita gente não é um por cento das pessoas nem perto disso.

Editado por HappyKing

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Citação de HappyKing, há 32 minutos:

Mas há dúvidas que não ter médico de família influência o acesso à saúde ? 

Relativamente às escolas o smashing colocou aí um exemplo de uma notícia que mostra como a pandemia colocou a nu as dificuldades associadas a esse mesmo acesso à educação.

Aquela afirmação que fizeste não corresponde à realidade portuguesa em 2021.

O tom se foi pateta peço desculpa, não era a intenção mas chateia-me essa postura quase de sobranceria para com os outros, provavelmente influenciada por uma situação pessoal benéfica nesses acessos.

 E tens razão, eu também sou um privilegiado em diversos fatores. Nomeadamente nestes acessos à saúde e educação. Mas isso não me impede de ter empatia para com os outros e perceber que isso não é a realidade de muita gente que vive no mesmo país que eu. E muita gente não é um por cento das pessoas nem perto disso.

So para terminar a discussao porque ja é tarde, a realidade portuguesa é bem perto do que eu disse

Segundo a ultima estatistica apenas 2,3% da populacao nao tem acesso a cuidados de saude (isto de 2017 e vem diminuindo ou seja é residual/ e isto sao factos nao sao historias ou conhecer este ou aquele caso) https://www.dn.pt/vida-e-futuro/mais-de-200-mil-portugueses-sem-acesso-a-saude-por-nao-terem-dinheirio-11581366.html

O acesso a escola publica gratuita, tem andado perto dos 100% para pessoas nascidas no seculo XXI

Isto quer dizer que todos temos as mesmas oportunidades, claro que nao, mas o Estado ja faz o que pode para dar essas oportunidades a essas pessoas e o facto de olhando para diferentes pessoas saidas de cursos superiores nas areas da medicina ou IT e que veem de meios pobres, claramente denota que nao é tudo fatidico.

Editado por Burkina2008
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Citação de Burkina2008, há 3 minutos:

 

Não concordo mas aceito a opinião. 

Depois queria só o link para o estudo ou a notícia associada a esses 2.3 por cento se pudesse ser, só para perceber quais os critérios usados. Obrigado.

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Citação de ElliotReid13, há 13 horas:

No segundo parágrafo, entraste pelo mesmo caminho que outros já tentaram, que é insinuar que estou a dizer que a precariedade é merecida como punição pelas más escolhas. Já dei o suficiente para esse peditório.

Pois. Se calhar o facto de tanta gente te dizer o mesmo devia ser um abre-olhos, ou na forma como rediges os teus argumentos ou então na intenção que aplicas aos mesmos. Olhar para o que escreves e tentar perceber porque é que isso leva a "insinuações" recorrentes. Se não era esse o caso então tranquilo, não compreendi, faz parte. Vou ter de melhorar as minhas capacidades de interpretação.

Quanto ao primeiro ponto que não está no quote, dás ideia de ter uma falta de compreensão da capacidade de trabalho das pessoas e da qualidade do seu trabalho, aka produtividade. P.e., um enfermeiro atender mais ou menos gente não é simplesmente uma relação directa com o número de horas que faz, isso é uma visão tecnocrata que pensava que tinha sido já exposta na última década, mas parece que perdura. Está em causa, para além do número de horas que fazes, a qualidade desse atendimento que depende na energia que o enfermeiro, o estado de espírito, o respeito que sente pelo trabalho que é feito, entre outros fatores, mas pronto, é uma visão que vejo demasiadas vezes em Portugal aquilo que estás a dizer e pronto, quando se vive nesse mundo é difícil olhar para as coisas noutra perspectiva.

É uma perspectiva de vocalizar KPIs sem desenvolver toda a história, que parecendo que não o ser humano, a sociedade e as interações de trabalho são uma beca mais complicadas, e isto inclui o eleitorado do PCP, eles não são uma espécie diferente com uma diferente construção neuronal ou um contexto de nature/nurture fora do resto. Quanto à questão das margens, não disse que não percebo a motivação por detrás do status quo (senão esse status quo não existia, né), mas é dessa forma que este continua. Mudança útil requer win-lose situations, tanto para empregador como para empregado. Não vou no entanto fingir que sei a resposta ao problema, simplesmente o estou a identificar.

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Citação de HappyKing, há 3 minutos:

Não concordo mas aceito a opinião. 

Depois queria só o link para o estudo ou a notícia associada a esses 2.3 por cento se pudesse ser, só para perceber quais os critérios usados. Obrigado.

https://www.dn.pt/vida-e-futuro/mais-de-200-mil-portugueses-sem-acesso-a-saude-por-nao-terem-dinheirio-11581366.html

Editado por Burkina2008
tinha o link errado
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Se não é fácil, tornem o difícil fácil. Há anos que água, luz e TV cabo estão ajustados. 

Só erro numa coisa, não invisto o dinheiro que poupo em ecoins ou em formação. Vou para uma esplanada tomar café e conversar e ponho gasolina. 

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Citação de Burkina2008, há 14 horas:

Epa acho que ja referi algumas dezenas de vezes que o factor "sorte" existe, mas continuar a insistir nesse fatalismo que mencionas é falacioso

Basta ver que em Portugal este ano o salario medio nacional foram 1314 Euros e o mediano anda nos 1200 e algo...o que quer dizer que pelo menos 50% dos trabalhadores em Portugal recebe 1200 Euros ou mais. Portugal nao é um pais em que a maioria da populacao ganha 700 Euros por mes.

Querer insistir nesse fatalismo que falas é que é justificar e desculpar, pura e simplesmente.

Portugal é um pais onde 99% da populacao tem acesso a educacao, cuidados de saude e ferramentas para construir uma vida melhor. Isto nao é Burkina Faso em que se nasceres numa aldeia no meio do deserto nao tens possibilidade de fazer mais e melhor que o teu pai.

Eu não sei desses números mas há bem pouco tempo um relatório da SS que saiu nos jornais, transmitiu a informação que 60% dos trabalhadores por conta de outrém ganham menos de 800€.
Estamos a falar de mais de 2M de pessoas. 
As medianas e modas acabam por disfarçar as disparidades existentes em termos económicos, principalmente o salário médio que é claramente influenciado por quem ganha bem.
A pordata, que tem dados até 2018 mostravam que a percentagem de salários mínimos pagos nos diversos sectores da economia, tinham tido tendências crescentes tendo agora mais sectores a pagar o salário mínimo que antigamente.
Claro que se pode justificar com o aumento constante do salário mínimo aproximando esse mesmo valor dos salários anteriores e assim subindo a % de pessoas que agora ganham o SMN e antigamente não mas também podemos olhar como as empresas não terem interesse a acompanhar a evolução do custo médio de vida e dos valores dos salários.
Ainda assim, Portugal é o 29ª país com o salário médio mais alto dos 36 da OCDE, e aqui entram os grandes ordenados que fazem disparar a balança.
O problema é pegarmos em médias e traçarmos o desenho com base nisso, em plena pandemia o ordenado médio teoricamente também subiu 2,9% mas isso foi justificado pelo desaparecimento de trabalhos que pagavam valores mais baixos seja por despedimento ou falência aumentando o valor do salário médio dessa força.
É que esses 1314€ existem porque tiveste 42k pessoas que ficarem sem emprego, empregos com mão de obra barata e com isso mesmo consegues subir a média.

Mas ainda assim, ninguém está a dizer que que a maioria da população ganha 700€. Tudo isto começou porque existem duas perceções diferentes sobre a possibilidade de chegares a um bom ordenado. Vocês começaram por dizer que precisas de ter um pouco de sorte sim mas que chegas lá se te esforçares e trabalhares e eu discordo por completo porque volto a repetir, acho que é discurso de quem nunca pôs ou não põe o pé num bairro social há muito tempo.
Não é uma questão de justificar e desculpar, é uma questão de sermos seres humanos e sermos capazes de ser empáticos com outros que não vivem com as mesmas comodidades que nós.
Volto a repetir, felizmente tive a oportunidade de na minha vida passar por lá, de me dar com a malta de lá e perceber a dinâmica social que existe e é uma realidade dentro destas zonas. Não é uma questão de ser uma Burkina Faso, acho que é uma questão de noção de não achar que tudo se resolve com trabalho e dedicação em todos os casos.
Nós enquanto pessoas devíamos procurar também tentar perceber estas dinâmicas e procurar ajudar a que as mesmas se invertam em vez de andarmos a pregar sobre que apenas devemos trabalhar e esforçar e assim chegar lá.

Nada cai do céu, nisso estamos de acordo, mas o trabalho muitas vezes também não chega. Tu és da opinião que o simples facto de a população ter acesso a educação, cuidados de saúde e ferramentas de dá a possibilidade automática de ser bem melhor, eu sou da opinião que essas ferramentas são extremamente importantes mas que sem o trabalho no terreno para resolveres o problema na raiz também, isso não vale de nada.
E tenho quase a certeza que se tivesses crescido na Serra das Minas mesmo tendo todas as ferramentas que enumeras, hoje em dia não eras metade do que és e se calhar nem do bairro tinhas saído.
Volto a dizer, e acho que a discussão vai longa e saudável, já agora, em média uma família Portuguesa pobre precisa de 5 gerações para subir na escada social.
Estamos melhores que em 2018 ou antes ? Sem dúvida. Mas ainda estamos longe dos valores ideais, muito longe. É esperar que se continue a crescer e continuar a lutar e fazer reivindicações por isso porque reivindicar melhores condições é também trabalho e esforço.
Desculpa a wall of text mas está uma boa conversa. Acho é que estamos em pontos algo parecidos mas distantes ao mesmo tempo e que vamos andar aqui aos círculos a dizer a mesma coisa.

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Xii, serra das minas. Míticos jogos contra esses e moinhos da funcheira

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Citação de Mica, há 23 horas:

São 665€ e não é verdade que não permita a ninguém ter uma vida digna. Depende da zona do País, se moras sozinho, se és o único a receber um salário ou não, etc. Mas isso também se aplica a salários de 800€ ou 900€ em determinados casos.

Desconfio seriamente que a diferença aqui não seja na zona do país ou no agregado familiar, mas no que se considera uma vida digna. Se estivermos a falar de alguém que tenha de pagar por casa aos preços actuais e não tenha família ou a santa casa a meter comida em casa, com 665€ não sei como é que essa tal dignidade se pode estender para além da água corrente e pouco mais.

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Citação de Pickle Rick, há 1 hora:

Eu não sei desses números mas há bem pouco tempo um relatório da SS que saiu nos jornais, transmitiu a informação que 60% dos trabalhadores por conta de outrém ganham menos de 800€.
Estamos a falar de mais de 2M de pessoas. 
As medianas e modas acabam por disfarçar as disparidades existentes em termos económicos, principalmente o salário médio que é claramente influenciado por quem ganha bem.
A pordata, que tem dados até 2018 mostravam que a percentagem de salários mínimos pagos nos diversos sectores da economia, tinham tido tendências crescentes tendo agora mais sectores a pagar o salário mínimo que antigamente.
Claro que se pode justificar com o aumento constante do salário mínimo aproximando esse mesmo valor dos salários anteriores e assim subindo a % de pessoas que agora ganham o SMN e antigamente não mas também podemos olhar como as empresas não terem interesse a acompanhar a evolução do custo médio de vida e dos valores dos salários.
Ainda assim, Portugal é o 29ª país com o salário médio mais alto dos 36 da OCDE, e aqui entram os grandes ordenados que fazem disparar a balança.
O problema é pegarmos em médias e traçarmos o desenho com base nisso, em plena pandemia o ordenado médio teoricamente também subiu 2,9% mas isso foi justificado pelo desaparecimento de trabalhos que pagavam valores mais baixos seja por despedimento ou falência aumentando o valor do salário médio dessa força.
É que esses 1314€ existem porque tiveste 42k pessoas que ficarem sem emprego, empregos com mão de obra barata e com isso mesmo consegues subir a média.

Mas ainda assim, ninguém está a dizer que que a maioria da população ganha 700€. Tudo isto começou porque existem duas perceções diferentes sobre a possibilidade de chegares a um bom ordenado. Vocês começaram por dizer que precisas de ter um pouco de sorte sim mas que chegas lá se te esforçares e trabalhares e eu discordo por completo porque volto a repetir, acho que é discurso de quem nunca pôs ou não põe o pé num bairro social há muito tempo.
Não é uma questão de justificar e desculpar, é uma questão de sermos seres humanos e sermos capazes de ser empáticos com outros que não vivem com as mesmas comodidades que nós.
Volto a repetir, felizmente tive a oportunidade de na minha vida passar por lá, de me dar com a malta de lá e perceber a dinâmica social que existe e é uma realidade dentro destas zonas. Não é uma questão de ser uma Burkina Faso, acho que é uma questão de noção de não achar que tudo se resolve com trabalho e dedicação em todos os casos.
Nós enquanto pessoas devíamos procurar também tentar perceber estas dinâmicas e procurar ajudar a que as mesmas se invertam em vez de andarmos a pregar sobre que apenas devemos trabalhar e esforçar e assim chegar lá.

Nada cai do céu, nisso estamos de acordo, mas o trabalho muitas vezes também não chega. Tu és da opinião que o simples facto de a população ter acesso a educação, cuidados de saúde e ferramentas de dá a possibilidade automática de ser bem melhor, eu sou da opinião que essas ferramentas são extremamente importantes mas que sem o trabalho no terreno para resolveres o problema na raiz também, isso não vale de nada.
E tenho quase a certeza que se tivesses crescido na Serra das Minas mesmo tendo todas as ferramentas que enumeras, hoje em dia não eras metade do que és e se calhar nem do bairro tinhas saído.
Volto a dizer, e acho que a discussão vai longa e saudável, já agora, em média uma família Portuguesa pobre precisa de 5 gerações para subir na escada social.
Estamos melhores que em 2018 ou antes ? Sem dúvida. Mas ainda estamos longe dos valores ideais, muito longe. É esperar que se continue a crescer e continuar a lutar e fazer reivindicações por isso porque reivindicar melhores condições é também trabalho e esforço.
Desculpa a wall of text mas está uma boa conversa. Acho é que estamos em pontos algo parecidos mas distantes ao mesmo tempo e que vamos andar aqui aos círculos a dizer a mesma coisa.

So um aparte porque como disseste, ha coisas que vamos sempre discordar, esse estudo da OCDE das 5 geracoes, tambem concluiu que "A mobilidade social não é distribuída uniformemente ao longo das gerações e em Portugal 24% dos filhos de pais com baixos rendimentos acabam também por ter baixos rendimentos. No lado oposto, 39% das crianças cujos pais têm rendimentos elevados crescem para também elas terem rendimentos elevados."

Ou seja 76% dos filhos de pais com baixos rendimentos acabam por nao ficar no mesmo nivel. Isto é claramente contraditorio em relacao ao tal determinismo, ate porque do lado oposto com alguma diferenca se mostra algo semelhante que é o facto de so porque os teu pais teem rendimentos altos nao quer dizer que tambem vas la chegar (alias 61% nao chega la)

Fica apenas tambem aqui o grafico que Portuga ate esta melhor do que muitos paises desenvolvidos nesta materia

image.jpg?brand=DN&type=generate&guid=a3839904-6ae4-42b6-a90a-1393d50d667c&t=20180616111615

 

Editado por Burkina2008

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Citação de Pickle Rick, há 2 horas:

O problema é pegarmos em médias e traçarmos o desenho com base nisso, em plena pandemia o ordenado médio teoricamente também subiu 2,9% mas isso foi justificado pelo desaparecimento de trabalhos que pagavam valores mais baixos seja por despedimento ou falência aumentando o valor do salário médio dessa força.
É que esses 1314€ existem porque tiveste 42k pessoas que ficarem sem emprego, empregos com mão de obra barata e com isso mesmo consegues subir a média.

Vou só pegar nesta parte, só para dizer que acho que mesmo que não se tivesse verificado essa perda de emprego acho que o salário médio teria subido. Acho que os salários aumentaram um bocado para cargos com alguma especialização. No meu círculo de pessoas notei que muita gente mudou de emprego ou conseguiu aumentar de ordenado devido a propostas de fora. Acho que o mercado de trabalho neste momento está com muita oferta. Aqui não estou a falar de empregos de salário mínimo, mas foi só para dar mais uma ideia. 

Editado por Castor

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Citação de Castor, há 4 horas:

Vou só pegar nesta parte, só para dizer que acho que mesmo que não se tivesse verificado essa perda de emprego acho que o salário médio teria subido. Acho que os salários aumentaram um bocado para cargos com alguma especialização. No meu círculo de pessoas notei que muita gente mudou de emprego ou conseguiu aumentar de ordenado devido a propostas de fora. Acho que o mercado de trabalho neste momento está com muita oferta. Aqui não estou a falar de empregos de salário mínimo, mas foi só para dar mais uma ideia. 

Claro que teria subido, é uma condição normal para o aumento da procura do trabalho especializado mas existe mais neste país que o trabalho especializado nomeadamente nas áreas de maior procura que devem ser as IT. O facto de determinada profissão fazer com que a média aumente, não quer dizer grande coisa porque acaba por apanhar apenas parte da população que esteja já nesse meio. O que isso faz e agravar as desigualdades existentes. Os pobres continuam pobres, muitos foram para o olho da rua e quem já ganhava acima da média, ganha ainda mais.

O objectivo será diminuir essas diferenças, não baixando os segundos mas tentando desenvolver os primeiros.

Citação de Burkina2008, há 5 horas:

So um aparte porque como disseste, ha coisas que vamos sempre discordar, esse estudo da OCDE das 5 geracoes, tambem concluiu que "A mobilidade social não é distribuída uniformemente ao longo das gerações e em Portugal 24% dos filhos de pais com baixos rendimentos acabam também por ter baixos rendimentos. No lado oposto, 39% das crianças cujos pais têm rendimentos elevados crescem para também elas terem rendimentos elevados."

Ou seja 76% dos filhos de pais com baixos rendimentos acabam por nao ficar no mesmo nivel. Isto é claramente contraditorio em relacao ao tal determinismo, ate porque do lado oposto com alguma diferenca se mostra algo semelhante que é o facto de so porque os teu pais teem rendimentos altos nao quer dizer que tambem vas la chegar (alias 61% nao chega la)

Fica apenas tambem aqui o grafico que Portuga ate esta melhor do que muitos paises desenvolvidos nesta materia

image.jpg?brand=DN&type=generate&guid=a3839904-6ae4-42b6-a90a-1393d50d667c&t=20180616111615

 

Esse mesmo relatório da OCDE também apresenta a seguinte conclusão "Apesar das várias reformas para combater o absentismo escolar e reduzir o abandono escolar precoce, as hipóteses dos mais jovens terem uma carreira de sucesso depende fortemente da sua origem socioeconómica ou do nível de capital humano dos pais", “Olhando para a mobilidade ao longo da vida, o fenómeno em Portugal é igualmente limitado, particularmente na base e no topo, sendo que entre os que estão nos 20% com rendimentos mais baixos há poucas hipóteses de subirem durante quatro anos e 67% acabam por nunca sair”. "No topo, a persistência é ainda maior e 69% dos 20% com rendimentos mais altos ficam lá durante um período de quatro anos", diz a OCDE.

 

Alias, o relatório acaba por dizer aquilo que eu disse aqui. “Para a organização, a falta de mobilidade na base pode estar relacionada com os níveis elevados de desemprego de longa duração e a segmentação do mercado laboral. A OCDE refere que a falta de mobilidade social não é uma inevitabilidade e que há margem para políticas que aumentem a mobilidade entre gerações e ao longo da vida, deixando três objetivos: apoiar as crianças de meios desfavorecidos, assegurando uma boa educação pré-escolar, combater o desemprego de longa duração e aumentar o nível de qualificações através da educação para adultos.”

E esse gráfico da OCDE coloca-nos abaixo da média da mesma em todos os pontos. Claro que existem países desenvolvidos com indicadores semelhantes mas também são países com problemas de guetização grandes (França com os magrebinos por exemplo). Ainda assim, acho que devemos olhar para o futuro, para a frente e almejar quem está no topo dos indicadores (Dinamarca por exemplo que tu tão bem conheces). 
Eu não digo que está tudo mal, atenção, digo é há um claro espaço para melhorar e um longo caminho a percorrer.

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Não sei se está ai a thread toda. 

Mas a mudança está a chegar 

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Tanta discussão serve para demonstrar que muitos de nós temos origens distintas e que as nossas percepções/experiências são moldadas por isso. 

Já agora, essa mistura do trabalho árduo e sorte nem sempre resulta. Era muito bom que as coisas fossem sempre assim, mas não são, do mesmo modo que o céu não é cor de rosa e os unicórnios não existem. 

Editado por Vaart10

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Alguém me consegue dar uma razão lógica para o CDS ter votado contra isto? Foi por ter sido o BE e os Verdes a propor? Que parte da ideologia deles vai contra isto? Juro que me ultrapassa. 

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Citação de HappyKing, há 15 minutos:

Alguém me consegue dar uma razão lógica para o CDS ter votado contra isto? Foi por ter sido o BE e os Verdes a propor? Que parte da ideologia deles vai contra isto? Juro que me ultrapassa. 

Fosse o pan e dizia que era por causa do papel que se vai gastar 😂

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Os clientes vão continuar a não ler os contratos e a queixar-se de alguma coisa, talvez por a informação não constar toda centrada na primeira página em tamanho 20 com círculos vermelhos e luzes de néon a apontar para lá.

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Citação de Black Hawk, há 19 horas:

Os clientes vão continuar a não ler os contratos e a queixar-se de alguma coisa, talvez por a informação não constar toda centrada na primeira página em tamanho 20 com círculos vermelhos e luzes de néon a apontar para lá.

Eu estou para ver é como as instituições, empresas e etc... vão conseguir mudar os contratos todos até hoje.

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Bela m*rda isto de mudar de cidade em altura de autárquicas. Vou ter de votar para uma junta/câmara onde não vou voltar a viver, e ter de viver numa junta/câmara onde não tenho qualquer poder decisório para os próximos 4 anos... 😅

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Citação de Gorki, há 30 minutos:

Só se deve aplicar a novos contratos

Eu sei. O problema está mesmo ai. Em boa parte das instituições (nomeadamente financeiras) a maioria dos contratos é emitida por sistemas informáticos. Por experiências própria, sei que é o caraças para validar estas alterações com os departamentos jurídicos, para efetuar as alterações, efetuar os testes para garantir que os contratos saem bem e depois passar as alterações para os ambientes de produção.

Felizmente trabalho para uma instituição que não utiliza estas porcarias desde há muito mas para as outras vai ser f*dido.

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Citação de Gorki, há 13 minutos:

Acredito que não seja uma coisa fácil, especialmente para uma empresa com muitas delegações e com muitos trabalhadores. Mas a votação na Assembleia da República foi em Abril, tiveram 4 meses para se prepararem. Só se não fizeram nada para percorrer esses passos que dizes que são necessários desde que isto foi aprovado...

Ah, ok.

Não tinha percebido que a legislação já estava aprovada. Então, não há desculpas. f*dam-se

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