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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Neste ano que vai entrar vou tirar curso de medicina chinesa, antecipar a privatização da saúde para cobrar 20 euros por consulta e receitar chá verde às pessoas. 

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Estás declarações do ministro agora na RTP3, a dizer umas quatro ou cinco vezes "eu até vivi numa residência quando estudei em Coimbra" dão vibes de "eu, racista? Eu até tenho um amigo que é preto!"

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Citação de HappyKing, há 1 hora:

O conceito que o ministro explicou existe e é até evidente no nosso país. Ele explicou-o foi de forma muito tosca (não sei se na parte que foi cortada se explicou o resto). 

É o conceito dos serviços públicos serem usados apenas e só por quem não tem alternativa. Isto faz com que os serviços públicos se tornem cada vez menos universais e cada vez mais residuais. 

Isso tem consequências óbvias: diminui a pressão social para financiar e melhorar esses serviços (quem não tem alternativa não tem lugar de fala em termos públicos) e como consequência os cortes orçamentais passam a ser mais aceitáveis porque "ninguém" (em termos de percepção pública/comunicação social) os usa. 

Isto é um círculo vicioso porque quanto mais "opting out" menos financiamento e por consequência menos qualidade o que leva ao início do ciclo. 

Ou seja, não é a utilização da classe mais desfavorecida que leva a essa deterioração. É a não utilização pela classe média alta que o faz. Porque, não o fazendo, a pressão pelo seu financiamento e a melhoria da sua qualidade, é muito inferior. E isto é visível no nosso país. Na saúde, principalmente.

O problema é quando o que ele diz aponta mais para a culpa ser do pobre do que do plano de estado. E o objectivo é mesmo esse, continuar com a ostracização dos pobres e colocar cada vez mais as culpas de tal situação no indivíduo e não nas deficiências da sociedade.

Editado por smashing_pumpkin
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Isto é daquelas coisas que qualquer pessoa que chega ao nível de vida desta malta acha dos pobres e menos favorecidos, mas não tem coragem de dizer... desprezam mesmo mas precisam dos votos e da simpatia.

E não se enganem.. tirando os comunistas isto varre todo o espectro político. 

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Citação de hugoooo_17, há 4 minutos:

Isto é daquelas coisas que qualquer pessoa que chega ao nível de vida desta malta acha dos pobres e menos favorecidos, mas não tem coragem de dizer... desprezam mesmo mas precisam dos votos e da simpatia.

E não se enganem.. tirando os comunistas isto varre todo o espectro político. 

Não se trata apenas de achar isso ou não. Trata-se de quem se culpa por as coisas serem assim. Há quem culpe o indivíduo e há quem culpe as deficiências do sistema em termos de educação, apoios sociais, exclusão... o foco da questão será sempre esse. De querer que o pobre continue pobre para ser fonte de rendimento ou querer que todos tenham a oportunidade de ser algo mais.

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Citação de Carson Wentz, há 44 minutos:

Estás declarações do ministro agora na RTP3, a dizer umas quatro ou cinco vezes "eu até vivi numa residência quando estudei em Coimbra" dão vibes de "eu, racista? Eu até tenho um amigo que é preto!"

Só não era pobre. 

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Citação de HappyKing, há 2 horas:

O conceito que o ministro explicou existe e é até evidente no nosso país. Ele explicou-o foi de forma muito tosca (não sei se na parte que foi cortada se explicou o resto). 

É o conceito dos serviços públicos serem usados apenas e só por quem não tem alternativa. Isto faz com que os serviços públicos se tornem cada vez menos universais e cada vez mais residuais. 

Isso tem consequências óbvias: diminui a pressão social para financiar e melhorar esses serviços (quem não tem alternativa não tem lugar de fala em termos públicos) e como consequência os cortes orçamentais passam a ser mais aceitáveis porque "ninguém" (em termos de percepção pública/comunicação social) os usa. 

Isto é um círculo vicioso porque quanto mais "opting out" menos financiamento e por consequência menos qualidade o que leva ao início do ciclo. 

Ou seja, não é a utilização da classe mais desfavorecida que leva a essa deterioração. É a não utilização pela classe média alta que o faz. Porque, não o fazendo, a pressão pelo seu financiamento e a melhoria da sua qualidade, é muito inferior. E isto é visível no nosso país. Na saúde, principalmente.

Concordo. Eu farto-me de apontar isto a respeito dos transportes públicos.

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Citação de Carson Wentz, há 55 minutos:

Estás declarações do ministro agora na RTP3, a dizer umas quatro ou cinco vezes "eu até vivi numa residência quando estudei em Coimbra" dão vibes de "eu, racista? Eu até tenho um amigo que é preto!"

Adorava confraternizar com os pobrezinhos na Faculdade o Sr. Ministro, até gostava de comer arroz com feijão de lata todas as Terças! 

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Citação de Lebohang, há 3 minutos:

Adorava confraternizar com os pobrezinhos na Faculdade o Sr. Ministro, até gostava de comer arroz com feijão de lata todas as Terças! 

E atum em lata para acompanhar

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Citação de Keyser, há 55 minutos:

image.thumb.png.b552c445c5fa6dbf6df1f23f63786ef7.png

Mais ar de pedo, só com batina.

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Citação de antifa, há 3 horas:

Ainda me vão explicar como conseguem fazer embed do twitter btw

Copia o link do tweet, cola na barra de endereços do navegador, substitui "x" por "twitter" e cola na caixa de reply do tópico.

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Citação de HappyKing, há 4 horas:

O conceito que o ministro explicou existe e é até evidente no nosso país. Ele explicou-o foi de forma muito tosca (não sei se na parte que foi cortada se explicou o resto). 

É o conceito dos serviços públicos serem usados apenas e só por quem não tem alternativa. Isto faz com que os serviços públicos se tornem cada vez menos universais e cada vez mais residuais. 

Isso tem consequências óbvias: diminui a pressão social para financiar e melhorar esses serviços (quem não tem alternativa não tem lugar de fala em termos públicos) e como consequência os cortes orçamentais passam a ser mais aceitáveis porque "ninguém" (em termos de percepção pública/comunicação social) os usa. 

Isto é um círculo vicioso porque quanto mais "opting out" menos financiamento e por consequência menos qualidade o que leva ao início do ciclo. 

Ou seja, não é a utilização da classe mais desfavorecida que leva a essa deterioração. É a não utilização pela classe média alta que o faz. Porque, não o fazendo, a pressão pelo seu financiamento e a melhoria da sua qualidade, é muito inferior. E isto é visível no nosso país. Na saúde, principalmente.

Eu diria que é mais notado na saúde, mas não sei até que ponto na educação não está a ser pior.

Outro exemplo clássico é o que o @Tio Hansreferiu, dos transportes públicos.

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Ainda não estou convencido que o Ministro não veio dizer m*rda de propósito para afastar as atenções do maldito pacote laboral. 

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Citação de Lebohang, há 5 horas:

Adorava confraternizar com os pobrezinhos na Faculdade o Sr. Ministro, até gostava de comer arroz com feijão de lata todas as Terças! 

Já a outra gostava de calçar umas botas para ir brincar aos pobrezinhos no bairro de lata.

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É uma vergonha a forma como o Jornal de Notícias está a reportar esta situação do ministro da educação 

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Citação de challenger, há 10 horas:

Eu diria que é mais notado na saúde, mas não sei até que ponto na educação não está a ser pior.

Outro exemplo clássico é o que o @Tio Hansreferiu, dos transportes públicos.

Em Portugal, creio que se aplica a todos os serviços públicos.

E eu percebo que o PS (e até a esquerda no geral) se agarre à formulação bastante infeliz da ideia por parte do ministro. 

Isto de ter de admitir que um argumento básico social democrata se tornou prática no nosso país fruto da sua governação ao longo dos últimos anos com subinvestimentos e cativações em toda a linha degradando o que restava dos serviços públicos seria complicado.

 

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Citação de HappyKing, há 44 minutos:

Em Portugal, creio que se aplica a todos os serviços públicos.

E eu percebo que o PS (e até a esquerda no geral) se agarre à formulação bastante infeliz da ideia por parte do ministro. 

Isto de ter de admitir que um argumento básico social democrata se tornou prática no nosso país fruto da sua governação ao longo dos últimos anos com subinvestimentos e cativações em toda a linha degradando o que restava dos serviços públicos seria complicado.

 

Aproveitando a deixa, o investimento público é muito baixo em Portugal e o privado, sendo melhorzinho, não compensa. Desde a bancarrota que Portugal, pura e simplesmente não investe o suficiente em infraestruturas. Primeiro porque não houve dinheiro, depois porque, legitimamente, se gastou dinheiro noutras necessidades. E a consequência é a degradação das infraestruturas existentes. E se eu consigo entender que se opte por baixar o IRS ou aumentar reformas, não aceito que se andem a tirar portagens ou a introduzir a gratuitidade nos transportes públicos, entre outras coisas, quando o investimento público é tão reduzido e, se percebe que não há recursos financeiros para fazer muito mais.

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Não é difícil entender o que o Ministro disse. O que é difícil entender é que ele o diga assim, à boca cheia. É que, imagine-se, é ele que tem o poder para mudar aquilo que relata. Portanto, ele que se vá f*der. Merece o enxovalho que levou.

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Podia ter dito: As políticas públicas não têm prestado a devida atenção à acção social e às residências universitárias, é necessário um maior investimento e reconheço isso. 

Optou ser bronco (e fugindo-lhe a boca para a verdade).

Editado por Lifehouse

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Eu até podia acreditar que o ministro queria apenas dizer isso mas depois leio esta parte  "E por isso, aquilo que nós vemos nas residências, e que eu espero enganar-me, mas que provavelmente vai continuar a acontecer, é que nós vamos ter residências todas renovadas, que daqui a cinco anos vão começar a degradar-se." e custa-me um bocado ir nessa conversa.

Parece-me que o argumento faria algum sentido se não houvesse renovações e ele viesse falar na falta de importância que o governo dá aos serviços utilizados pelos mais pobres e que isso dificulta a realização dessas mesmas renovações. Agora se diz que apenas os mais pobres usam as residências, que vão ter residências todas renovadas mas que infelizmente daqui a cinco anos vão estar degradadas parece-me compreensível que as pessoas tenham alguma dificuldade em acreditar que ele estava a falar na dificuldade em investir nos serviços públicos quando segundo o mesmo esse investimento foi feito/vai ser feito. É suposto acreditar que aquele aparte que ele próprio puxa para o discurso diz respeito a despesas de manutenção e afins?

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Ministro de direita: "os pobres estragam as m*rda"

Jovem moderno pobre mas licenciado em contabilidade: "concordo. Pago mts impostos no meu ordenado de 1500 euros. Sou rico, gastei 350 euros num relógio de pulso 👍"

Editado por Plagio o Original
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Citação de Nowell, há 48 minutos:

Eu até podia acreditar que o ministro queria apenas dizer isso mas depois leio esta parte  "E por isso, aquilo que nós vemos nas residências, e que eu espero enganar-me, mas que provavelmente vai continuar a acontecer, é que nós vamos ter residências todas renovadas, que daqui a cinco anos vão começar a degradar-se." e custa-me um bocado ir nessa conversa.

Parece-me que o argumento faria algum sentido se não houvesse renovações e ele viesse falar na falta de importância que o governo dá aos serviços utilizados pelos mais pobres e que isso dificulta a realização dessas mesmas renovações. Agora se diz que apenas os mais pobres usam as residências, que vão ter residências todas renovadas mas que infelizmente daqui a cinco anos vão estar degradadas parece-me compreensível que as pessoas tenham alguma dificuldade em acreditar que ele estava a falar na dificuldade em investir nos serviços públicos quando segundo o mesmo esse investimento foi feito/vai ser feito. É suposto acreditar que aquele aparte que ele próprio puxa para o discurso diz respeito a despesas de manutenção e afins?

Ele até era capaz de estar a falar disso, mas nunca se sabe já que aquele discurso parece de alguém com o 6o ano. E eu até compreendo o que ele diz, é óbvio que se só tiveres alunos pobres numa residência/escola/onde quer que seja, infelizmente o poder reivindicativo destes é muito menor do que alguém de classe média ou média alta. Os pais não têm tempo para dar atenção a isso porque trabalham das 06h às 20h em 2 empregos para suportar a família. Na classe média e acima na generalidade país e pessoas tem disponibilidade e tempo para pensar e protestar e capacidade de aceder a meios de comunicação para denunciar certas coisas.

Agora é verdade que a forma como ele mete as coisas é que os pobres vão para as residências novas e passados 5 anos aquilo já está tudo destruído porque os pobres não se sabem comportar. Se não foi essa a intenção é isso que dá a entender. Quando devia ter posto as coisas de um modo que diz que as residências novas vão se degradando como qualquer edifício independentemente de quem lá reside, mas se só lá estiverem pobres, estes infelizmente não tem acesso a todos os meios para exigir a adequada manutenção e reparação dos espaços, enquanto que se tivermos uma junção de alguns elementos de classe média ou média alta, estes já terão acesso a estes meios (seja por terem acesso a meios de comunicação para o denunciar, seja porque conhecem alguém que pode interceder) e as residências serão devidamente mantidas.

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