IlidioMA Publicado 29 Julho 2025 Citação de Burkina2008, Em 27/07/2025 at 18:18: Sara Godinho "Candidata" do Chega para a junta de freguesia de Safara em Beja - @IlidioMA ja tens em quem votar https://diariodistrito.sapo.pt/chega-aposta-em-empresaria-ousada-para-conquistar-bastiao-socialista-de-safara/?fsp_sid=100133 por mim já ganhou! 1 4 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 29 Julho 2025 Citação de IlidioMA, há 29 minutos: por mim já ganhou! Paradigmático que o post que comentas depois de uns dias ausente seja este, Ilídio. 1 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 29 Julho 2025 Com estas imagens fica mais clara a questão das licenças e o que está em causa na proposta do governo. 1 Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 29 Julho 2025 Citação de IlidioMA, há 2 horas: por mim já ganhou! 50€ ? 1 Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 29 Julho 2025 Citação de Black Hawk, há 4 horas: Ainda não percebi 😄 Compartilhar este post Link para o post
Le God Publicado 29 Julho 2025 Citação de HappyKing, há 41 minutos: Com estas imagens fica mais clara a questão das licenças e o que está em causa na proposta do governo. 7 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 29 Julho 2025 Ministra da Administração Interna diz que é "irrelevante" saber número de meios aéreos: "Não ajuda nada" Spoiler A ministra da Administração Interna desvalorizou esta tarde o facto de o dispositivo de combate a incêndios não estar com todos os meios aéreos operacionais, como noticiado pelo Expresso. Saber quando meios aéreos faltam "não ajuda nada", afirmou Maria Lúcia Amaral, numa visita à Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (AEPC) decidida em cima da hora para acompanhar, na companhia do primeiro-ministro, o que está a ser feito para combater os incêndios. "De facto não faltam" meios, pois estão disponíveis 72 aeronaves, acrescentou. A ministra falava na sede da Proteção Civil, após uma reunião com os responsáveis pela ANEPC. "Os números [de meios aéreos disponíveis] são irrelevantes. O que causa dificuldade aos operacionais é o caráter extremamente acidentado da orografia e a dificuldade de acesso", sublinhou. "A complexidade das operações e do combate é tal que não ajuda nada estar a saber quantos meios aéreos temos, se faltam muitos, se não faltam muitos. E, de facto, não faltam", acrescentou. Nos últimos anos, o número de aeronaves disponíveis na época alta de incêndios aumentou, havendo mais helicópteros permanentes que têm como objetivo um ataque rápido. Contudo, de acordo com os dados atuais, deveriam estar 79 meios disponíveis, mas faltarão, pelas contas da ministra, sete. PAULO CUNHA/LUSA Segundo Maria Lúcia Amaral, há "fatores múltiplos" que fazem com que os incêndios, caso não sejam logo controlados, assumam proporções que os tornam "dificílimos" de combater. Além da "mão pesada" para quem provoca incêndios (que o primeiro-ministro já tinha defendido no ano passado), Maria Lúcia Amaral defendeu a necessidade de "perceber a raiz desses incêndios incontroláveis" e sublinhou é necessário compreender que "as condições são outras" e não é possível continuar com práticas ancestrais, como queimadas, que acarretam elevados riscos. "Este é um problema de todos que só pode ser controlado quando houver o contributo de todos. O que não pode acontecer de novo é o que aconteceu esta noite, em que houve 41 ignições", afirmou. No mesmo local, o primeiro-ministro garantiu "prontidão" dos meios para responder a situação "complexa". "Gostaria apenas de anotar que temos todo o nosso dispositivo neste momento em prontidão para podermos responder da forma mais célere e eficiente possível a todas as ocorrências, sabendo que estamos a passar por um período que é complexo, que é difícil", disse o chefe do Governo, que não respondeu a perguntas, como tem sido habitual, tarefa que deixou à ministra da Administração Interna. "Este é um combate de todos, que precisa da colaboração de todos e que para esse efeito todos devemos seguir as orientações que as autoridades vão emitindo", afirmou Montenegro depois de uma reunião decidida esta manhã, e sem aviso prévio, com o comando nacional da Proteção Civil, na sede, em Carnaxide. "Repito mais uma vez, enaltecendo aqueles que estão no terreno a cuidar da nossa proteção, que este é um combate de todos e para isso precisamos da diligência e do comportamento que e possa orientar de acordo com aquilo que é em cada momento o exigido para diminuir o risco e para salvaguardar aquilo que é mais essencial", declarou ainda o primeiro-ministro. Citação "A complexidade das operações e do combate é tal que não ajuda nada estar a saber quantos meios aéreos temos, se faltam muitos, se não faltam muitos. E, de facto, não faltam", Ministra desvalorizou falta de aeronaves no combate às chamas: "Complexidade é tal que não ajuda nada saber quantos meios aéreos temos" Citação “Não queríamos nada que isto acontecesse no nosso País, como não queríamos que acontecesse no Sul da Europa”, respondeu, quando questionado sobre “o que falhou” no combate às chamas, dificultado pelo facto de não se conseguir dominar o fogo rapidamente. Na notícia do Público ainda tem mais uma tirada das mesmas declarações: Citação Questionada sobre o que é que tem falhado no combate aos incêndios, Maria Lúcia Amaral respondeu que "falha o que falha". Vibe governing, está tudo ótimo pessoal, impossível prever ou planear. Faz-me lembrar este mítico do The Onion: ‘No Way To Prevent This,’ Says Only Nation Where This Regularly Happens 1 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 30 Julho 2025 (editado) https://www.jornaldenegocios.pt/economia/emprego/lei-laboral/detalhe/governo-quer-impedir-que-pais-recusem-trabalho-ao-fim-de-semana Editado 30 Julho 2025 por rcoelho14 Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 30 Julho 2025 Deixem o Luís pôr os outros a trabalhar. 2 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 30 Julho 2025 (editado) Trabalho: estrangeiros sobrequalificados são quase o triplo dos nacionais Spoiler A presença de trabalhadores estrangeiros em sectores económicos com reconhecida escassez de mão-de-obra em Portugal é o dobro da dos trabalhadores portugueses nesses mesmos sectores. Segundo dados nacionais, um destes sectores é a agricultura, outro é a hotelaria e ainda se pode acrescentar o das actividades administrativas. Embora os estrangeiros que escolhem Portugal tenham, em média, mais formação do que os estrangeiros que escolhem outros países da União Europeia (UE), os que ficam em Portugal acabam mais vezes do que os portugueses, ou do que os estrangeiros que escolhem outro país da UE, em trabalhos para os quais têm qualificações a mais. Resultado: a taxa de sobrequalificação dos estrangeiros em Portugal é de 42,8%, ao passo que entre a população portuguesa activa esse valor é de 15,7% e na média da UE é de 36%. E quase 30% dos estrangeiros trabalham em funções não qualificadas. O mercado de trabalho estrangeiro em Portugal é composto por 346.800 pessoas activas. Há 302.200 empregados (dados de 2024) e 44.600 desempregados. A população estrangeira inactiva ultrapassa ligeiramente as 111 mil pessoas. Este conjunto apresenta uma taxa de actividade e de emprego muito superior ao da população portuguesa total (nacionais e estrangeiros com 15 anos ou mais). Também a taxa de desemprego dos estrangeiros é superior à dos portugueses. Mas os dados mostram que os estrangeiros caem muito menos em situação de desemprego de longa duração do que os portugueses. Parte da explicação pode estar no desaproveitamento das qualificações. Ao contrário da percepção comum de que os portugueses estão mais sobrequalificados do que os estrangeiros para os trabalhos que realizam, os números indicam que “enquanto a taxa de sobrequalificação para a população total em Portugal é de 15,7%, esta percentagem dispara para 42,8% para a população estrangeira”. “Esta diferença demonstra que a sobrequalificação é um desafio mais acentuado para os profissionais estrangeiros do que para os nacionais. Ao comparar a situação de Portugal com a de outros países europeus, torna-se evidente que a sobrequalificação dos estrangeiros é um desafio comum, mas a sua intensidade varia significativamente. A taxa de sobrequalificação média da UE é de 21,5%, subindo para 36% para os estrangeiros. No entanto, Portugal destaca-se negativamente nesta comparação: apesar de a sua taxa de sobrequalificação total (15,7%) ser inferior à média da UE, a taxa para os estrangeiros (42,8%) é consideravelmente superior à média europeia", diz o estudo. Ainda que países como Grécia, Itália e Estónia tenham resultados piores que Portugal, “a realidade é que o país, embora atraindo talento, não está a conseguir aproveitar plenamente as qualificações de uma parte significativa da sua força de trabalho”. Segundo dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento e do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, apenas 2,4% dos profissionais portugueses escolheram trabalhar na agricultura. Já entre a população activa estrangeira, essa percentagem sobe para 6,2%, o que é mais do dobro. Tal cenário “aponta para uma forte dependência externa para preencher vagas que os nacionais não procuram”, concluem os autores de um estudo, divulgado nesta terça-feira, e que se dedica a desmontar “mitos” e a retratar “realidades” sobre a imigração e o mercado de trabalho em Portugal. Desfazer mitos O estudo é da Randstad Research, o centro de análise e estudos sobre o mercado de trabalho da Randstad, consultora internacional que trabalha no recrutamento profissional. Os autores pegaram em dez afirmações recorrentes sobre estrangeiros, imigrantes e mercado laboral, e foram buscar dados estatísticos a fontes oficiais nacionais e internacionais para, nalguns casos, “desmistificar” afirmações recorrentes que não correspondem à verdade. Noutros casos, os autores fornecem dados que contextualizam e ajudam a entender certas percepções ou realidades. O trabalho começa logo por demolir esta ideia de que os imigrantes ocupam os empregos dos portugueses. Já vimos que não é assim na agricultura, tal como na hotelaria, sector que emprega 18,3% da população activa estrangeira e apenas 8,7% de portugueses. O mesmo desequilíbrio ocorre nas actividades administrativas: 20,8% dos estrangeiros activos trabalham nestas áreas, contra apenas 9,8% dos profissionais portugueses. Pelo contrário, indústria, comércio e reparação de veículos, transportes e armazenagem, bem como as actividades científicas e de consultoria, registam uma presença proporcional de trabalhadores estrangeiros inferior à dos portugueses. “De forma notória, na administração pública, educação e saúde, a menor proporção de estrangeiros (6% vs 11,8% de portugueses) pode ser explicada por barreiras de reconhecimento de qualificações, exigências linguísticas e, em alguns casos, pela necessidade de nacionalidade portuguesa para o desempenho de certas funções, apesar de haver áreas da saúde com escassez de profissionais”, anotam. Mas não é verdade que os imigrantes que entram em Portugal têm qualificações mais baixas? A resposta é um duplo não. “A análise dos dados do Eurostat sobre a população estrangeira em Portugal (entre 15 e 74 anos) oferece uma visão objectiva sobre o perfil educacional dos estrangeiros que residem em diferentes países da UE, desfazendo o mito de qualificações maioritariamente baixas”, destaca o estudo. “Embora países como a Irlanda (61,6%), Luxemburgo (55,6%) e Lituânia (56,8%) apresentem percentagens muito mais elevadas de estrangeiros com ensino superior, frequentemente associadas a economias de alta tecnologia ou centros financeiros globais, a posição de Portugal é sólida e acima da média europeia”, lê-se ainda. Assim, em Portugal, 31,6% dos estrangeiros (entre 15 e 74 anos) possuem ensino superior, um valor que é superior à média da UE (27,4%). “Mais notável ainda é a percentagem de estrangeiros com até ao ensino básico, que no caso de Portugal é de 24,8%. Este valor é significativamente inferior à média da UE, que foi de 40,6%.” Por outras palavras, em média, e em proporção, Portugal é menos escolhido por estrangeiros pouco qualificados do que países como Espanha, Itália, Alemanha ou mesmo França, “onde a percentagem de estrangeiros com até o ensino básico é de mais do dobro do que em Portugal”. “Esta realidade demonstra que Portugal tem vindo a atrair, ou tem na sua população residente, uma parcela considerável de indivíduos com alta qualificação académica em comparação com outros países”, sublinham os autores. Em dez anos, o número de estrangeiros em Portugal praticamente triplicou. Em 2013, eram pouco mais de 377 mil estrangeiros entre a população residente. Em 2023, já eram mais de um milhão. Para compreender o alcance desta análise é preciso assimilar bem a diferença de conceitos. “A imigração é um fluxo de novas entradas para residência de longo prazo e a população estrangeira é uma categoria que engloba tanto os recém-chegados com intenção de permanência, como aqueles que já estão estabelecidos há mais tempo em Portugal.” Traduzindo, “um estrangeiro é alguém sem nacionalidade portuguesa a quem foi concedida autorização de residência. Já o imigrante é uma pessoa que, no período de referência, entrou no país com a intenção de permanecer por um período igual ou superior a um ano, após ter residido no estrangeiro por um período contínuo de pelo menos um ano. Esta distinção é fundamental, uma vez que o número de estrangeiros é significativamente superior ao de imigrantes”, explicam. Agressões a sikhs aumentam. Comunidade quer abrir as portas, investir nas mulheres e no ensino Spoiler Agressões físicas a trabalhadores de entrega de comida, agressões verbais a condutores de TVDE, carros riscados e vandalizados, lojas assaltadas, crianças alvo de insultos ou de discriminação velada pelos professores na escola. Vizinhos que gritam para mulheres com filhos, humilhando-as. A lista que Gagandeep Singh, presidente do Conselho da Comunidade Sikh em Portugal, faz dos ataques a pessoas da sua comunidade é extensa. Ao ponto de estar, neste momento, a apelar aos crentes que lhe comuniquem as situações vividas, para compilar e fazer queixa às autoridades, porque a maioria não o faz por ter medo. Há 20 anos no país, com dupla nacionalidade, afirma: “Portugal não era assim.” Apesar de haver uma altura, sobretudo depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001 nos EUA, em que era frequente os sikhs serem confundidos com muçulmanos e alvo de islamofobia, a intensidade e número de episódios de discriminação não tinham a dimensão dos relatos que hoje lhe chegam. Num estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, apresentado em Dezembro do ano passado, concluía-se que os cidadãos do subcontinente indiano — que inclui Índia, Paquistão, Bangladesh e Nepal — eram aqueles sobre os quais os portugueses mostravam mais oposição a vários níveis. O conteúdo das queixas do líder desta comunidade contrasta com a calma de um dia de semana a meio da manhã que predomina no templo desta comunidade — a Gurdwara — em Odivelas, onde crentes chegam e sentam-se, primeiro a comer e depois a meditar, ou ajudam, voluntariamente, a fazer o almoço na cozinha. Em grandes letras, está tudo explicado à porta: vistam-se modestamente, homens e mulheres, cubram o cabelo (mas não com bonés), tirem os sapatos, lavem as mãos e os pés. Depois de seguirmos as regras, visitamos a cozinha onde há gigantes panelas de comida ao lume e se desenrola uma produção em série de chapati, o pão. Aqui toda a gente pode entrar e comer a refeição que está a ser preparada. Uma das vertentes da comunidade é justamente o apoio alimentar. Mulheres e alguns dos filhos Rui Gaudêncio Gagandeep Singh — Singh são todos os sikhs homens baptizados, assim como todas as mulheres baptizadas são Kaur — explica que os sikhs nunca cortam o cabelo, que enrolam debaixo do turbante, e os homens não cortam a barba. Vegetarianos, defendem a paz e a igualdade entre todos. Criada no Punjab, a religião rejeita o sistema de castas e segue uma organização horizontal; é uma das várias religiões que existem na Índia (onde há hindus, budistas, muçulmanos, católicos…). Os indianos estão estimados em Portugal, neste momento, em cerca de 44 mil pessoas, segundo a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA). Gagandeep Singh quer mostrar a comunidade, abrir-se, dar a conhecer quem são os membros, as mulheres, e contrariar a narrativa que tem sido veiculada em redes sociais e por grupos de partidos de extrema-direita. Presente há cerca de 25 anos em Portugal, a comunidade começou com apenas umas dezenas de pessoas e hoje ele calcula que sejam cerca de 85 mil em todo o país, imigrantes e portugueses. O templo, pago pela comunidade, tem dezenas de metros quadrados, é um espaço amplo com as várias valências necessárias: zona de lavagem, cozinha industrial, uma sala grande em baixo para comer, uma sala ampla em cima para as cerimónias e a oração. Gagandeep Singh recebe-nos no escritório do andar de cima, com mais dois homens da comunidade. Ele é o que fala português mais fluentemente e é justamente por aí que quer começar. Se a prioridade para as pessoas tem sido arranjar trabalho, por questões da sua sobrevivência, hoje o líder acha que é importante que todos aprendam português, que a geração mais nova estude para ir para a universidade e que os portugueses venham ao templo e a outros locais da comunidade conhecê-los. Nos últimos tempos, o líder tem-se desdobrado em contactos. Quer começar a dar explicações às crianças que estão a ter dificuldades com a aprendizagem nas áreas de Matemática, Ciência e Português. O conhecimento “é uma força contra a discriminação”, diz. Tem tido reuniões com a autarquia e está apalavrada a cedência de salas para pôr de pé este projecto. Sabe que há famílias a viver em conjunto com outras por falta de dinheiro para pagar a habitação; sabe que muitas pessoas vivem em más condições; e que muitas pessoas vêm só para trabalhar e depois querem ir para outros países onde se ganha muito mais. Mas tem um plano para que a sua comunidade estude, chegue a melhores empregos e construa projectos para se manter no país. Paramjeet Kaur vive em Lisboa, onde os filhos de 12 anos estudam, enquanto o marido trabalha na agricultura em Beja “Nos próximos cinco anos queremos, no mínimo, que cinco jovens entrem em Medicina. Vamos dar bolsas”, afirma. “A minha comunidade aqui ainda não começou a 'andar'. Nós estamos a aprender a andar”, afirma. Com uma presença forte em Odivelas, os sikhs concentram-se na zona da Grande Lisboa, mas também estão na zona de Odemira e Albufeira ou Porto e Marinha Grande. São lugares onde há trabalho: “90% das pessoas estão na agricultura ou na construção. Também há quem tenha os seus próprios negócios, restauração, telecomunicações…” O efeito dos ataques e uma "lição" Com convicção, fala-nos de uma tomada de consciência destas questões — sobre a aprendizagem da língua, sobre a não-fixação de muitos em Portugal — motivada por uma “lição”, um ponto de viragem recente. Desde há mais ou menos dois anos — mas mais intensamente desde há um ano —, que o líder de um partido cujo o nome ele não diz — mas que é André Ventura, do Chega — começou a difundir vídeos nas redes sociais com membros da comunidade no metro a usar o kirpan, uma pequena espada cerimonial, que não tem lâmina cortante, e que é um dos símbolos sagrados para os sikh. “Começou também a falar mal dos nossos turbantes”, acusa. Recentemente, o templo foi um alvo do grupo nacionalista de extrema-direita Reconquista, cujos elementos se aproximaram de megafone em riste e começaram a gritar palavras de ódio, levando à intervenção da polícia. Houve, na altura, quem se queixasse da actuação da força de segurança, referindo que um agente tinha tido um comportamento desrespeitoso — fonte da PSP, ao PÚBLICO, recusa a acusação. Parwinder Kaur, 51 anos, há três anos em Portugal, é farmacêutica e não encontrou trabalho na área. O marido trabalha na entrega de comida depois de ter estado na agricultura Outras difamações dos sikhs sucederam-se a um ritmo acelerado. “Sentimo-nos um alvo fácil”, desabafa. “Não digo que os imigrantes não têm falhas, mas não são as falhas que eles dizem. Os portugueses também emigraram.” A comunidade sente-se desprotegida. Deixaram de fazer uma procissão em Lisboa, com medo de serem alvo de mais desinformação nas redes sociais. Na zona de Odemira, houve pressão para fechar um templo e isso acabou por acontecer porque os membros não queriam estar num local onde não se sentiam bem-recebidos. Folhetos contra a imigração foram postos em caixas do correio em zonas como o Algarve. “Não podemos deixar que estas pessoas nos coloquem contra todos”, afirma. E sublinha: “Se há um partido com 60 deputados que têm esta atitude, há 170 deputados de todos os outros partidos que não partilham as mesmas ideias.” É na aliança com estes que a energia se deve concentrar, defende. No fundo, quer que os outros partidos se juntem contra o discurso anti-imigração. “Deviam unir-se para nos proteger, a nós e a todos os outros imigrantes”, refere, criticando os partidos por, muitas vezes, estarem "calados”. “Quero trabalhar internamente para tornar a minha comunidade forte. Se não fizermos nada hoje, pode ficar pior.” Essa foi uma das lições que tirou do sucedido. Manpreet Kaur com os filhos. Tem um MBA e ainda procura creche para a filha de dois anos e meio As mulheres: a grande aposta Gagandeep Singh tem outro grande objectivo: dar ferramentas às mulheres para que trabalhem. Para isso, acredita, as mulheres precisam de aprender a língua, outras de ter formação. Neste momento não conseguem entrar no mercado de trabalho — embora existam mulheres sikh que trabalham em grandes empresas, em advocacia ou em imobiliárias, a maioria está em casa ou exerce profissões abaixo das suas qualificações. A religião não estabelece qualquer diferença entre homens e mulheres, garante. Dos raros trabalhos académicos que existem sobre esta comunidade, o de Jéssica Lopes para o ISCTE, com base em pesquisa feita entre 2017 e 2019, revela que os sikhs em Portugal são maioritariamente jovens e homens e que as práticas familiares transnacionais não conduziram a uma divisão mais igualitária dos papéis. Naquele período, as mulheres do Punjab migrantes em Portugal tinham, como os homens, maioritariamente baixas qualificações e o seu papel estava sobretudo confinado à esfera doméstica - a migração não aumentou a sua autonomia, concluía-se. O líder tem-se reunido com mulheres da comunidade para as ouvir e perceber as suas necessidades. “O objectivo é: como posso fazer com que se sintam mais confortáveis, especialmente a nível económico, e confiantes em si próprias. Se estivermos juntos, podemos fazer uma mudança positiva na sociedade e na comunidade também. Se fizermos esta mudança na comunidade, nos próximos três ou quatro anos as coisas serão diferentes." Amninder Kaur é professora de música e esteve a trabalhar a empacotar fruta Até porque, para uma mulher que tirou um curso superior, estar a fazer trabalhos como entregas de comida "é muito difícil, até para o seu cérebro — de alguma maneira está a lutar consigo própria.” Na sexta-feira à tarde voltamos à mesma sala para ouvir o que têm a dizer algumas mulheres, e a mensagem que passam é clara: não há qualquer impedimento dos maridos para que saíam de casa, muitas não trabalham por falta de condições. Ou porque têm que ficar em casa a cuidar dos filhos ou porque não encontram trabalho, por causa da língua ou outros factores. Uma a uma, as mulheres vão chegando até formarem um pequeno grupo. A falta de fluência em português é uma característica comum. Além de partilharem com grande à vontade as suas histórias, traduzidas pelo líder ou contadas em inglês, todas têm episódios de discriminação para contar. Vários envolvem filhos na escola, com os meninos a relatarem que há professores que ficam irritados quando eles dizem que não percebem o que dizem e se recusam a repetir ou usar o inglês para comunicar. Uma das mães diz mesmo que chegou a ir à escola falar com a direcção, mas segundo o filho a relação com o professor ainda piorou. O grupo é heterogéneo, há mulheres entre os 18 e os 58 anos, mulheres que não trabalham e mulheres com mestrados em gestão, professoras de música ou farmacêuticas — profissões que exerceram na Índia, mas não em Portugal. Surinder Kaur apoia a família e gostava de se dedicar à costura Amninder Kaur esteve a empacotar fruta e é música de profissão; Parwinder Kaur é farmacêutica e ainda não conseguiu encontrar trabalho na área; não sabe se quer ficar em Portugal por causa do ambiente que se vive (aos filhos têm dito “volta para a Índia” e ao marido roubaram várias vezes a comida que ia entregar). Manpreet Kaur tem um MBA e não consegue trabalhar porque não encontra creche para a filha de dois anos e meio. Paramjeet Kaur, mãe de gémeos, vive em Odivelas enquanto o marido está a trabalhar na agricultura em Beja, e tem uma licenciatura em educação, mas está dedicada aos filhos. Daljit Kaur tem a família em Portugal e tem tentado aprender português mas o seu nível de escolaridade é baixo, por isso tem dificuldades. Surinder Kaur quer aprender português para vir a trabalhar em "qualquer coisa", mas gostava de fazer costura. Apesar de terem tido aulas de iniciação ao português, ainda não é suficiente para manterem uma conversa. Mas falar a língua é uma necessidade identificada. “As pessoas quando percebem que não falamos português tratam-nos mal. Acham que não temos educação”, desabafa Paramjeet. O plano inicial desta jovem de cerca de 30 anos era comprar uma casa em Portugal, ficar, mas as coisas estão a mudar. Pelo que vêem nas redes sociais, porque sentem “racismo, discriminação”, incluindo dentro do seu prédio, onde os vizinhos começaram a ser hostis. “Não sei por que é que as pessoas se tornaram tão agressivas connosco. Estamos a tentar o nosso melhor.” Da invisibilidade à visibilidade agredida Quando em 2015 começou a frequentar a Gurdwara por causa do seu trabalho, a antropóloga (Iscte) Inês Lourenço já notava um sentimento de que os sikhs eram alvo de discriminação e preconceitos, muito associados à Alqaeda e a uma grande incompreensão relativamente a alguns objectos religiosos como o kirpan. “Havia muito a necessidade de mostrar: ‘nós não somos terroristas’", conta. "No metro era frequente alguém chamar-lhes taliban.” Com turbantes, e marcadores identitários diferentes daqueles que os portugueses conheciam até então, houve "novos pânicos" que se geraram, "completamente infundados.” E no caso dos sikhs, associados a uma identidade que nem sequer é a deles, a muçulmana, por causa da islamofobia. De resto, no dia-a-dia havia alguma tranquilidade e sentimento de que os portugueses eram acolhedores, mesmo que muitos não soubessem a língua de forma a compreenderem bem o que se passava à volta. Apesar de a sua investigação dentro da comunidade indiana se centrar mais nos hindus e não tanto nos sikhs, Inês Lourenço comenta: “Havia uma invisibilidade muito grande desta comunidade. Há autores que falam do desinteresse da academia por estas comunidades, mas, na verdade, eles estavam quase invisibilizados. E, se calhar, a invisibilidade era uma estratégia também de sobrevivência. Quando estes grupos passam de uma invisibilidade para a visibilidade, para um templo, para uma exposição pública, é uma afirmação nos espaços em que eles vivem. Hoje, a visibilidade tornou-se um problema para estas pessoas", comenta, lembrando os ataques de que têm sido alvo. Editado 30 Julho 2025 por rcoelho14 Compartilhar este post Link para o post
Lifehouse Publicado 30 Julho 2025 Citação de rcoelho14, há 41 minutos: https://www.jornaldenegocios.pt/economia/emprego/lei-laboral/detalhe/governo-quer-impedir-que-pais-recusem-trabalho-ao-fim-de-semana Pela família, sempre ❤️ Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 30 Julho 2025 É preciso ser-se um tipo muito especial de cobarde para apontar especificamente aos Sikh como principal alvo dentro das minorias. 2 Compartilhar este post Link para o post
Pavel Publicado 30 Julho 2025 Citação de rcoelho14, há 49 minutos: https://www.jornaldenegocios.pt/economia/emprego/lei-laboral/detalhe/governo-quer-impedir-que-pais-recusem-trabalho-ao-fim-de-semana muito interessante a semântica neste networking Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 30 Julho 2025 (editado) Citação de Black Hawk, há 32 minutos: É preciso ser-se um tipo muito especial de cobarde para apontar especificamente aos Sikh como principal alvo dentro das minorias. O pessoal desse género não faz a p*ta da mínima ideia nem quer saber. Resume-se tudo a "não queremos cá monhés". Não estão minimamente interessados em conhecer as pessoas e entender as suas crenças, o seu modo de vida e se são algum tipo de real problema para a sociedade ou não. Na cabeça deles são todos terroristas islâmicos, perseguem e violam mulheres de manhã à noite, e fritam gatos para comer em panelas de óleo usado por 6 meses, porque viram um vídeo qualquer no Tiktok de alguém a cozinhar na Ásia que não parecia muito higiénico. Vêm roubar simultaneamente o trabalho e os subsídios aos portugueses, assim como são os grandes culpados do preço da habitação (neste último pode haver um grão de areia de verdade, se tens mais gente a viver nas grandes cidades tens mais procura para a mesma oferta, mas certamente não será o único factor). Faz lembrar como os ucranianos, romenos e moldavos eram recebidos cá há 20 anos, só que pior porque estes são mais escurinhos e têm cultura um pouco mais diferente. Editado 30 Julho 2025 por noikeee 5 Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 30 Julho 2025 Citação de noikeee, há 42 minutos: O pessoal desse género não faz a p*ta da mínima ideia nem quer saber. Resume-se tudo a "não queremos cá monhés". Não estão minimamente interessados em conhecer as pessoas e entender as suas crenças, o seu modo de vida e se são algum tipo de real problema para a sociedade ou não. Na cabeça deles são todos terroristas islâmicos, perseguem e violam mulheres de manhã à noite, e fritam gatos para comer em panelas de óleo usado por 6 meses, porque viram um vídeo qualquer no Tiktok de alguém a cozinhar na Ásia que não parecia muito higiénico. Vêm roubar simultaneamente o trabalho e os subsídios aos portugueses, assim como são os grandes culpados do preço da habitação (neste último pode haver um grão de areia de verdade, se tens mais gente a viver nas grandes cidades tens mais procura para a mesma oferta, mas certamente não será o único factor). Faz lembrar como os ucranianos, romenos e moldavos eram recebidos cá há 20 anos, só que pior porque estes são mais escurinhos e têm cultura um pouco mais diferente. Também é pior porque destes o pessoal não tem medo, são pacíficos. A maioria das pessoas já pensaria 2 vezes antes de se meter com algum armário de leste. Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 30 Julho 2025 Saudades dos sikh serem talibãs porque "também usam pano na cabeça" Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 30 Julho 2025 Citação de kareca, Agora: Saudades dos sikh serem talibãs porque "também usam pano na cabeça" Há uns 10 anos atrás uma colega minha entrou em pânico na ida de metro para casa porque entrou um Sikh e aí meu Deus que pode ter uma bomba... 2 Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 30 Julho 2025 Citação de SAS_Robben, há 2 minutos: Há uns 10 anos atrás uma colega minha entrou em pânico na ida de metro para casa porque entrou um Sikh e aí meu Deus que pode ter uma bomba... pus o risinho para não chorar, que p*ta de ideia fds Compartilhar este post Link para o post
xicantonio Publicado 30 Julho 2025 Gabo a coragem de quem vai cá deixar filhos para levar com esta m*rda toda, principalmente os que têm meninas, guerreiros 2 1 Compartilhar este post Link para o post
Le God Publicado 30 Julho 2025 Citação de Lifehouse, há 1 hora: Pela família, sempre ❤️ Se passares a empresa para a família, não precisas de trabalhar ao fim de semana, trabalham os miúdos. Problema resolvido. Além de que o networking também se faz muito de copo de gin nos sunsets, mal conta como trabalho. E quem bebe álcool não pode amamentar. Está tudo ligado. 1 Compartilhar este post Link para o post
Caviar Publicado 30 Julho 2025 Citação de xicantonio, há 16 minutos: Gabo a coragem de quem vai cá deixar filhos para levar com esta m*rda toda, principalmente os que têm meninas, guerreiros Este comentário pode ser interpretado de duas formas. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 30 Julho 2025 Citação de xicantonio, há 1 hora: Gabo a coragem de quem vai cá deixar filhos para levar com esta m*rda toda, principalmente os que têm meninas, guerreiros É, acho que vou meter as 3 numa arte marcial qualquer Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 30 Julho 2025 Citação de SAS_Robben, há 1 hora: Há uns 10 anos atrás uma colega minha entrou em pânico na ida de metro para casa porque entrou um Sikh e aí meu Deus que pode ter uma bomba... 9 Compartilhar este post Link para o post