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Livre admite escolher Rui Tavares como candidato a primeiro-ministro mesmo fora da liderança

Partido não exclui ter Tavares como representante nas próximas legislativas. Oposição acredita que continuará a ser o "porta-voz informal" do Livre e questiona a popularidade de Jorge Pinto.

O Livre não exclui que Rui Tavares seja o candidato a primeiro-ministro do partido nas próximas eleições legislativas, apesar de o historiador estar prestes a deixar o cargo de co-porta-voz no congresso que se realiza em meados de julho. As próximas eleições legislativas vão realizar-se o mais tardar em 2029 e Rui Tavares só poderá voltar a candidatar-se à liderança do partido no congresso de 2030. Ainda assim, a lista A — maioritária no partido e da qual fazem parte todos os seus seis deputados — admite que Tavares seja o representante máximo do Livre nas próximas legislativas, numa reedição do que aconteceu nas eleições de 2022.

Fontes da ala maioritária do Livre, ouvidas pelo Observador, separam de forma clara a liderança da candidatura a primeiro-ministro. “É possível ser o Rui Tavares”, diz um destacado membro. Também Tomás Cardoso Pereira, o número cinco da lista A ao Grupo de Contacto (direção), não exclui que se repita esse cenário, mesmo considerando que o exercício não passa de “especulação”. Ao Observador, explica que a decisão sobre o próximo candidato a primeiro-ministro será sempre das bases. “Isso vale para o Rui Tavares como vale para qualquer outro membro do Livre. Nós escolhemos os nossos candidatos e representantes em eleições primárias. Tudo isso é decidido mais perto dos processos eleitorais. Ainda estamos muito longe de legislativas, se não forem antecipadas. Estar aqui a especular quem é que vai ser não passa de especulação.”

Apesar do partido organizar primárias para definir os candidatos a deputados, a escolha do candidato a primeiro-ministro, que representa o partido nos debates e é o dirigente máximo da candidatura às legislativas, não é diretamente feita pelos militantes. As primárias do Livre nas legislativas servem exclusivamente para definir os candidatos, e a posição dos mesmos, a cada círculo eleitoral. Desde a fundação do partido, a escolha do candidato a primeiro-ministro tem recaído sempre sobre o cabeça de lista em Lisboa, mas Tomás Cardoso Pereira esclarece ao Observador que esta decisão é tomada pelo Grupo de Contacto e pela Assembleia do Livre (direção alargada) antes da campanha eleitoral.

Por exemplo, nas legislativas de 2022, Rui Tavares foi o candidato a primeiro-ministro do Livre sem que fosse membro da direção nem porta-voz do partido. Antes dessas eleições, o partido não tinha representação parlamentar e o historiador foi o escolhido após ganhar as primárias para o círculo eleitoral de Lisboa. Meses depois de garantir o regresso do Livre à Assembleia da República, Rui Tavares seria eleito em congresso um dos porta-vozes do partido.

Desde a fundação do partido em 2014, o historiador é a principal figura mediática do partido, tendo sempre sido próximo da direção do Livre. No entanto, caso Rui Tavares seja o candidato a primeiro-ministro do Livre nas próximas legislativas, o contexto seria muito diferente ao de 2022. Antes dessa data, nunca tinha sido o porta-voz. Agora, acaba de terminar um ciclo de quatro anos na liderança máxima do Livre. Questionado sobre se este contexto recente poderia levar o Livre a riscar definitivamente Rui Tavares da lista de potenciais candidatos a primeiro-ministro, Tomás Cardoso Pereira rejeita a hipótese, não querendo condicionar a futura escolha das bases.

“Não há outra coisa que se possa fazer que não seja deixar em aberto, porque ainda temos um congresso com a eleição de uma nova direcção do partido e respetivos porta-vozes. Depois, temos as primárias a realizar antes dos próximos atos eleitorais, que estão marcados e são daqui a alguns anos. Tudo o que não seja deixar em aberto é um exercício de especulação. Para além de especulação, é especulação errada, porque, a não ser que algo mudasse drasticamente o funcionamento do Livre, essa decisão final cabe sempre houve mesmo do Partido”, assegura o chefe de gabinete do grupo parlamentar do partido.

Rui Tavares vai fazer parte de “trio de ataque”

Apesar de estar prestes a abandonar o cargo de porta-voz, Rui Tavares vai manter-se como membro do Grupo de Contacto do Livre, sendo o terceiro candidato da lista A ao órgão que dirige o partido. No entanto, após o anúncio desta decisão, o historiador deu uma entrevista que levantou dúvidas sobre em que medida se vai afastar do centro de decisão do Livre. Isto por ter dito ao Jornal de Notícias e à TSF que, em conjunto com Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto, iria constituir “um tridente de ataque para derrotar a extrema-direita”.

Tomás Cardoso Pereira esclarece que Rui Tavares “não passará a ser um terceiro porta-voz” e volta a apostar na metáfora futebolística para explicar a dinâmica entre os três: “Basicamente, isto é o tal trio de ataque, mas que tem dois ponta-de-lança muito bem identificados e depois tem um médio distribuidor de jogo.”

Não obstante o Grupo de Contacto do Livre ter 15 membros efetivos, tanto Rui Tavares como Tomás Cardoso Pereira, sublinham a importância que os três primeiros candidatos da lista A terão no futuro do partido. “Tanto o Rui Tavares, como a Isabel Mendes Lopes, como o Jorge Pinto, são três pessoas que achamos que são muito importantes no combate que há a fazerna construção de uma alternativa progressista e ecologista de que o País precisa. São provavelmente as três figuras mais conhecidas do Livre e, por isso, têm este destaque.”

Ainda assim, o candidato da lista A confirma que Rui Tavares terá inevitavelmente uma menor presença mediática enquanto representante do partido. “Quem fala pelo Livre são os seus porta-vozes. O Rui Tavares continua a ser deputado, tem pastas que estão mais ao cuidado dele no âmbito do trabalho parlamentar, continuará a falar delas, à imagem do que fazem os outros deputados com os seus dossiês. Mas, em termos daquilo que é o ciclo mediático, coisas que acontecem no quotidiano da política portuguesa, quem fala são os porta-vozes”, termina o representante da lista A.

Liderança bicéfala posta em causa pela oposição interna

A tomada de posse de Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes como novos co-porta-vozes está ainda dependente dos resultados do congresso eletivo do Livre, a realizar entre 10 a 12 de junho. No último congresso, a lista que encabeçavam venceu confortavelmente as restantes, elegendo dois terços dos membros do Grupo de Contacto com 61% dos votos. Porém, as duas listas que se candaditam agora à direção do partido acreditam num desfecho diferente e criticam a lista A por anunciar novos porta-vozes, antes de saber se vai manter o controlo do Grupo de Contacto.

Tiago Mota, primeiro candidato da lista V à direção, sublinha a “imensa importância da rotatividade” na liderança para o Livre. Contudo, acredita que esta renovação não vai acontecerá por decisão da linha maioritária do partido — até porque “nada está decidido” antes da contagem dos votos no congresso a realizar no Hockey Club de Sintra, lembra em declarações ao Observador. “A lista A vai ter uma surpresa significativa com o decréscimo de mandatos. O grande potencial do Livre está em ter três listas em minoria, obrigadas a procurar soluções de consenso”, avisa Tiago Mota.

O cabeça de lista da lista V acusa a tendência maioritária do partido de ter adotado uma “extratégia de centralização do poder”, que esvaziou o Grupo de Contacto e está a alienar as bases. “O Grupo de Contacto quase não está sequer em funcionamento, não há quase reuniões. A política do partido está concentrada no gabinete parlamentar. Há uma direção informal que é o gabinete parlamentar“, atira Tiago Mota. Por sentir que os “elementos de base não estão a ser escutados de forma nenhuma”, o representante da lista V prevê uma penalização da lista A nas próximas eleições para o Grupo de Contacto.

A verificar-se esse cenário, os resultados teriam um impacto decisivo na organização da direção do Livre. Se a lista de Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto não conseguir revalidar a maioria absoluta na direção, o modelo de liderança do partido terá de ser negociado entre os membros eleitos das várias listas. O cabeça de lista da lista S, Rodrigo Brito, afirma que as duas listas da oposição não se revêem na atual distribuição de poder dentro do Grupo de Contacto.

“A sermos coerentes com a posição que temos tomado até aqui, nenhuma das outras duas listas vai querer ter porta-vozes fixos. Não vamos criar porta-vozes únicos, vamos criar porta-vozes setoriais”, afirma Rodrigo Brito. As duas listas da oposição alertam que o modelo de liderança bicéfala não está previsto nos estatutos do Livre. “Os nossos estatutos dizem que nós não temos um co-porta-voz, nem sequer um porta-voz. O que os nossos estatutos dizem é que as 15 pessoas [o número de eleitos para o Grupo de Contacto] devem, rotativamente, dependendo do tema em discussão, representar o partido”, defende Tiago Mota.

Rodrigo Brito também se junta às críticas à lista A, que ambos censuram por já ter atribuído pelouros e cargos (como a novidade do “secretário-geral”) aos seus candidatos antes de ser conhecida a nova composição da direção. “Por que raio deveria o Rui Tavares ficar com os pelouros de formação e estratégia, quando se calhar temos outras pessoas nas outras listas que vão ser eleitas e talvez também são muito boas em formação e estratégia? Parece-nos muito extemporâneo“, questiona o candidato da lista V.

Oposição não acredita no passo atrás de Tavares. E questiona popularidade de Jorge Pinto

Não concordando com o modelo de liderança bicéfala, os membros das listas da oposição ouvidos pelo Observador desvalorizam o anúncio da não continuidade de Rui Tavares no cargo de co-porta-voz. “Eu não posso falar pelo Rui Tavares nem sobre o que ele pretende fazer da sua posição no partido no futuro. O que sei é que, neste momento, ele está a mostrar de forma muito clara que pretende manter-se ativamente nesta grande na maioria dirigente no partido”, afirma Rodrigo Brito.

Já Tiago Mota acredita que o historiador não vai abdicar de ser o principal representante do Livre junto da opinião pública. “O Rui Tavares vai continuar a ser claramente o porta-voz informal do partido, tal como sempre foi. Mesmo que seja informal, na prática, é isso que acontece”, declara o candidato da lista V.

De qualquer modo, Rodrigo Brito defende que Mendes Lopes e Jorge Pinto representam a “continuidade” da política do partido sob a liderança de Rui Tavares, visto que os três estão juntos à frente do Livre “de uma forma ou de outra, desde a sua fundação”. Na verdade, o candidato da lista S considera Jorge Pinto um “bom deputado”, mas questiona a sua capacidade de trazer novidade ao partido por pertencer à “maioria dirigente” do Livre.

Rodrigo Brito põe em causa as “decisões estratégicas eleitorais problemáticas” tomadas nos últimos anos, nomeadamente relativamente à candidatura de Jorge Pinto à Presidência da República. “O problema das presidenciais foi ser uma candidatura às eleições erradas. Houve sérias dúvidas no partido se devíamos apoiar alguém do partido e parece-se evidente que o nosso eleitorado não rejeitou o candidato, rejeitou foi a pertinência da candidatura”, conclui.

Por outro lado, Tiago Mota viu no resultado de Jorge Pinto um indício de que este poderá não ser bem acolhido pelo eleitorado. “Estranhamos [a escolha], porque nos pareceu nas eleições que a popularidade do Jorge Pinto não é assim tão espetacular. No entanto, é óbvio que nós achamos que a lista A deve escolher as posições que entende para os seus membros. São livres e devem, na sua total liberdade, escolher quem encabeça a lista.”

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Citação de Lebohang, há 8 horas:

r/nottheonion

Pera, o Bugalho é vice-presidente do PSD?????????

Mas o nepo-tacho deste gajo não acaba??????

Editado por JGabriel

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Citação de JGabriel, há 6 minutos:

Pera, o Bugalho é vice-presidente do PSD?????????

Mas o nepo-tacho deste gajo não acaba??????

Não, o Bugalho é só um comentador independente. 

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Mas que parolice vem a ser esta? Se era para mostrar que nem os nossos governantes nem os boches da Lufthansa sabem pegar numa pá, ficámos agora a saber.

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Citação de Descartes, há 8 horas:

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Mas que parolice vem a ser esta? Se era para mostrar que nem os nossos governantes nem os boches da Lufthansa sabem pegar numa pá, ficámos agora a saber.

Digo que até teria feito bem mais sentido ser o Emídio Sousa o representante do governo, dado que foi foi a presidencia de câmara dele aqui na Feira que fez o trabalho todo que trouxe a Lufthansa para cá.

E assim eu também evitava ver a cara do Montenegro em fotos, era win win

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Pelo menos memes não faltarão.

Editado por Ghelthon
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Citação de Ghelthon, há 53 minutos:

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Pelo menos memes não faltarão.

Knock-off do  meme do Obama a condecorar-se a si mesmo...

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O Deng Xiaoping não errou quando ao deixar os chineses brincar ao capitalismo, obrigou o pcc a tomar conta da economia. 

Quem acredita na teologia da mão invisível está a uns furos de ter uma patologia igual ou pior. 

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“Problema de liderança”, “incoerência” e violação dos estatutos: oposições criticam direção do Livre e exigem “mais democracia”

Há duas listas a concorrer contra a atual direção do Livre no XVII Congresso marcado para julho. Moções exigem “descentralização”, reforço e autonomia dos órgãos locais e “mais transparência” nos processos internos

“Concentração do poder”, falta de “coesão interna” e de transparência, atrasos na apresentação de orçamentos e na resposta a novos membros, resultados eleitorais “dececionantes” e “violação” dos estatutos. Com o XVII Congresso marcado para 10, 11 e 12 de julho, a atual direção do Livre volta a estar sob fogo das oposições internas.

Tal como em 2024, a eleição do Grupo de Contacto (GC, o órgão executivo do Livre) volta a ser disputada entre três listas. Se todos os candidatos defendem o reforço dos Núcleos Territoriais e a capacitação dos quadros e dos membros e apoiantes (as duas formas de militância do partido), as duas listas opositoras não poupam nas críticas ao funcionamento da atual liderança, que se recandidata na Lista A (encabeçada por Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto e com Rui Tavares em terceiro lugar).

Lista com vereadora de Lisboa critica modelo bicéfalo “imposto”

“Para ser Livre, Sê Inteiro” é o título da moção apresentada pela Lista S, que inclui três membros do atual GC: Rodrigo Brito (que encabeça a candidatura), Patrícia Robalo (vereadora municipal em substituição de Lisboa) e Natércia Rodrigues. A candidatura aponta o dedo ao atual modelo de liderança, que dizem ter sido “imposto” pela lista maioritária e não estar previsto nos estatutos. Diagnosticando um “problema de liderança” e um “esvaziamento do Grupo de Contacto”, defendem “mais transparência” nos processos internos e um reforço da “coesão interna”.

Na moção, os candidatos assinalam que o Livre ter-se tornado no “maior partido parlamentar à esquerda do PS” foi um “passo importante mas não é garantia” de nada. “O dececionante falhanço em eleger nas Europeias e o mau resultado da candidatura presidencial apoiada pelo Livre, a par de uma prestação modesta nas autárquicas, exigem reflexão estratégica.”

Patrícia Robalo
Patrícia Robalo
Ana Baiao

Quando a “esquerda perdeu iniciativa”, este pode ser o “momento charneira” para Livre se tornar na “casa comum da esquerda nos próximos anos”. “A estratégia de sermos o ‘meio da esquerda’ tem contribuído para o acantonamento e estigmatização da própria ideia de esquerda”, alertam.

Se até agora cresceram pela “mobilização em torno de um programa alternativo de esquerda”, ir além dos 5% nas legislativas implica “implantação social e local”, mas também um partido “mais corajoso na sua ação política e mais democrático no seu funcionamento interno.” É preciso reforçar a “base popular” e as ligações a organizações da sociedade civil, assim como apostar em iniciativas direcionadas aos jovens, propõem.

“O trabalho parlamentar é importante mas insuficiente para consolidar o partido a nível nacional”, notam. “O papel dos órgãos nacionais deve ser o de facilitar a ação política de proximidade, e não centralizar ou controlar a atividade política local.”

Lista V denuncia “padrão de concentração de poder”

Já a Lista V leva a Congresso a moção “Corrente LIVREtária”, sendo encabeçado por Tiago Mota e Mónica Casqueira (ambos membros do atual GC). A candidatura lamenta que o Livre não esteja a cumprir a “promessa” com que nasceu: a de “fazer política de forma diferente” sem “repetir os vícios dos partidos tradicionais” e sendo “transparente, horizontal e democrático”. Pelo contrário, denunciam um “padrão de concentração de poder e hierarquização dos processos políticos” contrário aos estatutos e regulamentos.

A candidatura critica os atrasos na apresentação de orçamentos, as demoras de “oito meses” na resposta a novas inscrições. Condenando a “opacidade” do GC junto dos próprios membros, apontam o dedo à ausência da realização de reuniões públicas (“exigidas pelos estatutos, deixaram de acontecer há mais de um ano”) e a demora de “seis meses” na resposta aos pedidos de esclarecimento da Assembleia (o principal órgão do partido entre congressos). Defendem ainda que todos os membros do GC devem ter “acesso pleno” ao e-mail oficial do partido, o que dizem não estar a acontecer, e a documentação dos processos internos. Tudo críticas internas que têm sido apontadas publicamente à atual direção nos últimos meses.

A Lista V aponta ainda o dedo à “interferência nos processos eleitorais internos”, nomeadamente na alteração das regras nas primárias das europeias em 2024 e a “consulta enviesada” nas presidenciais. A violação dos próprios estatutos e regulamentos é uma “incoerência fundamental” que “ameaça à credibilidade política do Livre e à confiança dos membros e apoiantes”, denunciam. Assumindo 50 compromissos, propõem-se a mudar esta “cultura” que dizem ter-se instalado no partido.

“O papel do GC deve centrar-se na Gestão da Colaboração entre os elementos que compõem o colectivo”, criando as “condições” para que cada órgão (do nacional ao local) possa desempenhar o seu devido papel, insistem. A moção abstém-se assim de defender “posições políticas” por considerar que essa é uma “prerrogativa do Congresso e da Assembleia”.

No Congresso, querem negociar com as outras duas listas uma “Moção Estratégica de Compromisso”. “É fundamental iniciar o próximo mandato sincronizando posições.” Um ponto de convergência com a Lista S, que defende que o GC deve criar “metodologias e ferramentas de trabalho que fomentem a plena participação dos membros eleitos, e permitam delinear uma estratégia conjunta para o mandato que reflita todas as sensibilidades democraticamente eleitas para esse órgão”.

Grupo de Contacto composto por elementos das várias listas seguindo método de Hondt

Desde esta segunda-feira e até 6 de julho está a decorrer o período de subscrição das listas. Para serem admitidas, cada lista terá de ter um mínimo de 75 subscritores (cinco vezes o número de candidatos, sendo que cada membro pode subscrever mais do que uma lista). No Congresso, as listas serão votadas e a composição do novo Grupo de Contacto resultará da distribuição dos mandatos pelas listas elegíveis segundo o método de Hondt. No último Congresso, a lista encabeçada por Isabel Mendes Lopes e Rui Tavares venceu com 61% dos votos, elegendo dois terços dos 15 membros do GC.

Paralelamente, será eleito segundo o mesmo método o Conselho de Jurisdição. Já a Assembleia do Livre (o órgão máximo do partido entre congressos) resulta de candidaturas uninominais. O regulamento ainda terá de ser votado no primeiro dia de congresso, mas nos anos anteriores os homens tinham de ter um mínimo de 20 votos, enquanto as mulheres e pessoas de género não normativo necessitavam de 10 votos.

As regras do partido estabelecem um limite de três mandatos consecutivos por órgão. Porém, podem candidatar-se imediatamente a outro órgão nacional. Dos atuais membros do Grupo de Contacto, há três pessoas que não surgem em nenhuma lista (duas, por limitação de mandatos, incluindo a deputada Filipa Pinto) e uma que integra uma lista ao Conselho de Jurisdição.

No Congresso, estarão também em discussão 83 moções específicas (49 referentes ao funcionamento interno e 33 programáticas).

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Citação de Ghelthon, há 5 horas:

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Pelo menos memes não faltarão.

Pá, não conhecia isto. Muito obrigado, o meu dia ficou muito melhor.

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Citação de Ghelthon, há 6 horas:

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Pelo menos memes não faltarão.

f*da-se 🤣🤣🤣🤣 

O gajo tem a capacidade única de parecer uma versão de cartão de si próprio. 

Editado por JGabriel
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Preparem-se para mais uma subida dos combustíveis com o preço do petróleo a descer ❤️

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enquanto nao começarmos a meter fogo em postos de abastecimento isto nao vai la. 

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Hoje fui levar a miúda à escola e encontrei uma seringa à porta, caída no chão.

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Citação de Tio Hans, há 33 minutos:

Hoje fui levar a miúda à escola e encontrei uma seringa à porta, caída no chão.

Pelo menos já sabes que na escola dela não está o filho do Gustavo Santos

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Citação de Tio Hans, há 3 horas:

Hoje fui levar a miúda à escola e encontrei uma seringa à porta, caída no chão.

Estamos a regredir em muita coisa. 

Em Lisboa tenho visto aumentar a prostituição na rua. E malta jovem... Faz me muita confusão esta m*rda 

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Citação de Tio Hans, há 10 horas:

Hoje fui levar a miúda à escola e encontrei uma seringa à porta, caída no chão.

O Porto está um bocado complicado nisso, não? Sinceramente nem sei que zonas são as piores hoje em dia, mas tenho visto/lido isso.

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Citação de dpitz, há 6 horas:

Estamos a regredir em muita coisa. 

Em Lisboa tenho visto aumentar a prostituição na rua. E malta jovem... Faz me muita confusão esta m*rda 

Não estarás só com o grupo de amigos errado ? 

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isso era o pão nosso de cada dia à porta da minha primária nos anos 90/00

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